segunda-feira, 1 de agosto de 2016

TDAH: RECOMEÇO OU RENASCIMENTO?





Parece recomeço. 
Mas é renascimento.    
Tudo é novo; um novo voo.  
Não há memória... 
E você me pergunta: Como não se lembra? 
Lembro como foto, não como vida. 
Lembro como imagem, não como sentimento. 
Estou pronto para sentir tudo aquilo de novo, mesmo que objetivamente saiba o que já vivenciei, minha mente não está preparada para repelir ou confrontar esse sentimento ou essa vivência. Sigo adiante como se não existisse escolha. 
Impávido, indiferente às dores, imune à galhofa dos trouxas cuja vida é uma mera superposição de enfados e mesmices. 
Não, cada sentimento é único, cada sabor é o primeiro, cada arrepiar da pele é surpreendente como se fosse a primeira emoção. 
De nada adiantam agressões, traições, insultos, humilhações... Sobrevivo incólume, com o coração leve e a mente convulsionada de pensamentos e imagens intermináveis, que não abrem espaço para saudosismos ou aprendizados. 
A vida acontece nos interstícios desse turbilhão mental, desse filme caótico de imagens psicodélicas e desconexas.  
Em meio a esse redemoinho mental, amo, estudo, trabalho, como, rio, choro, convivo...  
Não me critique; sua mente é lago, a minha,  cachoeira; sua vida é estrada, a minha, montanha russa; seu coração é brasa; o meu, vulcão! Não há espaço para meias emoções e escolhas sensatas; apenas o sorver sôfrego da vida sem ontem ou amanhã. 
Qualquer contrariedade pode ser a definitiva, capaz de arruinar toda uma vida aparentemente estável e feliz. Qualquer emoção rasteira pode desencadear uma explosão interna capaz de impulsionar a alma, aparentemente, pacata a uma vida extrema e inconsequente. 
Nada é o que parece. 
Portanto, mantenha distância! 
Não me ofenda, amanhã eu já esqueci; não me abandone, amanhã eu não me lembrarei de você; não me esqueça, amanhã você não terá existido.

31 comentários:

  1. Você é maravilhoso em seus textos!!!Descreve tudo que sentimos tao perfeitamente,amei ter conhecido seu blog!!!!

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  2. Parabéns, Alexandre, isso é muito poético, cara! Continue escrevendo assim! Abraços e boa semana a todos!

    S.L.1974
    Hellcife 2016

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  3. Incrível! Intenso como sempre. Leio seus textos até hj e continuo achando genial!
    Cristiana.

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  4. Cheguei hoje do médico com diagnóstico TDAH, somente agora aos 45 anos de idade me descubro com essa doença.
    Melhor, sendo bem sincera, desde os 35 eu já sabia ser portadora desse transtorno, antes disso, não.
    Aos 35 anos conheci um colega de profissão, advogado que tinha o transtorno e me disse que eu também tinha. Minha primeira reação foi de indignação. Eu??? Imagine. Afinal, não seria ser como ele.
    Ele era super educado, cordial mas era tirado como "idiota", "atrapalhado", "depressivo" pelos outros .
    Depois do diagnóstico do meu então colega de profissão, comecei a ler a respeito, fiz o teste e não deu outra, ele tinha razão.
    Fiquei assustada, e preferi esconder o problema, deixar pra lá, quem sabe com o tempo as coisas iriam melhorar. Só que não.
    Foram muitos fracassos, decepções, especialmente profissionais, consegui bons empregos mas sempre era demitida.
    Hoje resolvi estudar para concursos, nem sei se é uma boa ideia mas preciso ter metas, motivação, acreditar que a vida vai mudar.
    Tomei a decisão de procurar uma psiquiatra e ela me receitou Venvance 30 mg, na data de hoje.
    Estou procurando depoimentos de quem já tomou e achei essa página.Estou meio em choque com os depoimentos que li. Nós portadores de TDAH, mesmo medicados,não conseguimos ter uma vida normal e produtiva?
    Me identifico com vc em todos os sintomos do TDAH no adulto. Gostaria muito de depoimentos de pessoas que conseguiram superar essas dificuldades.
    Um abraço,obrigada pelo Blog. LUNA

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    1. Também fui diagnosticado tardiamente,aos 40 anos. Comecei com venvanse 30mg e o médico estava aumentando a dose, mas eu não estava gostando dos efeitos. Não era o que esperava e nos finais de semana dava uma lombeira horrivel. Troquei de médico e pedi ritalina. Tomo 10mg de manhã e 10 a tarde. Resultados muito melhores e sem a lombeira do final de semana. Essa minha experiência.
      Marcelo

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    2. Oi Marcelo, tenho retorno no médico daqui 30 dias, ainda estou no terceiro dia de medicação e não senti muita diferença com exceção da boca seca e menos apetite.
      Não estou me sentido mais focada por enquanto, pode ser que a medicação tenha que agir um pouco mais, já que iniciei faz poucos dias.
      Não sou hiperativa, sou do tipo desatenta. Não esqueço tanto das coisas que tenho que fazer porém, não consigo administrar meu tempo. Acordo pensando em tudo que tenho que fazer e faço apenas 1/3, isso gera uma angústia e impotência muito grande.
      Tenho dificuldades em concentração e estou estudando para concursos, imagine? rs. Por esse motivo fui atrás de uma psiquiatra e estou me medicando.
      Tenho dificuldades em manter minha motivação, inicio projetos e perco o interesse facilmente.
      Tenho nível superior e pós graduação e instituição renomada, consegui bons empregos mas sempre tive dificuldades em mantê-los. Atualmente estou no projeto "estudar para concursos".
      Já passei em um concurso uma vez, mas não era na minha área, então , pedi exoneração e arranjei emprego na minha área.
      Ainda tenho muitos sonhos mas sempre bate pensamentos negativos de inferioridade, talvez o que me faça não dar continuidade aos projetos.
      Vou iniciar uma Terapia Cognitiva Comportamental.
      Enfim, estou na luta. Sinto falta de conversar com outras pessoas sobre isso, estou obcecada pelo assunto, tudo o que leio a respeito me enquadro, impressionante.
      O texto acima, no trecho destacado abaixo, me identifico muuito
      De nada adiantam agressões, traições, insultos, humilhações... Sobrevivo incólume, com o coração leve e a mente convulsionada de pensamentos e imagens intermináveis, que não abrem espaço para saudosismos ou aprendizados.
      "A vida acontece nos interstícios desse turbilhão mental, desse filme caótico de imagens psicodélicas e desconexas."
      Enfim, falei muito pra variar..rs
      Vamos em frente, como sempre.
      LUNA

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    3. Luna, sua história é parecida com a minha, também sou do tipo desatento. Sobre a motivação, idem. Planos são muitos mas sair do papel, pra não dizer nenhum, um ou outro de vez em qdo. Sobre fazer a terça parte, pense positivo, provavelmente vc avalia mal o trabalho e coloca metas muito altas. Boa sorte.
      Marcelo

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    4. Obrigada por responder, Marcelo.
      Estou tentando pensar positivo sim.
      Talvez eu tente uma terapia cognitiva, ainda estou procurando um profissional psicólogo e outro psiquiatra que me inspirem confiança.
      Aos poucos a gente chega lá.Grande abraço e boa sorte também.
      LUNA.

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    5. Comecei a tomar ritalima pela primeira vez na vida, nunca imaginei que seria capaz de me concentrar assim. To focada em um concurso e to bastante otimista, eu n vou desistir!

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    6. Isso aí Tainara, você tem em suas mãos a chance de mudar sua história, não a desperdice.
      Acabei de publicar um novo post que pode te ser útil, dê uma olhada...
      Abraços
      Alexandre

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    7. Luna, a medicação é muito pessoal, conheço gente que ama e odeia o Venvanse. Eu não gostei, não vi muito resultado. Dra Valéria Modesto (minha médica e tb TDAH) ama.
      Se não estiver legal, peça seu médico para experimentar a Ritalina.
      Um abraço
      Alexandre

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  5. Eai Alexandre beleza ? Me trato do tdah dês dos meus 9 anos, hoje estou com 19 tomo ritalina no momento mais já tomei conserta, tenho ainda algumas dúvidas sobre o tdah, tenho problemas com Bebidas mais apenas final de semana, não sei se isso pode prejudicar no dia que vou beber eu não tomo o remédio não sei se isso interfere no tratamento, se quiser me adicionar no grupo ficarei grato 05491416959 obrigado des de ja. Abraço!

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    1. Cara, fui diagnosticado aos 40 anos, desde a adolescência tive problemas com bebida. Qdo começou a atrapalhar minha vida profissional eu me controlei. A vida social eu achava que tava boa, mas foi qdo eu passei a beber menos que comecei a entender as merdas que eu andava fazendo. Conselho de quem viveu esta situação, tente avaliar o seu comportamento e veja bem quem são seus "amigos" de verdade. Boa sorte.
      Marcelo

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    2. Concordo com o Marcelo, beber é legal até a página dois; a partir daí é só merda. Repense a sua vida e saia dessa.
      Abraços
      ALEXANDRE

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  6. Estarei retornando em breve à terapia que abandonei há pouco mais de um ano, finalmente um novo recomeço, de tantas outras tentativas frustradas. Me identifiquei aí com os relatos do Marcelo e da Luna. O tipo desatento, sem foco, desorganizado e procrastinador, eis-me aqui!

    Preciso muito traçar pequenas metas pro cotidiano, fazer pequenas tarefas e me recompensar quando concluí-las, bem, foi uma das coisas que li a respeito. Sei que é difícil dar o start em alguma coisa, sair do plano das ideias e partir para a ação, sempre aparecem outros pensamentos, outras pequenas distrações que acabam por tomar nosso tempo, muito mais do que desejamos, é tarefa árdua, mas como disse, se faz necessário traçar metas factíveis diárias, por tudo no papel mesmo, criar uma disciplina onde quase não há e seguir adiante. Fazer um checklist e no final da jornada analisar tudo e não se abater por não ter concluído alguma das tarefas, levantar a cabeça e continuar. Bom, na teoria me parece simples, vamos ver na prática, mas temos que fazer isso por nós mesmos, nosso bem estar depende muito disso.

    Tô criando coragem pra ver se entro no grupo de vocês do whatsapp, e continuo também aqui a minha saga à procura de pessoas assim como eu, algum concidadão, conterrâneo TDAH, alguém da minha ensolarada e querida cidade do Hellcife-PE, de repente quem sabe, criarmos um grupo de apoio pra nos ajudarmos!

    Grande abraço a todos e um excelente fim de semana!

    S.L. 1974
    Hellcife 2016

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    1. Cara, entra logo nesse grupo, é super light, tranquilo. Vários participantes ficam apenas lendo as discussões, outros participam ocasionalmente... Nada é obrigado!
      Minha coach falava: A gente come um elefante em pequenas partes...
      Isso aí, irmão!
      Força e fé!
      Abraços
      Alexandre

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  7. Alexandre, descobri seu site há pouco tempo e, assim como várias pessoas que tive a oportunidade de ver nos comentários, me encontrei nos seus relatos. Seus textos parecem nossos, como se alguém mergulhasse em nosso íntimo e saísse descrevendo-o. Deus, como pode alguém saber tanto de mim???
    Mas o fato é que lido, sem sucesso, com o transtorno, patologia ou carma que seja. Tomo 50mg de ritalina diárias associadfo a um antidepressivo e um estabilizador de humor. Tratamento convencional. Mas não estou vendo resultados efetivos no meu dia a dia. Repito padrões e me saboto incontáveis vezes.
    Vi que faz referência à Doutora Valéria Modesto. Me interessei em consultá-la. Ela é a sua médica? Qual o tratamento que ela adota? Como funciona exatamente o biofeedback?? Vc saberia informar?
    Vejo em vc uma absoluta consciência de si e de sua condição. Quero, como vc, vencer o rótulo, aprender a lidar com as frustrações e ao mesmo tempo otimizar minha vida que vem de derrocada em derrocada, (como haveria de ser diferente?). E eu continuo repetindo padrões de comportamento equivocados sem saber como fazer diferente. Enfim, to perdida.
    Poderia me ajudar? Dar uma luz?
    Desde já agradeço demais a atenção...
    Natália Peçanha.

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    1. Olá Natalia!
      Bem o Neurofeedback é uma espécie de treinamento mental. Através de um equipamento próprio a Dra. Valéria mapeia o cérebro do paciente e consegue "enxergar" os momentos de distração. Aí já não sei mais como funciona lá dentro do cérebro... Mas funciona.
      Eu nunca fiz, apesar da oferta da Dra Valéria.
      Mas farei...
      Bem, quanto à medicação existem outras opções como Venvanse e Concerta, talvez tentar uma nova medicação, alterar a dosagem...
      Não desista, às vezes não percebemos mudanças sutis, mas eficientes em nosso comportamento.
      Um abraço
      Alexandre

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  8. Não me ofenda, amanhã eu já esqueci; não me abandone, amanhã eu não me lembrarei de você; não me esqueça, amanhã você não terá existido.

    esta sendo exatamente assim e isso dói...

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    1. Os relatos aqui são verídicos, falo do que vivencio e sinto. Não posso afirmar que todo TDAH é igual, mas boa parte é assim.
      Se você não TDAH pagou pra ver, provavelmente deve ter perdido.
      A vida segue adiante e, pra nós, sem passado.
      Abraços
      Alexandre

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Como faço pra entrar nesse grupo do wattsapp.. Estou vendo os depoimentos e impressionado como eh exatamente oq vivo.. Tenho 30 anos e vejo q preciso de diagnóstico..
    J. Morais

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    1. Envie seu número para o e-mail: schubertsax@gmail.com que te incluo.

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  10. Parabéns pela iniciativa Alexandre.. Conto com sua experiência para me dar algumas dicas do caminho a seguir.. Abraço..
    J. Morais

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    1. Obrigado! Pode contar comigo sempre!
      Abraço
      Alexandre

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  11. Olá! Minha psicóloga me encaminhou para um neurologista, para confirmar se eu tenho tdah. Na hora Q ela falou eu achei muito estranho, por total ignorância, não sabia realmente do que se tratava. Comecei a pesquisar, cheguei a este blog, e estou chocada, maravilhada, com medo, com esperança... Passei a ultima semana sentindo todas as emoções possíveis. Jamais me senti tão compreendida na vida como estou me sentindo lendo este blog. É muito doloroso repensar a vida toda, todos os meus fracassos, minhas fraquezas e até traços da minha personalidade "legais" que agora parecem fazer mais sentido. Fiquei com raiva por não ter sido diagnosticada antes, mas esperançosa de receber finalmente a ajuda apropriada, recomeçar a vida e me perdoar por coisas que me faziam ter raiva de mim mesma.
    Tenho neurologista marcado amanhã e estou com muito medo. Vi relatos de que muitos médicos negam o tdah nas pessoas, ainda mais em adultos. Ainda mais que tive um bom desempenho escolar, sou funcionária pública, "faço"faculdade pública ( há dez anos!)... Mas só Deus sabe o quão conturbado e sacrificante foi tudo isso.
    Espero que eu caia nas mãos de um profissional que realmente conheça O transtorno e que me ajude.

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  12. Termino de ler esse texto chorando muito. Sinto que vejo uma luz no fim do tunel. Estou fazendo terapia de apoio com uma psicologa da faculdade há alguns meses por conta de outros fatores, como crises de depressão e ansiedade. Tenho buscado desesperadamente ajuda porque a vida tem ficado pesada demais, me sinto cansada, como se eu tivesse nadando, nadando, sem descanso contra a correnteza, chegando a pensar em vários momentos em desistir, como se a agonia de afundar me parecesse menos pior do que a dor e o cansaço de continuar nadando. Decidi fazer algo, não sei o que, como se minha vida dependesse inteiramente da cura ou do entendimento disso, e de fato depende. Estou no fundo do poço, perdida. Tenho tentado muitas coisas nos últimos 2 anos, yoga, meditação, treinamento cerebral, rezas, terapias alternativas, homeopatias, florais, etc. Tudo isso em silêncio e tentando aparentar sempre bem, apesar das piadinhas que finjo que não me ofende. Tento esconder o máximo que posso os meus problemas reais, porque pra todos a minha volta, eu sou a atrapalhada, lerda, irresponsável por esquecer de coisas importantes, burrinha as vezes, por precisar reaprender tudo sempre, perdida, avoada, etc. Estou lutando para terminar meu doutorado, fazendo um esforço herculeo, para ter rendimentos medianos.
    Nessa busca por uma saída disso, me sinto tateando no escuro, porque nem sequer tenho clareza sobre o que eu tenho ou compreendo o que sinto.
    Então, quando li sobre TDAH e agora lendo esse texto e outros aqui, me vejo em todos os depoimentos e também vejo uma luz no fim do tunel. Por isso estou muito emocionada.

    Obrigada a vocês todos!!!!

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  13. já estou cansado dos recomeços, parece que não possui limites :(

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