sexta-feira, 29 de junho de 2018

SOU TDAH! E DAÍ?








Ser diagnosticado portador de TDAH pode ser um divisor de águas na vida; ou nada.
O que fazer com este diagnóstico?
Pode ser uma belíssima justificativa para erros passados e futuros. Pode ser a chave para uma mudança de vida. Mas na maioria dos casos, não serve para absolutamente nada.
Esperar por milagres ou contos de fadas é característica típica do portador de TDAH. Ao ser diagnosticado e tomar meia dúzia de comprimidos de Ritalina, e não acontecer o milagre, o remédio é abandonado e o diagnóstico esquecido. E a vida se arrasta como sempre.
Quase nunca volta à mente a existência do transtorno; a não ser para justificar atitudes injustificáveis.
Mas, afinal, o que fazer com um diagnóstico de TDAH?
TDAH não tem cura; não se iluda com o tratamento. Mas tem controle; e isso é muito bom.
A Ritalina e o Venvanse ajudam, mas não resolvem.
Você precisa querer se ajudar; sem você não há tratamento que resista.
Pode parecer simplista, mas conheça-se.
Comece a observar suas reações diante das situações cotidianas e compare-as com os sintomas do TDAH. Assim você começará a enxergar exatamente onde o TDAH interfere na sua vida.
O adiar as tarefas infinitamente, as tristezas profundas e repentinas, a eterna e inexplicável insatisfação com tudo, o isolamento, o sentimento de inferioridade... Enfim, observando-se você reconhecerá o TDAH. E poderá combatê-lo. Poderá enfrentá-lo. Pouco importa se irá vencê-lo, mas não estará mais à sua mercê; refém do transtorno.
Ao descobrir-se TDAH você poderá descartar de sua vida uma série de adjetivos desairosos que ouviu a vida inteira: preguiçoso, indolente, egoísta, inútil, lerdo, burra... E sua auto estima atingirá níveis jamais imaginados. Você não é nada disto! Você é portador do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Você é diferente! Você processa as informações de forma diferente. Você não pode mudar seu passado; mas pode perdoar-se. E isto faz toda a diferença. Aquela explosão de raiva que colocou tudo a perder. Aquela repetição dos mesmos erros que cansou o cônjuge. Aquela insatisfação absurda que o fez largar o ótimo emprego. A incontrolável impulsividade que te fez falar aquele absurdo. Enfim, tudo tem explicação.
As consequências de tais atos podem ser irreparáveis, o arrependimento pode não terminar. Mas o auto perdão tira um enorme peso do coração. E você pode seguir a vida mais leve.
Você continuará errando, continuará caindo nas armadilhas do TDAH; mas não em todas. Várias delas você reconhecerá, e conseguirá evitá-las. Outras tantas você cairá mesmo reconhecendo. Mas sempre restará a sensação de ter muito mais controle sobre sua vida, seus sentimentos.
E tudo isto junto pode mudar sua vida. Talvez não materialmente, ou não perceptivelmente aos outros; mas intimamente os conflitos internos diminuem muito e a sensação de ser um cretino insensível desaparece. Você passa a saber quem é você de verdade. Passa a se reconhecer como uma pessoa capaz de enfrentar seus piores fantasmas. Ganhar ou perder não é o mais importante; não mais temê-los é a principal conquista.

sábado, 9 de junho de 2018

TDAH PARALISANTE








Existem momentos em que o TDAH  deseja  ficar quieto, absolutamente quieto. O mundo é uma ameaça. Corre-se o risco de sair à rua e dar de cara com alguém conhecido. E numa daquelas situações em que não há como fingir que não viu; coisa tão comum para um TDAH.
O único movimento perceptível é o polegar no controle remoto da TV. Até a respiração é controlada para não quebrar a letargia...
Nem mesmo a lembrança da data limite para quitar um boleto sem multa, rompe a inércia. O TDAH nutre a inércia.
Submergir... Submergir...
Os compromissos assumidos para aquele dia passam como flashes na mente entorpecida. É preciso sair...
O corpo está pesado... Um enorme cansaço mental domina a vontade...
Desculpas esfarrapadas a serem dadas àqueles deixados de lado povoam a mente.  Histórias intrincadas e complexas, elaboradas com riquezas de detalhes se misturam aos borrões coloridos da tela da TV.
O ruído da TV é incômodo, mas é menos pior que o estrondo dos pensamentos descontrolados quando o som é cortado.
Uma partida de futebol, um filme, um reality show, receitas fitness, polishop, basquete, boleto atrasado, o corpo escultural, a falta de dinheiro, o pão de sal ruim da padaria, Papa Francisco, um show, jornal...
As horas passam, a culpa corrói... Uma leve ameaça de erguer-se do sofá dispara uma sucessão de pensamentos desconexos e paralisantes... A cabeça transborda de ideias pretéritas e futuras; o corpo cede ao peso de tantos pensamentos e se aquieta novamente. A velocidade dos pensamentos diminui, mas não cessa.
Levemente atordoado, o pensamento se fixa na culpa por não ter cumprido os compromissos e nas desculpas ultra complexas que deverão ser dadas amanhã.
O dia avança; geladeira, micro-ondas... O almoço das sobras de ontem... De volta ao sofá...
A tarde se insinua e uma enorme ansiedade pelo fim do dia toma conta da mente paralisada: o fim do dia útil trás consigo o fim da culpa.
Mas amanhã será diferente!
Quando formar tudo mudará completamente!
Quando mudar de emprego a motivação será outra!
Anoitece...
Finda-se o mês...
Esvai-se o ano...
Mas amanhã será diferente!
Saindo deste emprego maçante tudo mudará completamente...



quarta-feira, 9 de maio de 2018

RITALINA, A DROGA LEGAL. MÁ FÉ OU IGNORÂNCIA?








Tem circulado um texto no Facebook, aliás, voltou a circular porque é um texto antigo publicado por uma revista chamada Saber Viver Mais, escrito por Roberto Amado, com base em informações de um site chamado Antropo Sofy e replicado por outra página chamada Resiliência Humana (ufa), chamando a Ritalina de droga, de similar à cocaína, da classe das anfetaminas...
Um amontoado de asneiras sem fim. O texto certamente foi escrito por uma pessoa que não tem a menor ideia do que é ser portador de TDAH. Nunca conviveu com uma criança hiperativa e acaba por produzir um texto cheio de lugares comuns, mas extremamente pernicioso por usar termos apelativos e chavões preconceituosos.
A Ritalina não causa dependência, um dos maiores problemas do tratamento do TDAH é porque nos esquecemos de tomar o remédio; e isso não nos causa nenhum efeito colateral além de ficarmos sem tratamento. A Ritalina não provoca síndrome de abstinência, qualquer TDAH é testemunha disso; paramos e voltamos a tomar o remédio a qualquer tempo a qualquer hora, sem nenhuma crise de abstinência.Outra mentira: a Ritalina robotiza; nada mais falso!
Insurgir-se contra o único medicamento de baixo custo que funciona, ainda que parcialmente , no controle do TDAH é má fé, desonestidade e falta de caráter. A única opção ao Metilfenidato custa cerca de vinte vezes mais.
As afirmações de que estraga-se o futuro de crianças diferentes é desonesta, nefasta e ridícula; escola nenhuma quer uma criança hiperativa, que não para sentada, que não presta atenção, que perturba os colegas. Um aluno hiperativo é um estorvo em sala de aula. E em casa. Em onde for. Testemunho pessoal: Fui convidado a sair de uma escola; perambulei por várias sem sucesso... Com muito custo consegui tirar o segundo grau e entrar na faculdade; que obviamente não concluí em três oportunidades. Minha vida poderia ter sido outra se tivesse descoberto o TDAH ainda na adolescência...
Pergunte a essa tal médica que trabalha na Unicamp se ela vive fora do esquema; se ela se insurgiu ou se insurge contra as regras; se ela é impulsiva fala o que quer, na hora que quer; se ela viajava nas aulas da faculdade de medicina; se ela esquece os horários das aulas ou das provas de seus alunos; pergunte a essa senhora se ela perde os trabalhos de seus alunos ou orientandos...
Essa senhora é ridícula! Ela sim, coloca em risco o futuro de quem acredita em afirmações desprovidas de conexão com a realidade. Beirando a má fé.
A vida exige foco, atenção, disciplina, produtividade... Tudo o que essa senhora tem em seu trabalho de professora da Unicamp. Ela não tem o direito de jogar com o futuro de seus pequenos pacientes com o objetivo de ganhar fama como ‘defensora dos diferentes’.
Respeitem os portadores de TDAH! Nosso transtorno é reconhecido pela ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE  e consta da CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS (CID) sob o código F90. Esta classificação é traduzida em 45 idiomas e adotadas em 115 países. Ou seja, todas estas pessoas, cientistas e países estão errados? Somente esta tal médica e quem escreveu este texto eivado de erros e más intenções estão certos?
O brasileiro ama a teoria da conspiração! Sempre somos vítimas de malvados capitalistas internacionais que sugam nosso sangue. E acabamos caindo nas garras de pessoas mal informadas, mal intencionadas ou simplesmente ignorantes.

segunda-feira, 26 de março de 2018

TDAH, QUEDA E ASCENSÃO



É como uma névoa que chega lentamente e vai se adensando pouco a pouco. A lentidão do processo causa a falsa impressão de adaptação visual. E de repente, perdemos o rumo da vida...
Caminhando em meio à densa névoa trombamos nos obstáculos, pegamos o caminho errado, perdemos a direção e o sentido; perdemos a noção ...
E, em meio a essa desorientação é que a ficha cai; a névoa é o TDAH que tolda a visão e faz perder o rumo. Mais uma vez vítimas da auto sabotagem; a vida entrara nos trilhos, o remédio fazia seu efeito,  a vigilância mantinha a mente alerta, o auto conhecimento era a bússola perfeita.
Mas o ardiloso TDAH jamais dorme. Em silêncio começa a enviar pensamentos falso positivos para que essa tranquilidade criada pelo tratamento, pareça definitiva e solidificada. E a consequência é o relaxamento no auto conhecimento, a redução da vigilância e o  consequente esquecimento do remédio. Primeiro esquecemos por um dia, retomamos a rotina apenas para esquecer novamente, agora por mais dias. A percepção de que nada muda sem o remédio reforça  a auto sabotagem.
E as falhas mais primárias,  aquelas que originaram a busca de ajuda médica, ressurgem de forma avassaladora. As primeiras falhas encontra-nos atordoados e perplexos. Acreditamos que essa falha não se repetirá, que foi que um caso fortuito,  e nada fazemos para corrigir. Somente a sucessão de erros e suas nefastas consequências servirão de alerta para o desvio de rumo.
Entrará nesse momento a melhor, e a pior, qualidade do TDAH:  o 'efeito fênix', ou a inesgotável capacidade de renascer. Sem traumas,  sem drama, como Sísifo na mitologia grega, voltamos a empurrar a rocha morro acima. E aí reside o pior dessa capacidade: a facilidade de reerguermo-nos não permite que  aprendamos com os erros que originaram a última queda. Por isso caímos sempre; incorremos sempre nos mesmos erros.
E então chegamos nesse ponto, depois de anos de tratamento, relaxei e caí do cavalo. Nada de novo para um TDAH de 57 anos, mas com um amargo sabor de derrota.
Derrota? Como derrota? Semana que vem inauguro minha loja; todo o mobiliário feito ou reciclado por mim. Toda a montagem feita por mim, absolutamente sozinho. Com certeza, se tivesse comprado pronto ou encomendado a um profissional ficaria mais bonito, mais bem feito. Mas jamais teria esse doce sabor de vitória.
Ao infinito e além!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

TDAH, COMO DESTRUIR UM GRANDE AMOR









A mecânica se repete... De repente, aquela pessoa que se amava até ontem, hoje não serve mais. E começa um processo de destruição de sua imagem. Aquela pequena cicatriz que no começo era um charme vira uma aberração estética; incomoda, causa repulsa. As roupas são feias, os amigos estranhos... E a família? Essa não salva ninguém; formação de quadrilha.  
Uma simples escolha de marca de sabão em pó vira um desprestígio e uma falta de consideração imperdoável.  
Se o outro cônjuge tem filhos de outro relacionamento então é um prato cheio; as lindas criancinhas que tanto se tentou conquistar viram seres maldosos, maquiavélicos, frios e calculistas.  
Toda aquela dedicação, aquele tratamento principesco, aquela disponibilidade cativante dos primeiros tempos, de repente viram fardos impossíveis de carregar. Sem contar que tamanha dedicação passa a parecer subserviência, falta de amor próprio, auto anulação daquele ser outrora perfeito.  
Mas por mais defeitos que se procure, encontre e invente, em geral não são fortes o suficiente para o rompimento definitivo. Falta a centelha que detone o processo: um novo ser perfeito. Aquele ser cuja paixão avassaladora encherá o TDAH de coragem para desferir o golpe de misericórdia no amor decaído que ainda está ao seu lado.  
Armado pelo novo amor verdadeiro -  esse sim; será o último e definitivo - o TDAH romperá o relacionamento com uma frieza e uma tranquilidade inimagináveis. Deixará para trás uma pessoa ferida pela dureza e crueldade das palavras usadas e perplexa por já não reconhecer naquela que parte, a pessoa tão amada.  
Enquanto isso o TDAH segue tranquilamente em direção ao novo e perfeito amor com a consciência tranquila de quem extirpou um tumor sem atinar para o fato de estar repetindo esse teatro pela enésima vez.  

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

TDAH MENTIROSO!





                       



O TDAH mente?
Todos mentimos, TDAHs ou não.
Mas o TDAH mente um pouco mais. E não é por mau-caráter, dissimulação ou falsidade; nada disso. O TDAH mente mais por que está sempre enrolado em situações mal explicadas, confusas, inexplicáveis ou inaceitáveis. Ou simplesmente por não ser muito bom em encontrar os caminhos corretos.
Tenho um irmão de TDAH, que já formado, recém casado, ficou fascinado por um daqueles joguinhos de computador; naquele tempo em que computador era uma novidade. Esse TDAH perdeu a hora em seu escritório embevecido pelo joguinho até meia noite. Ao chegar em casa deparou-se com a esposa em fúria e, simplesmente, se envergonhou de ser tão infantil e titubeou ao inventar uma desculpa esfarrapada qualquer. Obviamente ela não acreditou e logo desconfiou de outra mulher. O tempo fechou, o casamento quase acabou, mas ele manteve a mentira de que estivera trabalhando até aquela hora. Por falta de provas (e excesso de amor) ela acabou engolindo a conversa do marido. Mas jamais soube a verdade.
Nada mais típico de um TDAH do que esta falta de critério, falta de noção. Provavelmente, a caminho de casa meu amigo TDAH foi imaginando a fúria da esposa, o escárnio por sua infantilidade; um advogado, casado, perder a hora em joguinhos infantis! Antes a suspeita de infidelidade que a descoberta da personalidade infantil e imatura.
Que maravilhoso critério!
A opção por uma acusação mais grave para esconder um erro que desnude as facetas frágeis ou ridículas da personalidade TDAH.
E isso acontece diariamente. Quem jamais inventou um enredo escabroso para esconder uma falha idiota de memória?
E isso desnuda uma faceta pouco explorada do TDAH: a imaturidade. Sim, o portador de TDAH é imaturo; ou demora muito mais para amadurecer. A vida perdida em meio aos sonhos, a secreta espera por soluções mágicas na vida, a dificuldade de aprender com os próprios erros, a impulsividade, todos comportamentos presentes na adolescência de todos, mas que persistem na vida adulta do TDAH. Mas se a imaturidade persiste, ela se mescla à experiência adquirida na vida e a uma certa consciência de que determinados comportamentos são incompatíveis com a vida adulta. E então o TDAH, imaturamente, opta pela mentira para esconder a imaturidade.
Mentir não é para amadores; muito menos para TDAHs. A mentira exige atenção, memória, vigilância, atenção aos detalhes... Tudo o que o TDAH não tem. E aí, aquela pequena e, aparentemente, inocente mentirinha vai tomando proporções bíblicas à medida em que o seu criador se desmente, cai em contradições, peca nos detalhes. E é obrigado a mentir mais, e mais, e mais...
Se o mentiroso é homem, isso piora ainda mais. A mulher é mais esperta, mais fria, tem mais auto controle, erra menos. O homem mete os pés pelas mãos, se trai e se entrega.
Não quero aqui defender ou justificar a mentira, nada disso, apenas analiso o que estudei, conheço e vivi.
Auto conhecimento, o mantra que repito em quase todos os posts. Conheça-se! Você começará a antever seus comportamentos imaturos e pode preveni-los. Se seu parceiro(a) sabe do seu TDAH, você pode abrir sua alma e mencionar a existência desse lado infantil, isso o(a) prevenirá de futuras idiotices.
Isso impedirá novas infantilidades e novas mentiras? Não!
Mas diminuirá muito. E ao se conhecer, você tem a chance de encontrar a pessoa mais importante da sua vida; e a única que pode salvá-lo: você mesmo! Não perca essa oportunidade de ouro!


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

O TDAH E A MENTE FERVILHANTE!


Somos acossados cotidianamente por um turbilhão de pensamentos que se sucedem, se sobrepõem, se chocam, se engalfinham, se confrontam. Pensamentos opostos, incongruentes, conflitantes, beligerantes que se mutilam e se esquartejam. Na mente fervilhante os fragmentos se amontoam e se fundem, transformando-se em pensamentos novos; irreconhecíveis. Verdadeiros Franksteins mentais. Como todo monstro, esse Frankstein nos assombra e nos impressiona. Dificilmente nos livramos dele. A mente convulsionada por esse turbilhão de pensamentos começa a acreditar que o Frankstein é verdadeiro. E real. Essa amálgama de pensamentos desconexos cresce e domina a mente. A imagem do Frankstein passa a ser dominante, e como tal, dita o comportamento. E o comportamento reflete o pensamento. O Frankstein mental se concretiza em atitudes Franksteinianas; um monstro que muitas vezes desconhecíamos assume o controle. E as consequências podem ser nefastas...
E podemos derrotar esse Frankstein?
A Ritalina é uma boa arma - ela acalma esse turbilhão mental - mas não a única. E nem pode ser sozinha. O TDAH requer mais do que só medicamentos. Para combatê-lo é preciso auto conhecimento, conhecimento da doença e uma boa dose de consciência de que nada nesse transtorno resolve-se rapidamente. Esse último, talvez seja o mais difícil para nós. E claro, se a condição financeira permitir, apoio terapêutico é muito importante.
Parece simplista, mas o auto conhecimento e o auto controle são fundamentais. Se estivermos alertas perceberemos a criação do Frankstein ainda no início. O bebê Frankstein. E poderemos impedi-lo de agir. De virar adulto.
Mas não é fácil. Não sabemos ser de outro jeito. Acreditamos na veracidade desses pensamentos e nos deixamos dominar por eles. Mas não podemos descansar. Precisamos duvidar da existência desse Frankstein. Sua existência precisa de provas, de confirmação. Chega de acreditar que a junção de pensamentos, ou fragmentos de pensamentos, antigos, somados com os novos formam uma verdade. Podem formar uma teoria, mas todas as teorias precisam de comprovação para deixarem de apenas isso; teoria.
Cuidemos de nossos pensamentos e não acreditemos tão facilmente em monstros e fantasmas.
Nossas vidas, e a de quem convive conosco agradecerão muito.