terça-feira, 14 de agosto de 2012

CUIDADO! REGIÃO VULCÂNICA.







A lava se revolve no fundo do vulcão.
Ela sabe por que está ali.
Ela sabe por que se esconde nas entranhas da terra.
Foi esse o caminho que ela escolheu, que ela procurou, que ela encontrou.
Agora ali está, no fundo mais negro da terra, confinada, aprisionada por bilhões
de tonelada de terra.
Mas a lava se revolve. Inconformada com seu destino a lava se revolve.
Às vezes, por frações de segundo a lava rompe a absurda couraça que a prende
e derrama um pouco sobre a superfície.
A liberdade da lava é a tragédia humana.
A beleza dos rios vermelho-alaranjados contrasta com o negro rastro que ela deixa.
Suas explosões são tragicamente belas, absurdamente doídas, mas necessárias.
A lava tem que sair.

Tá certo, ela escolheu estar nas profundezas da terra, ela escolheu o negro do mundo.
Escolheu?
Na sua ânsia de atingir o ar livre muitas vezes julgou seguir o caminho correto, por inúmeras
vezes a luz do sol esteve tão perto...
Mas algo a puxava para o fundo, uma estranha paixão pelas mais profundas entranhas.
Porém , uma paixão volátil como todas as paixões. Então, ao tentar encontrar a saída novamente
descobriu que ela estava mais longe, mais inacessível, mais inatingível.
Então a lava volta a conformar-se com as profundezas negras do planeta que habita.
Conformar-se?
Jamais.
A lava apenas descansa!
Descansa e espera!
Um dia, uma hora, ela irá romper com toda a sua força e ira a enorme camada de terra que a aprisiona
e então, ela se mostrará inteira, a plena força e beleza.
O custo será enorme para as pessoas que habitam ao redor daquele vulcão, e mesmo para a própria
lava, que ao se expor à atmosfera acaba por perder sua força, seu calor e sua flexibilidade; transformando-se apenas em um magma endurecido, perdendo sua essência e sua existência.
Mas, essa é a essência do TDAH. A explosão que mata é a mesma que alivia, que liberta.
O vulcão que nos habita precisa expelir seus gases tóxicos sob pena de auto destruição.
Cuidado, muito cuidado se você mora próximo a um vulcão; as explosões repentinas são tão violentas que, muitas vezes, não permitem que as pessoas escapem.