sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CARREGANDO A CULPA DO TDAH

                                                                         Henrique Oliveira



Tenho em mim todas as culpas do mundo...
Parodiando Fernando Pessoa coloco-me na exata situação do TDAH: da crucificação de Jesus ao desaparecimento daquele avião da Malásia tudo é nossa culpa.
Exagero? Jamais. Assim somos nós. O acúmulo de erros ao longo da vida nos enche a alma de cicatrizes e a mente de culpas. Muitas delas justificadas e merecidas; outras, completamente infundadas e ridículas. Mas não nos abandonam.
Lembro-me de coisas infantis, pueris até, mas que latejam em minha mente com a dor da culpa e do arrependimento. Uma palavra mal colocada, um gesto brusco de uma das pessoas credoras da culpa e pronto; aquela cicatriz volta a doer e a culpa ressurge mais forte e viva do que nunca.
Some-se à culpa, nossas projeções mentais que criam castelos de areia ou preveem catástrofes que jamais ocorrerão e que nos impede de verbalizar com nossos credores o que sentimos. E a culpa cresce como uma dívida de cartão de crédito. Sim, a juros cavalares e extorsivos.
Das poucas vezes que comentei esse sentimento com alguém, a pessoa sequer se lembrava do ocorrido. Minha culpa desmoronou inteira; quase acabou. Quase por que fica sempre a dúvida se ela não estava mentindo só pra me agradar. Embora ela não tivesse motivo para isso. Mas nunca se sabe né.
É, é assim mesmo.
Nada é sempre bom. Nada é exatamente o que parece, sempre existe uma dúvida que não permite à culpa morrer em paz.
E assim alimentamos esse sentimento paralisante e asfixiante que só cresce ao longo da vida. Chegamos à idade adulta com exemplares gigantescos de nossas culpas e vivemos tentando dribla-las ou deixá-las sob o tapete para que não nos incomode. Muitas delas ficam ali, quietinhas, latentes por toda a vida. Outras não, outras são ativas, gostam de aparecer e manter-se em evidência.
Por que isso?
Não sei, apenas imagino que a coleção de m..... que fazemos ao longo da vida ( e que temos consciência de ter feito) nos leva a armazená-las.
Ao saber-me TDAH perdoei-me de muitas coisas; de outras não consegui me livrar. Talvez uma terapia bem longa e profunda, ou mais uns anos de auto conhecimento me ajudem, mas tenho a sensação de que sempre trarei algumas culpas na mente, ad eternum.
Mas também, quem não as tem? TDAHs ou trouxas, todo mundo tem aquelas coisas guardadas nos porões mentais. A nós, resta a alternativa de encarar nossos fantasmas de frente e tentar separar os erros imaginários dos erros reais; os imaginários esboroar-se-ão; os reais, bem, esses são reais e cabe a nós conviver com nossos próprios erros...

46 comentários:

  1. Você escreve muito bem, não somente sobre o TDAH, mas sobre todos os aspectos de uma boa escrita. ..Parabéns, adoro ler seus textos...me sinto um pouquinho normal...rsrs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Esse talento dele ajuda muita gente mesmo.

      Excluir
  2. Mais do Tesla sobre pensamentos e imaginações:

    "Já falei das circunstâncias de minha infância e dos problemas que me levaram ao exercício constante da imaginação e da auto-observação. Essa atividade mental, inicialmente involuntária sob a pressão da doença e do sofrimento, aos poucos foi tornando-se uma segunda natureza e me levou, por fim, a reconhecer que eu não passava de um autômato carente de livre-arbítrio nos pensamentos e nos atos, e meramente passivo diante das forças do meio ambiente."

    [...]e as impressões externas sobre os nossos órgãos sensoriais, tão delicadas e fugidias, que é difícil para o homem mediano compreender os fatos."

    [...]

    A imensa maioria dos seres humanos nunca está consciente do que passa ao seu redor e dentro de si mesmos, e milhões são vítimas de doenças e morrem precocemente exatamente por isso.

    As ocorrências mais comuns e rotineiras parecem-lhes misteriosas e inexplicáveis. Podemos sentir uma súbita tristeza e quebrar a cabeça por uma explicação, quando poderíamos ter notado que ela foi causada por uma nuvem que obstruiu os raios de sol. Podemos ver a imagem de um amigo querido sob condições consideradas estranhas, quando pouco antes cruzamos com ele na rua ou vimos seu retrato em algum lugar. Quando perdemos um botão de colarinho, bufamos e xingamos por uma hora, sendo incapazes de visualizar nossas ações anteriores e localizar diretamente o objeto."

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "A observação deficiente é apenas uma forma de ignorância, responsável por muitas ideias mórbidas e insensatas que acabam prevalecendo. Apenas uma em cada dez pessoas não crê em telepatia e outras manifestações psíquicas, em espiritualismo e comunicação com os mortos, e se recusariam a dar ouvidos a trapaceiros, voluntária ou involuntariamente."

      Excluir
  3. Perfeito Alexandre, como sempre.

    Nem vou falar nada, pois pouco teria à acrescentar.

    OBS: Por falar em atos, arrependimentos e culpas, tô me "coçando" todo para entrar neste assunto do tal "Tesla" ai de cima, mas sei que provavelmente vou ter que que carregar mais uma culpa pelos meus atos, e, então, tô fazendo força para me segurar. Mas tá difícil. rsrsrsr

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Suas "culpas" aqui neste blog são menores, são mais compreensíveis.

      Excluir
    2. Profundo, sincero e realista. Somente quem vive a nossa realidade é capaz captar a essência desses autorretratos da mente e comportamento TDAH tão bem descritos em seus escritos. Parabéns, Alexandre!

      Walter, quanto ao "Tesla", fiquei na dúvida se quem postou está discordando ou complementando o texto do Alexandre... rs rs

      Excluir
    3. Parabéns, SIEGE B, pelo menos você ainda conseguiu ter uma dúvida. Já eu não consigo extrair nada destes textos. rsrsrsr

      Excluir
  4. Perfeito Alexandre, estava ate pensando em comentar sobre a culpa, o engraçado sobre mim e que não sinto arrependimento de nada, nem culpa, sei que tenho muitos erros e cometo vários em meu cotidiano, porém, não me sinto culpado ou muito menos arrependimento de nada na minha Vida, eu tenho várias comorbidade sobre o TDA-H além da minha visão de moral, então e mais um aspecto inteiramente pessoal da minha pessoa, com os anos da minha vida eu soube a argumentar comigo mesmo, a me persuadi, a inventar ou fabricar argumentos mirabolantes, tudo isso, pra viver sem culpas, ser TDA-H Já não e fácil, ter arrependimentos iria piorar ainda mais.

    ResponderExcluir
  5. A pior parte é quando acho que já carrego lembranças demais, e cometo novamente mais um erro, e ainda por algo que já deveria ter aprendido.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E já pensei exatamente o mesmo.. mais uma pra "coleção de m..". O que me desanima é o fato de errar, não por não saber, e sim, saber e errar. E mesmo depois de muitos e muitos prejuízos e muito tempo remoendo lembranças, repetir tudo. Errar por inexperiência é aceitável, saber e errar não. Ouço isso direto, de mim mesma e dos outros.

      Excluir
    2. E isso só aumenta a culpa, a cobrança e não errar, de não magoar de aprender com os erros cometidos e o medo do futuro, de fazer escolhas erradas e sentir-se um erro...

      Excluir
  6. "O acúmulo de erros ao longo da vida nos enche a alma de cicatrizes e a mente de culpas. Muitas delas justificadas e merecidas; outras, completamente infundadas e ridículas. Mas não nos abandonam"

    Que bom poder ler e encontrar pessoas que passam por tantas coisas parecidas. (Apoio social rs) Me sinto exatamente como a frase acima, e me sinto mal - hoje estava escrevendo sobre isso. Mesmo passando por situações semelhantes cometer o mesmo erro. Como se a sensação de falhar não fosse suficiente ainda vem, essa culpa, um peso na consciência.

    ResponderExcluir
  7. Nossa, acho que nunca comentei nada em blog algum, mas seu blog mexeu tanto comigo que quis deixar meu depoimento...
    Depois de anos de tratamento sem resultados reais, apenas melhoras parciais, troquei de médico psiquiatra há dois meses e hoje tem exatamente 7 dias que ele me receitou a Ritalina, pois apesar de estar tomando fluoxetina e todos os meus sentimentos de TOC, ansiedade estarem melhorando, a minha prostração e desânimo TOTAL para realizar as mínimas tarefas não melhoraram. E o médico entendeu por bem me passar a ritalina, sem me dizer claramente que tenho TDAH, acho que ele queria ver minha reação ao remédio. Comecei a tomar a ritalina e entrei no google para pesquisar mais sobre o medicamento... eis que me deparo com seu blog e descobri que tenho a maioria dos sintomas de TDAH!!!! Vc não imagina o quanto estou impressionada, pois com 38 anos estou descobrindo porque perdi tanta oportunidade, tanta coisa na minha vida inteira! Hoje mandei uma mensagem para o psiquiatra e disse a ele que estou achando que tenho TDAH, ele disse que também acha.
    O meu nome é PREGUIÇA, PROCRASTINAÇÃO, fui taxada de preguiçosa muitas e muitas vezes, irresponsável. Eu nunca cogitei ter TDAH por falta de conhecimento do que realmente seria, e eu achava que tinha que ser uma aluna ruim para ter isso... mas tirando o fato de que eu na infância era melhor aluna da sala, os outros sintomas todos do TDAH eu tenho...
    Eu escrevi um testamento que não coube nesse post... então vai só isso mesmo.
    Alexandre, eu estou muito feliz com a sensação de ter luz no fim do túnel, tem tratamento pra mim. Após 38 anos de sofrimento, planos e sonhos deixados pela metade, começo as coisas super empolgada e desisto... e me frustro... e não consegui realizar nada profissionalmente até hoje. Achei que não tinha mais jeito pra minha vida... depois que comecei a tomar a ritalina e li seu blog vi que existe tratamento e que posso sim melhorar.
    Obrigada pela ajuda.
    Ana

    ResponderExcluir
  8. ''Após 38 anos de sofrimento, planos e sonhos deixados pela metade, começo as coisas super empolgada e desisto... e me frustro... e não consegui realizar nada profissionalmente até hoje'' .... Me descreveu por completo, e bem triste planejar algo, ter uma firmeza mental antes, depois um desanimo, desinteresse crônico aparece, após, novas ideais, sempre nunca termina e começa com muita empolgação, pra NADA.

    Sobre Ritalina sou um caso a parte, sou usuário de ''vezes em quando'' de cocaína, quando vou ao psiquiatra ele me receita 60 comprimidos de 10ml, eu os inalo em questão de 4 a 5 dias, não e a mesma coisa, porém e similar.... Além também que sou fumante, viciado em remédios e analgésicos além de canabis quase raramente, sou TOTALMENTE Viciado em Química.
    Futuramente irei experimentar Heroína ( Morfina ), mas só depois, pois nesses dias, pode ser o meu fim por uma Overdose, nada me assusta, minha mente e extremamente Aberta sobre tudo, eu me amo, gosto de mim do jeito que eu sou, me aceito principalmente, por isso que depois de ( Me aceitar ) deixei de ficar com depressão, baixa estima, e outros, quando agente se aceita, agente sai da caixinha programada para nós vivermos, e vivemos a nossa própria caixa, com tudo lá dentro feito e escolhidos por nós próprios.

    Eu poderia ajudar muita as pessoas, só que elas não querem ajuda, elas querem conforto, o Alexandre o respeito muito, ele é um Homem com o H maiúsculo, responsável com seus deveres mesmo sabendo que é um TDA-H, eu no lugar dele seria um fracasso total, com seus mais de 50 anos de vida e experiências, porém, ele usa um escrita psicológica ( auto-conforto ) para seus leitores, assim todos se identifica com sua literatura do TDA-H, o Alexandre e todo mundo Aqui deveria sair da Caixinha social pre- estabelecida, deveria fazer suas próprias caixas individuais, deixando de ser um reflexo do comum para serem os seus próprios ''comum''.. Uma analogia, o Alexandre escreve, ''Me sinto mau por ter feito um compromisso com alguém e não ter comprido'' Eu escreveria.. '' Desmarquei um compromisso que afirmei ter ido, normal, sou assim mesmo, um dia eu quero, no outro, já não seu, ninguém precisa aceitar as minhas desculpas, porém, eu funciono dessa maneira, meu eu é assim''

    Agente TDA-H Deveria deixarmos de nós culpamos, eu pelo menos eu, tenho uma ( LESÃO GRAVE ) no Lobo frontal, meu cérebro não funciona da mesma maneira que todos outros, se tenho uma lesão grave cerebral, por que deveria me sentir culpado por outras pessoas que não tem a lesão? .. Só eu sei o que eu passo todos os dias, meu cérebro e meu, minha lesão e minha, e minha vida, e que se Fo-das os outros.. ( Não use Drogas, seja limpo, a não ser que não tenha medo de morrer a qualquer momento inesperadamente pelo uso da Química )
    Abraços.

    ResponderExcluir
  9. .. Vou continuar com minha visão do TDA-H. Sou um defensor dos fumantes que são muitos discriminados socialmente, dos viciados em química, também, dos TDA-H's. Vejamos. Irei descrever parcialmente a sociedade.

    Salas de aula com 25 a 40 anos durante 11 anos da vida, nestas salas alunos devem ficar parado, sentado, calado, apenas ouvindo o professor, Lei: ( Todos os alunos devem possuir concentração e principalmente atenção durante 4 anos por aula )
    Emprego: Os profissionais aptos a serem empregados devem possuir equilíbrio mental e emocional, concentração, atenção, responsabilidade, serem pontuais e submissos.
    Família: Devem serem educados, quietos, pouco bagunceiros, centrado, responsável, maduro emocionalmente, respeitador, bom aluno, estudado, sem vícios, saber a hora de ouvir e falar e organizados.
    Relacionamento amoroso: Sendo um casal que se vê todos os dias e se falam pelo menos no celular, não inventar desculpa que não quer sair e ficar em casa, dar satisfação pessoal para o outro e ainda ficar equilibrados emocionalmente, não da um surto no nada, se a namorada (o) ir em nossa casa, o quarto tem que ser limpinho, organizado, o quarto uma organização extrema, se não for organizado, que arrumem só nós dias dos encontros, mentido que e organizado, agora o que não pode, jamais, é não tá nem ai para a opinião da namorada (o) que se dane, não vou arrumar meu quarto para agradar ninguém.

    Isso é ser ''normal'', as pessoas com os cérebros saudáveis, sem TDA-H... Ai vem um pessoal aqui. com TDA-H, ficam se sentido tristes, culpados, olha só culpados, isso não pode ser possível, eles quer ser comportados, querem ser ''normais'', se não forem, se sentem culpados? Oras, culpado de terem um cérebro com lesão? não e possível... Perceba, vocês acham que um cego, surdo, deficiente auditivo, amputados sentem culpas por não enxergar, ouvir, por não escultar por não andar?..Acredito que não, eles tentam a se adaptar a sociedade de maneira não normal, fraca, sendo poucos sociáveis tanto na escola, família, relacionamentos amorosos e emprego... Quero comparar um cego, surto, mudo ou amputado com nós TDA-H, nós temos uma lesão cerebral, isso mesmo, lesão cerebral de média a grave. isso é serio, seríssimo, altera nossa personalidade e nosso comportamento...E ainda vou me sentir culpado por morar em sociedade com um ( padrão normal de se viver ) por ser um ''Anormal'' socialmente? Jamais.




    ResponderExcluir
  10. Isso é ser ''normal'', as pessoas com os cérebros saudáveis, sem TDA-H... Ai um pessoal aqui. com TDA-H, ficam se sentido tristes, culpados, olha só culpados, isso não pode ser possível, eles querem se comportarem, querem ser ''normais'', se não forem, se sentem culpados? Oras, culpado de terem um cérebro com lesão? não e possível... Perceba, vocês acham que um cego, surdo, deficiente auditivo, amputados se sentem culpas por não enxergar, ouvir, por não escultar?..Acredito que não, eles tentam a se adaptar a sociedade de maneira não norma, fraca, sendo poucos sociáveis tanto na escola, família, relacionamentos amorosos e emprego... Quero comparar um cego, surto, mudo ou amputado com nós TDA-H, nós temos uma lesão cerebral, isso mesmo, lesão cerebral de média a grave. isso e serio, seríssimo, altera nossa personalidade e nosso comportamento...E ainda vou me sentir culpado por morar em sociedade com um ( padrão normal de se viver ) por ser um ''Anormal'' socialmente? Jamais.

    As pessoas não querem saber das nossas deficiências seja ela qual for, cada um enxerga apenas o próprio umbigo e ainda vou ficar me sentindo culpado por ''alguéns'' que vê só os próprio umbigo? Jamais, por não encaixar socialmente como eles querem? Jamais. A vida e curta, muito curta, daqui 50 anos em média, estamos todos debaixo do buraco, e ainda vou ficar me culpado por ser procrastinador, desatendo, impulsivo, inquieto, desorganizado e irresponsável? e indagando. Quem foi que catálogo todos esses comportamentos e padrões aceitos e não aceitos? ... Assim, são as mesmas pessoas que enxerga apenas o próprio umbigo.

    Viva sua vida, seja o que você é, se ame, se aceite, parem de ouvir os outros, sejam o que você é, pare de ligar com as opiniões dos outros, façam suas próprias regras de aceito e não aceito, ninguém se importa com ninguém, e cada um por si, não esperem serem aceitos sociaveis ,esperem e se aceitarem.. Vamos deixar de nós culparmos.

    Seu fracasso não vem das peças dos outros, das regras dos outros, dos padrões dos outros, seu fracasso vem das suas peças, das suas regras, dos seus próprios padrões, o mesmo com seu Sucesso. E nem venha o Alexandre dizer que estou sonhando, que isso ''não serve para o mundo real'' servem sim, pois eu vivo assim, ando de cabeça erguida pois eu tenho auto-estima, não me sinto inferior a ninguém, me sinto melhor que os meus ex colegas de trabalho e faculdade, pois eu sou criativo, sim, eu tenho TDA-H.

    ResponderExcluir
  11. 21 anos de experiencia de vida e tudo o que eu posso disponibilizar para vocês. Abraço;

    ResponderExcluir
  12. Pera Aí , voltei, me empolguei rsr. eu não escrevi isso tudo em vão, eu quero que vocês pensem, reflita, questione tudo isso que eu escrevi para com suas pessoas.

    Eu espero no próximo post do Alexandre, escrever algo sobre o que eu escrevi, e se possível, levar a sério.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Dom,

      De fato seu texto me instigou a refletir sobre o assunto, e, por isto, adorei ter lido. Gostei, também, da sua intenção de levantar a moral do TDAH, mostrando-lhe que é preciso, e muito, ter boa auto estima.

      Enfim, parabéns.

      NÃO estou sendo sarcástico, não. O seu texto é realmente um ponto de vista que vale à pena ser levado a sério, ainda que dele eu discorde em quase a sua totalidade.

      E discordo, essencialmente, pelos mesmos motivos do Alexandre, pois, aos 50 anos, não se pode mais aceitar que exista um "eu", de um lado, e a "sociedade" do outro, vivendo de forma separada.

      Resumir a vida em sociedade à descrição que você fez, lembra os velhos comunistas pregando contra o "capitalismo selvagem", contra os "yankees", etc. Palavras fortes e bonitas, mas totalmente vazias na sua essência.

      Você é fruto da sociedade, você é parte da sociedade e, queira ou não, você se amoldará à sociedade. Você vai se apaixonar, e, se não, será uma terrível perda para você. Apaixonado, você vai querer fazer de tudo pela pessoa amada, inclusive, casar.

      Você precisa comer, se vestir, e, se casado for, dar de comer e vestir à sua amada e seu filhos. Vai precisar dar-lhes um mínimo de conforto, salvo se você os levar para viver dentro de uma caverna, comendo insetos.

      Dom, infelizmente a vida vai se "complicando" com o passar da idade. "Chutar o pau da barraca" já não me parece tão fácil quanto eu achava no ano passado e, com certeza, acharei mais difícil no ano que vem.

      E o problema do TDAH é que, se fosse um amputado, seria muito fácil me aceitar e dizer, "dane-se o mundo". Não sou amputado, hoje sou barrigudo, tenho crises de hemorroidas, meus cabelos já estão ficando brancos, não sei dançar, durmo em mesa de bar após 10:00 da noite, ... aí eu posso dizer, como digo, "dane-se o mundo, quem quiser minha companhia que me atue". BLZ

      Mas o TDAH é pior que uma amputação. Você perde um braço, mas você logo vai aprendendo a "se virar" sem ele. E esta aprendizagem é crescente, ou seja, tudo que você construir hoje servirá amanhã e formarão uma pessoa sempre mais produtiva à cada dia.

      Com o TDAH, alcoólatras, viciados de um modo geral, não. Nós construímos relacionamentos e, quando tudo vai em um crescendo, nós os detonamos, com grandes decepções pessoais.

      Depois, nós reconstruímos este ou outro relacionamento e ... detonamos de novo, com novas culpas.

      O mesmo se dá com as relações profissionais, construímos esperanças, expectativas e, depois, os destruímos.

      Ainda que fosse possível dizer "e daí, dane-se o mundo", isto não seria realmente possível, pois o TDAH não nos rouba a razão, nem o bom senso, e, pior, nem o senso da responsabilidade.

      Não, não somos loucos, psicopatas, que matamos relacionamentos como se estivesse apenas bebendo um copo daqui.

      Temos, felizmente, o remorso, a culpa, que nos dá um senso de realidade.

      E como temos o senso de responsabilidade, como temos o remorso, seria um tremendo egoísmo dizer "dane-se o mundo". Vou dizer isto para meu pai e minha mãe, meu amado pai e minha amada mãe, que tanto sofreram por minha causa?

      "- Meu pai, minha mãe, danem-se, viu?" não dá, não.

      E minha esposa, que está comigo há 34 anos? cara você não sabe o "pao que o Diabo amassou e não aguentou comer", que ela comeu" do meu lado e me segurando para não destruir minha vida.

      "- Lineuzinha?
      - Oi.
      - O Dom pediu para eu lhe dizer uma coisa..
      - O que, amore.
      - D A N E - S E."

      Não dá Dom (nem sei se sairia vivo ao fim da conversa, kkkkkkk)

      Preciso falar dos meu filhos, irmãos, meus clientes, estes que depositam em mim a guarda de seu patrimônio e, às vezes, de suas liberdades?

      Não dá dom.

      Iiiiih, tenho que ir trabalhar.







      Excluir
    2. Quando a gente é jovem a gente não sabe nada, mas TEM CERTEZA QUE SABE!

      Sem desvalorizar o que o Dom falou, mas a gente tem que parar para pensar em mais coisas do que já pensamos. É sempre mais e mais complicado. Quando você acha que entendeu a vida, ela escapa. E te surpreende.

      Excluir
    3. Valorizo muito as opiniões de todas as idades por que esse espaço é para expressarmos sentimentos, experiências de vida e sensações. Até por que o TDAH é uma doença diferente, etérea, subjetiva; como todos nós, suas vítimas.
      Mas concordo com você, o que mais tive na vida foi a sensação de que ela me escapou de novo. E de novo... E outra vez...
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
    4. Acho que a verdade completa toda ao mesmo tempo não cabe em nossas cabeças. No máximo ela fica de background, como uma fonte de soluções e explicações para tudo, e que nos conforta. Apreendê-la toda ao mesmo tempo... acho que não.

      Excluir
  13. Creio que minha pior culpa é a de errar, sofrer, penar e em seguida errar de novo. Além daquela que acompanha a procrastinação. Também já passei pela experiência de criar uma culpa exagerada, assim como já tive raras oportunidades de me livrar da culpa tão facilmente, que até me estranhei (isso graças ao meu processo de autoconhecimento e coaching). Alexandre como sempre traduz nosso interior e nossos sentimentos, tão difíceis de traduzir aos nossos próximos. Grande Alexandre!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É um saco, né Ana?
      Odeio isso!
      Abração e obrigado
      Alexandre

      Excluir
  14. Passei o dia ontem lendo tudo nesse blog, buscando explicação pra uma relação tão conturbada que tenho. Namoro há 5 anos uma pessoa com diagnóstico recente de tdah. Durante esses anos alternamos meses maravilhosos e outros de total separação e dor. Passamos todo o ano passado separados, tendo eu inclusive mudado de cidade para tentar me refazer de toda a devastação que o ultimo término me causou. Chegamos a ficar noivos, mas depois de algumas discussões, como aconteceu outras vezes, ele resolveu que deveria ficar sozinho, pois não conseguia lidar com minhas cobranças e críticas. Muitas vezes eram bobagens que se transformavam em verdadeiros monstros, fazendo com que eu me sentisse a pior pessoa do mundo, buscando exaustivamente onde errei. Sei que posso ser bem chatinha e carente as vezes, e percebi lendo os posts e comentários que isso é um martírio pra vocês. Não conseguimos ficar separados nem mesmo com a distância que me propus ao mudar de cidade. Nos reencontramos e resolvemos voltar pq o amor é muito forte. Costumo dizer que ele é a minha pessoa preferida nesse mundo. Um doce, cuidadoso, falante, bom filho, bom amigo... Enfim, tudo que sempre quis. Procuro apoiá-lo e cuidar dele, ser companheira e amiga, mas... Sou mulher, faço uso de remédios pra depressão (que piorou desde o começo deste turbilhão que é esse relacionamento) e me sinto carente as vezes. E ai começam os problemas, quero ser cuidada de vez em quando, quero poder chorar e reclamar. Acabo cobrando presença, me sentindo de lado e achando-o frio. Todo o cenário (pelo que li por aqui) pra deixá-lo arredio e sem querer conversar. Ai vira uma bola de neve, porque ele começa a falar que não dará conta, que é difícil conviver comigo, coloca em dúvidas um futuro que vem sendo montado (com apartamento comprado e tudo mais). Meu coração se aperta de um jeito... Me falta ar, um medo de perder, de passar por esta dor novamente. A insegurança em que vivo me dá náuseas. Não sei se ele estará comigo na próxima semana. Com ele tenho que aprender na marra a ser mais tranquila, paciente e serena, o que é um ótimo exercício, pq me torna uma pessoa melhor. Mas nem com toda a força que faço consigo engolir tudo, e as vezes me escapa uma queixa, uma reclamação, um choro. Há dois dias aconteceu isso e ele está afastado. Colocou em dúvida novamente nossa relação... E eu aqui lendo tudo que acho sobre tdah/relacionamentos, ávida por uma explicação que me alivie a culpa. Ao mesmo tempo, louca pra que dessa vez ele não termine tudo e eu possa mostrar a ele tudo que aprendi de ontem pra hoje que pode ajudá-lo e quem sabe nos ajudar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Escrevo na tentativa de me aliviar e quem sabe receber alívio de alguém que frequenta o blog. Preciso de ajuda.

      Ana.

      Excluir
    2. Ana,

      Assim como eu chamo a todos aqui de meus iguais, pois os TDAHs tem mais similaridade entre si do que com os outros, tem as "Iguais" em sofrimento por amarem e não conseguirem um bom relacionamento conosco.

      Várias já passaram por este blog, mas teve uma que foi a que mais se aproximou de conhecer a nossa mente, que é a Camila Machado, e que chegou a criar um blog, chamado "Relacionamento com TDAH". http://relacionamentotdah.blogspot.com.br.

      Vá lá, dê uma olhado no blog, pois ela passa as mesmas coisas que você, e, aí, quem sabe, vocês, na condição de "iguais", podem se ajudar.

      OBS: Detalhe, ela já sabe tudo do que é viver com um TDAH, a danada é super informada e esperta sobre nossa forma de agir e pensar, mas não adiantou nada, tá num sofrimento que dá dó. Vá pensando que TDAH é domável, que vocês quebram a cara, rsrsrsrs

      Boa sorte.

      Excluir
    3. Provavelmente, quando você demonstrar que está muito mais ciente do problema dele, isso vai reconfortá-lo. É um"plus a mais" como dizem kkk.

      Excluir
    4. Esse comentário sobre o amor TDAH gerou o meu último post: Do amor e outros desastres.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  15. Alexandre, tem algum motivo especial para este blog ter esta cara? Ele não me passa a sensação de TDA-H ou criatividade. É para ficar assim mesmo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkkkkkk
      Obrigado pelos elogios. Trabalho doze horas por dia em uma empresa, tenho filha, namorada, conserto celulares à noite, toco sax, amo leitura, tenho pai e mãe, e três irmãs, para visitar e dar atenção. Não anda sobrando tempo nem pra responder os comentários, que dirá pra mudar a cara do blog. Mas, se o amigo quiser sugerir mudanças, estou aberto a aceitá-las. Adoro mudanças.
      Abraço
      Alexandre
      Ps. Se forem de graça, claro.

      Excluir
    2. Alguma coisa como isto:
      http://www.escolaarteideal.com.br/wp-content/uploads/2012/10/cerebro-lados.jpg
      Não quis ofender com o comentário acima, hein kkkkk

      Excluir
  16. Cai no blog pq eu estava pesquisando sobre TDAH.
    Na verdade, nunca fui em Psiquiatra e Psicologo, no entanto revendo meus conceitos resolvi buscar ajuda pois estou sendo prejudicada...fui prejudicada durante a minha vida toda, nunca parei para pensar sobre minhas açoes e sempre encarei o que passo como algo natural (sei que não é natural).
    Minha desatenção e distração é tão grande que minhas colegas de classe (meu 2 curso) notaram e me avisaram que o que faço não é normal. So to começando a achar que é doença aos 24 anos, pq elas ficaram preocupadas. Elas sabem que eu não perco tempo em celular/conversas paralelas na sala aula...presto atenção na professora e nem sei do que ela está falando. Estudar, pegar um livro e ler é uma sessão de tortura, acabo ficando nervosa, letras se embaralham, pulo linhas, esqueço nome e caracteristicas de personagens, entre outros . Fico sem paciencia para tudo. Tudo do cotidiano passou a me irritar profundamente, sinto que estou viajando mentalmente a todo instante a toda hora. Tenho a sensação de que sonho acordada umas 24hrs por dia. Tenho crises de mau humor e irritabilidade a todo instante e mais tarde vem aquela onda de arrependimento. Minha ansiedade/nervosismo está acabando comigo, chega a ser preocupante, pois passo a ter sintomas fisicos : sudorese, taquicardia, tremores, dedos roxos, vontade de urinar/evacuar e até tontura. É tanta coisa que eu colocar aqui dá um livro. Sei que vc não é medico, mas vc acha que isso tem a ver com TDAH e Distimia? qual melhor profissional a ser indicado?

    Grata.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. VEJA SE VOCÊ SE VÊ NISSO AQUI:
      Quanto mais tenta prestar atenção, mas esforço, e a mente foge ainda mais, e a imaginação fica mais tempo trbalhando
      Concentração existe, mas até você ouvir ou ler algo que te lembra outro e outro e outro, quando você ve já se passaram alguns mintuso, e você tenta voltar com mais força ,e amente foge mais ainda
      Alguns exercícios são:
      estudar a realidade. Como ela funciona de verdade? Não é como você imagina, ou melhor, não exatamente.
      Como você enxerga as pessoas?
      Busque auto conhecimento. AJUDA DEMAIS NA CONFUSÃO EM QUE VIVEMOS!
      Leia o blog inteiro aos poucos. Há aqui muitos relatos similares.
      Ir em psicólogo é importantíssimo, mas vá em um que ENTENDA DO ASSUNTO, senão é tempo e dinheiro jogados fora!!
      Coisa que todo mundo deve saber: futuro e passado não existem! O que existe é o presente. Parece óbvio, mas não nos tocamos disso. O fuuro que temos na mente é uma projeção apenas de algo que estamos planejando ou imaginando. Pode ou não acontecer. òbvio, claro. Passado também nos gera muitas imaginações. O negócio é que gostamos de nos deixar levar por essa coisas, e isso nos prejudica. É um vício de nossa mente.
      Procure sobre a acídia. É um dos pecados capitais, conhecido como Preguiça ontológica, onde a mente vive fugindo mesmo.
      Aprender a ser paciente, e saber que isso leva tempo, messe e anos até. Mas vocÊ tem que aprender a curtir cada melhora.
      Limpar a mente. Ela está muito suja, mesmo de coisas puras que a controlam.
      Leia no post anterior do Alexandre sobre o tesla. Ele teve dificuldades na juventude pra entender as coisas ,pois o cérebro dele criava coisas tão reais misturadas à realidade que ele acabava se confundindo. Isso serve para entendermos que o nosso cérebro interfere na nossa vida e nós precisamos aprender a diferenciar as imaginações daquilo que é real. Nosso cérebro (de TDA-H) é muito criativo, e nos cativa, nos deixando absortos. TEMOS DE DOMINÁ-LO.

      Excluir
    2. Valeu Anonimo. Essa semana mesmo já corri atrás de psiquiatra. Morro de medo de sair da realidade por conta desse excesso de pensamentos. Diferentemente do Tesla, eu não me considero nada inteligente. Minhas amigas pegam no pé, pq elas acham que eu viajo demais nas aulas, elas sabem que eu não presto atenção em nada e até me ajudam a entender assuntos q eu deveria entender. E realmente sobre o q vc disse sobre futuro é uma verdade. Eu so pensa em futuro, no abstrato e as vzs quando canso, acabo desligando-me, fica uma nevoa. Não tá fácil nao, pois estou com medo é de ficar louca mesmo.

      Excluir
    3. Psiquiatra que entende do assunto? Vá em um Psicólogo também, é indispensável! E que entenda do assunto também.

      Excluir
    4. Bom dia, Katleen!
      Cuidado com informações prontas e fáceis. Na vida de um TDAH nada é fácil; nem mesmo procurar um médico. Existem um monte de psiquiatras que são contra o TDAH e vão te encher de antidepressivos e ansiolíticos que podem não te ajudar em nada nessa falta de atenção.
      Procure no site da ABDA (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFICIT DE ATENÇÃO) se existe algum médico em sua cidade cadastrado no site. Se não tiver, ligue para os psiquiatras de sua cidade e pergunte claramente se ele trata pessoas com TDAH. Ate para tratarmos de nossa doença é complicado, como nossas vidas.
      A única vantagem do psiquiatra sobre o psicólogo, é que ele pode receitar um medicamento.
      Não espere mais, você parece ter mais de uma doença junto com o TDAH (isso é comum em 70% dos casos de TDAH - eu tenho Transtorno de Humor) e muitas vezes precisamos mais de um medicamento pra estabilizarmos nesse início de tratamento.
      Boa sorte, cuide-se, sua vida vai mudar radicalmente, e para melhor.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  17. Pequena comparação de Computador e TDA-H

    Vocês já devem conhecer aquela comparação do computador com um ser humano né? Sobre o Processador ser o cérebro, a memória RAM a memória de curta duração e o HD a memória permanente. Pois bem, e o Desfragmentador de disco?

    O Desfragmentador de disco, para você entender facilmente, tem que ir pelo nome dele mesmo. Quando usamos um computador, não o utilizamos sempre para uma mesma tarefa, com um mesmo software. Ficamos gravando várias coisas umas atrás das outras, e elas são diferentes entre si. Porém, como uma hora usamos um programa A, depois B, mas podemos voltar ao A novamente. então acabamos salvando coisas separadas, desordenadas, quando elas deveriam estar juntas.

    Para isso serve o Desfragmentador, que reorganiza os arquivos, para que, quando o computador comece a abrir um software, ele não precise ficar "caçando" os fragmentos; Estando todos juntos, abre e funciona de maneira mais "lisa".

    Na nossa cabeça pode ser assim, talvez. Como nossa memória fica jogando coisas avulsas e pelo menos aparentemente tudo ao mesmo tempo, parece que estamos com a cabeça fragmentada, ou melhor, a memória está desorganizada.

    Se soubéssemos utilizar melhor nossa memória, desfragmentando-a, talvez nossas habilidades (softwares) funcionariam melhor, e as versões dos programas se atualizariam da forma correta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Interessante isso, só falta inventarem um desfragmentador pra gente.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  18. Boa comparação... rs rs rs
    Mas um pequeno detalhe. Para otimizar a memória o desfragmentador tem q estar funcionando. No TDAH vem estragado de fábrica. Por isso a Ritalina, Venvanse, etc.. colocam o desfragmentador funcionando e possibilitam a melhor utilização das habilidades (softwares).

    ResponderExcluir
  19. Alexandre, obrigada pelo blog! Está ajudando muito! Sou casada ha 1 ano e quem me falou que meu marido é tdah foi minha sogra. Ontem tivemos uma briga feia com direito a porta no chao.. Sou uma esposa em aprendizado rs minha reação oscila em silencio, argumentação, choro, descontrole... vejo que muitas brigas sao brigas solitarias.. dele consigo mesmo.. as vezes falo algo e ele distorce totalmente, e pior, recebe como agressão algo q era um simples comentario.. Ele não se aceita como tdah. Diz que é coisa da mãe.. Durante 1 mes fiz terapia com sua psicologa, que confirmou o diagnostico pra mim, mas nunca falou sobre isso com ele. Ele sofre muito com os sintomas, e acha que é o unico no mundo que se sente assim. Quando toco no assunto ele fica bravo pq acha que estou o taxando de doente. Minha intenção é apenas conscientiza-lo de que suas ações tem um motivo e que pode ser controlado. Qual seu conselho nesse sentido? Como ser sutil e mostrar a ele esse mundo? Ou é melhor não insistir no assunto?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olha, é muito complicado. Eu não falaria mais no assunto. Não diretamente. Primeiro informe-se o máximo que puder, você passará a conhecer seu marido profundamente. Segundo, tente (eu sei que é dificílimo) não bater de frente. Entenda, não é ser servil ou submissa, é apenas mudar a forma de combater. Deixe que ele diga o que quiser, depois com calma você dá a volta nele. Bater de frente é o pior remédio. Falar de TDAH é uma ofensa. Ele vai ter de chegar ao fundo do poço pra entender e aceitar. Sua missão não é nada fácil.
      Se eu puder te ajudar, estou as ordens
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  20. Me identifiquei bastante com o texto , confesso que me vi em varios momentos da minha vida .... Mas como minha vida é dificil ,e nem diagnóstico eu consigo por ser pobre e ter que usar convênio para psiquiatras ,eu estou tentando me virar sem nada ...E aqui vai mais um ano cheio de sonhos e metas que será jogado no lixo , impossivel se sentir bem com isso ...

    ResponderExcluir