sábado, 14 de março de 2015

TDAH, A VIDA SEM RITALINA




A Paula é hipertensa, não pode tomar Ritalina. A família da Maria do Carmo não a suporta quando está  sob tratamento.
E o Venvanse, a única opção ao Metilfenidato, é tão caro que impossibilita a grande maioria das pessoas de tomá-lo.
E aí, o que fazer?
Aceito sugestões em nome de ambas...
Na minha medíocre opinião, o que precisa ser feito é transformar aquilo que é complemento do tratamento medicamentoso em seu pilar central.
TCC, Terapia Cognitivo Comportamental; Coach; Psicanálise; uma tal de técnica Pomodoro (que eu não faço a menor ideia do que seja) e um monte de outras terapias alternativas que se julgam capazes de curar ou domar o TDAH.
Aí entra o problema de todas as terapias de apoio psicológico, elas são psicológicas e o TDAH é físico. Nossas reações e padrões mentais são ditados pela falta de neurotransmissores e não por um trauma, ou sei lá o que pode nos afetar psicologicamente.
Até hoje, a melhor solução de apoio que encontrei foi o conhecer a mim mesmo. Mergulhei fundo em tudo sobre o TDAH e comparei com meus comportamentos e minhas reações. Meio que mapeei o meu TDAH; a partir daí passei a me policiar, a confrontar os meus comportamentos, desejos, reações com aquilo que aprendi com a doença. Isso funciona bem por um tempo. Temos a tendência de dar uma relaxada quando as coisas vão bem. E aí tudo desanda. Foi exatamente o que narrei aqui no post anterior.
Mas, se a pessoa não pode tomar o remédio, acredito que a melhor solução seja a soma do conhecer-se melhor e uma terapia de apoio. Um bom profissional ajudará a manter a pessoa em alerta, e a alertará para suas falhas ou quando os sabotadores entrarem em ação.
Hoje ouvi uma informação que ajudará na questão do preço do remédio. Uma amiga me contou que ganhou na justiça o direito de receber gratuitamente a Ritalina LA para tratamento de sua filha. Claro que esse é um caso único, o primeiro que ouvi falar; mas já é um precedente favorável. Um Juiz acatou a existência do TDAH e a necessidade de seu tratamento, e mais, reconheceu que é dever do Estado prover essa pequena cidadã de medicamentos que farão sua vida melhor.
Ainda existe gente inteligente e bem intencionada nesse país.

OBS.; SÓ PRA LEMBRAR: UM INFELIZ POSTA UNS VIDEOZINHOS ANTI PSIQUIATRIA EM MEU NOME. NÃO SOU EU, APENAS UM MEDÍOCRE QUE TENTA SABOTAR A NOSSA LUTA.