sexta-feira, 29 de abril de 2016

TDAH EM ALTÍSSIMA PRODUTIVIDADE

 
 

Em menos de meia hora montei três smartphones Moto G segunda geração. Tudo montado, encerrado... E o que fazem aqueles dois componentes ali ao lado?
Nada é perfeito... Em um deles esqueci de instalar a câmera frontal e o sensor de proximidade. Resignado desmontei um dos aparelhos e instalei os componentes esquecidos. Remontei o aparelho, testei, perfeito!
Vamos ao segundo teste: O aparelho não reconhece chip nem cartão de memória. Desmontei o segundo aparelho e me deparei com o componente onde estão instalados o slot de chip e do cartão SD desconectado da placa mãe. Sorri sozinho e pensei: Se eu tiver esquecido de algo no terceiro aparelho vou precisar fazer um post.
Remontado o aparelho, tudo certo.
Se você está lendo esse post já sabe...
Vamos ao terceiro. E o aparelho não liga, não dá o menor sinal de vida. Um pequeno aperto na alma antecede à lembrança de que neste último aparelho a bateria estava descarregada. Liguei o carregador e pronto, em poucos minutos o Moto G estava ligado e funcionando. Tudo certo (?). Quando fui testar o som do aparelho, descobri: Esqueci de instalar o botão de volume!
Outrora eu teria me irritado comigo mesmo, xingado... Ontem comecei a rir e pensei: Já tenho um tema para um novo post.
Com ou sem remédio, com ou sem tratamentos auxiliares e/ou alternativos, nossa memória vai falhar. Ainda não inventaram o remédio perfeito. Nem a terapia infalível. Então, terei de conviver com isso. Claro, nem sempre essa convivência é tão amena; quando estou muito atrasado ou quando esqueço pela milésima vez a mesma coisa, me irrito, me xingo, mas no geral tento me controlar. E não me esquecer de que sou TDAH. Isso faz toda a diferença!
Já disse aqui antes, um celular ajuda muito a nossa memória, anoto tudo: O horário dos remédios, os dias e horários de colocar o lixo na rua, compromissos lembretes, agenda, tá tudo nele. E aqui vai uma dica: Sempre que configurar seu celular, marque para que ele faça backup regularmente quando estiver  conectado via wi-fi. Guarde em lugar seguro a senha de seu e-mail do Google, ou sua senha do Icloud ou da Microsoft. Assim, quando você precisar por ter perdido seu celular, comprado um novo ou por ele ter pifado de vez, basta que você cadastre sua conta no novo celular e o aparelho sincronizará seus contatos, e-mails, compromissos, senhas e tudo o que você havia salvado no aparelho velho. Sem ter que ficar cadastrando manualmente. Por isso vale a pena salvar tudo no celular. Além disso ele apita na cabeça da gente sem parar até que tenhamos cumprido o compromisso agendado.
Apenas para encerrar; o terceiro Moto G deu um problema e tive de desmonta-lo hoje novamente. Após sanar o defeito remontei-o e, claro, esqueci de instalar os botões de power e volume. Pensei imediatamente no post...
E desatarraxei os quatorze parafusos instalei os botões e reapertei os quatorze parafusos novamente. Acho que pela última vez nesse aparelho.
Só acho...

domingo, 10 de abril de 2016

TDAH TUDO OU NADA








Já recebi vários comentários em que as pessoas dizem que gostariam de ter um blog, mas sabem que não terão disciplina para mante-lo por muito tempo.
Nada mais TDAH... Mas não falo da falta de disciplina, mas do desistir antes de começar.
A vida é hoje!
O amanhã VOCÊ vai construir hoje.
O TDAH é isso, auto sabotagem pura. Sua mente usa o futuro para destruir o presente. Quando você imagina que DEVERÁ ter um blog pelo resto da vida, dá um desânimo... Aí você nem começa.
Onde está escrito que um blog deve ser eterno? Um blog deve durar o tempo que seu autor achar que deve; ou que tem o que dizer.
O exemplo do blog é para ser estendido para a vida toda.
Imaginar uma faculdade que dure cinco anos é uma tortura.
A vida é para ser vivida e não medida...
Claro que faço o mesmo. Não sou mais ou melhor do que ninguém aqui. Sou um TDAH.
Só que passei a analisar tudo o que faço, tudo o que penso e tudo o que NÃO faço.
E pensando no que as pessoas disseram sobre criar um blog acabei por dar na minha própria vida e minha própria auto sabotagem. No princípio desse ano desisti de voltar a estudar quando soube que o curso de eletrônica tem aulas de segunda a sexta feira, de 18:40 às 22:20. Por dois anos. Me pareceu uma eternidade..
E nem é.
Usei minha idade avançada para me imaginar cansado para empreender essa jornada interminável.
Que peso imaginei na minha vida; arrastar-me por esses intermináveis dias de aula. Posso até ver minha imagem, um espectro; esgotado pelo esforço descomunal.
Claro que usei também a desculpa da crise, desembolsar toda aquela grana faria muita falta ao meu orçamento.
E aí perdi mais um ano; não dá pra iniciar no meio do ano.
Eu não percebi. Eu não analisei essa decisão pelo crivo do TDAH.
E me ferrei de novo!
Só me resta agora vir ao blog e me lamuriar por mais essa derrota, essa perda... E claro, ficar uns dois meses paralisado me auto flagelando e com pena de mim mesmo.
Ou então buscar alternativas. E é nisso que estou pensando: se perdi um ano no curso de eletrônica, posso usar parte desse tempo para fazer um curso de manutenção de notebooks, ou impressoras.
É isso que vou fazer. Não é o ideal, mas é mais produtivo do que ficar me punindo ainda mais.
O TDAH que me derruba é o mesmo que me dá forças para me reerguer.
A vida não precisa ser tudo ou nada; existem milhões de alternativas, milhões de caminhos. Por que não podemos fazer um blog com um único post? Ou dois... Ou três...Sei lá, quantos você quiser. Mas faça alguma coisa.
Depois eu conto no que deu...


domingo, 27 de março de 2016

TDAH: VIVA A DIFERENÇA!





 
Quem acompanha esse blog sabe que eu não defendo as  'vantagens de ser TDAH'. São tão poucas e tão menores do que as desvantagens... 
Mas numa época que se fala tanto em respeito às diversidades, jamais vi tanta intolerância com quem pensa e age diferentemente da maioria. 
E nós, TDAHs, muitas vezes somos diferentes; inconscientemente diferentes. 
E nessa época de intolerância , costuma aflorar uma característica meio kamikaze de nossa personalidade: Enfrentar os críticos. Eu pelo menos adoro... 
Isso é gasolina nas chamas da intolerância. 
Hoje prega-se a justiça pra se manter as desigualdades; discursa-se pela mudança que traga apenas o velho de volta. 
Eu exijo o sagrado direito de ser diferente! 
Quero saltar do rebanho sem ser patrulhado pelos donos da verdade. 
Não aceito mais apelidos; não aceito mais sorrisos de falsa cumplicidade; não aceito que mudem de assunto quando falo do meu TDAH. 
Você erra, falha, mente e me aponta o dedo acusador como se fosse perfeito.  
Separar suas roupas por cor no guarda roupas não te faz melhor do que eu. Controlar seu saldo bancário com precisão não faz de você um ser humano melhor do que eu. Lembrar-se com detalhes de tudo não faz de você um super herói. Talvez te faça mais útil ao sistema do que eu. Melhor não! 
Aí você começa a pensar, quem mudou a face do mundo foram os obcecados, os hiperfocados, os criativos, os lunáticos de todos os gêneros.  
Nenhum membro de manada deu alguma contribuição importante para a humanidade e sim quem dela se desgarrou. 
Não estou defendendo o TDAH, mas o respeito aos TDAHS. 
Somos nós que fazemos a diferença, o diferente. Enquanto você apenas segue, conformado, àquelas pessoas que caminham â sua frente. 
Quantos de você trucidaram os diferentes apenas por serem diferentes? Desde Platão e sua caverna, milhões... 
Não se esconda na coletividade para poder urrar sua intolerância; não blasfeme contra quem caminha em sentido oposto. Tente pensar com sua própria cabeça e lembre-se: Se todos pensássemos da mesma forma, ainda estaríamos nas cavernas... E sem as pinturas rupestres, o primeiro passo criativo de um ser humano. 
E não foi dado por gente que seguia o rebanho ...

terça-feira, 8 de março de 2016

O TDAH E O AMOR ETERNO



Quanto dura a eternidade para um TDAH?
Quanto dura aquele amor que juramos eterno?
Estamos preparados para amores duradouros?
Podemos viver com apenas um parceiro?
Nossa mente inquieta e insatisfeita sempre sonha com vários parceiros; não, vários ainda é insuficiente, sonhamos com todos. Com os possíveis e mais ainda com os impossíveis; sonhamos com aqueles que podem nos fazer mais felizes, mas também com aqueles que, sabidamente, nos fariam sofrer. Não importa, queremos tudo, queremos todos...
Mas, paradoxalmente,  o que mais a mente de um TDAH sonha é a estabilidade. A mente inquieta, insatisfeita, curiosa, nos faz buscar tudo, o tempo todo, mas esgota-nos.
Ao mesmo tempo que nos impulsiona ao desconhecido, ao novo, ao imediato, nos cobra e nos tortura quando cedemos aos seus delírios.
E então nos deparamos com pessoas que se tornam mais que exemplo; inspiração! Um TDAH comemorando bodas de prata! Mais do que uma data, uma prova de amor, de estabilidade, uma lição de vida.
A belíssima cerimônia das bodas não me sai da cabeça. Seu significado, sua importância. Quanto essa estabilidade afetiva deve ter colaborado para o sucesso profissional do meu amigo? Muitíssimo, tenho certeza. E ele também deve ter consciência disso.
Não conversei com ele sobre isso, mas nem preciso.
Sei que ele descobriu na esposa todas as emoções que satisfazem seu TDAH. Focou nela e descobriu os prazeres imediatos que tanto sonhamos. Entendeu, as vezes até inconscientemente, que aquele amor lhe daria o estímulo pra viver e a estabilidade emocional que lhe faltavam.
E juntos se completaram, se acrescentaram e se descobriram melhores juntos.
Esse é o segredo!
Descobrir no outro o que nos completa. Entender que não é a variedade ou a mudança que nos trás a emoção, mas a intensidade com que se vive esse relacionamento. Seres humanos são multifacetados, trazem em si todas as possibilidades do mundo; basta saber descobrir, querer descobrir...
E querer ficar...
E querer...
E ficar...

Parabéns e obrigado, Walter e Simone!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

TDAH, NUNCA SE ENTREGUE...





Chega de lamentações!
Afinal, temos uma doença incurável; porém tratável!
Mas o tratamento não tem o mesmo efeito para todos...
Mas o TDAH nos permite alternativas de sobrevivência, de evolução, de melhora na qualidade de vida.
Como?
Em primeiro lugar: Aceite-se TDAH. Você nasceu assim e acabou.
Em segundo lugar: Conheça-se! Parece idiota, infantil, papo de auto ajuda, mas não é. Quem é você e quem é o TDAH na sua vida?
A partir do momento em que você é diagnosticado como portador de TDAH mergulhe no conhecimento da doença, seus sintomas e as alterações que ele causa. Quando você conhece a doença, você passa a enxerga-la na sua vida, nas suas atitudes, nos seus sentimentos. O próximo passo é uma revisão HONESTA de sua vida. Onde você agiu sob o efeito do TDAH e onde você agiu sob sua própria vontade ou decisão. Pronto! Agora você já é capaz de discernir uma coisa da outra. Você tem o poder de decidir se vai se deixar influenciar pelo transtorno ou confronta-lo, domina-lo, derrota-lo.
Simples assim?
Claro que não. Difícil pra caramba. Quantas vezes sua mente adoecida vai tentar te convencer de que você precisa daquele prazer imediato em detrimento de seu futuro... Noutras vezes um desânimo avassalador vai se apossar de sua alma e você vai querer abandonar tudo e voltar ao imobilismo anterior... E a procrastinação? Ahhh o doce sabor de adiar, de empurrar com a barriga, de não enfrentar a vida. A partir de agora você sabe que VOCÊ, e não a doença, é responsável por isso.
Mas e a força pra enfrentar tudo isso?
Aí entram os medicamentos e tratamentos.
A Ritalina da ânimo, disposição; o Venvanse dá foco e também ânimo; o Concerta é uma Ritalina turbinada. Mas se nada disso funcionar, ou se os efeitos colaterais forem pesados demais, tente outras alternativas: complexos vitamínicos podem ajudar; ômega 3; Gingko biloba, capsulas de cafeína...
Terapia, Coaching, Ginástica, Música...
Só não se entregue... Muito menos se vitimize!
Não adianta sonhar em ter uma vida normal; isso hoje é impossível. Não adianta querer ser diferente; você é assim.
Mas pode mudar. Esse poder é seu. Só seu!
Comece devagar. Arrume uma gaveta no caos do seu quarto; depois duas; depois a cama...
Lembre-se que não é você o desorganizado, é o TDAH que desorganiza sua mente.
Se o desânimo bater, lembre-se: É o TDAH que te derruba. Levante-se e faça!
Mas se falhar, perdoe-se! Tente outra vez.. E outra... E outra...
O importante é jamais entregar-se, jamais deixar de lutar.
Levante-se! O TDAH que nos derruba é o mesmo que nos dá força para nos reerguermos. Use essa força para derrota-lo.
Como diz a belíssima canção de Gonzaguinha "Nunca pare de sonhar":

NUNCA SE ENTREGUE, NASÇA SEMPRE COM AS MANHÃS...

Você pode, eu posso, e juntos, nós podemos tudo, nós podemos mais, vamos lá fazer o que será...


Obrigado, mestre Gonzaguinha!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

TDAH EM PONTO DE MUTAÇÃO




Não sou inconstante, sou mutante.
Metamorfoseio-me a cada nascer do sol.
Não mudo de ideia ou de opinião; mudo de alma.
Mudo de valores, de dores, de amores, de vida, de intenções... Mas mudo, principalmente, de mim mesmo.
Não consigo ser o mesmo de ontem, aquela pessoa extinguiu-se com a luz do sol. Quem hoje abre os olhos ao amanhecer pouco se recorda daquele que deitou-se na noite anterior.
Parece piada, figura de linguagem... Mas não! Esse sou eu. Guardo as experiências vividas, os sentimentos vivenciados, os aprendizados adquiridos num cofre inexpugnável dentro de mim; somente através de uma fresta consigo recuperar centavos daquilo que deveria saber. Tal qual um menino que 'rouba' as moedas de seu pequeno porquinho de plástico. Com um pouco de sorte em determinados dias consigo extrair um pouco mais; noutros, como esqueci qual a maneira mais eficiente de extrair moedas, acabo chacoalhando-o nervosamente e me contento com parquíssimas migalhas caídas ao léu. E quedo-me exausto do esforço despendido para tão pouco resultado.
Nos dias piores bato-me contra o cofre, xingo, esperneio, clamo contra Deus e o mundo. Mas ele fica ali, imóvel
e indiferente ao meu escarcéu. Então lembro-me que ele é inanimado e que eu não possuo sua chave, muito menos o segredo que o abre.
E sigo minha vida contentando-me com míseros flashes do que poderia ser.
Acordei essa manhã uma pessoa diferente com um mundo novo pela frente. Trago em mim todas as automações aprendidas ao longo do caminho, mas revestidas de um sentimento novo, um olhar diferente, e surpreendendo-me com a vida e comigo mesmo. Hoje tive uma manhã diferente, um comportamento diferente; até inesperado. Mas não posso afirmar que amanhã será assim, ou depois de amanhã, ou que isso irá se perenizar.
Os descrentes dirão que é só querer. Os incrédulos que o pensamento positivo, um tratamento medicamentoso... Os TDAHs saberão do que falo.  Um gesto, uma palavra, uma música, um nada, determina uma mudança de sentimento profunda em nossos dias. Situações já vividas e solucionadas em dias anteriores, de repente surgem diante de nós como novidades quase insuperáveis;  sentimentos tão caros ontem, desaparecem milagrosamente ao acordarmos...
Não te cabe me julgar, mas você julga.
Não te cabe me criticar, mas você me critica.
Não te cabe me agredir, mas você me agride.
E não posso te julgar por isso, nem te criticar por isso...
Tenho que entender que aquela pessoa que você conheceu, conviveu e te encantou, não existe mais. Partiu, morreu, mudou.
Você pode desistir de mim, você pode querer me ajudar, você pode querer me destruir. Mas nada disso surtirá efeito. Esse já não sou eu, e quando você se acostumar com esse eu de hoje, amanhã já serei outro.
Melhor ou pior; mas outro.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O TDAH E A TRAGÉDIA QUE LIBERTA




Todo TDAH sonha com soluções mágicas pra vida.
Mas não sonhos comuns como ganhar na mega Sena ou encontrar um pote de ouro no fim do arco-íris. 
Não, esse tipo de sonho soluciona a questão financeira, mas não desaparece com a angústia que nos aperta o coração; não aquieta a mente desvairada que salta de um assunto a outro, de um desejo a outro até quase o esgotamento; ganhar dinheiro não apaga o nosso sentimento de culpa ou elimina a absurda sensação de inadequação - um sentimento de estar sempre na hora errada, no lugar errado e dizendo coisas inapropriadas.
Todos queremos ser ricos, ou pelo menos livres das aflições financeiras, mas isso não minimiza a impulsividade nefasta; a grana por si só não é capaz de equilibrar nosso humor instável; muito menos apaziguar os constantes sobressaltos que sofremos ao menor ruído. 
Como a Mega Sena poderá restaurar nossas memórias claudicantes?  Talvez o dinheiro até multiplique os projetos abandonados...
Não! Nossos sonhos mágicos são mais dramáticos, mais impactantes, mais definitivos. 
Algo que mude nossas vidas, mas que também mude a percepção que têm de nós; mais que a percepção, a expectativa que têm de nós e suas subsequentes cobranças.
Uma tragédia! Uma enorme tragédia que nos transforme em vítimas do acaso; vítimas de uma natureza inclemente ou de humanos desumanos que só valorizam o dinheiro, ambos ignorando os inocentes ao alcance de sua maldade.
Quem de nós jamais sonhou com a calamidade libertadora? Não que nos liberte da vida, mas da responsabilidade de viver; de cumprir expectativas; de atingir objetivos que nunca foram nossos, mas impostos pela família, pela sociedade, pela mídia...
A calamidade que ruísse definitivamente com a necessidade de ser alguém e nos desse o salvo conduto para sermos apenas nós mesmos, imersos em nossos devaneios, caminhando sem rumo pelos intrincados atalhos de nossas mentes onde podemos ser de conquistadores e desbravadores invencíveis a sonhadores inocentes vivendo sem peso e sem amanhã. Nem ontem.