O TDAH E A VIDA REATIVA: VIVENDO PARA APAGAR INCÊNDIOS.



A Mente TDAH e o Mito do Planejamento 

A maior parte da nossa existência é vivida de forma reativa. Vivemos para consertar nossos próprios erros. Vivemos para apagar incêndios.
Jamais consegui entender o conceito de planejamento de vida. Como assim alguém consegue planejar a vida? Minha vida é uma sucessão de surpresas, de intercorrências e de esforços hercúleos para resolvê-las.
Haverá alguém que leve uma vida diferente? Haverá vidas que não se pautem em sanar erros, reparar danos? Claro que há, e conheço várias. Vidas que seguem um curso linear ascendente, sem grandes surpresas ou grandes decepções. Vidas em que cada passo foi pensado, planejado e executado de acordo com esse planejamento. Não há surpresas pois o terreno em que se pisa é sólido, previamente analisado e escolhido. 

Belo Horizonte, Caminho Acidentado

Aqui não, aqui miramos o horizonte, geralmente um belíssimo horizonte - que só existe em nossas cabeças - e caminhamos em sua direção sem prestar atenção ao caminho. E afundamos em pântanos. E tropeçamos em obstáculos. E caímos em valas. E a vida transforma-se numa incrível luta pra sair do buraco, escapar do pântano, curar as feridas...

O Custo Invisível de Cair e Levantar

Reerguemo-nos e seguimos em frente, impávidos, indestrutíveis, imparáveis. Mas seguimos doídos, inseguros, envergonhados, cansados... 

A Resiliência Inútil 

A resiliência do TDAH é de uma inutilidade faraônica uma vez que se manifesta sempre em reação a uma queda desnecessária, uma queda autocriada, uma queda ridícula.
Levantamos, limpamos a poeira das roupas sem sequer olhar para os lados, ignorando propositadamente quem está ao redor, evitando os olhares de reprovação de quem sabe que aquela não é a primeira queda. E nem será a última.


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Na luta contra o TDAH me sinto nas cordas: Sobre a sensação de estar sempre na defensiva.

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Conheça as melhores opções de tratamento do TDAH através do site da ABDA: Associação Brasileira do Déficit de Atenção. 

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