TDAH: PRECISAMOS RECONHECER NOSSOS PRÓPRIOS ESFORÇOS.

       

Homem semelhante a Sísifo empurrando uma enorme pedra montanha acima enquanto outra pessoa sobe com facilidade carregando apenas uma pequena pedra, simbolizando o esforço invisível do TDAH.
Enquanto alguns sobem a montanha carregando pequenos pesos, outros precisam empurrar pedras gigantes todos os dias — e ainda assim continuam avançando.



Você reconhece suas pequenas vitórias?

Estamos acostumados a nos punir, a nos desvalorizar, a nos vilipendiar, mas se pararmos para pensar: merecemos mesmo esse autodesprezo?

O TDAH e a sensação de largar atrás

Imaginemos um cenário: Dois carros de fórmula 1 estão no grid de largada, carros da mesma equipe com a mesma configuração, idênticos em tudo. Uma única diferença: um larga na primeira posição o outro na última.

Ambos teriam a mesma chance de terminar a prova em primeiro lugar, mas um deles terá toda uma extensão de pista e outros carros a ultrapassar, o outro tem a pista livre, basta acelerar.

O que largou em último é você, sou eu.

O TDAH nos limita, nos retarda, nos atrapalha o desenvolvimento normal. Largamos do último lugar, saímos de uma posição negativa.

Para atingirmos o ponto em que os “neurotípicos” estão, precisamos ultrapassar todas as barreiras impostas pelo TDAH, como se corrêssemos uma corrida de obstáculos contra pessoas que correm em pista livre.

Pequenas conquistas também são vitórias

Toda e qualquer posição conquistada deve ser comemorada, merece ser comemorada.

Merecemos autocuidado, carinho, até mesmo um mimo.

Aquele foi um dia em que derrotamos o TDAH, ou pelo menos não fomos derrotados por ele. E isso é mérito nosso, única e exclusivamente nosso.

Os “neurotípicos” ou “normais” têm uma pista mais livre pela frente. E erram. E falham. E adiam. E têm medo. E esquecem...

O esforço invisível de quem vive com TDAH

Um dia normal, comum, sem nenhuma intercorrência gerada por falha nossa é sim uma vitória.

Habituemos a nos parabenizar por isso.

Chegar ao fim do dia e fazer uma análise sincera dos nossos próprios esforços.

Aquele momento em que pensamos em adiar, mas não o fizemos.

O outro momento em que nos lembramos de retornar uma ligação.

Parece bobo, mas para nós TDAHs é significativo.

Somos tantas vezes fustigados por nossos esquecimentos.

Um dia inteiro sem uma atitude impulsiva, sem uma palavra inoportuna...

Mérito nosso.

E é pra ser reconhecido.

Aprender a reconhecer os próprios avanços

Vamos combinar: dez minutos por dia, no trânsito ao voltar pra casa, antes de dormir, durante o banho...

Tire dez minutinhos e reveja seu dia.

Onde acertou?

Onde evitou o erro?

Claro, nem sempre você vai lembrar de fazer isso, mas quando lembrar, faça. Principalmente nos dias bons.

Parabenize-se!

Você conseguiu!

Você é foda!

Como diz meu pai: PHODDA! Com PH de pharmácia e dois Dês de Toddy.


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Para informações oficiais e apoio especializado, consulte a ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção) — referência nacional em estudos e suporte sobre TDAH.


FAQ - Perguntas Frequentes:

Pessoas com TDAH costumam ser muito autocríticas?

Sim. Muitas pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade convivem com sentimentos frequentes de culpa, frustração e inadequação devido às dificuldades de atenção, organização, impulsividade e procrastinação.

Por que pequenas vitórias são importantes para quem tem TDAH?

Porque tarefas consideradas simples para outras pessoas podem exigir enorme esforço mental para alguém com TDAH. Reconhecer pequenas conquistas ajuda a fortalecer autoestima, motivação e percepção de progresso.

O TDAH pode afetar a autoestima?

Sim. O acúmulo de esquecimentos, atrasos, impulsividade e críticas ao longo da vida pode impactar profundamente a autoestima e a autoconfiança. 





























Você reconhece suas pequenas vitórias?

Estamos acostumados a nos punir, a nos desvalorizar, a nos vilipendiar, mas se pararmos para pensar: merecemos mesmo esse autodesprezo? 

Imaginemos um cenário: Dois carros de fórmula 1 estão no grid de largada, carros da mesma equipe com a mesma configuração, idênticos em tudo. Uma única diferença: um larga na primeira posição o outro na última. Ambos teriam a mesma chance de terminar a prova em primeiro lugar, mas um deles terá toda uma extensão de pista e outros carros a ultrapassar, o outro tem a pista livre, basta acelerar. O que largou em último é você, sou eu. O TDAH nos limita, nos retarda, nos atrapalha o desenvolvimento normal. Largamos do último lugar, saímos de uma posição negativa. Para atingirmos o ponto em que os 'neurotípicos' estão, precisamos ultrapassar todas as barreiras impostas pelo TDAH, como se corrêssemos uma corrida de obstáculos contra pessoas que correm em pista livre.

Toda e qualquer posição conquistada deve ser comemorada, merece ser comemorada. Merecemos um autocuidado um carinho, até mesmo um mimo. Aquele foi um dia em que derrotamos o TDAH, ou pelo menos não fomos derrotados por ele. E isso é mérito nosso, única e exclusivamente nosso. Os 'neurotípicos' ou 'normais', têm uma pista mais livre pela frente. E erram. E falham. E adiam. E têm medo. E esquecem...

Um dia normal, comum, sem nenhuma intercorrência gerada por falha nossa é sim uma vitória. Habituemos a nos parabenizar por isso. Chegar ao fim do dia e fazer uma análise isenta do dia e enxergar os resultados dos nossos próprios esforços. Aquele momento em que pensamos em adiar, mas não o fizemos. O outro momento em que nos lembramos de retornar uma ligação. Parece bobo, mas para nós TDAHs é significativo. Somos tantas vezes fustigados por nossos esquecimentos. Um dia inteiro sem uma atitude impulsiva, sem uma palavra inoportuna... Mérito nosso. E é pra ser reconhecido.

Vamos combinar: dez minutos por dia, no trânsito ao voltar pra casa, antes de dormir, durante o banho... Tire dez minutinhos e reveja seu dia. Onde acertou? Onde evitou o erro? Claro, nem sempre você vai lembrar de fazer isso, mas quando lembrar, faça. Principalmente nos dias bons. Parabenize-se! Você conseguiu! Você é foda! Como diz meu pai: PHODDA! Com PH de pharmácia e dois Dês de Toddy.

Alexandre Schubert

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