sexta-feira, 28 de julho de 2017

VIVA A RITALINA!





Claro, os detratores da Ritalina vão cair de pau em mim. Aqueles que não acreditam no TDAH também. Mas quem, precisando, já tomou sabe a diferença que faz.
Minha namorada diz que o efeito da Ritalina transparece no meu semblante. Pareço até mais jovem. Achei divertido, mas exagerado.
Passei uma semana bastante complicada, problemas profissionais, decisões difíceis, expectativas por soluções que independem de mim... Ontem estava bastante cansado, desanimado.
Hoje cedo, ao abrir uma gaveta deparei-me com ela: a Ritalina. Só então me lembrei que não havia tomado sequer um comprimido essa semana. Mesmo tendo um alarme no celular para me lembrar, adiei, adiei, adiei, até me acostumar com aquele ícone na central de notificações do celular e nem consulta-lo mais. Tomei a Ritalina e comecei a trabalhar. Algum tempo depois senti necessidade de ouvir música. E liguei o som, coisa que não fazia há um bom tempo. Logo, logo, eu estava dançando ao som daquela música.
E deu aquele estalo! Como posso ter mudado tanto de estado de espírito de ontem para hoje?
Lembrei-me dela! Claro, andei sem remédio por vários dias. Bastou que eu a tirasse de vista e deixei de toma-la. Sem ela, caiu o ânimo, o foco, a atenção e a produtividade. Hoje já fui muito mais produtivo do que durante toda a semana. E o melhor: mais animado e alegre.
E isso serve também para tapar a boca daqueles que gritam aos quatro cantos que a Ritalina causa dependência, que é a cocaína legalizada e outras asneiras; fiquei vários dias sem tomar e não tive nenhuma síndrome de abstinência e nenhum efeito colateral. O que senti foi a volta dos sintomas do TDAH em toda a sua magnitude. Nada mais.
Claro que sei que cada pessoa reage de um jeito, como no uso de qualquer medicamento; por isso sempre deixo claro: não sou médico. Sou um paciente e relato minhas experiências.
E essa é minha experiência com a Ritalina. É positiva, mas não é milagrosa. Ao toma-la, não me transformo num super homem; nem os sintomas do TDAH desaparecem completamente. A Ritalina é um medicamento auxiliar no tratamento do TDAH. Existe ainda o suporte psicológico; o coaching, a meditação... Minha neurologista, Valéria Modesto, está trabalhando há algum tempo com Neurofeedback e Biofeedback. Uma espécie de mapeamento do cérebro e uma reeducação do paciente de acordo com o que os estímulos provocam no cérebro. Ainda não tive oportunidade de fazer, mas espero em breve conseguir me submeter ao tratamento. Segundo a Dra. Valéria Modesto esse processo pode até prescindir do uso de medicamentos. Espero chegar nesse dia. Mas, por experiência própria, suspender o uso do medicamento sem nenhum outro suporte de tratamento resulta em um enorme retrocesso.
Portanto; viva a Ritalina!
Em tempo: hoje, cheguei à conclusão de que minha namorada não estava exagerando.