TDAH- UMA ESPONJA EMOCIONAL

                   



Daria um bom filme; claro que um filme de Godard, Bergman ou Woody Allen. Aqueles filmes meio 'noir', em tons de cinza com a atmosfera até meio depressiva.
Acompanhe o roteiro:
a personagem principal é uma pessoa que, por onde passa, tem o poder de absorver o clima dos ambientes que frequenta.
Altíssimo poder de absorção emocional.
Essa capacidade é mais aguçada na tristeza do que na alegria.
Nosso herói - ou heroína - se multiplica, se desdobra, renasce a cada mudança favorável de ambiente ou de companhia.
Imagine uma flor que murcha e viceja várias vezes por dia.
Eu sou assim e custei milênios para descobrir. Em geral o mau humor alheio afeta-me mais do que o bom humor.
Há muito pouco tempo descobri isso, quantas vezes me sinto melancólico, triste, sem lugar e um simples mudar de ambiente muda meu humor. Isso aconteceu há menos de duas semanas. A namorada estava meio deprê, meio chateada, e eu entrei no clima. Após o almoço ela decidiu ir para casa e meu humor mudou completamente. O problema é que somente após a melhora do humor é que reconheci essa característica da minha personalidade. Precisei curtir toda a tristeza antes de abrir os olhos.
Um efeito sanfona emocional, apenas mais uma característica que contribui para que nosso dia a dia ser mais pesado e complexo.
Mais uma vez o auto conhecimento e o conhecimento do TDAH são fundamentais, manter-se vigilante evita que caiamos na armadilha do transtorno.
Esse post originou-se, mais uma vez, de um comentário anônimo.
Peço que comentem, comentem anonimamente, os comentários são um manancial de inspiração para novos posts.
Alexandre Schubert

TDAH diagnosticado aos 50 anos, criança hiperativa, dispersa; adolescente impulsivo, desatento, perdido; adulto inconstante, desatento, sem foco, procrastinador... Duas faculdades não concluídas, inúmeros empregos e empresas próprias, um sem número de relacionamentos eternos.

10 Comentários

  1. Também sinto exatamente isso, não é à toa que sempre me identifiquei com a vampira dos x-men e sempre me senti meio mutante.Tenho uma facilidade de me melindrar até com despretenciosos comentários, faço tempestades em copos d'água e tenho a sensibilidade à flôr da pele mas desde que comecei a fezer terapia e me condicionar , estou fazendo muitos progressos em relação à interação com outras pessoas. Essa intensidade de sentimentos é muito comentada quando se fala em características de pessoas com TDAH e nós não poderíamos ser diferentes. Um abraço e força sempre.

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    1. Obrigado 'Alice'.
      Eu me comparo sempre com um vulcão: mesmo adormecido lá dentro é pura lava fervente.
      Hoje me melindro bem menos, também fiz
      terapia(bem antes de me descobrir TDAH) e
      a própria experiência de vida nos ensina.
      Eu adoro aquela música do Raul, Metamorfose Ambulante, é meu retrato. rsrsrs
      Um abraço

      PS.: ACABEI DE DESCOBRIR SEU BLOG, VOCÊ É BRILHANTE. SEU TEXTO SOBRE O AMOR TDAH É ESPETACULAR. PARABÉNS!

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  2. Eu nunca fui um beberrão. Podia passar mêses sem beber e não sentia falta. mas antes de parar definitivamente de consumir bebidas acoolicas (por pedido da minha namorada.rs) percebi que eu gostava da sensação que o alcool trazia. Um sensação de que o mundo não era tão complicado, que eu gostava de interagir e que poderia entender melhor o mundo a minha volta principalmente as intenções das pessoas. Algo que experimento hoje em dia com a Ritalina. A diferença que a Ritalina foi feita pra isso e o alcool não. As vezes penso também se esses efeitos quando uso a rita não seriam o verdadeiro eu por de trás dos efeitos do dda. Vontade de abraçar a vida com todas as forças e pensar que o céu é o limite. Mas infelizmente não posso me apoiar em uma pessoa que so existe quando toma remédio. Não sou uma pessoa triste mas com a Rita é como se meus limites aumentassem. E a percepção do mundo melhorasse. E ao invés de viver da alegria dos outros, poder viver da minha própria.

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    1. Cara, forte isso!
      Sim, creio que a rita tira a névoa que existe em nossa cabeça. Nós seríamos assim! Interessante mas perigoso, a ritalina é um suporte, precisamos mais do que isso, precisamos de nos reconhecer capazes de fazer aquilo que pretendemos e ser quem sonhamos. Isso só vem (creio eu) após um bom tempo de tratamento medicamentoso e psicológico.
      Sigamos em frente.
      Ao infinito e além!
      Um abraço
      Alexandre

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  3. Comecei a ler os tópicos procurando um melhor conhecimento sobre meu filho e me assusto ao me reconhecer em cada um deles!

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  4. Quanto ao uso da ritalina (ou outros) , o medo que tenho é de que o meu filho ache o o sucesso dele é merito dela, e não é. Na minha leiga visão, ela apenas permite que ele organise o seu potencial. As vezes ele faz alguns comentários que me dão arrepios. Como se fosse uma dependência e como se os créditos por uma boa nota, por uma boa letra ou um bom comportamento não fossem dele e sim da medicação. Tenho consciência de que depende muuuuuito de mim a melhora de sua alta estima e estou tentando, mas a ideia me3 aterroriza.

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  5. Ola!
    Você tem razão, o sucesso é dele, mas o fato de ele louvar os efeitos do remédio não é ruim pois diminui a possibilidade de abandono do tratamento no futuro.
    Sim, sempre depende da ajuda dos pais, aprofunde seus conhecimentos sobre o TDAH, você conhecerá seu filho melhor e aprenderá a conviver com ele.
    Um abraço e obrigado por seu comentário
    Alexandre

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  6. Amigos, fui diagnosticado TDAH há um mes hoje estou com 29 anos e lendo esse fantastico blog vejo que muitos dos meus erros do passado estão comentados aqui, o mal disso tudo é que até cerca de 2 meses atras eu só me sentia diferente e azarado, hoje estou conhecendo o TDAH e pretendo lutar contra ele com todas minhas forças!
    Mas aí vem a pergunta... como me livrar de todo aquele sentimento de derrota que ficou pra tras?
    Estou adorando o blog, é bom sentir que não estou sozinho nessa guerra.

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  7. Me pergunto, o quanto dos sintomas do TDAH são mediunidade em desequilíbrio?

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  8. São bem distintos, embora nas duas situações tenha muita influenciação externa,
    no tdha é real e fisica, na mediunidade : real extrafisica.

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