terça-feira, 8 de março de 2016

O TDAH E O AMOR ETERNO



Quanto dura a eternidade para um TDAH?
Quanto dura aquele amor que juramos eterno?
Estamos preparados para amores duradouros?
Podemos viver com apenas um parceiro?
Nossa mente inquieta e insatisfeita sempre sonha com vários parceiros; não, vários ainda é insuficiente, sonhamos com todos. Com os possíveis e mais ainda com os impossíveis; sonhamos com aqueles que podem nos fazer mais felizes, mas também com aqueles que, sabidamente, nos fariam sofrer. Não importa, queremos tudo, queremos todos...
Mas, paradoxalmente,  o que mais a mente de um TDAH sonha é a estabilidade. A mente inquieta, insatisfeita, curiosa, nos faz buscar tudo, o tempo todo, mas esgota-nos.
Ao mesmo tempo que nos impulsiona ao desconhecido, ao novo, ao imediato, nos cobra e nos tortura quando cedemos aos seus delírios.
E então nos deparamos com pessoas que se tornam mais que exemplo; inspiração! Um TDAH comemorando bodas de prata! Mais do que uma data, uma prova de amor, de estabilidade, uma lição de vida.
A belíssima cerimônia das bodas não me sai da cabeça. Seu significado, sua importância. Quanto essa estabilidade afetiva deve ter colaborado para o sucesso profissional do meu amigo? Muitíssimo, tenho certeza. E ele também deve ter consciência disso.
Não conversei com ele sobre isso, mas nem preciso.
Sei que ele descobriu na esposa todas as emoções que satisfazem seu TDAH. Focou nela e descobriu os prazeres imediatos que tanto sonhamos. Entendeu, as vezes até inconscientemente, que aquele amor lhe daria o estímulo pra viver e a estabilidade emocional que lhe faltavam.
E juntos se completaram, se acrescentaram e se descobriram melhores juntos.
Esse é o segredo!
Descobrir no outro o que nos completa. Entender que não é a variedade ou a mudança que nos trás a emoção, mas a intensidade com que se vive esse relacionamento. Seres humanos são multifacetados, trazem em si todas as possibilidades do mundo; basta saber descobrir, querer descobrir...
E querer ficar...
E querer...
E ficar...

Parabéns e obrigado, Walter e Simone!