quinta-feira, 20 de abril de 2017

O TDAH E A BALEIA AZUL

                                                 Em Minas Gerais um jovem cumpriu a última tarefa do 'jogo' : matou-se. 




O jogo da Baleia Azul virou o assunto do momento. Para quem não sabe é um jogo on line, onde um 'curador' lança desafios aos participantes - em sua grande maioria adolescentes - que começam com pequenas auto mutilações e seguem num mórbido e cruel crescendo até atingir a tarefa final: o suicídio do 'jogador'.
Claro que nas redes sociais já surgiram brincadeiras a esse respeito, como a Baleia Rosa e a Preguiça Azul. A primeira uma tosca versão positiva do jogo, a segunda uma brincadeira com a notória preguiça e desorganização dos adolescentes.
Hoje eu vi um trecho do excelente Estúdio I, da Globo News, onde um psiquiatra falava sobre o assunto. O que ele disse me chamou a atenção: o importante não é o jogo, mas o suicídio. Adolescentes mentalmente saudáveis não embarcam nesse tipo de jogo. As vítimas desses jogos são aqueles jovens portadores de depressão ou outras doenças mentais.
Na hora acendeu a luz vermelha: setenta porcento dos portadores de TDAH sofrem de comorbidades - doenças associadas à doença principal - e a comorbidade de maior incidência é a depressão.
Nossa personalidade TDAH já é, por si só, intensa, apaixonada e instável. Associada à depressão temos um quadro extremamente suscetível a um jogo perverso e mórbido como esse.
A recomendação do psiquiatra é o diálogo. Procure informar-se sobre o que seu filho sabe sobre o assunto e abasteça-o com toda a real magnitude de maldade e perversidade desse jogo. E mais, acompanhe-o, mantenha-se alerta; só em Curitiba estão sendo investigados sete casos. Minas, São Paulo e Rio de Janeiro também investigam a Baleia Azul. Na Bahia uma garota de quinze anos desapareceu deixando uma carta à família insinuando o envolvimento do jogo.
Não se esqueça do principal : Seu filho, ou sua filha. A depressão na adolescência é uma realidade cruel; quatro adolescentes se matam a cada dia no Brasil. Associada ao TDAH potencializa os sintomas.
Pare de fazer vista grossa ao TDAH; se você tem alguma suspeita leve seu filho ao médico, trate-o, ame-o. A negação pode ter um preço caríssimo em dor e culpa pelo resto da vida.
Aos que tratam esse jogo como brincadeira parem com isso; é de uma crueldade inimaginável. Incrível até onde chega a maldade do ser humano. E a irresponsabilidade daqueles que não levam a sério a dor alheia.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O TDAH DESCONSTRUINDO O FUTURO






Após sermos diagnosticados portadores de TDAH, tendemos a botar na conta do transtorno todos os nossos problemas, falhas e idiossincrasias. Isso é normal; às vezes por ainda conhecermos pouco o TDAH, noutras por que é melhor para as nossas consciências culparmos uma doença e não nosso caráter.  
Em diversas ocasiões o que teremos é uma soma de tudo.  
E aí recebo um e-mail de K que afirma estar desconfortável com suas reações ao fim de relacionamentos rompidos por iniciativa dela. Antigos e duradouros são deixados para trás sem dor, sem remorso. O último, de poucos meses e pouco contato real, ainda dói.  
Antiguidade e longevidade não significam amor. A facilidade com que acabou demonstra isso. O contrário também vale. E isso não é TDAH. Isso é vida!  
Mas, quando acrescentamos o TDAH a essa equação temos alguns resultados interessantes: esquecemos mais fácil do que a maioria;  nos culpamos mais do que a maioria. Então, se estamos dispostos a esquecer, deletamos e seguimos nosso caminho sem olhar para trás; mas, se não temos certeza daquilo que fizemos, ou se não queríamos aquele fim, sofremos N vezes mais. Nos culpamos e nossa mente repassa aquilo milhões de vezes por dia até a exaustão mental. 
Disso tudo, o que mais me chamou atenção no relato de K é o que ela não percebeu: os dois grandes relacionamentos que ela terminou e pouco sentiu, foram aqueles que os parceiros NÃO queriam o fim do relacionamento. O que a fez sofrer foi justamente aquele em que seu companheiro concordou com o rompimento.  
Claro que pouco sei sobre as reais razões e o verdadeiro comportamento de K, mas no seu e-mail ela deixa transparecer que 'instigou' seu último namorado ao término; e ele terminou. Nada mais TDAH do que expor-se ao risco, à auto imolação, à expor a própria vida à tragédia. E depois ficar choramingando por colher aquilo que plantou. 
Creio, K, que você está sofrendo pelos motivos errados. Nenhum de seus namorados são seus verdadeiros problemas; o TDAH sim. Não se preocupe tanto com suas reações após o fim dos relacionamentos. O que deve  te faz sofrer é seu comportamento inexplicável de terminar com namorados antevendo que tais relacionamentos não terão futuro. Com esse tipo de comportamento não terão mesmo. O futuro, K, não existe; ele é construído diariamente por cada pessoa, por cada casal, por cada gesto, por cada intenção. Imaginar que este ou aquele relacionamento não terá futuro é decretar seu fim antecipado. Só tem futuro o que queremos que tenha. E você deixou claro que 'matou' antecipadamente cada um deles. 
O que posso dizer? Para que você aproveite esse período sozinha para conhecer-se, conhecer bem o transtorno e viver o presente. Você não tem bola de cristal para adivinhar se esse ou aquele relacionamento terá futuro. Isso tem muita cara de auto sabotagem. 

quinta-feira, 9 de março de 2017

O TDAH NO DIA DA MULHER






O post de hoje tem tripla inspiração. Partindo de três mulheres diferentes, como são diferentes os locais onde vivem; Chapada Diamantina, Região Serrana do Rio e Londres...
De Londres vem a música de Adele num show maravilhoso no Canal Bis.
Da Chapada Diamantina vem a luta de Emily contra o TDAH. Marido, filhos e todos os erros e inconstâncias do TDAH. Inúmeras tentativas infutíferas em vários negócios diferentes foram minando sua auto estima. Enchendo-a de insegurança e medo.
Mas TDAH jamais desiste. E se mulher, aí que não desiste mesmo. Pois bem, Emily montou o Vitrola, uma hamburgueria gourmet. E se descobriu!
Hoje, via WhatsApp, ela comentava: sou capaz de montar 40 hambúrgueres sem errar nenhum. Isso, para um TDAH é como ganhar na mega sena da virada! O nome disso é motivação! TDAH motivado é sinônimo de produtividade, perfeição, criatividade à flor da pele; resultado!
A chave é: Motive-se!
Faça o que ama!
Da Região Serrana saiu todo esse post.
Confesso que estava com preguiça. E ela me ligou e cobrou: hoje é o Dia Internacional da Mulher, os seguidores do blog estão esperando algo novo.
E aqui estou eu.
Em geral com jornada dupla, no trabalho e em casa, a mulher com TDAH vê suas tarefas multiplicadas por mil. Lembro-me de uma portadora de Belo Horizonte que encontrou uma fralda suja dentro da geladeira. E correu na lixeira para resgatar a mamadeira que ali jogara no lugar da fralda suja. Ainda existem milhares de outras mulheres lutando em silêncio contra o TDAH, conhecendo ou não o que as afeta, sabemos que a luta é insana, cruel e sem tréguas. E muitos de nós, maridos, não ajudamos, não compreendemos, e ainda cobramos excessivamente.
O resultado dessa equação dolorosa, são momentos de silencioso desespero, explosões descontroladas e desgastantes repetições dos mesmos erros sob a chuva de críticas da família.
Deveria existir um dia Internacional da Mulher com TDAH. Deveria ser feriado. Mas feriado de verdade, onde seria proibido criticar suas falhas, seus esquecimentos e suas infindáveis tentativas de acertar dessa vez.
Na verdade seria o Dia Internacional do Respeito à Mulher TDAH.
Começaríamos com um dia. Depois dois, dez, vinte, cento e vinte dias... Até o dia em que todos os dias do ano forem de respeito às mulheres com TDAH.
Nesse dia teremos vencido todos os preconceitos com o transtorno.
Afinal, são as mulheres que nos constroem desde o nascimento; e respeitadas, passarão naturalmente esse respeito às gerações futuras.

quarta-feira, 1 de março de 2017

O TDAH E A VIDA SEM PAIXÃO





Sem paixão não dá nem pra chupar um picolé. (Nelson Rodrigues)

E aí a pessoa disse: ' Na nossa idade o amor é uma construção. Não existe mais aquilo de paixão.'
Pelo visto esta pessoa está construindo um barraco de pau a pique.
Deve ser muito triste viver sem paixão.
Eu, como TDAH, não imagino o que é isso.
Não sei viver sem paixão. Tenho que ser apaixonado pelo que faço, por quem eu convivo, pelo que leio, pelo que como...
Viver sem paixão não é vida.
Creio que nenhum TDAH consegue viver sem paixão. É o combustível da vida. E não acredito que a paixão seja obrigatoriamente efêmera. Não precisa necessariamente ser...
A paixão se renova, basta querer. Basta escolher manter acesa a chama da paixão. Não adianta ao advogado estudar economia, ele tem que estudar o Direito , encantar-se com os desafios do Direito. Ou então vai cair na mesmice e ficará medíocre. Nesse caso o melhor é mudar de profissão.
Sou apaixonado por cidades que nunca estive, como Florença, por épocas que não me recordo de ter vivido, como a Renascença, mas Ilhéus e Veneza - cidades tão opostas - me arrebataram e lembro-me de ambas com paixão ... Tenho paixão por café, chocolate, queijo... Sou absolutamente apaixonado pelo livro Cem anos de solidão, já disse isso aqui cem vezes.
Não há vida sem paixão. O problema é que vincularam a paixão à um fogaréu intenso e de curto prazo. E não creio nisso. Todas as manhãs escolho apaixonar-me pela minha mulher. Claro, não digo isso literalmente. Mas quando opto por mandar um poema, uma declaração de amor, ou um mero bom dia para ela diariamente, eu conquisto-a um pouquinho mais, e me apaixono um pouco mais também.
Ao assistir o filme O Senhor dos Anéis pela milésima vez, encanto-me um pouco mais por sua grandiosidade, suas personagens fascinantes, e alimento minha paixão por esse filme.
Eu escolho manter acesa minhas paixões. E elas me fazem sentir que minha vida vale a pena.
Não é o dinheiro, ou o status, ou o reconhecimento que me movem; são minhas paixões.
Por isso concordo e admiro Nelson Rodrigues, tem que existir paixão por viver. O dia em que elas acabarem, o dia em que não me restar nem a paixão por uma xícara de café, já estará na hora de morrer. E aí morrerei sem receio ou pena de mim mesmo.
Viver já não valerá mais a pena.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

TDAH E O PASSADO PERDIDO








Questionado pela amiga TDAH, Letícia, sobre como lido com meu passado, e se acho meu passado perdido; acabei por voltar a esse tema que já abordei aqui no blog mais de uma vez.  
Minha resposta a ela foi: Não lido. Nem penso nisso.  
Claro, já se vão seis anos de diagnóstico e muito água correu sob a ponte. Até pela idade - tenho 56 anos -  fui ficando mais tranquilo e menos angustiado.  
Após o diagnóstico passei por algumas fases: 
Alívio: Eu estava numa fase muito difícil da minha vida e vinha me questionando de forma dura e implacável. Saber que grande parte do meu comportamento era fruto de uma doença me deu enorme alívio.  
Revisão do passado: Acho que quase todo mundo passa por isso. É quase um julgamento das atitudes passadas. Muita gente se condena sem piedade. Eu, ao contrário, coloquei quase tudo na conta do TDAH. E isso levou-me ao estágio seguinte.  
Auto perdão: Perdoei-me da imensa maioria dos erros cometidos. E isso foi muito, muito bom para minha vida. Portador de um transtorno que afeta fortemente meu comportamento, não posso me crucificar pelos erros do passado.  
Esquecimento: Deixei de pensar nisso. Hoje em dia pouco me importa quem errou, eu ou o TDAH. Errar faz parte da vida. Não cometi nenhum erro propositadamente. E isso me basta.  
Mas esse tempo pré-diagnóstico foi perdido? Absolutamente, foi um aprendizado riquíssimo, uma vida intensa. Fiz exatamente o que queria, o que acreditava e o que achava correto. Após o diagnóstico minha vida mudou para melhor?  Fiquei imune aos erros?  Sou mais feliz?  
Minha vida melhorou muito. Principalmente em termos de objetivos de longo prazo, de sonhos e de realização pessoal. Esse blog, o livro que lancei, os livros que já escrevi e ainda não foram editados... Uma vida muito maior em horizontes e realizações.  
Ninguém está imune a erros. Com ou sem TDAH.  
Não sei se o mais correto é dizer que sou mais feliz, tenho mais consciência dos meus sentimentos e acabo desfrutando melhor dos bons momentos da vida.  
Aprendi a fazer escolhas mais conscientes e racionais. Mas claro, mais consciência pressupõe mais responsabilidade. Não posso mais empurrar a culpa no TDAH ou em qualquer outro fator. Agora a culpa é minha.  
A vida é feita de escolhas e eu escolhi ser feliz. E acredito que todos podem escolher a felicidade.  
Mudar o padrão mental é o primeiro passo. Parar de ruminar as falhas e abraçar as qualidades.  
Eliminar as arestas da vida. Sabe aquela série de pequenos incômodos que carregamos pela vida?  Aquele primo chato que recebemos em casa por ser parente; aquele amigo que volta e meia  dá alfinetadas sobre nosso comportamento; são inúmeras situações e pessoas que podem eliminadas sem prejuízo para a vida.  
Lógico, aos dezoito, vinte anos somos mais impulsivos, mais corajosos, mais dramáticos e tudo nos parece irremediavelmente perdido. Mas, se mesmo jovens já temos o conhecimento do transtorno, podemos com muito mais sucesso construir um futuro mais positivo e vitorioso.  
Não vale voltar-se para o passado. Ele foi importante, mas passou. Sua missão já foi cumprida. Foque no presente, ele é que construirá o futuro. Focar no presente é tratar-se com seriedade e persistência. Compreender que a vida é feita de ações e não de reclamações.  
Letícia, seu passado é exatamente isso; passado. Não importa se bom ou ruim, ele te trouxe até aqui. E merece respeito.  
Vire-se para o futuro, ele depende só de você. Só de você!  

domingo, 8 de janeiro de 2017

TDAH, DEFENDA-SE!





No auge de uma discussão um marido ou esposa TDAH pode estar pensando em outra coisa completamente diferente. Quem sabe naquela ruga que surgiu no lábio superior do cônjuge que grita à sua frente. Ou simplesmente no jogo de futebol que está deixando de assistir; ou ainda se lembra de que deveria ter comprado filtro solar,  com esse sol escaldante que anda fazendo... 
Horas depois, se perguntado sobre respostas que deu naquele momento, sobre afirmações feitas enquanto pensava em outra coisa,  o TDAH vai negar veementemente. Não aceitará jamais ter dito isso ou aquilo. Mas disse!  O cônjuge se lembrará de detalhes: de como estava sentado, os gestos que fez,  as palavras que usou. O TDAH vai negar! Vai negar peremptoriamente. Mas estará errado!
Ou não...
Imaginemos a situação oposta: O TDAH convivendo com um cônjuge manipulador, vingativo e com ótima memória.
Quem garantirá que essa cena realmente existiu? O cônjuge manipulador, que já conhece bem seu/sua TDAH, manipulará sua péssima memória (ou a absoluta ausência dela,  em alguns momentos) e lhe inculcará culpa, remorso e dor. E extrairá enormes ganhos com isso.
Poderá obter obediência, submissão, colaboração...
TDAHs não são fáceis de se conviver; podem ser inconstantes, irritadiços; temperamentais; indiferentes, desligados,  desmemoriados, e muitos outros defeitos que podem lhes ser imputados.
Mas podem também ser presas fáceis de cônjuges manipuladores.
Portanto, comecem a prestar atenção ao cônjuge. Se ao fim de cada discussão for forçado a capitular, e se ao fim de cada capitulação tiver de pagar um preço ao seu cônjuge; seja em obediência, em submissão ou em perda de liberdade; cuidado você pode estar sendo manipulado!
Nós, os TDAHs podemos estar errados; mas precisamos estar atentos. Não somos vilões, somos vítimas. Vítimas de uma doença que poderia cegar-nos, fazer-nos surdos ou diabéticos; mas nos fez desatentos, titubeantes, impulsivos,  mas também intensos, carinhosos, apaixonados e apaixonantes. Não merecemos ser manipulados por pessoas sem escrúpulos, que usam sua boa memória para nos encher de culpa e obter vantagens de nosso transtorno.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A VOLTA DA RITALINA





Quem acompanha o blog sabe que esse ano não tomei Ritalina.
Ou melhor, não tinha tomado.
O ritmo de vida que vinha levando me permitia abrir mão da Ritinha.
Esse ritmo mudou e eu senti necessidade de voltar a tomar.
Não ouve nenhum descontrole ou algo parecido, apenas voltei a chafurdar na areia
movediça da desatenção e perda de foco.
Assumi a manutenção de uma loja de celulares e a sucessão de aparelhos chegando,
a urgência pela entrega dos serviços e a grande variedade de defeitos me enrolaram e,
de repente, me vi com vários aparelhos abertos na bancada e sem saber qual deles atacar primeiro.
Temos que ser realistas e humildes: meu limite sem Ritalina chegou.
Sou péssimo sob pressão de qualquer espécie, mas a do tempo é a pior.  Não cumprir prazos
acaba comigo; em vez de me acelerar, paraliso. Ou quase...
Então lembrei-me dela, e o efeito é imediato; uma lucidez, um aumento no foco e uma mudança de atitude que me fizeram desenrolar rapidamente o que parecia um caos. E era..
Isso é uma derrota? Não creio. Me virei muito bem por onze meses sem um comprimido sequer, mas as exigências da minha vida mudaram, e as novas me obrigam a ter características comportamentais que a natureza não me deu;  então devo acrescenta-las artificialmente. Ou mudar de profissão.
Mas ficará sempre o aprendizado de que é possível viver sem Ritalina, sob condições de
menor pressão e maior limite de erro.
Não vou mudar nada do que disse antes sobre viver sem remédio; naquele momento foi ótimo.
e acredito que, para muitas pessoas será possível abrir mão do medicamento. Desde que se auto analise honestamente e conheça suas limitações.
Outra coisa, não vamos endeusar ou demonizar a Ritalina, ou a necessidade dela. A Ritalina é um remédio como qualquer outro, com virtudes e defeitos.Graças a Deus ela existe e eu posso usa-la. Facilita muito a minha vida.
Não faço esse texto como lamúria, mas apenas para ser honesto com vocês que me acompanham
há tantos anos. Isso não é fracasso, muito menos um retrocesso: Para situações diferentes, ferramenta
diferentes
E ponto final.