domingo, 28 de setembro de 2014

TDAH: O ÓDIO E SEUS DESASTRES







Num momento se ama; no momento seguinte se odeia. E odeia a quem se ama!
É inexplicável!
O ódio não é da pessoa; é da oposição imposta por ela. O ódio é pela cobrança que ela representa. O ódio é interno por uma encruzilhada em que não se sabe em qual das mil opções escolher.
Não se culpe, mas não ceda!
Se você é o alvo do ódio, desmonte-o, desmantele-o; aceite a ruptura, o fim, e vá embora.
Nada de cenas, de choro, de desespero. Odiamos isso. Quanto mais rastejante mais desprezível.
Se tomamos uma decisão interna de ruptura, não tente nos impedir, não peça explicações, não implore para que desistamos. Jamais! Esses comportamentos destroem tudo aquilo que imaginamos previamente. Em nossas mentes conturbadas, nossa parceira(ou parceiro) vai entender nossas razões (i)lógicas e tão claras. A oposição a essas razões nos enchem de ódio, ira, fúria...
Não rasteje! Não implore! Não se diminua!
Odiamos isso!
Externamente, mantenha a calma e facilite as coisas. Provavelmente, e só provavelmente, esse comportamento desarmará a bomba interna que existe em cada um de nós.
Brigar também não é solução, é combustível.
Desarme a bomba!
O argumento clássico do TDAH é: não quero mais estragar a sua vida; ou, você não merece passar a vida ao lado de uma pessoa tão complicada como eu...
Aí está a chave: concorde. Mas com gravidade, com postura!
- Sabe, tenho pensado nisso e acho que você tem razão. Tá difícil demais, pesado demais...
Parabéns, você assumiu as rédeas da situação! Seu TDAH favorito, nesse momento, estará com aquela cara de cachorro que corre atrás do carro, e esse carro para. O que fazer agora?
Fácil, né?
Sei que não é, mas lembre-se do que estou dizendo: não rasteje.
Existe em cada um de nós uma dinamite sem estopim; um simples atrito detona-a imediatamente.
Quando decidimos dar um fim a um relacionamento, isso é fruto de semanas de tortuosos pensamentos embasados por um monte de sentimentos desconexos e confusos. Sentimentos de amor pela pessoa, cansaço daquelas cobranças, medo do futuro, vontade de cair na vida, saudade dos amigos, raiva pelo que a pessoa fez ou falou outro dia... Usamos (deliberadamente ou não) a chama de brigas passadas, ofensas passadas, gestos passados para assar aquele monstrinho sentimental. Algo que você disse ano passado é conectado com algo que você disse ontem e: BINGO! Achamos o motivo perfeito.
Mentalmente, os argumentos são irrefutáveis, perfeitos, magnificamente bem construídos. Seus argumentos contrários, principalmente se irônicos ou melhores que os nossos, são a chama que precisava para detonar a dinamite.
Seja fria(o), e aceite os argumentos; e principalmente, sinalize que estava pensando na mesma coisa.
O TDAH ai ficar com a pulga atrás da orelha.
Vai ser o céu no primeiro momento. Toda aquela oposição que temíamos ( e por isso adiamos a ruptura várias vezes) não existiu. Acabou rápido, de maneira indolor... Mais perfeito impossível!
Mas na manhã seguinte... Começaremos a imaginar por que acabou tão fácil, as razões de tamanho desprendimento. Enormes as chances de um auto exame, uma busca interna pelos erros cometidos. Quem sabe até mesmo bata um arrependimento e um pedido de desculpas e a promessa de que, dias melhores virão.
Se nada disso acontecer, desespere-se sozinha(o), chore na cama que é lugar quente; você nada poderia fazer para impedir esse fim - ele já havia acontecido a muito tempo em nossa mente - e o principal; você evitou uma briga horrorosa; se livrou de ouvir agressões absurdas (e em geral infundadas); se livrou da culpa de ser a única responsável pelo sofrimento e desespero do seu TDAH favorito; e pode ter certeza, manteve sua dignidade, o que não tem preço para sua auto estima.
Sinceramente, mais do que abrir meu coração, abri minha mente nesse post; refiz uma trajetória de dor e sofrimento ao longo de um sem número de rupturas que causei e o que escrevi aqui é um retrato da mente de um TDAH que se decidiu pelo fim. Leia atentamente e avalie se vale a pena expor sua dignidade, sua auto estima ao enfrentar esses momentos de ruptura com um TDAH. Talvez você saia com um sentimento de culpa por não ter lutado para manter seu relacionamento, mas creia, é muito menos pesado do que aquela que o TDAH lhe jogará na cara por tudo de ruim que você fez com ele ao longo do relacionamento.
Não aceite passar por isso, você não merece!





domingo, 14 de setembro de 2014

TDAH: DO AMOR E OUTROS DESASTRES





Pode parecer pessoal...
Você procura a culpa em suas atitudes, em seu comportamento e não encontra. Não há explicação, eu não tenho explicação. Não procure dentro de você, está dentro de mim.
Muitas vezes fugi de vergonha pelo que falei ou pela maneira como agi, noutras pra poupar você de aturar tanta inconstância. Esse é o meu mundo. Um mundo de dúvidas e medo, mas de certezas absolutas e atitudes inconsequentes.
As pressões, as exigências me desequilibram, me desesperam, tento agir dentro dos padrões, e falho. Sempre falho. Posso explodir por nada, absorvo-me em pensamentos sem sentido, valorizo o pueril negligenciando o essencial.
Penso e sinto em espiral, como um tornado: arrebatador, grandioso, capaz de te arrancar do chão. Mas, se você não se preparou, posso destruir tudo à sua volta.
Mas juro, não é pessoal; o que eu digo é verdadeiro; é o que eu sinto.Mas muitas vezes perco o controle da língua, das atitudes... me deixo levar pelos mesmos caminhos que já te fizeram sofrer. Mas eu também sofro, e duas vezes. Sofro por te perder, e sofro por errar de novo, da mesma forma; incapaz de enxergar que estava trilhando o mesmo caminho.
Não me julgue insensível ou frio se ao nos reencontrarmos eu parecer indiferente. É somente uma estratégia interna de sobrevivência.Preciso seguir, e seguirei. Minha mente se inunda de pensamentos balsâmicos pra que eu me anestesie de sua ausência. Mas tudo pode ruir se você disser a palavra certa, ou fizer 'aquele' gesto, aquele sorriso... Mas tem que ser ali, naquele exato momento, naquele lugar, do contrário...
Claro que sofro; perdi você... Mas já me perdi de mim mesmo tantas vezes; e sobrevivi...
Você também sobreviverá...
Essa é a vida: encontros e desencontros; rasgar-se e remendar-se, nas sábias palavras de Guimarães Rosa.
Minha vida é assim...
Adoro essa música que tá tocando agora... Me lembra um monte de coisa boa. Preciso sair... Encontrar gente...
Nossa, tenho que mandar lavar o carro! Acho que vou no shopping; lá eu lavo o carro, vejo um monte de gente bonita. Ah, posso até comprar aquele livro que eu vi a resenha... Como é que ele chama mesmo. Ô cabeça, meu Deus... Esse meu celular tá uma porcaria; acho que vou trocar ele hoje, agora. Tô meio apertado, mas eu mereço. Faço um sacrificiozinho, entro no cheque especial... Mas vale a pena!
É isso! Partiu shopping... Bora, celular novo...
E você já é passado...
Mas não é nada pessoal...

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CARREGANDO A CULPA DO TDAH

                                                                         Henrique Oliveira



Tenho em mim todas as culpas do mundo...
Parodiando Fernando Pessoa coloco-me na exata situação do TDAH: da crucificação de Jesus ao desaparecimento daquele avião da Malásia tudo é nossa culpa.
Exagero? Jamais. Assim somos nós. O acúmulo de erros ao longo da vida nos enche a alma de cicatrizes e a mente de culpas. Muitas delas justificadas e merecidas; outras, completamente infundadas e ridículas. Mas não nos abandonam.
Lembro-me de coisas infantis, pueris até, mas que latejam em minha mente com a dor da culpa e do arrependimento. Uma palavra mal colocada, um gesto brusco de uma das pessoas credoras da culpa e pronto; aquela cicatriz volta a doer e a culpa ressurge mais forte e viva do que nunca.
Some-se à culpa, nossas projeções mentais que criam castelos de areia ou preveem catástrofes que jamais ocorrerão e que nos impede de verbalizar com nossos credores o que sentimos. E a culpa cresce como uma dívida de cartão de crédito. Sim, a juros cavalares e extorsivos.
Das poucas vezes que comentei esse sentimento com alguém, a pessoa sequer se lembrava do ocorrido. Minha culpa desmoronou inteira; quase acabou. Quase por que fica sempre a dúvida se ela não estava mentindo só pra me agradar. Embora ela não tivesse motivo para isso. Mas nunca se sabe né.
É, é assim mesmo.
Nada é sempre bom. Nada é exatamente o que parece, sempre existe uma dúvida que não permite à culpa morrer em paz.
E assim alimentamos esse sentimento paralisante e asfixiante que só cresce ao longo da vida. Chegamos à idade adulta com exemplares gigantescos de nossas culpas e vivemos tentando dribla-las ou deixá-las sob o tapete para que não nos incomode. Muitas delas ficam ali, quietinhas, latentes por toda a vida. Outras não, outras são ativas, gostam de aparecer e manter-se em evidência.
Por que isso?
Não sei, apenas imagino que a coleção de m..... que fazemos ao longo da vida ( e que temos consciência de ter feito) nos leva a armazená-las.
Ao saber-me TDAH perdoei-me de muitas coisas; de outras não consegui me livrar. Talvez uma terapia bem longa e profunda, ou mais uns anos de auto conhecimento me ajudem, mas tenho a sensação de que sempre trarei algumas culpas na mente, ad eternum.
Mas também, quem não as tem? TDAHs ou trouxas, todo mundo tem aquelas coisas guardadas nos porões mentais. A nós, resta a alternativa de encarar nossos fantasmas de frente e tentar separar os erros imaginários dos erros reais; os imaginários esboroar-se-ão; os reais, bem, esses são reais e cabe a nós conviver com nossos próprios erros...

domingo, 24 de agosto de 2014

TDAH: TEMOS UM DOM?





Dádiva. Presente recebido... de Deus!
Sim, talvez seja...
O dom do reverso. De enxergar a vida às avessas...
Cultivamos o dom de uma criatividade ilimitada, que borbulha em nossa mente de tal maneira incontrolável que atravessamos a vida acreditando que em algum momento seremos reconhecidos...
O dom de nos atermos à beleza do vermelho vivo do sangue que brota e não à dor que sentimos ao nos atirarmos pela enésima de vez de abismos e precipícios...
O dom de caminharmos sobre os escombros de nossas próprias vidas; impávidos; indiferentes; incólumes; e absolutamente prontos para a próxima queda; tão certos estamos de nossos infinitos reerguimentos.
O dom de nossa multiplicidade.  Multiplicidade de empregos; de amores; de recomeços; de objetivos; de fracassos; de tentativas...
O dom da amnésia. Não, não são essas pequenas e risíveis falhas de memória. O dom da amnésia consiste em esquecer as dores passadas; as derrotas passadas; os aprendizados passados e encarar cada dia como algo absolutamente novo e desconhecido...
A alma aventureira também é um dom. Gostamos de aventurarmo-nos. Esportes radicais são para os fracos. Aventuramo-nos com nossa própria vida; nosso presente, nosso futuro. Saltamos da modorra de uma embarcação segura para as delícias de corredeiras incontroláveis. Ah a adrenalina de uma vida inteira em risco...
O dom da visão de raio x. Ah coitados... Onde eles enxergam a dor e a destruição, nosso dom nos mostra o renascimento, o inusitado, o indomável; o inconquistável...
Cultivamos nossos defeitos com a dedicação e a disciplina dos obcecados mas vivemos, na verdade, de nossas superações.
Nosso dom não é a criatividade, mas de sobreviver à ela. De não permitir que ela nos afogue em imagens incontroláveis. Nossa memória ruim é uma dádiva que nos permite esquecer o que sofremos, dando à nossa alma a força dos que desconhecem o perigo e o sofrimento. Nosso dom está em rirmos de nós mesmos, de discutirmos abertamente nossa doença usando imagens de desenhos animados, filmes, músicas e toda a sorte de infantilidades que existem no mundo.
A vida é leve pra quem enxerga às avessas. Não é o objetivo, é o caminho. Não são as escolhas que importam, mas a  possibilidade do desconhecido. Não é a dor de um corpo que cai no solo, mas a delícia do vento nos cabelos durante a queda.
Isso é dom. Dádiva. Presente de Deus.
Aos 'trouxas' resta chorar as dores de uma mente vazia, linear e sem graça...

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

O TDAH QUE FALA BALEIÊS





Sim, eu quero falar baleiês!
E quero o direito de esquecer, ou não me lembrar, sem dor.
Sim, e quero seguir a correnteza do TDAH e ir aonde ela me levar.
Quero rir de mim mesmo; quero me olhar no espelho sem culpa; quero parar de me acusar, ou de me arrepender.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero que as pessoas me entendam. Quero poder falar do meu TDAH sem que as pessoas desconversem.
Quero deixar de ser um problema, e passar a ser uma alternativa.
Quero passar a mão sobre meu corpo e ver as cicatrizes desaparecerem suavemente.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero muitas Dorys ao meu lado.
Quero que minha memória falha deixe de ser folclórica ou tragicômica, para ser apenas um momento normal na vida de seres humanos falhos. Como todos são.
Quero que o TDAH deixe de ser um rótulo, para ser um direito.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero renascer a cada queda, e ter ao meu lado quem me apoie e me ajude.
Quero poder ser eu mesmo, em casa, na escola, no trabalho, sem ter que me esforçar para encobrir as falhas que denigrem minha imagem.
Sim eu quero falar baleiês!
E quero parar de ter minha vida e minha conduta pautada pelos 'trouxas', que nada sabem de TDAH, que nada sabem de dor, que nada sabem de quedas, que nada sabem de renascimento.
Sim, eu quero falar baleiês!
E quero que o mundo me respeite.
Quero não, exijo!


domingo, 3 de agosto de 2014

ESTATUTO DO TDAH




1- Fica decretado que todo TDAH têm direito ao silêncio, ao recolhimento e à tristeza sem ser questionado.

2 - Fica reservado ao TDAH o direito de mudar de ideia, de caminho, de vida...

3 - É dado ao TDAH o direito a devaneios, elucubrações, sonhos e pensamentos delirantes a qualquer hora, a qualquer dia, em qualquer lugar.

4 - Fica decretada a extinção completa e absoluta da necessidade de decisões e atitudes imediatas por parte dos portadores de TDAH.

5 - É absolutamente proibida a definição de espaços, gavetas, armários, escaninhos, latinhas ou caixinhas para que o TDAH guarde seus objetos. Ou suas ideias. Ou sua vida...

6 - A partir desta data está descartada a necessidade do portador de TDAH aprender com seus próprios erros. Cada situação poderá, e será, encarada como absolutamente nova e original.

7 - É direito inalienável do TDAH a conquista do fracasso.

8 - É proibido divergir de um TDAH quando o mesmo afirmar ter certeza de algo.

9 - Fica decretada a desimportância dos detalhes valendo a vida do TDAH por seu entendimento generalista.

10 - É direito inalienável do TDAH exercer a preguiça em toda a sua plenitude e em todas as suas formas.

11 - Ficam extintas as retas. As curvas, voltas e retornos, passam a ser os melhores atalhos na vida.

12 - É garantido ao TDAH o direito ao isolamento sem que isso se transforme num fardo.

13 - O direito ao esquecimento se sobrepõe a todos os artigos dessa declaração.

Artigo final:
Fica decretado que todo portador de TDAH possui capacidade infinita de reerguimento. A cada renascimento surgirá uma pessoa nova; sem memória, sem experiência, sem cicatrizes, pronta para novos reveses e novos reerguimentos.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

TDAH: OS GRILHÕES MENTAIS DA PREGUIÇA





Só quem tem TDAH sabe o que é ser acorrentado pela preguiça.
Uma enorme tortura mental que paralisa, acorrenta, e impede a ação.
A mente de um TDAH é pantanosa, um enorme lodaçal de emoções e medo. Sim, medo. A preguiça no TDAH não é aquela clássica de não querer fazer nada. Não, em absoluto. A nossa preguiça advém de uma série infindável de pensamentos tortuosos e projeções negativas do que vem pela frente.
Se o que se avizinha é uma festa, logo imaginamos o ambiente tumultuado, barulhento, cheio de gente das quais não gostamos, assuntos chatos e inconvenientes. Se é trabalho, sempre imaginamos que não obteremos o efeito desejado, ou ainda que se o fizermos o chefe não vai reconhecer, ou simplesmente não saberemos executar com a perfeição devida.
Ou seja, criamos um medo do futuro.
Imobilismo é segurança.
Mover-se é o desconhecido, é a exposição, é o risco.
As vezes, a preguiça nos impede de fazer gestos mínimos, de dar passos minúsculos. Quem está de fora riria se soubesse o que deixamos de fazer por preguiça. Não é a preguiça física. Não, nossa mente boicota aquela ação, torna-a desnecessária, maçante.
Nesse exato momento, sobre a minha mesa, jaz um celular que molhou e não tem mais conserto. Preciso devolve-lo ao dono ( a quem já comuniquei ser insolúvel ) e já o montei. Na pressa, deixei de encaixar um alto falante na carcaça e acabei de me deparar com ele. A primeira reação? Dane-se, o celular não tem conserto mesmo...
Mas aí entra o combate à preguiça: Deixa nada, isso faz parte do celular e deve ir com ele. Devo perder de cinco a dez minutos para coloca-lo no lugar. Tenho que fazer. E farei.
Nossa mente forja motivos para não fazê-lo. Mas a consciência da doença deve arrebentar esses grilhões.
A procrastinação sofre do mesmo processo.
Os adiamentos se dão em função de projeções mentais de que aquilo que deveríamos fazer é chato, inconveniente ou vai trazer prejuízo, dor, perda... Mas nada é, necessariamente, real. Na maioria das vezes é pura criação de nossas mentes.
Nossa vocação para a auto mutilação, auto punição, é uma grande aliada da procrastinação. Quantas vezes sabemos das prováveis consequências nefastas da postergação, mas empurramos com a barriga e corremos o risco. E pagamos o preço por isso.
Preguiça, procrastinação, medo, paralisia...
E ainda dizem que TDAH é invenção...