domingo, 14 de setembro de 2014

TDAH: DO AMOR E OUTROS DESASTRES





Pode parecer pessoal...
Você procura a culpa em suas atitudes, em seu comportamento e não encontra. Não há explicação, eu não tenho explicação. Não procure dentro de você, está dentro de mim.
Muitas vezes fugi de vergonha pelo que falei ou pela maneira como agi, noutras pra poupar você de aturar tanta inconstância. Esse é o meu mundo. Um mundo de dúvidas e medo, mas de certezas absolutas e atitudes inconsequentes.
As pressões, as exigências me desequilibram, me desesperam, tento agir dentro dos padrões, e falho. Sempre falho. Posso explodir por nada, absorvo-me em pensamentos sem sentido, valorizo o pueril negligenciando o essencial.
Penso e sinto em espiral, como um tornado: arrebatador, grandioso, capaz de te arrancar do chão. Mas, se você não se preparou, posso destruir tudo à sua volta.
Mas juro, não é pessoal; o que eu digo é verdadeiro; é o que eu sinto.Mas muitas vezes perco o controle da língua, das atitudes... me deixo levar pelos mesmos caminhos que já te fizeram sofrer. Mas eu também sofro, e duas vezes. Sofro por te perder, e sofro por errar de novo, da mesma forma; incapaz de enxergar que estava trilhando o mesmo caminho.
Não me julgue insensível ou frio se ao nos reencontrarmos eu parecer indiferente. É somente uma estratégia interna de sobrevivência.Preciso seguir, e seguirei. Minha mente se inunda de pensamentos balsâmicos pra que eu me anestesie de sua ausência. Mas tudo pode ruir se você disser a palavra certa, ou fizer 'aquele' gesto, aquele sorriso... Mas tem que ser ali, naquele exato momento, naquele lugar, do contrário...
Claro que sofro; perdi você... Mas já me perdi de mim mesmo tantas vezes; e sobrevivi...
Você também sobreviverá...
Essa é a vida: encontros e desencontros; rasgar-se e remendar-se, nas sábias palavras de Guimarães Rosa.
Minha vida é assim...
Adoro essa música que tá tocando agora... Me lembra um monte de coisa boa. Preciso sair... Encontrar gente...
Nossa, tenho que mandar lavar o carro! Acho que vou no shopping; lá eu lavo o carro, vejo um monte de gente bonita. Ah, posso até comprar aquele livro que eu vi a resenha... Como é que ele chama mesmo. Ô cabeça, meu Deus... Esse meu celular tá uma porcaria; acho que vou trocar ele hoje, agora. Tô meio apertado, mas eu mereço. Faço um sacrificiozinho, entro no cheque especial... Mas vale a pena!
É isso! Partiu shopping... Bora, celular novo...
E você já é passado...
Mas não é nada pessoal...

88 comentários:

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    1. Tão nós, Aline...
      Somos todos assim, uns mais outros menos. Mas todos muito parecidos.
      Abraços
      Alexandre

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    2. Kkkk,tão eu TB....

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Sim, Aline, "Impressionante... é tão eu..."

    Mas, quanto mais eu me identifico com este comportamento, mas eu acho que minha Lineuzinha não é deste mundo, sequer da nossa galáxia. Me aguentar, me aturar, me suportar, me seguir e, acima de tudo, me segurar, por 34 anos, não é tarefa possível para uma humana não.

    Andava desconfiando, mas agora tenho quase certeza que ela deve ser de outra dimensão, de uma bem longe da nossa, tipo 20a.

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    1. Walter, meu irmão! Você já pensou na possibilidade de sua esposa ser uma santa mandada pra salvar sua alma???
      Pense nisso amigo!
      Abração
      Alexandre

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    2. No sentido lúdico e metafórico, sim. Tenho certeza.

      No sentido religioso, não, pois sou ateu. (taí outro defeito que não posso colocar na conta do TDAH)

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    3. Acabei de descobrir que tenho TDAH .Queria perguntar se apaixonar-se loucamente e depois desencantar da pessoa sem grandes razões é algo típico do TDAH. Além disso, eu não me recomponho facilmente após uma desilusão, geralmente quero mudar tudo na minha vida, quer me tornar outra pessoa...

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  4. Pior que não é nada pessoal mesmo. Pior que as pessoas não entendem, jamais entenderão nosso modo de ser ou de pensar. Vivo nesta eterna frustração de não conseguir agir dentro dos padrões. Tenho a consciência de que não preciso agir dentro dele e que sou muito mais feliz - e aceita, pasme! - quando sou eu mesma. Mas o TDAH fanfarrão me leva sempre a tentar o mais difícil, o mais sofrido...

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    1. O fato de ter dificuldade pra fazer coisas fáceis e simples, pra os outros sempre é visto como acomodação e desinteresse em se melhorar como ser humano. Nem dou explicação, pros outros soa tudo como desculpa atrás de desculpa.

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    2. Oi Ana! Sei lá, amiga, viver fora dos padrões custa muito caro! A humanidade é padronizada e cobra de seus membros esse comportamento. Acabamos vivendo meio que marginalizados, mal vistos e criticados.
      Sei lá se vale a pena.
      Abraços
      Alexandre

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  5. ..Eu acredito que nem tenho muita ''moral'' para comentar esse post pois nunca tive um relacionamento duradouro e profundo, todos na base mais intrínsecas do superficial. Valorizo muito o momento só o momento, após pouco me importo com a ex, prefiro mesmo e minha companhia.. Tenho a ''boa capacidade'' de destruir qualquer relacionamento seja qual for, com o tempo estou convencido que faço isso e por querer, gosto mesmo é do caos. Uma mulher para me aquentar certamente não e desse planeta, quem sabe, as conterrâneas das outras dimensões nativas da mulher do Walter possa me visitar rsr.

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    1. Eu também sempre sou superficial . Sei que qualquer tipo de relacionamento, tanto namoro, amizade e familiar é muito delicado, exige muita seriedade, sensibilidade, cuidado, atenção, saber falar e agir na hora certa, etc. Como já sei que não vou ser muito presente, e vou falhar em muitas coisas, prefiro evitar a proximidade e ser bem superficial mesmo.

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    2. Engraçado, sempre sonhei com relacionamentos sérios e duradouros. minha mãe conta que com 12/13 anos eu falava que seria um maridão. E sou mesmo! Adoro estar casado. O problema é que meu nível de tolerabilidade é muito baixo. Ou não, nem sei se é tolerabilidade, é uma coisa que de repente da um click e tudo desmorona.
      Estranho, muito estranho.
      Mas luto todo dia contra isso. Uma hora vou descobrir a fórmula da estabilidade. Aí publico aqui.
      Abraços
      Alexandre

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    3. Oi querido Alexandre!
      Estou amando seu blog,agradeço a Deus por VC existir,me sentia verdadeiramente um peixinho fora d'agua,ate conhecer VC e esse povo .Descobri o TDHA pela internet,pois achava q tinha algum problema comigo,com 35 anos de idade,VC imagina como tinha experiências frustantes e repetitivas,procurei um psiquiatra e já estou fazendo o tratamento com ritalina,gracas a Deus ,me sinto uma mulher bem mais centrada e autoconfiante.VC tem email?Carol Rs

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  6. Kkkkkkkk... DEMAIS....Alexandre, além de sentir como se fosse o relato de vários dos meus relacionamentos findos.... o final é cômico e verdadeiramente TDAH.

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    1. Mas não é assim, Siege? É exatamente desse jeito que funciona. De repente começamos a pensar em outras coisas e a dor passa e levantamos e vamos viver.
      Simples assim.
      Abraços
      Alexandre

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  7. Isso tudo dói demais e é muito triste.

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    1. Quando olho pra trás, tenho a impressão de ter deixado vários cadáveres pelo caminho. Isso é tão ruim...
      Abraços
      Alexandre

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  8. A PARTE QUE EU JÁ DISSE NESTE BLOG MUITAS VEZES:

    Quando eu encontrei este blog foi como se alguém tivesse ligado uma luz forte no meio da escuridão. Fiquei meio tonto, esfreguei bem os olhos, mas, depois, a minha felicidade explodiu: "Pertenço a um grupo. Um grupo meio estranho, é bem verdade, mas um grupo. Meus problemas não são de caráter, mas sim de uma doença, etc,etc,etc. blá, blá, blá."

    Tudo isto eu já falei e todo mundo, cada qual do seu jeito, repete.

    A PARTE QUE NUNCA DISSE

    Nesta alegria do autoconhecimento, fiquei louco para que minha Lineuzinha lesse também: "Olha, tem um grupo igual a mim. Leia o blog, você vai me entender melhor. Lá, neste grupo, eu sou normal. As coisas que faço todos eles fazem, não é falta de caráter não, é doença....." e por aí foi.

    Insisti muito, ela leu uns dois posts do Alexandre e os comentários dele (isto faz muitos séculos, era em uma época em que o Alexandre ainda comentava nossos comentários. rsrsrsr).

    A MISERA da Lineuzinha, depois de ler, nem ligou para o assunto (e eu doido para discutir tudo com ela). Ela começou a falar apenas: "que textos lindos, bem escritos. Olha como ele é gentil nos comentários. Olha como ele é educado nas respostas, olha como ele é inteligente ..." e por aí foi.

    Acreditem se quiser, nunca tive ciúme de Lineuzinha, mas naquele momento eu tive. Pensei logo: minha Lineuzinha, que é da 20a dimensão, (sobre isto favor ler o comentário anterior) deve ser de uma dimensão em que eles (digo "eles" porque, sendo de outra dimensão, não sei se as entidades de lá têm sexo definido) devem ser taradas por TDAHs.

    Então, pensei eu, quer dizer que o Alexandre é tudo isso de bom? e eu? Sou burro, analfabeto, grosso? "Oh Lineuzinha, sabe do que mais? deixa prá lá, se é para ficar elogiando o 'lindo', 'o maravilhoso', 'o doido', ‘o retardado’ o ‘safado’ o "@#$$%%%$$' do Alexandre, precisa mais ler não. Já viu quantas ex-mulheres ele tem? quer ser mais uma "ex" dele?

    Caso encerrado, ela nunca mais leu o blog (ela agora diz que não lê porque aqui é "o meu espaço" e ela não quer invadir.

    CONCLUSÃO:

    Considerando que:

    a) estou sentindo cheiro no ar de que Alexandre fez mas uma vítima (nas minha contagem já se vão 13 "ex");

    b) Alexandre já já vai querer partir para a 14a, e vai conseguir;

    c) Sabendo como minha Lineuzinha não pode ver um TDAH, principalmente quando agente faz aquela "carinha", e, pior, um TDAH que “escreve tão bem”, "educado", "inteligente", ...

    d) Que, diferentemente do relato Alexandre e relato dos demais meus iguais, eu praticamente só me relacionei com a minha Lineuzinha e, portanto, sou nota menos 1.000/000 em paquera, e, ainda, tenho a desvantagem da idade e da proeminente barriga, o que torna muito remota a minha chance de achar uma nova costela;

    e) minha Lineuzinha, mesmo sendo de outra dimensão; mesmo às vezes correndo atrás de mim com uma palmatória até me acuar, olhar, com olhos esbugalhados nos meus olhos e falar: "diga, diga, vamos diga! eu quero a V E R D A D E.", ainda é a minha querida e amada Lineuzinha;

    CONSIDERANDO TUDO ISTO, EU TE JURO, ALEXANDRE, SE TÚ PASSAR A MENOS DE 10 QUILÔMETROS DE MINHA LINEUZINHA, E LANÇA QUALQUER “CARINHA” DE TDAH PRA CIMA DELA, VOU DESPEJAR TODA A MINHA ETERNA IRA E FÚRIA SOBRE VÔCE.

    Claro que, sendo eu, talvez esta ETERNA IRA dure um dia, quem sabe dois, mas você está advertido, ESQUEÁ A MINHA LINEUZINHA.

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    1. Walter, encontrar um grupo de iguais nessa luta foi como reencontrar aquele amigo, aquele irmão que sabe o que vc sente até memo diante de um simples gesto. Sinergia pura.
      Bacana vc ter e de longa data alguém lhe ama e lhe quer bem, mesmo com todo o TDAH no caminho. Rs rs Para seres como nós isso tem de ser motivo de orgulho.
      De idas e vindas, amores e desastres, vai chegando um tempo q o coração cansa. Mas mesmo assim, mais uma vez vem ele (o TDAH), e contra nossa vontade, faz começar tudo de novo. Como se fosse a primeira vez....

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    2. GRANDE WALTER!
      Cara, jamais faria carinha de TDAH pra sua Lineuzinha...
      Até por que você deve ser a cruz dela. Ela deve ter vindo à terra com a missão de carregá-lo até o fim da vida. O prêmio dela deve ser a santidade, sentar-se ao lado de Deus . Lado direito, claro. kkkkk
      Amigo, quero agradecê-lo de novo; um pequeno comentário seu fez com que eu acordasse e voltasse a comentar no blog. Confesso que estava meio desinteressado, preguiçoso. Mas graças a você estou de volta e vou combater minha preguiça e desinteresse com a força titânica que nossa 'doençazinha' nos exige.
      Abração e obrigado de novo.
      Alexandre

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    3. Siege, você disse tudo: mesmo com o coração cansado, graças ao TDAH, começamos tudo do zero novamente.
      Como se fosse a primeira vez...
      Abração
      Alexandre

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    4. Vocês viram? Vocês viram?Vocês viram? O Alexandre me agradecendo?

      Um mês sem dormir. EU SOU O CARA! EU SOU O CARA! EU SOU O CARA! EU SOU O CARA! EU SOU O CARA!

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    5. Dear Brother Walter!!! You are the man cara!!! Cutucou nosso amigo, hein? O nível está altíssimo. A cada dia que passa me sinto mais orgulhoso dos companheiros que vem aqui e abrem suas caixinhas de surpresas. Quando achei o blog 1 ano e meio atrás não imaginava que me sentiria tão acolhido em um grupo, pois por onde passei nunca me identifiquei.Só para relembrar fiquei vagando como um zumbi de médico em médico por 8 anos. Tomei a lista quase inteira dos antidepressivos (menos o que tomo hoje) e dos ansioliticos enganadores e só vivia no limbo. Descobri o TDAH meio sem querer aos 40 anos e simultaneamente ao diagnostico cheguei aqui.Não dá para tomar estimulantes, senão mato alguém. Então por enquanto melhoramos a dopamina com bupropiona, mas tenho que tomar depakote e stabil para efeitos colaterais. Bom, mas porque disse tudo isso? Por que apesar de estar estabilizado, com tratamento funcionando, em várias áreas estou indo bem, do amor e outros desastres não consigo nunca estabilizar. Assim como você Walter, tenho uma mulher da 20a dimensão. Não sei como me entende, sendo que eu mesmo não me entendo nestes assuntos. A merda está senpre no ar. É só eu dar bobeira que já arremesso no ventilador. Que coisa, né??? Espero um dia chegar num patamar aceitável pelos padrões e que oxalá não seja tarde demais.
      Um grande abraço!
      PS.: Alexandre, este texto me emocionou, pois as frustrações do amor me endureceram demais. Ainda bem que estou amaciando de novo.... Sua perspicácia para este assunto me supreendeu mais uma vez. Vou comprar mais um celular pela internet mesmo. Preguiça de ver gente no shopping.. Ontem foi mais uma doação para um anônimo de má fé..... Tenho parcelas de 3 cels no cartão e nenhum celular na mão.
      Até.......Rafael P.

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    6. Essa 20a dimensão dessas mulheres aí não seria simplesmente uma mulher sendo uma mulher? Ao invés de viverem apenas para elas, deixando de serem 100% mulheres e agindo de forma mais feministas? Ou falei alguma besteira? Não sei, comigo algumas mulheres têm mais paciência por serem as menos egoístas. Geralmente são as que gostam de crianças e velhinhos. As outras já são aquelas que, apesar de sentirem coisas parecidas que as outras sentem, aprenderam a cuidar mais de suas próprias vidas.

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    7. Desculpem-me, apertei o botão errado.

      Rafael P.,

      Vendo seu comentário tenho que repetir o que a Aline Porto disse lá no primeiro comentário: "Tão eu ..."

      Grande Abraço irmão.

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  9. ACHEI ESTE VÍDEO BASTANTE IMPORTANTE:
    DOENÇAS PSIQUIÁTRICAS MODERNAS (Danielle Riva) - No canal do Médico Drauzio Varella
    https://www.youtube.com/watch?v=m-dTVWCt4oo

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    1. O vídeo é bem feito e as colocações interessantes, vale à pena assistir.

      Mas ... o Dr. Danielle Riva não quer que nós nos mediquemos em casos de sofrimentos.

      No fundo, ele não diz, exatamente, qual o mal que faz tomar um antidepressivo para superar, por exemplo, a dor da perda de um ente querido.

      Ou seja, de modo inverso, ele não explica qual a vantagem de suportar uma dor, um momento difícil, ao invés de usar medicação para ajudar a superar isto.

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    2. Olha, ele é médico, e está em uma entrevista, tem que ser sucinto. Ok. Também pode ser que por ética da profissão tenha não ter entrado muito nessa questão, apenas defendeu seu ponto de vista como médico.

      E eu acho que essa questão de morte sem remédio é só em questão de religião mesmo. Não sei, acho que não tem outro jeito, acho que elas nascem justamente desse vazio de conhecimento, o que não te impede de tomar o remédio, claro, sempre com consciência. Por exemplo, se não me engano, aquele Rivotril, se você toma para dormir, pode ficar viciado, dependente, e se não tiver aí que não dorme mesmo nas noites seguintes. Portanto, acho que uma das precauções que se deve ter é só tomar se a dor estiver realmente insuportável e sem previsão de acabar. Se for a morte de um ente já idoso, que estava com câncer há vários dias, tomar para quê? Você não vai pular na cova e gritar: "Porquê?! Porque não eu?! Me leva!"

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    3. Ou seja, ter sempre critérios para essas coisas, pois o certo mesmo era nem precisar de remédio nunca, mas como não tem jeito, e tem efeitos colaterais, só tomar se realmente precisar. E para saber se precisa, você precisa de critérios.

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    4. Interessante mesmo é ver o relato de um amigo que foi ao médico e relatou:
      - Dr., minha vida é uma confusão desde pequeno. Pra estudar, pra me relacionar com as pessoas, pra administrar minhas finanças, pra trabalhar. Pra tudo. Começo e paro. Meus pensamentos ficam a mil o tempo todo. Qualquer rotina me dá um nó. Já não sei o que fazer. Dr., ouvi dizer que isso pode ser TDAH.
      E o psiquatra responde:
      - Olha, TDAH você não tem não tem. Mas, vou lhe receitar Rivotril para qdo vc se sentir ansioso e um antidepressivo pra aliviar a sua dor.

      Resultado: saiu de lá sem qualquer início resposta para toda desatenção, impulsividade e hiperatividade que andam f.... a vida dele (em todas as áreas)há mais de quatro décadas e ganhou de brinde uma receitinha de um tarja preta e um antidepressivo!!!?
      Moral da história: resolver pra que, se o médico, numa consultinha de 50 min pode complicar a vida já tão confusa de um TDAH, e adiar o tratamento efetivo. Encher o paciente de outros remédios sem atacar a causa (TDAH) é enxugar gelo derretendo.
      Um grande pesar, pois já é difícil o TDAH sair da procrastinação para procurar ajuda e qdo "desempaca" vem um "doutor" (depois de ter esperado por mais de 30 dias pela consulta) e o atola de novo.
      Mas esse meu amigo já não é mais um adolescente, está com 40 anos de idade.... me ligou triste, descrente com o médico e desanimado de procurar outro, pois como um tradicional TDAH adulto tá num aperto só de dinheiro.... e até conseguir tentar encontrar uma alternativa e ainda lidar com os pensamentos negativos (p. ex num vai dar certo)... a procrastinação vai imperar. :(

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    5. Siege B,

      O seu relato é muito triste e amedrontador. Digo isto não somente pelo seu amigo, mas, acima de tudo, porque sabemos que isto aconteceu no passado, continua acontecendo e, infelizmente, acontecerá muitas vezes neste Brasil que "se acha", mas que é repleto de péssimos profissionais.

      Alias, eu queria aproveitar para dizer o seguinte: eu sou contra as pessoas, principalmente os PROFISSIONAIS ILUSTRES, ACADÊMICOS, E NÃO SEI MAIS O QUE, que pregam generalismos, tipo "a sociedade está se drogando demais"; "estão tomando Ritalina demais", e por aí vai.

      Isto porque, óbvio, de forma implícita e, às vezes explícitas, eles querem acabar com a medicação, nem que seja por barreiras que dificultam muito o seu uso. Aí, quem realmente precisa, como nós, "dança".

      Minha filosofia é: "APUREM E PREDAM os pais irresponsáveis que aceitam e, pior, forçam a barra para o filho tomar medicamentos de que não precisam; APUREM E PRENDAM os médicos despreparados e irresponsáveis que prescrevem drogas sem nem saber pra que; Quanto a nós, e aos demais que realmente precisam se medicar, DEIXEM-NO EM PAZ."

      Grande abraço Siege B, e a todos os meus iguais.
      ,

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    6. Uma coisa que ajuda o profissional ser realmente bom é dar toda a informação, orientação e diretrizes corretas. O Brasil é um país sem critérios. Quanto mais critério você der para o profissional, melhor ele será. Não necessariamente eles são sempre desonestos. Faltam critérios para todos.

      Se você já dá os critérios desde a infância e/ou adolescência, os critérios vão ficar cada vez mais simplificados, assimilados na cabeça das pessoas, o que vai evitar a pessoa de ficar na tentação de não usa-los, pois ela não teve tempo suficiente para se preparar, se organizar.

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    7. É verdade... faltam diretrizes corretas para os profissionais da saúde, especialmente em relação ao TDAH.
      Isto porque ser um portador de TDAH NÃO é uma questão de falta "força de vontade", de "personalidade" ou mesmo a mais falaciosa fala de alguns médicos e psicólogos mal informados: "isso é normal; toda pessoa é um pouco desatenta, impulsiva e agitada".
      Comecei a ler, esta semana, o livro do médico Russel A. Barkley "Vencendo o TDAH adulto."
      E ppercebo que minha luta pessoal de mais de uma década e um sofrimento, até então, inexplicáveis teriam sido abreviados não fosse o preconceito ou falta de informação ou mesmo de formação especializada dos inumeros profissionais da saúde que diziam estar "me tratando" por algo que não sabiam dizer.
      Hj, a luta permanece, diária, mas com um enorme e significativo reforço. 5 meses de efetivo tratamento para o TDAH, onde são somados o medicamento correto (graças a um psiquiatra bem informado e criterioso), o auto-conhecimento (impulsionado por uma força de vontade de melhora, represada há mais 30 anos) e a psicoeducação (com um psicólogo que se especializou em TDAH).
      Auxílio e informacão é a base do efetivo tratamento do TDAH, sobretudo diagnosticado somente na fase adulta. E com isso uma oportunidade de vida digna e igualdade de oportunidades neste mundo não-TDAH.
      E com razão o nome dado pelo Alexandre a este magnífico espaço de expressão e troca de ideias por nós, iguais (adjetivo bem colocado pelo Walter): TDAH: RECONSTRUINDO A VIDA.

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    8. Siege B.,

      Fico grado de, em um dia ruim para mim, ler depoimentos como o do Rafael P. acima e o seu.

      Obrigado a vocês todos.

      Apenas anoto que esta falta de informação que nos massacrou até a fase adulta, no meu caso até os quarenta anos, eu tento a felicidade (se é que posso usar esta palavra) de tentar corrigir com o meu filho TDAH, dando a ele não só todas as informações e companheirismo, como o conhecimento que os longos anos de sofrimento me trouxeram.

      OBS: E o que é que o COOOOOOOORNO do meu filho faz com tudo isto? óbvio que, sendo TDAH e com 21 anos, ele faz o seguinte: "ânh? o que? o que foi que o Sr. falou? peraí que estou passando de nível no jogo."

      Enfim, mas alguma coisa fica, nós sabemos que fica, e é com isto que conto.

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    9. Põe ele para trabalhar, ao menos um mês ou dois. É nisso que ele vai acordar e ver o problema real dele.

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  10. Depois de muito ler a respeito do TDAH, ontem fui psiquiatra e hoje tomei Ritalina pela primeira vez. Não sei se eh o efeito ou um placebo psicológico, mas pela primeira vez consegui me desligar dos pensamentos, fiz uma viagem de 2h, com o som do carro desligado só pra sentir a incrível sensação de silêncio dentro da cabeça. Achei isso incrível!!! Parabéns pelo blog

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    1. Aproveite para achar todas as respostas que sua mente não te deixa achar, por falta de concentração. Ritalina de vez em quando falta no mercado, devido á alta demanda de quem não tem TDA-H.

      Por não prestarmos tanta atenção ás coisas, não observamos direito e temos um déficit de aprendizagem. Aproveite para entender tudo e se atualizar.

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    2. Valeu pela dica, vou aproveitar para ler alguns livros e recuperar minha credibilidade e respeito perdidos no trabalho.

      Ontem a noite, sem o efeito da Ritalina, tudo volta ao normal e moto barulhenta, pessoas entrando e saindo do ambiente, celular tocando, tudo tira a atenção.

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    3. Outra dica é combinar com a farmácia onde você compra e pedir para que eles sempre guardem a sua Ritalina, para não faltar nunca. A não ser que você esteja usando a Ritalina LA ou Concerta. O preocupante é a baratinha de 10Mg. Esta´e a que costuma faltar de vez em quando.

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    4. A Ritalina tem um efeito impressionante pra descansar a cabeça da gente. Aproveite mesmo amigo, você começa a trilhar uma nova vida.
      Parabéns
      Alexandre

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    5. A cada dia que passa aparece uma novidade. Consegui deitar e ler algumas paginas de um livro, direto e sem distrações. Percebi que quando leio algo para alguém consigo respeitar a pontuação e não atropelar a leitura. Tou me sentindo o um cara que descobre ter poderes especiais!! :) :) :) :) :)

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    6. Mas como você está se sentido em relação à própria realidade? Você está com os pés mais no chão? Você está perdendo horários? Esquecendo coisas?

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    7. Mudou completamente, me sinto muito melhor, mais confiante. No inicio tudo parece ser novidade e você meio que fica dependente dela, mas com o passar dos dias essa "novidade" vai passando e passa a ser uma coisa do dia a dia. Semana passada eu conseguia trabalhar até tarde da noite, hoje não consigo. Deixei de procrastinar as coisas, faço tudo na hora, muitas coisas ao mesmo tempo, muita agilidade, memoria deu uma melhorada, humor melhorou. Com isso passei a ser uma pessoa normal e no final do dia fico exausto, só penso em ir para casa dormir.

      As mudanças são perceptíveis desde o primeiro dia, para ajudar anoto tudo no celular e fico andando com um caderno para anotar as coisas.

      Lembre-se: Não tome nada sem indicação médica.

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    8. Que bom, mas eu digo mais com relação a você se sentir nos locais onde está, pois o TDA-H, como você bem sabe, não percebe às vezes onde está, pois só presta atenção nas imagens da mente, e passa por locais e os olha, mas não os vê, pois ele está lá, mas não está. E você? Quando você está em algum lugar com a "Rita", você se sente nesse lugar?

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  11. A cada dia que passa aparece uma novidade. Consegui deitar e ler algumas paginas de um livro, direto e sem distrações. Percebi que quando leio algo para alguém consigo respeitar a pontuação e não atropelar a leitura. Tou me sentindo o um cara que descobre ter poderes especiais!! :) :) :) :) :)

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    1. Você e o pessoal do Blog, se quiserem, vejam este vídeo que só tem áudio. É o som que alguns pacientes com esquizofrenia dizem ouvir dentro da cabeça deles:

      http://www.youtube.com/watch?v=0vvU-Ajwbok

      Tem gente que se assusta, tem gente que não. Não deixa de ser assustador, porém, como é um vídeo de youtube, não é a mesma coisa. Se quiserem colocar os headphones, vai ficar mais próximo do real.

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    2. Esqueci de falar que isso é para a gente não achar que temos uma vida tão ruim assim. Tem gente ouvindo vozes muito mais próximas do real, e acabam se confundindo e isso também atrapalha e muito a vida delas.

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    3. Lembram-se do Tesla? Em sua juventude ele também era prejudicado pelo próprio cérebro que criava objetos na cabeça dele, e ele acabava vendo coisas onde não havia nada. Depois com o tempo ele dominou isso.

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  12. Velho amigo, saudades de ler o blog! Vou tirar um tempo pra ler tudo que perdi. Aconteceu tanta coisa comigo cara!!
    Abraço!!
    Frank

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    1. FRANK!!!!! Onde você estava, meu amigo???
      Senti tanto a sua falta!!! Também estive longe, afastado...
      Poxa, que prazer!
      Bem vindo de volta, velho amigo!
      Não suma não, você faz falta.
      Abração
      Alexandre

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  13. Achei um texto interessante. Está me inglês, se quiser pode traduzí-lo, mas eu peguei os pontos principais e os coloquei aqui abaixo:

    ---------------------------
    COMO ENCONTRAR A SI MESMO

    Evitar a doença americana de querer fazer tudo depressa

    Vá para um limbo durante um ano

    Não é para ir para a Europa por exemplo, isso te deixará em apuros

    Nem é também para "cair fora"

    E sim se esquecer to sucesso por um tempo. Obter um trabalho comum, um lugar comum pra se viver.

    Ou seja, viver sem se preocupar com o futuro.*

    Ir para um lugar diferente, mas ficar LONGE DAS GRANDES CIDADES


    Se você é de um lugar que você chama de "maldito", vá para uma pequena cidade em outra parte do país**

    Consiga um emprego sem futuro - eles são abundantes, porque ninguém os quer.

    Mas informe o seu patrão a verdade, que você vai ficar lá por mais ou menos um ano, mas que vai trabalhar duro. E cumpra a promessa

    AGORA VEM UMA FRASE QUE EU GOSTEI:

    Pequenos triunfos são as moedas de um centavo de auto-estima

    Se você fizer bem seu trabalho e se tornar indispensável para alguém, você vai levar com você a satisfação que provém de um conhecimento do dever cumprido fielmente


    Vivo sozinho, mesmo com sacrifício financeiro. Se eu tiver companheiros de quarto, todo o alvoroço vai começar de novo.

    Tenha um rádio para notícias urgentes, mas não uma TV.

    Leia, leia, e leia

    Quando você não precisa se preocupar com provas, testes, exames, os assuntos que você estudava começam a se tornar interessantes

    Mantenha-se casto durante seu ano de "limbo". Sexo arruina a reflexão e o auto-conhecimento; você fica tão preocupado analisando a outra pessoa que você nunca se analisa direito

    Isso chama-se "encontrar a si mesmo". Não há o excesso dos boêmios aqui.

    É produtivo, construtivo


    Fonte/Source: http://www.brainpickings.org/2014/07/17/florence-king-finding-yourself/


    -----------------------------
    Abaixo comentários meus

    *Não pensar no futuro exige esforço, mas se quer mudar de vida... Imagine o quanto de ansiedade que você não terá.

    ** É capaz de você amar essa nova vida

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  14. Oi Alexandre, eu que escrevi o comentário no post passado que pelo que vi da sua resposta culminaram neste post aqui. Tenho chorado todos os dias desde aquele comentário que fiz... Uma dor, uma desesperança. Meu namorado, que tem tdah, está cada dia mais distante, envolto em seus pensamentos. Me sinto cada vez mais de lado. Ainda insistimos em manter o vínculo, mas sinto que porque eu estou cedendo aos seus limites impostos. Vejo-o saindo com amigos e se divertindo (como ele faz questão de dizer) e tenho tentado (as custas de muitas lágrimas) me manter firme, aguardando ele "voltar ao normal". Mas estou com muito medo de estar aguardando em vão. Apenas me submetendo aos seus sintomas. Parece que só quando ele sente que me perde de fato é que ele se lembra do amor que sente por mim e reaviva seu jeito de me tratar... Vc entende????

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    1. Ele sai com os amigos, mas não com você? Ele não está com cabeça para você?

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    2. Me senti uma boba com sua pergunta, mas sim... Ele diz que não consegue satisfazer minhas demandas e tem muito medo de falhar comigo. Com os amigos não se sente pressionado, não é nenhuma "obrigação". Ele falou dia desses que estragou minha vida...

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    3. E estragou?
      E essa pressão que ele sente é com uma namorada ou com você especificamente?

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    4. Respondi aqui em baixo "anônimo"... Obrigada pela preocupação e tentar ajudar! Não sentia como se ele estivesse estragando minha vida não. 90% do tempo o relacionamento era ótimo.

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    5. Pressionar um TDAH não é das melhores ideias. Nós mesmos já damos conta de nos cobrar e pressionar à exaustão e, quando aparece uma cobrança externa, por mínima que seja, ela certamente nos fará explodir, na tentativa de nos livrar rapidamente. Frustrar expectativas alheias é, para nós, muito dolorido. Se você conseguir viver com ele, sem cobranças e com reforço positivo (ao invés de cobrar, ressaltar os pontos positivos dele), creio que pode ter um bom relacionamento! Esperto ter ajudado em algo.

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    6. Obrigada Ana (minha xará), me propus a fazer isso depois que ele foi diagnosticado. Queria ajudar. Me coloquei à disposição para estudar com ele para as provas de faculdade. Acho que sempre fui muito companheira. Mas o limiar de tolerância dele é muito baixo pra qualquer erro que eu venha a cometer com ele. E agora ele desistiu de tentar levar o namoro adiante. É a sexta vez em cinco anos que ele termina comigo dizendo não dar conta de levar a relação adiante. Daqui alguns meses ele pede pra voltar.

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    7. O termino pra mim é devastador. Como não tenho tdah, não consigo entender seus motivos e a oscilação rápida demais entre o amor intenso que ele diz sentir por mim ao me procurar e o total desprezo e até ódio que ele demonstra alguns meses depois. Me propus a ler e estudar o tema, e ainda sou psicóloga. Mas nada foi capaz de dissuadir sua decisão de se separar de mim mais uma vez. Apesar do grande amor que sinto por ele, estou cansada de sofrer. Carregar uma culpa que não é só minha. Se eu tivesse descoberto esse diagnóstico a mais tempo talvez tivéssemos uma chance. Mas acho que infelizmente foi tarde demais pra nos. Abraço a todos e boa sorte! Ana.

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    8. Nós estamos sempre procurando sensações fortes. É ou tudo ou nada. Se for algo médio, não será suficiente.
      Essa raiva dele aí deve ser dele mesmo, diante de você, e não só de você.
      No meu caso, por exemplo, eu fico com raiva de ser tão dependente. Eu acabo me odiando, e em seguida, fico com ódio da vida, quando percebo que eu não posso ter culpa disso, já que eu nunca quis ter esse problema, bem como ninguém quer ter. E como ninguém quer ter e eu acabo criando problema para os outros por causa disso, eu acabo me afastando. Daí as pessoas vêm querendo ajudar e eu sabendo que elas não vão entender, eu as trato mal, para ficarem longe e o problema se minimiza, pois fica só em mim.
      No caso dele, ficando com os amigos, ele deve achar que minimiza o problema para todo mundo.

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    9. Anônimo, e esse ódio que vcs sentem pela vida e pelos outros passa e vcs "caem na real"? Ele me falou que "se eu pudesse pedir pra vc sumir três meses e voltar depois..."! Mas é uma coisa difícil de se escutar quando ama alguém. Dentre outras coisas que ele falou que magoam demais... Ele pega todos os meus "erros" cometidos durante o tempo de namoro e os enumera pra mim, dizendo que nunca vou mudar e etc... Não tem como não sentir uma culpa absurda pelo fim do relacionamento.

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    10. ... E eu ainda estou aqui tentando entender. O que o amor não faz

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    11. (Ana), o outro Anônimo aí em cima disse algo que também vivencio. Às vezes sinto tanto ódio de não ter certos traquejos sociais, certo equilíbrio nos relacionamentos, de esperar por algo foge dos padrões, que minimizo os efeitos me afastando disso tudo. É simplesmente não saber lidar com certas situações ou sentimentos, e fugir deles. Simples assim. Depois, por vezes, inúmeras, eu diria, me arrependo. E nem sempre é possível voltar atrás. Nem todo mundo tem a compreensão para "me aceitar de voltar" e nem acho que deva ter. Eu é que tenho que me empenhar no autoconhecimento para evitar magoar os outros desnecessariamente. Isso sim é possível fazer, com ou sem TDAH. Talvez com TDAH seja mais difícil, mais trabalhoso e exija um maior esforço meu, mas que é possível, é. E seu namorado pode perfeitamente fazer isso também. Não assuma uma culpa que não é sua. Respire e viva esse afastamento, será válido para que você também avalie se essa relação é boa para você. O exercício que você faz de tentar entender, para mim, é superbacana. Demonstra que você investe também no seu autoconhecimento, quer melhorar os relacionamentos etc. Mas não se culpe se o outro não faz o mesmo. Um grande abraço!

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    12. Anônima Ana (??),

      Vá lá no blog da Camila Machado,"http://relacionamentotdah.blogspot.com.br".

      Ela vivência tudo que você está passando. Mas recentemente o TDAH amado dela "bateu assas", mais uma vez, usando a desculpa mais usada por um TDAH: "gosto de você vamos nos separar porque não quero te prejudicar mais." usei tanto isto ...

      Enfim, não sei se o cara "voltou", mas ela tem uma experiência danada de "Não TDAH"vivendo com um TDAH.

      Agora, se você quer entender e, pior, "adestrar" a nossa mente de TDAH .... esqueça. Nem você, nem a gente mesmo, nem ninguém entende.

      É montanha russa mesmo, tem que entrar, colocar o cinto, e torcer para que a zorra não despenque.

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    13. Obrigada Ana, de coração! Da um alívio no peito (mesmo que momentâneo). Isso tudo mexeu tanto comigo que estou até cogitando a tornar esse assunto um objeto de estudo. Como psicóloga eu poderia me especializar. Acho que na minha cidade não há nenhum especialista. Quem sabe isso tudo não me traga algo bom. Agrade muito a paciência e disponibilidade em responder. Grande abraço! Ana.

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    14. Obrigada também Walter, pelo acolhimento aqui no espaço de vcs. Não tentei "adestra-lo", eu me propus a mudar para aceitar suas "esquisitices". Rsrs. Claro que não conseguiria da noite pro dia, mas ele não teve paciência, sofreu e preferiu se afastar.

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    15. Respondendo à Ana, a "anônima":

      Com relação ao ódio da vida e tal, eu falei mais por mim memso. Cada um é cada um. Eu só tentei te dar uma possibilidade de interpretação para as atitudes dele. Esse ódio costumava passar sim, mas era porque eu estava em uma fase que achava que finalmente haviaentendido alguma coisa a mais e qu o problema já não mais existia. Como isso ia e voltava várias vezes, aí sim, eu caí na real, e percebi que ninguém iria me entender mesmo. O "Barulho" é silencioso, pois só nós mesmos "ouvimos". Não é igual a um esquizofrênico, que praticamnte ouve realmente as coisas, já que amente dele parece ter vida própria e fica fazendo barulho. No TDA-H é mais o cérebro criativo que não sabe filtrar as coisas e fica "jogando na tela" e você é obrigado a assistir, e muitas vezes dá muito prazer mesmo. Isso nos vicia.

      O que eu tenho percebido é que as pessoas aos poucos estão se abrindo para o problema e vendo que ele existe sim, que não somos nada do que aparentamos ser. Preguiçosos, desonestos ou sonsos no sentido ruim, etc.

      Acho que uma coisa que você poderia pedir a ele é que ele leia este blog, principalmente os comentários. Se ele não quiser, aí você estuda mesmo e quando voltarem, você será outra pessoa. Talvez com mais paciência e compreensão demonstradas ele não te largará mais. Rs.

      Talvez também esses seus "erros" que ele enumera seja o excesso de memória do passado. Eu pelo menos ainda tenho mania de ficar revisitando o passado. às vezes eu até tiro umas conclusões absurdas baseado no que eu lembrei. Quando vou ver na realidade não é nada daquilo. Talvez você que é normal também já tenha cometido isso ou até outras coisas que um TDA-H comete, mas nós cometemos mais. Estamos muito mais aprisionados pela mente do que as pessoas normais.

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    16. Na minha opinião, pelo que tenho lido, pelo menos da religião católica, é que nós fomos criados realmente como animais racionais. Portanto, ao mesmo tempos que temos uma consciência, também temos uma parte do cérebro que é igual à dos animais, e que é irracional. Essa parte irracional é que a consciência deve tomar as rédias e mantê-la subjugada. É nela que estão a Ira, a fantasia, os nossos desejos.

      No caso do TDA-H a Fantasia toma conta, e ela pode tanto criar imagens que nso causa desejos quanto também histórias hipotéticas que geram o medo, no caso de fobias, ou a Ira, no caso de injustiças.

      O que a Igreja nos pede é fazer jejum de fantasia. Assim que você perceber, você tenta dizer "não". Você (ou ele, no caso) precisa fortalecer esse "não". Como isso é muito difícil, talvez o remédio ajude. Mas eu não sei de casos de pessoas que deixaram de ter o problema fazendo isso. Na verdade já ouvi falar de pessoas que deixaram sim, mas eu não tenho a informação de que o diagnóstico era verdadeiro ou se era apenas mais um achando que tinha o problema, tomou o remédio, melhorou, e viveu feliz para sempre, pois a mente dela nem estava tomando tanta conta dela.

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    17. A Igreja fala também do pecado capital da Acídia, que nós conhecemos como preguiça, mas não é uma preguicinha de dia frio embaixo de cobertor, mas uma mente fugidia, que só quer saber de prazeres, e por isso foge muito dos grandes esforços.

      No TDA-H, ao mesmo tempo que quer fugir dos esforços, quer realizar grandes coisas a partir de um grande esforço, mas sempre desiste depois de tanto planejar o plano perfeito. E então começa outro, a partir de mais uma nova ideia dentre tantas outras que empolgou a pessoa, e ela planeja, planeja, começa e não vai para frente de novo.

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  15. Há algumas horas ele terminou tudo novamente. Todos os sonhos desconstruidos mais uma vez. Estou péssima e sem chão. Me sentindo horrível depois de tudo que ele me falou... Já tenho a tendência de me culpar e ainda arranjo alguém que pra se sentir melhor precisa que eu carregue a culpa de tudo que deu errado. Aprendi muito aqui, mas agora essa realidade não me pertence mais.

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    1. iiiiih, respondi acima sem ver este comentário.

      CONCLUSÃO: Vítima do TDAH n° 1.256.365.2365.2365 e contando...

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    2. ( A mulher que tem um ex namorado, noivo não sei ) Vou também tentar auxiliar a ela pois também sou um TDA-H e já ''chutei o balde'' de muitas relações que poderia ser duradouras''

      A questão simples em um relacionamento sério e o compromisso, a responsabilidade. Eu pelo menos não tenho nada disso, quando não estou mais interessado em um relacionamento eu acabo em questão de 5 segundos sem muitas explicações e dialogos, não faço o papel de formal e conciliador. Realmente não faço questão com a opinião pública dos demais, se não quero mais e porque não quero. Fim.

      Porem, não quer dizer que amanha eu possa mudar de ideia e voltar com o relacionamento, compreende esta instabilidade emocional dos TDAH's? É Só nos sentirmos pressos e confusos que nem pensamos direito sobre nossas palavras e conclusões ditas.

      Por isso mesmo e mai mil que não quero ter uma companheira a longo prazo, muito menos casar e ter filhos ( Tenho pavor de compromissos e responsabilidades ) mas se amanhar mudar de ideia, eu mudo rsrsrsr.

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  16. Recomendo o seguinte texto:

    http://super.abril.com.br/cotidiano/depois-eu-faco-conheca-procrastinadores-447774.shtml

    Um trecho dele:

    "Se ela faz mal para a saúde e acaba com o nosso fim de semana, por que procrastinamos? Aí entram várias hipóteses. O ato de adiar pode estar relacionado à exigência de perfeição – pessoas perfeccionistas preferem tarefas desafiadoras às fáceis de realizar. “Não é à toa que os estudantes com mais capacidade procrastinam mais”, diz a psicóloga Patricia Sommers. Segundo ela, entre uma série de variáveis que favorecem a enrolação, o medo do fracasso é a líder da lista. “Aqueles que mais têm medo de errar são os que mais procrastinam.” Na hora de botar a mão na massa, acabam adiando a realização da tarefa por medo de errar. Também pode haver, na raiz da procrastinação, um pouco de auto-sabotagem. Se achando pouco merecedor dos benefícios que a tarefa poderia lhe render, o procrastinador inventa ou dá muito valor a obstáculos que o impedem de cair de cabeça no trabalho, acabando com a possibilidade de fazê-lo bem-feito."

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    1. Outro trecho:

      "Para o psicólogo Piers Steel, porém, o que mais explica a procrastinação é o fato de valorizarmos muito mais o momento presente que a imaginação de um suposto futuro. Tanto que é muito mais fácil adiar tarefas que exigem tempo (acabam com o nosso tempo presente) e que resultam em recompensas pouco claras para um futuro distante. Muitos de nós evitamos ao máximo uma tarefa porque a consideramos chata, sem sentido ou no mínimo desconectada dos nossos interesses pessoais. Assim, deixamos tudo para amanhã, nos entretendo com algo que cause um alívio mesmo que temporário. Por isso, um jeito de evitar a procrastinação é tornar as tarefas mais legais, se concentrando no que elas têm de bom e na recompensa que ela traz se for realizada antes (veja o quadro ao lado)."

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  17. Nosssa o final ali me identifiquei muito. ta de parabéns o texto gostei muito.
    abrass

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    1. É triste, parece frieza, mas é mais forte do que a gente.
      Abraços e obrigado
      Alexandre

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  18. Conheci alguém com TDAH há 2 meses e meio.

    Os primeiros 15 dias foram maravilhosos. Os melhores dentre todas as relações que já tive. Isso fez eu me sentir seguro e me jogar de cabeça.

    Mas de repente, da noite pro dia, a notícia de que gostava muito de mim, mas não estava pronta pra se relacionar.

    A dor foi grande, me senti indo do Céu ao Inferno (a química dentro do nosso cérebro muda drasticamente, radicalmente).

    Respeitei, aceitei e canalizei a dor para fazer por mim mesmo tudo o que me proporcionasse alegria e felicidade plena.

    Passaram-se 3 dias e ela me procurou dizendo que estava com muitas saudades e ter se afastado de mim só a fez ficar pior. Que queria continuar sem rótulos (algo que eu não

    criei - ela havia me perguntado dias antes se eu gostaria de conhecer seus pais e que pra isso eu precisaria pedi-la em namoro primeiro) e ir mais devagar.

    Nesse mesmo dia ela me contou que havia sido diagnosticado com TDAH há 4 anos (hoje ela tem 25).

    A partir daí o relacionamento prosseguiu com ela se isolando, eu me confundindo, mas buscando conhecer essa peculiaridade humana.

    Foquei meus pensamentos de que essa situação poderia me fazer alguém maior, mais forte, mais maduro e principalmente me ensinar o valor do amor incondicional.

    Sentir amor incondicional? Talvez o maior dos meus sonhos. Raros são os humanos que realmente amam, incondicionalmente, sem sofrer.

    Mas, estava ali, diante de mim, o exercício, a prova.

    Aceitei o desafio, fiquei mal, fiquei bem. Procurei um psiquiatra, me mediquei nos primeiros dias e no momento sigo apenas com TCC (terapia comportamental cognitiva).

    A cada dia que se passava, eu me tornava uma pessoa cada vez mais compreensiva, inspirando otimismo e positividade nos pensamentos.

    Deixando o jogo da sedução de lado quando ela se isolava, trabalhando minha humildade.

    Certa vez pensei que deixando o orgulho de lado e me apoiando na humildade, Deus estaria do meu lado, pois essa energia é ajustada, enquanto o orgulho é coisa do EGO.

    E foi bom. Procurei ela e acabamos por ter uma conversa esclarecedora e reconfortante.

    A partir daí comecei a me sentir melhor e entender que ela tem as necessidades dela e eu, se quiser ficar ao lado dela, preciso aceitar, compreender e aprender a conviver.

    Após 1 mês de relacionamento, o próximo que seguiu foi apenas de trocas de mensagens.

    Algumas vezes eu a presentiei, enviando presentes direto pra sua casa. Ela dizia se sentir muito bem quando recebia esse tipo de carinho. Ficava impressionada como um

    carinho podia mudar totalmente seu dia. Certa vez, inclusive, percebi que as flores que enviei deixaram ela bem por 1 final de semana inteiro.

    E nesse último mês, muito mais procurei ela enviando mensagens reconfortantes do que ela me procurou. E sempre, deixando o orgulho de lado, inspirando otimismo e

    positividade nos pensamentos, confiando em minha boa intenção, foram colhidos bons resultados.

    Ela ficava impressionada como poderia haver alguém tão compreensivo no mundo. Que eu parecia entender ela. Que eu sou o homem mais maravilhoso que ela já conheceu.

    Que se estivesse bem, ficaria todos os dias ao meu lado.

    Recentemente, veio o desabafo dela sobre porque estava isolada e não conseguia me ver. Uns kg a mais e ela começou a se sentir gorda. Ficou com vergonha de aparecer pra

    mim. E quanto mais tentava sair dessa, mais se afundava consumindo açúcar e procrastinando, o que a deixava cada vez mais desesperada. Que era algo simples de se dizer, mas

    difícil de entender. Medo de eu me afastar dela por achar isso uma grande bobagem.

    continua...

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  19. parte 2

    Que já havia passado por isso com diversos outros homens, mas nunca sentiu coragem de se abrir. Porém, comigo era diferente e por isso conseguiu me contar.

    Eu, mais uma vez, fui compreensivo e disse que estava ao lado dela. Que ia esperar o tempo que fosse preciso. Que estou aqui para as tristezas também. Que alguém que só

    queira contar com as alegrias, não é digno da companhia dela.

    Consequentemente, choveram elogios a meu respeito. Ela disse que eu sou o homem que toda mulher gostaria de ter. Que tem poucas pessoas ao seu lado, mas todas são

    especiais. Que ela não precisava de mais nada.

    Nesse ponto, eu já estava cada vez mais tranquilo com relação a como conviver com ela e levar adiante esse relacionamento, sempre ressaltando seus pontos positivos.

    Porém, recentemente, foi meu aniversário.

    Dois dias antes, eu enviei uma mensagem inspiradora que veio do fundo do meu coração mostrando que estes Kgs a mais não deveriam consumir ela como estava consumindo.

    Que a raiva que ela sentia não era da gordura, mas da procrastinação. E que a ansiedade que ela sentia, era um sentimento de urgência pedindo pra ela mudar a situação.

    Ela ficou bem com a mensagem e na véspera do meu aniversário, mesmo sem ela lembrar que era véspera, veio me ver.

    Foi muito bom! O abraço foi mágico, disparou o coração dos dois. Esquentou ambos os corpos. Trouxe paz e alívio. Coisa que não se vive todo dia, com qualquer um.

    Ela me disse que iria me dar os parabéns no dia seguinte, pessoalmente.

    Porém, ela viajou pra outra cidade, alegando que precisava buscar as coisas de sua casa antiga que havia sido vendida. Mas, mais do que isso, também aproveitou o FDS pra

    fazer um tour gastronômico com a melhor amiga. Poderia voltar no mesmo dia, mas não voltou.

    Aquilo colocou um xeque-mate na relação pra mim.

    Seria tudo culpa do TDAH? Não seria também uma falha de carater ou interesse pela minha pessoa?

    Não consegui aceitar com a mesma compaixão (compreensão sem pena) de antes.

    Passaram-se 2 dias e eu enviei uma mensagem dizendo que estava mal e precisava conversar, pra colocar aquilo pra fora.

    Horas depois veio a resposta, dizendo: "to meio sumida né... também estou mal".

    Eu respondi: "com o sumiço já me acostumei, mas preciso conversar pessoalmente pra esclarecer algumas coisas".

    (eu só queria entender se ela realmente quer ao menos TENTAR, de verdade, pra ficar um pouco mais tranquilo... TDAH tem necessidades? eu também! rs)

    Porque eu fiz isso?!

    A resposta veio direta e reta, com uma energia que eu não havia sentido antes:

    _Eu não quero esclarecer nada...não quero dar satisfação pra ninguém...você não tem o direito de me exigir nada, com todo o respeito...acho melhor pararmos por aqui.

    Eu não havia exigido nada, apenas pedido por uma conversa.

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  20. parte 3...

    Mas vi aonde errei em um comentário acima:


    Ana M25 de setembro de 2014 16:48
    Pressionar um TDAH não é das melhores ideias. Nós mesmos já damos conta de nos cobrar e pressionar à exaustão e, quando aparece uma cobrança externa, por mínima que seja, ela certamente nos fará explodir, na tentativa de nos livrar rapidamente. Frustrar expectativas alheias é, para nós, muito dolorido. Se você conseguir viver com ele, sem cobranças e com reforço positivo (ao invés de cobrar, ressaltar os pontos positivos dele), creio que pode ter um bom relacionamento! Esperto ter ajudado em algo.

    (essa Ana M daria uma boa namorada com TDAH, pois eu vi que ela se esforça em seu auto-conhecimento e eu tenho a compreensão que ela precisa quando quer voltar, rs...)

    Enfim... me distanciei... e parei de seguir em todas as mídias sociais... independente do que ela pense, dessa vez eu fiz por mim... pra me ajudar a esquecer.

    E dessa vez, por mais que eu saiba que existem outras possibilidades, estou enfiando na minha cabeça que ela pode nunca mais voltar e que eu preciso me amar em primeiro

    lugar. Me amar muito. Afinal, ninguém dá o que não tem. E se eu não tiver amor por mim mesmo, como vou conseguir dar amor incondicional pra alguém? (na possibilidade

    futura dela voltar e tudo ficar bem, rs... - tá vendo porque preciso de terapia comportamental cognitiva?)

    Tá doendo, mas dessa vez estou apoiado em uma decisão dela e não em expectativas geradas em incertezas.

    Dói, mas a ansiedade é menor.

    To meio depressivo, me isolando do mundo, mas indo contra o que me derruba. Praticando cada vez mais atividades físicas e meditação. E parando de procrastinar certas atividades que me faziam bem, como cuidar das minhas plantas diariamente.

    As festas se aproximam, primos e amigos convidando para viagens e eu sem ânimo para decidir. Esse FDS tem casamento de um primo inclusive, em outra cidade e eu ainda não sei se tenho ânimo pra ir.

    Sabe o que é gozado?

    Parece que os TDAHs são apaixonantes!

    Parece que a ausência dos defeitos de casais normais, que causam tantas brigas fúteis e inúteis, tornam eles especiais.

    A gente deixa de brigar, pra compreender.

    Acho que eles nos ensinam a amar.

    E por sentir o amor, queremos mais e mais.

    Isso mostra que pra Deus tudo e todos são perfeitos (do latim, feito de amor).

    Acho que determinadas pessoas sem tdah, segundo o que buscam na vida, cruzam com um tdah, no momento em que a prova é bem vinda. Para ambos.

    Eu pedi pra Deus me fazer grande. Isso nunca foi tão real na minha vida, como agora!

    Mas nessa grandeza, criei a coragem que precisava para desenvolver o meu amor próprio e quem sabe o incondicional.

    Afinal, ninguém dá o que não tem!

    Do contrário, a gente fica querendo colocar o outro dentro de uma caixinha, enquanto deveríamos apenas querer vê-lo bem. Sem esperar nada em troca.

    Talvez ela volte... mas acho que não devo mais procurar... por mim... por ela... e pelo relacionamento (se tiver que desenrolar um dia).

    Já li que TDAH odeiam os que se rastejam.

    Também acredito, que mesmo ela com TDAH, se me amar de verdade, precisará fazer um pouco a parte dela também.

    Nunca joguei com ela. E agora não é diferente. Agora realmente acho que estou fazendo o melhor. Cuidando de mim e confiante que brotarão as boas sementes que plantei nesse relacionamento. Seja a colheita com ela ou com a vida.

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  21. AAA, li seus comentários e acho que nunca vamos saber se a moça aí agiu com boa ou má intenção. Posso dizer por mim mesma que, mesmo tomando muito cuidado pra não magoar as pessoas, às vezes isso acontece e é sempre sem intenção. Siga nessa linha, aposte em você e, se a história com ela for rolar, vai rolar. A sua colheita por si é mais importante! Abs!

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  22. Ana M, entendo o que quer dizer. Mas já parou pra pensar que se afirmarmos isso estamos dizendo então que um TDAH é 100% bom em suas intenções? Acho que não podemos afirmar isso. Apesar de ser um TDAH, a sua natureza e essência ainda é humana. Assim como a minha, que mesmo tomando esse cuidado, também posso magoar alguém. Enfim, acho que ninguém de nós é 100% bem intencionado em 100% dos casos. É isso que quero dizer. Ouvi algo de um TDAH estes dias que gostei muito. Já parou pra pensar que as coisas são "normais" até certo ponto? Muito obrigado pela sua resposta e atenção!

    Beijão

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