TDAH: NINGUÉM MANDA EM MIM, NEM EU MESMO...



A frase original e completa é: "Minha família já sabe, ninguém manda em mim. Nem eu mesma." Essa frase, dita por uma amiga, é um primor de definição do TDAH. Ninguém manda em um TDAH. E não é por arrogância ou rebeldia; somos "dirigidos" por nosso curto-circuito cerebral.

Podemos seguir as regras obedientemente por muito tempo. Mas um dia, sem nenhum aviso prévio, aquela regra se torna um acinte. E não a obedecemos mais. Ainda que isso custe um emprego ou um relacionamento, nada impede a ruptura.

A Subversão do Comportamento
Nosso cérebro subverte nosso comportamento, nossas convicções e nossos sentimentos de uma hora para outra. Para quem não tem o transtorno, isso assusta, mas estou levando a extremos. Em geral, essas subversões manifestam-se em comportamentos irritantes e inesperados. Na maioria das vezes, isso deságua em discussões e bate-bocas.

Quando chega à ruptura, o motivo detonador costuma ser irrisório. Um gesto, uma palavra ou um sorriso fora de hora pode desencadear um processo irreversível, doloroso e irreparável.

O Assalto dos Pensamentos
Quantas vezes nossa mente é assaltada por pensamentos que nos insuflam a contra-atacar? Ao seguirmos impulsivamente nossa mente, nos transformamos em pessoas instáveis e surpreendentes. Nem todo mundo suporta conviver com isso.

Por isso, o tratamento e o autoconhecimento são vitais. Ao tratar-se, essa enxurrada de pensamentos diminui. Ao conhecer-se melhor, você pode confrontar esses impulsos e selecioná-los racionalmente, avaliando o que é melhor para aquele momento da vida.

Mas nem sempre isso funciona. Mesmo sob tratamento, vale a frase: "ninguém manda em mim, nem eu mesma". É muito difícil conseguir o apoio e a cumplicidade da família no tratamento do TDAH adulto; é perfeição demais para a vida de um portador.

3. Nota do Autor (2026)
Escrevi este texto para ilustrar a natureza indomável do cérebro com TDAH. Muitas vezes, a ruptura não é uma escolha consciente, mas uma resposta a um sistema neurológico que satura e explode. Entender essa dinâmica é o primeiro passo para não se tornar refém das próprias reações.

4. Leia Também
TDAH e Relacionamentos: Como a impulsividade afeta a vida a dois: Pequena descrição sobre os desafios da convivência com parceiros impulsivos.

O Tratamento no TDAH Adulto: O papel da medicação na regulação do pensamento: Uma análise sobre como o tratamento ajuda a filtrar impulsos.

Autoconhecimento e Controle: Estratégias para lidar com o curto-circuito cerebral: Dicas práticas para reconhecer sinais de ruptura iminente.

5. Link Externo
Para compreender as bases biológicas da impulsividade e do funcionamento cerebral no transtorno, consulte o material técnico da ABDA - Associação Brasileira do Déficit de Atenção.

6. Meta Descrição
O TDAH não é rebeldia, é um curto-circuito cerebral. Entenda por que a impulsividade faz com que ninguém mande em um TDAH — nem ele mesmo.

7. Link Permanente
URL_do_Post: tdah-impulsividade-ninguem-manda-em-mim

8. Imagem Alusiva
Sugestão de conceito visual: Um emaranhado de fios elétricos brilhantes e caóticos saindo de uma silhueta humana, com alguns fios gerando faíscas (o curto-circuito).
(Geração de Imagem: Uma ilustração conceitual de uma cabeça humana onde as engrenagens internas estão sendo rompidas por raios de energia azul).

9. Texto Alternativo
Ilustração artística de um perfil humano com raios de energia saindo da mente, simbolizando o curto-circuito cerebral e a impulsividade do TDAH.

10. Título da Imagem
tdah-curto-circuito-impulsividade.jpg

Gostaria que eu gerasse agora a imagem das engrenagens e raios para este post? 






































A frase original e completa é : minha família já sabe, ninguém manda em mim. Nem eu mesma.
Essa frase dita por uma amiga é um primor de definição do TDAH. Ninguém manda em um TDAH. E não é por arrogância ou rebeldia, nada disso, apenas somos 'dirigidos' por nosso curto circuito cerebral. Podemos seguir as regras obedientemente por muito tempo. Mas um dia, sem nenhum aviso prévio, aquela regra que sempre aceitamos se torna uma afronta, um acinte. E não a obedecemos mais. Ainda que isso custe um emprego ou relacionamento. Nada impede a ruptura.
Nosso cérebro subverte nosso comportamento, nossas convicções e nossos sentimentos. De uma hora para outra. Falando assim os não TDAHs podem se assustar, mas estou levando a extremos. Em geral essas subversões são pequenas e se manifestam em comportamentos irritantes e inesperados para os parceiros não TDAHs. Claro que na maioria das vezes isso desagua em discussões e bate bocas.
Quando chega à ruptura, muitas das vezes o motivo detonador é irrisório ou desimportante. Um gesto, uma palavra, um comentário, um sorriso fora de hora... Qualquer coisa pode desencadear esse processo, com possibilidade de ser irreversível, doloroso e irreparável.
Quantas vezes nossa mente é assaltada por pensamentos que nos insuflam a agir, a seguir adiante, a responder, a contra atacar... E seguimos esses pensamentos que muitas vezes nos levam a ultrapassar os limites do aceitável. Ao seguirmos nossa mente nos transformamos em pessoas instáveis, inesperadas e surpreendentes. Nem todo mundo gosta ou suporta conviver com isso.
Por isso é tão importante o tratamento e o auto conhecimento. Ao tratar-se, essa enxurrada de pensamentos diminui e ao conhecer-se melhor você pode confrontar esses pensamentos e seleciona-los melhor, avaliando racionalmente o que é melhor para aquele momento da vida.
Mas nem sempre isso funciona, mesmo sob tratamento, e aí vale a frase completa da Anabella : minha família já sabe:  ninguém manda em mim, nem eu mesma.
É muito difícil conseguir o apoio e a cumplicidade da família no tratamento do TDAH adulto; é perfeição demais para a vida de um portador...


Comentários

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    1. Analisando essas e outras discussões sobre as peculiaridades do TDAH , percebe-se através do convívio social que diversas pessoas têm esse e outros inúmeros transtornos , seja devido a falhas genéticas , seja proveniente de caráter educacional e em todos os lugares , pois é corriqueiro observar indivíduos agindo assim o tempo todo em todos os campos e áreas e inclusive é possível observar até falhas mais " graves " de comportamento que pela lógica , não poderiam ser atribuídas ao TDAH; também não vem ao caso , não estou defendendo uma tese ; aprendi empiricamente dessa forma ,então não preciso exemplificar ,,, mas o exemplo do que digo está em todos os canais de televisão e jornais e em todos os ambientes sociais observáveis : " trata -se do próprio mundo " , da natureza ao nosso redor ". Chega a ser utópico ( sul real ) falar em tratamento de uma " doença " que não é doença , mas sim um simples transtorno como referem os especialistas ser o TDAH. Eu pessoalmente acredito que pode haver muito mais " TDAH's " do que se acredita e num contexto onde a maioria , talvez , pudesse ter esses transtornos , pergunto : quem é normal ?
      Perdoem -me mas não existe ninguém normal e temos que parar de nos acharmos doentes só porque um Fidalgo do século 19 ou 20 , sei lá , que gostava de curtir a vida " adoidado " teve uma ressaca e acordou se sentindo " coitadinho " e numa autobiografia degradante desenvolveu uma tese sobre algo que ainda nos dias de hoje a ciência desconhece ( O CÉREBRO - PROBLEMAS ). A maioria da população tem esses e outros transtornos , traumas , doenças etc ... e até piores que TDAH ; todavia ninguém revela ou sai falando por aí o que passa e sofre , a diferença é que talvez haja um grupo de pessoas que sejam FRANCAS ,que dizem tudo o que sentem e pensam e esta pode ser a questão que diferencia o grupo dito TDAH . Parem de dizer que são doentes vivam a vida e aproveitem , não percam tempo tomando drogas pesadas e remédios e entregando dinheiro a psicanalistas , pois a ciência ainda não desvendou os mistérios do cérebro e a vida é curta e está passando muito rápido , sobretudo porque todo mundo é " DOENTE " , se quiser chorar chore , se quiser gritar grite , viva do jeito que puder e de cabeça erguida , então vivamos , aproveitemos e nos aceitemos do jeito que somos , somos justos e francos só isso e nada mais.

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    2. Confesso já ter ameaçado te responder algumas vezes, mas esse tipo de pensamento retrógrado me cansa um pouco. Seus argumentos demonstram um completo desconhecimento da doença, dos sintomas, dos sentimentos dos portadores... Enfim, de tudo. Mas vamos lá.
      Para se caracterizar um transtorno, o paciente precisa apresentar pelo menos seis sintomas em um grau de intensidade tal que comprometa a sua vida. Todas as pessoas possuem um grau de desatenção, impulsividade, procrastinação, mas poucas possuem essa características num grau tão elevado que saia do controle e prejudique as atividades normais da vida.
      Não espero que você acredite no que digo, você demonstra um grande preconceito e mimetismo; que no seu caso uso como uma mera reprodução de palavras e conceitos alheios sem nenhum critério ou análise. Mas esse é um blog democrático e livre, por isso não apago seu comentário, mas respondo na intensidade e crueza que me interessar.
      Abraços
      Alexandre

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    3. Eis a questão: VIVAM A VIDA. Tentei, por 47 anos tentando... após me descobrir TDAH comecei a entender e a viver e aproveitar a vida de cabeça erguida

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    4. Concordo! Viver a vida de cabeça erguida, e não enfiada num buraco como o avestruz.

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  4. Entendo e compreendo tudo o que disse Alexandre! Só quem é e convive com pessoas TDAH, sabem o que significa. Eu ao contrário, acho ótimo que você compartilhe de maneira tão natural, e pessoal as suas vivências, assim como todo o seu conhecimento sobre TDAH. Com certeza, inspira pessoas que passam por isso, que estão se descobrindo assim! Gratidão!

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    1. Obrigado pelo apoio, Cinthia. Esse tipo de gente me irrita. São pessoas egoístas que não se contentam com a própria infelicidade, querem espalhar para o máximo de pessoas possíveis.

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  5. Alexandre, acabei de descobrir meu TDAH e cair de paraquedas no seu blog num post de 2012. Confesso que fiquei muito feliz em ver que vc ainda atualiza ele. Obrigada por compartilhar tudo isso, vai ser muito útil pra mim nesse momento!

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  6. É por causa desse senhor aí em cima, que o mundo está como está, cheio de pessoas egoístas, arrogantes, preconceituosas e que não aceitam nem respeitam as diferenças. Se o senhor não sabe o que é o transtorno, melhor não dizer nada. Ainda bem que tem pessoas como o Alexandre que doa seu tempo para nos ajudar a entender. O sofrimento com o tdah já é tão grande, não precisamos de pessoas como vc, que não acrescentam em nada.

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