domingo, 24 de agosto de 2014

TDAH: TEMOS UM DOM?





Dádiva. Presente recebido... de Deus!
Sim, talvez seja...
O dom do reverso. De enxergar a vida às avessas...
Cultivamos o dom de uma criatividade ilimitada, que borbulha em nossa mente de tal maneira incontrolável que atravessamos a vida acreditando que em algum momento seremos reconhecidos...
O dom de nos atermos à beleza do vermelho vivo do sangue que brota e não à dor que sentimos ao nos atirarmos pela enésima de vez de abismos e precipícios...
O dom de caminharmos sobre os escombros de nossas próprias vidas; impávidos; indiferentes; incólumes; e absolutamente prontos para a próxima queda; tão certos estamos de nossos infinitos reerguimentos.
O dom de nossa multiplicidade.  Multiplicidade de empregos; de amores; de recomeços; de objetivos; de fracassos; de tentativas...
O dom da amnésia. Não, não são essas pequenas e risíveis falhas de memória. O dom da amnésia consiste em esquecer as dores passadas; as derrotas passadas; os aprendizados passados e encarar cada dia como algo absolutamente novo e desconhecido...
A alma aventureira também é um dom. Gostamos de aventurarmo-nos. Esportes radicais são para os fracos. Aventuramo-nos com nossa própria vida; nosso presente, nosso futuro. Saltamos da modorra de uma embarcação segura para as delícias de corredeiras incontroláveis. Ah a adrenalina de uma vida inteira em risco...
O dom da visão de raio x. Ah coitados... Onde eles enxergam a dor e a destruição, nosso dom nos mostra o renascimento, o inusitado, o indomável; o inconquistável...
Cultivamos nossos defeitos com a dedicação e a disciplina dos obcecados mas vivemos, na verdade, de nossas superações.
Nosso dom não é a criatividade, mas de sobreviver à ela. De não permitir que ela nos afogue em imagens incontroláveis. Nossa memória ruim é uma dádiva que nos permite esquecer o que sofremos, dando à nossa alma a força dos que desconhecem o perigo e o sofrimento. Nosso dom está em rirmos de nós mesmos, de discutirmos abertamente nossa doença usando imagens de desenhos animados, filmes, músicas e toda a sorte de infantilidades que existem no mundo.
A vida é leve pra quem enxerga às avessas. Não é o objetivo, é o caminho. Não são as escolhas que importam, mas a  possibilidade do desconhecido. Não é a dor de um corpo que cai no solo, mas a delícia do vento nos cabelos durante a queda.
Isso é dom. Dádiva. Presente de Deus.
Aos 'trouxas' resta chorar as dores de uma mente vazia, linear e sem graça...

92 comentários:

  1. "...vivemos na verdade de nossas superações..." Disse tudo!

    ResponderExcluir
  2. Ola, Alexandre. Então, acompanho seu blog já há algum tempo...e é incrível como me identifico com cada palavra sua...e consigo compreender perfeitamente muitos sentimentos, sensações. A questão é: como posso ter certeza de que tenho Tdah? Não sou uma pessoa tão esquecida, não perco com grande frequência objetos, em compensação...se tiver prestado atenção em meia dúzia de aulas em toda minha vida, é muito. Raramente consigo acompanhar as falas das outras pessoas, especialmente se tiverem contando uma historia longa...sempre me distraio. Impulsiva, sou absolutamente movida a necessidade de sentir prazer...só faço algo se me sentir suficiente “motivada”...seja o que for...mas mínimas coisas! Quantas vezes em véspera de provas e sem ter estudado previamente, fiz outras coisas...nao sei estabelecer prioridades. Tambem já tive “fixação” (hiperfoco?) por algumas coisas. Sempre fui um fracasso na escola...extremamente negligente...ja deixei de fazer muitas coisas importantes/essenciais por pura “falta de vontade”...aquele desinteresse patológico. Não esqueço tanto compromissos...porem adiar...oh, sim...procrastinação é meu segundo nome e grande companheira. Sempre achei que tivesse algo errado comigo. Enfim...tenho Tdah ou só sou uma pessoa muito preguiçosa, burra e irresponsável? Como posso ter plena certeza? Como disse, o que me deixa mais em duvida é o fato de não viver perdendo/esquecendo objetos/compromissos...em contrapartida...! Por favor, me de uma luz!
    (p.s: tenho 21 anos.)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cada um é cada um, não somos todos pessoas com os mesmos sintomas exatos. TDA-H é para mim um vício da imaginação,da fantasia, e esse vício tem lá as suas consequências. Você falou de não conseguir ouvir as pessoas, mas pelo menos o início da conversa você ouve? Porque a tendência é ouvirmos o início e, de repente, a pessoa fala algo que te lembra outra coisa, e vai e vai, e você já parou de ouvir, porque na sua cabeça as imagens já não têm mais nada ver com o que a pessoa está falando, mas com o que vocÊ quer imaginar. E isso ocorre de forma bastante sutil.

      É assim com você?

      Excluir
    2. E não necessariamente o que te desvia é algo que o outro falou, mas alguma coisa externa à ambos/ambas que te desviou. MAs aí já é TDA-H mesmo, porque qualquer coisa desvia e é o tempo todo e é imprevisível o momento. A única coisa quase sempre previsível é que você vai se desviar.

      Excluir
    3. Respondi vc em forma de publicaçao...desculpa, nao vi que podia responder aqui. Agradeço a atençao.

      Excluir
    4. Agora entendi, =). No problems!

      Excluir
    5. Valeu pela resposta anônimo. É isso aí. A procrastinação (adiar tudo) é uma das maiores características do TDAH, e parece que você é especialista nisso.
      Entre no site da ABDA - www.tdah.org.br e faça o teste. Ali já te dará uma noção se você é ou não TDAH.
      Mas acima de tudo, procure ajuda médica, sua vida vai mudar.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  3. Da minha indelicadeza ao afirmar a todo vento ''temos um Dom em outro post'' só me resta concordar em número e grau cada palavra do Alexandre, e exatamente isso, o dom de enxergar a vida as avessas rsr. Pra que lembrar dos machucados anteriores dos milhares de tombos se podemos sentir aquele ''ventinho gostosa'' de mais um pulo? Não me leve a mal, minha vida é uma comédia com um roteiro de drama, ''Nosso dom está em rirmos de nós mesmos'', afinal, digo por mim, se posso rir porque vou chorar? a vida é muito curta, essa vida é uma ínfima passagem de tempo ao retorno de quem sabe, de onde virmos, do nada para o nada.
    Vejo meu quarto todo bagunçado, lembro dos meus projetos que ficaram no papel, minhas centenas de objeto perdidos, minhas procrastinação com Tudo, aquelas lembranças das ex's que deixei do nada sem direito a outra entender o por que, mas eu sábia '' não me interesso mais, ''quero uma nova aventura'' sem falar do termo que me chamam ''Insensível''. No final disso tudo, Isso é dom. Dádiva. Presente de Deus. Aos 'trouxas' resta chorar as dores de uma mente vazia, linear e sem graça.



    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bem amigo anônimo, somos parecidíssimos. Há 53 anos tento ter uma vida estável, tranquila e não consigo. Quando percebo estou no meio de um redemoinho que muda minha vida completamente. Fico exausto e juro nunca mais repetir. kkkkk Ledo engano...
      Abraços
      Alexandre
      PS.: Obrigado pela inspiração do Post.

      Excluir
  4. Sim, acontece exatamente assim. Geralmente ouço o inicio...mas quando vejo ja estou em outro planeta e nao faço ideia do que a pessoa esta falando! Pego apenas partes soltas do que ela diz...minha atençao fica flutuando

    ResponderExcluir
  5. Pode ser que tenhamos sim um Dom, não viram o texto do Nikola Tesla? Ele conseguia criar coisas com a sua própria cabeça como num protótipo feito por computador e testá-lo virtualmente. Quando o fazia na vida real nada fugia disso.

    Claro que não somos como ele -- a não ser que tenhamos algum gênio que visita o Blog --, mas nossa cabeça também fica gerando imagens e isso nos cativa, isso nos conduz para dentro de nós mesmos, e nós acabamos por ficarmos viciados nisso já desde pequenos, nos dificultando olhar para fora.

    Olhar para fora não pode ser tão frustrante assim, não fuja disso. Também não será de uma hora para a outra que você vai largar esse vício, mas qualquer espaço que você tenha na sua cabeça que te possibilite pensar de verdade, ao invés de imaginar apenas, já é um ganho imenso! E o melhor é que você não perde a capacidade de imaginar. Provavelmente ela vai se tornar ainda melhor, pois você saberá conduzir esse dom melhor!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "Durante algum tempo, entreguei-me completamente ao intenso prazer de imaginar máquinas e inventar novas formas. Foi talvez o estado mental de maior felicidade por que passei na vida. As idéias vinham em um fluxo ininterrupto, e a única dificuldade que eu tinha era de retê-las rapidamente. Para mim, as peças dos aparelhos que concebi eram absolutamente reais e tangíveis em cada pormenor, mesmo nas mínimas marcas e sinais de desgaste. Eu adorava imaginar os motores funcionando constantemente, pois assim apresentavam uma visão fascinante aos olhos da mente."

      Minhas Invenções, Autobiografia de Nikola Tesla, Página 57.

      Excluir
    2. Desculpe, mas isso é muito mais bonito escrito do que vivenciado. Em geral nossa imaginação cria mundos dourados onde somos infalíveis; e quando caímos na real nada daquilo tem serventia. Mas acho que isso dá um post...
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
    3. Claro que é mais bonito escrito, a teoria costuma ser bem simples de entender, ao contrário da prática.

      Excluir
  6. Recomendo o artigo cujo link se encontra no final.

    [...]
    Uma outra base da procrastinação é a complicada relação que o procrastinador tem com a experiência de "tempo". Geralmente quem procrastina, tem uma experiência de 'tempo mental' que não está de acordo com o tempo real do relógio.
    [...]

    http://www.vitorfriary.com/#!Procrastina%C3%A7%C3%A3o-a-Arte-de-Deixar-as-Coisas-para-Depois/cyh4/E10341DE-7601-4B98-ADCF-AA3985B15E41

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, nosso tempo mental é muito diferente do tempo real. Eu sempre acho que está tudo muiiiito longe. Quando percebo já chegou.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
    2. Precisamos nos fincar na realidade. Uma ajuda é perceber os sinais, calcularmos e memorizarmos os tempos que cada coisa leva para ser feita, independente do TDA-H.

      Excluir
  7. Alexandre,

    O Rodrigo Nogueira postou um comentário sobre este assunto no seu post anterior, pedindo para vermos um vídeo no youtube sobre o assunto.

    Eu fui ver e é muito bom mesmo, pois ele, o vídeo, desmistifica esta estória de que a porcaria, a doença, a m.. do TDAH é um "dom".

    Recomendo: https://www.youtube.com/watch?v=hTPk4LZjOow

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vou ver.
      O Rodrigo é fera, é psiquiatra e entende profundamente de TDAH. Imaginei que fosse bom mesmo.
      Abração, amigo.
      Alexandre

      Excluir
  8. Grande Alexandre!! Tudo nos conformes?
    Desculpe-me por sumir, mas estou numa correria danada. Até está parecendo que não sou TDAH, kkk. Eu também estou com a missão hercúlea de abrir a empresa antes das 8 da manhã. Em mais ou menos um mês só perdi as chaves uma vez.
    Estou lendo sempre o blog, mas não estou conseguindo comentar.
    Cara, este texto está muito inspirado!.
    Andei me sentindo sem o Dom! Explico: como eu estabilizei bem com os remédios, às vezes sinto falta dos pensamento "Teslianos". Não sou nenhum gênio, mas como muitos aqui inventei muitas coisas que resolviam desde a simples falta de grana até o desarmamento mundial. E isto acontecia em poucos segundos de viagem. Estou achando muito chato pensar em uma coisa de cada vez. Só que a rotina chata está pagando minhas contas. É legal o que eu faço no dia a dia, mas a criatividade selvagem de um TDAH está domesticada. Nunca sei se acho bom ou ruim isso... O tempo vai dizer.
    Fico muito feliz que sua produção de posts está ótima, e que os comentários estão com bastante diversidade, com vários pontos de vista e muito ricos.

    Um forte abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "O tempo vai dizer". E você vai ouvir, certo?

      Também é bom que você tenha tempo para refletir, e não só trabalhar e trabalhar (se é que é o seu caso). Você, como todos os TDA-H's deve ter um atraso de vida não só financeira e de desenvolvimento de carreira, mas pessoal também não?

      Coisas para você pensar:

      Você se considera um pouco imaturo em relação aos seus amigos?

      Agora que você consegue o silêncio da mente, você não tem dúvidas em geral sobre as coisas, mas que você sabe que existem respostas já? Não poderia começar a buscá-las?

      Faça uma lista dessas coisas, todos temos essas dúvidas.

      As ideias devem continuar vindo ainda, não? Só que em menor quantidade? Ande com um bloco, ou um app de celular que te permita anotar as ideias. pensar em uma coisa de cada vez vai finalmente te possibilitar planejar as coisas e visualizá-las uma atrás da outra, e perceber com cada vez mais consciência que não acontecem na velocidade do nosso pensamento.

      E, por último, como arranjar um tempo para pensar, caso não tenha. Use a sua criatividade com a qual nasceu.

      Espero não tê-lo ofendido de modo algum.

      Excluir
    2. Rafael P.,

      Irmão, se agarre, com todas as suas forças ao momento atual.

      Estes momentos de paz e produtividade, na vida do portador do TDAH são únicos, e, infelizmente, breves.

      Lute, diariamente, a cada minuto, a cada segundo, para o "DOM" do TDAH não se sobressair.

      Fique atento, vigilante.

      Fico sempre feliz e, melhor ainda, esperançoso, quando vejo estes relatos. Mas ... são sempre precedidos ou sucedidos do tal "DOM" do TDAH, do infinito "DOM" de destruir tudo.

      Seja vigilante irmão. Não se descuide, prolongue este estágio ao máximo.

      Excluir
    3. Passei duas semanas extremamente produtivas por causa do remédio, mas como o Rafael disse, é tão chato pensar em uma coisa de cada vez...
      G.

      Excluir
    4. Eu acho que temos que usar nossa criatividade para acharmos um jeito de tornar isso algo bom, ou apenas só precisamos olhar o lado bom disso, senão quando faltar o remédio vem a tragédia prazerosa novamente e aí como sair disso de novo?

      Excluir
    5. Olhem amigos, estou testando viver sem remédios. Só tenho tomado um complexo vitamínico (Centrum Select) pra me dar mais energia. Tenho conseguido me manter razoavelmente bem, mas esses dias andei cometendo desatenções que a muito não aconteciam. Tipo esquecer onde estava o carro ou errar um caminho que faço com relativa frequência.
      Mas o borbulhar mental continua e é cansativo tentar mantê-lo sob controle.
      Lute Rafael, lute, a imaginação é legal mas é uma barreira à vida normal e produtiva.
      Abração
      Alexandre

      Excluir
  9. Quando uma pessoa "normal", sem TDA-H, está pensando, imaginando, ela só imagina o que é necessário. O TDA-H tenta fazer isso, e também consegue. O que o TDA-H não consegue sempre é "voltar", pois, da imaginação que começou, ela vai para outra, e outra, e mais outra, e se você cronometrar o tempo de volta, nunca será igual, claro. Na primeira poderá ser 30 segundos, na outa 2 minutos, na outra uns 20 minutos, depois 3, depois 15 segundos, não há uma ordem. E essa irregularidade só demonstra o descontrole que a pessoa tem da própria imaginação.
    Os motivos que a levam a essas imaginações nem sempre são prazer, podem ser fobias e/ou dúvidas, e, por falta de solução, ela fica procurando dentro de si as soluções, e isso gera mais e mais imaginações. Esse vício deixa a pessoa "fora da realidade", uma vez que ela está muito mais introspectiva.
    Sua vida é um pouco virtual, talvez um pouco onírica (relativo aos sonhos), mas não totalmente, pois ela sabe diferenciar entre um sonho e a realidade. Quando estamos "dentro" do sonho, tendo ou não TDA-H, não sabemos diferenciar entre real e virtual, já na realidade, tanto o TDA-H quanto a pessoa sem o vício da imaginação conseguem diferenciar, pois não é tão virtual assim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, nosso maior problema é a dispersão. Nossa imaginação nos puxa em pleno trabalho, em meio à aula, a uma prova, nos piores momentos.Sem medicação e sem auto controle, quando percebemos que saímos do controle já fomos demitidos, zeramos a prova, etc.
      Abração
      Alexandre

      Excluir
  10. "Foi o filósofo grego Sócrates, em um de seus discursos transcritos por Platão, quem primeiramente ligou a arte à loucura. O tempo passou e as biografias de alguns dos maiores gênios da humanidade parecem corroborar com a tese. Depressão, alcoolismo, traumas e transtornos de todas as matizes fizeram com que algumas dessas grandes personalidades mantivessem, ao longo da vida, um comportamento difuso, errático. Agiram de forma muito diferente da apresentada pelas pessoas "normais" de seu país ou geração. Se essas características incomuns lhes valeram oportunidades de se sobressair nas artes, política ou na ciência, também serviram para tornar suas vidas cada vez mais atribuladas ou mesmo para abreviá-las. Conheça casos famosos de transtornos mentais que flertam com a genialidade."

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Quem quiser ler o resto:

      http://www.ehow.com.br/transtornos-mentais-flertam-genialidade-slide-show_76494/

      São 12 pequenos textos desse acima sobre cada uma das doenças. Coloquei-o acima apenas para vocês saberem que essas coisas já eram observadas desde a Idade Antiga.

      Um dos personagens do artigo é Einstein, mas eles o colocaram como Asperger.

      Excluir
    2. Pois é, concordo com isso. A loucura, ou os transtornos, podem sim gerar grandes artistas, mas a tortura mental é terrível. E em geral, essas pessoas possuem alguém que os sustenta ou levam vidas miseráveis ou extremamente irregulares.
      Com as exigências de hoje, está cada vez mais difícil ser ' um louco genial'.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  11. Vocês aqui alguma vez já discutiram sobre a Teoria da Mente?

    Ela é aquilo que as pessoas têm conhecimento das demais pessoas. Aquilo que não é diretamente observável. invisível aos olhos, mas que todos sabem existir, e que nos ajuda a interagir da forma correta, segundo o bom senso.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_mente

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "A Teoria da Mente é uma teoria na medida em que a mente não é diretamente observável 4 . O pressuposto que outros tem uma mente é chamado de teoria da mente porque cada humano só pode intuir a existência de sua própria mente através de instrospecção, e ninguém tem acesso direto à mente de outra pessoa."
      "Possuir uma teoria da mente permite se possa atribuir pensamentos, desejos e intenções aos outros, predizer ou explicar suas ações e pressupor suas intenções."

      "Teoria da mente parece ser uma habilidade potencial inata em humanos, mas são necessárias experiencias sociais durante muitos anos para ativá-la. Diferentes pessoas podem desenvolver teorias da mente mais ou menos efetivas. Empatia é um conceito relacionado, significando a experiência de reconhecimento e compreensão dos estados mentais, incluindo crenças, desejos e particularmente emoções dos outros, frequentemente caracterizada como a habilidade de 'compreender o ponto de vista do outro'."

      Excluir
    2. Não, nunca ouvi falar ma "Teoria da Mente". Eu conheço de perto, e no meu couro, outra Teoria, a "Teoria da Merda".

      Por esta teoria, todo portador do TDAH vai fazer uma, duas, três, quatro, ..., merdas na vida. Desde as pequeninas, até aquelas que destroem a sua vida familiar, pessoal e profissional.

      Mas, e aí vem a parte boa, o portador do TDAH vai sempre ter a "criatividade" de se enrolar e enrolar os outros, vai ter sempre "aquela carrinha", aquele "jeitinho" de, merda feita, ficar "tudo bem".

      E não podemos esquecer aquele outro "dom", o de "viajar nos pensamentos", enquanto o mundo pega, igual a Nero, que dizem que, depois de tocar fogo em Roma, ficou passeando tocando harpa.

      Aí vem a calmaria, mas a "Teoria da Merda" entra em cena, de novo, aí vem a impulsividade, a procrastinação, e "merdamos" nossa vida todinha de novo.

      É esta teoria que conheço, há 50 anos.

      Espero, do fundo d'alma, que o Rafael P., e os outros TDAHS mas jovens, mais instruídos, mais medicados, derrubem minha teoria, e, porque não, me ajudem também a derruba-la. Mas, até isto acontecer, é com esta Teoria da Merda que abraço e que me abraça.

      Excluir
    3. Caro Anônimo, passadas algumas horas depois de ter postado o meu comentário aí de cima, eu me arrependi muito do seu conteúdo, haja vista que ficou, no mínimo, deselegante e grosseiro.

      Peço-lhe, e todos do Blog, sinceras desculpas.

      Só não apaguei porque, por um lado, temos que assumir aquilo que fazemos e, de outro, mostra o estado emocional que me encontro, totalmente fora do meu eixo.

      Em minha defesa, peço-lhe que considere que ando com minha vida totalmente, digamos assim para não ser deselegante de novo, 'bagunçada", pelo TDAH e, quando vejo essa estória do TDAH ser um "dom", eu perdi realmente as estribeiras.




      Excluir
    4. Entendi como um desabafo seu, sem problemas. Mas se foi querendo reclamar do conteúdo que foi meio fora do lugar, aí talvez você tenha alguma razão. Não explicitei, mas essa Teoria da mente atinge mais os Aspies (Ásperger). Eles têm mais dificuldade de entender as pessoas e eles mesmos. Não raciocinei muito e coloquei aqui. Não estava tão errado em fazer isso, pois o TDA-H talvez tenha algo bem parecido, mas não por ser muito racional como os Aspies, mas por nem se entender. Entendendo a si mesmo ajuda a entender os outros, dado que os seres humanos não são tão diferentes uns dos outros.

      Excluir
    5. Obrigado pela sua compreensão.

      Para tentar entender e, se possível, ajudar, um TDAH aqui do Blog, que não sabia se era TDAH, Asperger, ou os dois (SAIL, cadê você?), eu andei lendo sobre o Asperger, e uma das poucas coisas em comum entre as duas doenças era realmente o fato de não entendermos a nós mesmos (pq somos assim, tão diferentes? pq fazemos isto? aquilo? etc.). Pelos menos foi o que entendi.

      Este entendimento pessoal melhorou muito com este blog, pois aqui me achei, aqui me achei entre meus iguais, aqui, pela primeira vez, encontrei alento, solidariedade vinda de pessoas que, como eu, vivemos com esta doença, enfim, aqui achei muitas respostas que me ajudaram a me entender melhor.

      As conseqüências deste melhor entendimento de mim mesmo foram muitas, mas encerro dizendo que a melhor de todas foi a de que isto me trouxe um boa dose de PAZ INTERIOR.

      Obrigado, irmão Alexandre. Fazia tempo que não lhe agradecia, milhões de Muito Obrigados.

      Excluir
    6. É sempre bom ler coisas de pessoas que sabem escrever, que sabem descrever as coisas. Por isso é bom também ler os grandes clássicos da literatura. Não são escritos só para entreter. Aprende-se muito com eles, pois são pessoas excepcionais que sabem criar personagens profundos, muitos dos quais podem até ser parecido conosco.

      Outra vantagem também é que, entendendo melhor a nós mesmos e aos outros, tornamo-nos muito mais compreensivos, se eu não fosse uma pessoa mais compreensiva, poderia ter te xingado, certo? Mas aqui também é porque temos um problema semelhante. Se quem não tem lesse mais sobre nossa condição você não teria sofrido tanto sozinho. O máximo que elas conseguem é dar algum voto de confiança.

      Excluir
    7. Concordo 100% com você.

      Quanto aos bons textos e bem escritos, apenas queria aproveitar para reafirmar que sou fã do Alexandre, pois ele consegue escrever os posts de forma sintética, mas, ao mesmo tempo, sem perder profundidade e precisão, nos atingindo em cheio na alma, resumindo em poucas palavras anos de vidas e atribulações.

      Xiiiiiiiiiii, fazia tempo que não elogiava tanto Alexandre, algo de muito grave deve estar acontecendo comigo. Vou me consultar com minha psiquiatra. kkkkkkkk

      OBS: Alexandre, o TDAH ser um "DOM"? nem de brincadeira fale isto. Vou entender seu texto como você querendo ser sarcástico. Fala séeeeeerio. Há como eu queria ser um trouxa, com a mente vazia e sem graça ...

      Excluir
    8. Sim, ele tem um Dom sim, mas para a escrita, com imaginação forte. Sensibilidade que nos torna aptos a "pescar" os pensamentos fortes que nascem de sentimentos fortes e transformá-los em palavras, pois fica mais fácil quando o sentimento pulsa mais forte dentro de nós.

      O TDA-H para mim é, antes do transtorno uma, desordem. E é essa desordem quem causa o transtorno. Se temos um Dom, então é outro Dom que nos gera um deleite na nossa imaginação.

      Portanto não queira ser um trouxa, Walter. Queira sim dominar esse seu dom da imaginação, bem como TODOS OS SEUS DONS!

      Não queira ser trouxa, senão será duas vezes trouxa! =)

      Seja corajoso, e use sua Ira, sua revolta, e fortaleça o seu "Não!" sobre seus pensamentos, para que eles sejam usados por você, e não você seja usado por eles.

      Excluir
    9. Sou TDAH a cada segundo do dia, desse as 5:00hs da manhã, quando acordo, até às 11:00hs, quando vou dormir; Sou TDAH a 50 anos, algum meses e 28 dias; Este é um dos poucos fatos da minha coda que não consigo esquecer, ou mesmo sonhar com outra realidade diferente.

      Sou TDAH. É um fato real e já aceitei isto há alguns anos atrás, o que me fez muitíssimo bem.

      Sou TDAH. O TDAH em mim me diverte e me encanta; me faz sentir orgulho de mim mesmo em muitas circunstâncias, pela forma com que consigo me resolver perante o mundo;

      Mas, ao mesmo tempo, quando consigo levar uma pedra de 50 toneladas para cima do monte Evereste, o TDAH em mim vem, saindo escondido de algum lugar, pega a pedra e joga lá em baixo. Eu, após raiva, força, luta e resignação, tenho que descer, pegar a pedra e começar a subida de novo.

      São 50 anos, meses e 28 dias, neste sobe e desce.

      É por isto que entendo o TDAH como um inimigo, e não um um "dom", pois tudo que o TDAH me permitiu e me permite construir, ele me roubou e continua me roubando em dobro.

      Tudo que consegui na vida, consegui APESAR do TDAH, não PELO TDAH.

      50 anos, meses e 28 dias .... durmo e acordo tentando controlar o TDAH em mim. Vigilância eterna, luta sem fim, luta inglória e sem muitos sucessos .... como não sentir raiva, frustrações, decepções, ...

      Trouxa, trouxa, trouxa. Nunca serei um trouxa, pois sou TDAH e morrerei TDAH, mas ... pensando bem, eu queria ser um trouxa sim. E, pensando melhor, se tivesse direito a um só pedido, eu não pediria era para que a Fada Madrinha me transformasse não, meu couro já tá calejado, as "porradas" já não doem tanto, (agora elas mais cansam), eu pediria para tirar este 'DOM" do TDAH que passei para meu filho, pois "porradas" no couro de um filho doem tanto na gente que nos faz vergar de dor.

      Enfim, o TDAH é o que é: uma doença que essencialmente nos limita a capacidade executiva. O resto, é chamar uma mulher muito feia de "bonitinha" para não magoar.

      FIM.

      Fim nada, rsrs. Ô Anônimo, bota um pseudônimo aí para, no futuro a gente se identificar, tipo "Terapia da Mente". Andei lendo sobre ela, viu, pior que ela é interessante mesmo, rsrsrs,

      Excluir
    10. Oi Walter! Oi Anônimo! Que discussão legal! Parabéns aos dois! Ao Walter por se retratar e a você Anônimo por aceitar e entender as razões do meu irmão. Olha, realmente eu não acho o TDAH um dom, muito pelo contrário, é um fardo pesado, incômodo e sem alça. Mas, não tem cura. Por isso o blog, por isso as discussões, por isso não desisto jamais.
      Preciso melhorar, preciso acalmar minha mente. Precisamos, né. Acho que quem acha a doença um dom, ainda está na fase inicial, a da negação, e tenta se escorar na criatividade, o que é pouquíssimo para uma vida inteira.
      Obrigado pela participação de vocês,
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
    11. Alexandre, um meio termo que pode resumir tudo não seria tratarmos como um dom que não está sendo domado? A imaginação está aí, e é extremamente fértil, e justamente por isso cria-nos uma ilusão, ficamos com os pés nas nuvens, e não na realidade.

      Parece que não somos realistas. ocorre que ser realista é uma coisa, mas ESTAR COM OS PÉS NA REALIDADE É OUTRA! Completamente diferente.

      Excluir
    12. Um hipotético ex-TDA-H não seria uma pessoa que dominou sua imaginação dizendo "Não!" para ela nas horas quem que deveria dizer "Não!" e sabendo que em outras determinadas horas você poderia dizer "Sim!" e, portanto, disse "Sim!"?!

      Excluir
    13. Primeiro: Não, não, não. Mil vezes não. O TDAH não é um dom. Algo que limita, incapacita, ou mesmo destrói a vida de 3 a 7% da população mundial não pode ser chamado de ¨DOM¨.

      Segundo: Os alcoólatras, mesmo quando conseguem ficar anos sem beber, não aceitam a designação de "ex-alcoólotras¨, de ¨curado¨, pois eles sabem que se ¨bobear, se tomar a ¨primeira dose¨, já era, volta a beber tudo de novo.

      TDAH não tem cura, tem controle. A busca tem que se por mecanismos que nos façam ter mais controle sobre nós mesmos. Esta é a minha busca diária e infrutífera no mais das vezes, mas continuo nela.

      Excluir
    14. TDAH um dom!? Nunca!!! Se fosse um dom não precisaria de tratamento. Não vejo consequências tais como fracassos, erros reiterados, baixa auto-estima, desorganização, oscilações de humor resultantes de algo que seja um dom.

      Walter, é triste a comparação com o alcoolismo, mas pura verdade. Rs rs Vigiai e tratai, senão o TDAH volta e domina nossa vida. Desatenção, impulsividade, hiperatividade e todos os deficits daí decorrentes produzem estragos, muitos irreparáveis.

      Excluir
  12. É um dom, doído, magoado. Alegre e entusiasmado. Hoje dorme triste, amanhã alegre e eloquente. Sou assim, e pronto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sou assim, mas posso melhorar e pronto.
      Alexandre

      Excluir
    2. HAHAHA
      Boa resposta, Alexandre!

      Excluir
  13. Não importa se é um dom ou não. É uma característica nossa que temos que aprender a controlar e usar para o bem, não para ficar absorto porque a mente nos traz sensações boas. Isso é pensar a curto prazo, se pensar a longo prazo, dá muito prejuízo. Se pensar que controlando aprenderemos a fazer coisas fascinantes e ainda vai dar dinheiro... Aí o negócio é até empolgante de correr atrás.

    E se você achar que dizer um NÂO bem grande para uma imaginação que está começando a crescer na sua mente não é legal porque você pode querer usar essa ideia, então você pode estar se desesperando a toa, pois sua cabeça não vai parar de tentar. A Consciência deve mandar na mente! E não o contrário.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sim, o problema é que nossa criatividade é descontrolada. Alguém disse aí em cima que um pensamento emenda no outro, que deságua num terceiro...
      O que precisamos é aprender a domar isso e canalizar para o lado prático, que em geral não temos.
      Abração
      Alexandre

      Excluir
    2. Não temos, ainda!

      Excluir
  14. Acho que uma forma de desvirtualização da nossa forma de ver as coisas é fazer um pequeno exercício, muito simples. Depois contem os resultados:

    Sempre que falam sobre Europa, EUA, China, ou qualquer outro lugar, a gente "vai" para lá na nossa imaginação, certo? Com lembranças em geral, seja pelas que você teve de lá quando foi ou, para quem não foi ou para quem foi, lembranças de coisas relativas a esses locais (TV, internet, livro, etc.)

    Mas e se você, ao invés de procurar o local na sua cabeça, olhasse para a direção onde esse lugar fica? Como se estivessem falando para você sobre ele e o local fosse de fácil acesso, portanto a pessoa estaria apenas apontando para o lugar. É logo ali, entende? Mas sem imaginar, é para olhar para a direção. Se for EUA, olhe para o norte e e tente ver os EUA realmente, sabendo que está logo atrás daquele morro, prédio, casa, etc. Mesma coisa para os demais. O lugar existe, é um fato, olhe para lá, mas sem imaginar, é para olhar para lá realmente, como se você pudesse voar e ir para lá, e então você direcionou seu corpo. Só que, claro, você sabe que não pode voar, portanto não é para imaginar isso. É só para "mentir" para si mesmo. O foco está no exercício.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Resumo: Pararmos de criar imagens de coisas que existem. Pararmos de trata-las como coisas virtuais, mesmo no fundo sabemos que existem, e trata-las como coisas que realmente existem, já que elas existem.

      Talvez você não tenha entendido porque não tem isso. Pode ser que outros tenham.

      Excluir
  15. Concordo com Walter Nascimento, temos o Dom de fazer merda!
    Tenho 28 anos e fui diagnosticado à uns 4 anos. Desde então não sei se fiquei feliz por ter uma resposta para minhas "cagadas", ou infeliz por saber que nunca serei um trouxa e terei que continuar fazendo merda por toda minha vida. Desde que me entendo por gente, sempre me perguntei qual seria meu Dom? Não me encaixo em nada, não suporto fazer nada por muito tempo, não tenho paciência para nada, só a habilidade de fazer merda atrás de merda e depois me autocriticar e me sentir a pior pessoa do mundo.
    Venho de uma família conservadora, onde sempre fui ensinado a ter que enquadrar aos padrões da sociedade hipócrita, que me deixou ainda mais autocritico. Sempre recriminado por ser inquieto, desatento, ansioso e tantas outras coisas que minha péssima memória não deixa lembrar.
    Além disso, sou tão felizardo que além do TDAH, descobri ser Bissexual. E aí? Faço o quê? Também será um Dom? Se já não bastasse os julgamentos pelo meu comportamento totalmente anormal pelo TDAH, tenho ainda que ver e ouvir calado (já que não nunca me assumi) todo o preconceito quanto minha sexualidade, além de meus próprios julgamentos, que vocês devem imaginar mas nunca saberão ou sentirão.
    Me sinto uma fraude, numa insatisfação total da vida. Nunca tenho certeza de gostar, querer ser ou fazer algo, pois sou um descontente ambulante. Qual o dom que há nisso?

    Parabéns Alexandre pelo seu Blog! Fico feliz por ter descoberto, mesmo após tanto tempo, uma forma de externalizar seus pensamento e sentimentos, e de uma forma tão sublime que faz.

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Escrevi um monte de coisas para você, mas apertei o botão errado e perdi tudo.

      Era no sentido de como é importante e da grande paz que senti quando me assumi TDAH, perante mim mesmo e perante terceiros, e, depois, como descobri o quanto é realmente desimportante para terceiros o que nós somos (eles estão se lixando para isto), de forma que temos que nos bastar e ponto final.

      Se você ainda estiver por aqui, depois eu recupero a paciência agora perdida e deito sobre você a minha infinita sapiência, pois como eu digo há anos: "de unha encravada à piloto de nave estelar, em entendo tudo".

      Grande abraço, irmão.

      Excluir
    2. Walter, você parece ser uma pessoa bastante curiosa, por isso não consegue muito se controlar nos pensamentos, não seria isso?

      Excluir
    3. Sim anônimo, lendo seu texto vi minha vida. Você se trata? Toma algum tipo de remédio ou faz algum tipo de terapia? A questão da Bissexualidade é ruim só no ponto de que é mais uma barra pra você enfrentar, mais um 'desvio de conduta' para uma família ortodoxa e hipócrita.
      Mas eu sou assim também, aos 53 anos ainda não me encaixei em nada com perfeição. Sempre falta algo, ou sobra alguma coisa.
      Seja bem vindo, desabafe, xingue, brigue, estamos todos no mesmo barco, lutando contra o mesmo inimigo. Sua força é mais uma ajuda para vencê-lo.
      Abração
      Alexandre

      Excluir
    4. Caro Anônimo (cadê seu pseudônimo?), você está certo nos dois sentidos: sou muito curioso e não consigo controlar meus pensamentos.

      Teve alguém aqui no blog que fez uma metáfora, dizendo que a cabeça dele às vezes (muitas vezes) parecia uma máquina de lavar com os trilhões de pensamentos rodando feito doido lá dentro.

      É por aí, o problema é que ninguém me ensina aonde fica o botão de desligar. rsrsr

      Grande abraço

      Excluir
    5. Logo antes de dormir, tenta fechar os olhos e olhar para o fundo escuro e qualquer coisa que venha à mente você diz "Não!", e passa a olhar para o fundo preto novamente. Veja se consegue isso. Conseguindo ,tente praticar mais vezes.

      Excluir
    6. Sua mente não vai parar, vai ter um barulho no fundo, mas o importante é não projetar nada. Se começar a projetar aí já era, só na próxima trégua, rs.

      Excluir
    7. Cara,

      Você me lenhou.

      À propósito deste "NÃO" que você quer que eu dê nos pensamentos quando eles surgirem, eu aproveito para lhe contar uma miséria da minha vida, mas que deve ser engraçada para os outros. Você quer dá risadas da miséria dos outros (da minha)? querendo ou não (e eu sei que você quer), eu vou contar, pois estou de ótimo humor agora:

      Por causa deste nobre e tão decantado "dom" do TDAH, a minha cabeça fica assim, feito uma máquina de lavar com os tais milhões de pensamento o dia todo. Isto já foi dito aí em cima.

      Imagine, então, quando eu faço uma estupidez? e as venho fazendo com freqüência ao longo da vida, claro, pois tenho o "dom"do TDAH.

      Aí é que a coisa ferve. A máquina de lavar se entope com zilhões de pensamentos e passa a girar em velocidade de "dobra espacial".

      Por conta disto, desenvolvi uma comorbidade, que depois descobri que era latente mas que o "dom" do TDAH fez brotar, que é a tal da "SIMDROME DE TOURETTE", (nome bonitinho, né? é até chique, em francês).

      Pois bem, esta tal da ST é o popular "Tic", aquele da música "isto me dá, ... tic, tic, nervoso, ... tic, tic, nervoso". Na forma mais amena, é o piscar constante dos olhos, um gesto involuntário qualquer que se faz de forma repetitiva.

      Mas você acha que o "dom" do TDAH ia me dar um "Tic, Tic,” qualquer? nããããão. Ele, o lindo, maravilhoso, criativo, cheirosos, e sei lá mais o que do “dom” do TDAH me deu a ST na forma mais extremada, me deu na forma da (se segura que lá vem uma palavra medonha) "COPROLALIA", que é "a tendência involuntária de proferir palavras obscenas".

      Bem explicando, eu, todo no paletó, gravata, bem vestido, arrumado, perfumado, sem quê nem pra quê, disparava a gritar, isto mesmo, mano véio, gritar: "Pi..", "C'", "buc...", "Cara...", e por aí vai. Era amedrontador. Eu às vezes berrava a todos pulmões.

      Pois esforço pessoal hercúleo, eu conseguia controlar e só fazia isto no carro, ou em recintos que eu “achava” que não tinha ninguém. Às vezes, eu estava no engarrafamento e .. tome-lhe “PI...”; o pessoal nos outros carros não entendia nada, ou melhor, entendia que tinha um maluco no volante.

      Durou anos, atualmente eu consegui controlar a fase da "COPROLALIA" (o palavra medonha), mas continuo proferindo palavras involuntariamente, tipo: "40 milhões de dólares", "governador", "João", etc., palavras que a mim racionalmente não me dizem nada.

      Bem, a história tem outros desdobramentos, mas lhe conto, e aos irmãos aqui do blog, para lhe dizer que hoje eu tenho a consciência de que esta verbalização involuntária vem, justamente, para “travar” algum pensamento que surge do nada e que me causa grande aflição ou dor. É mais ou menos assim: A mente começa a pensar naquela procrastinação que está prejudicando o cliente tal, eu grito "JOÃO"; começa a pensar naquele compromisso que não vou, e não vou ligar para desmarcar, e, por causa desta bobagem da falta de uma simples ligação vai dar merda .. "GORVERNADOR, ÔH GORVENADOR". ....

      Daí que, quando você mandou eu dizer "NÃO" para frear meus pensamentos, pensei: “que droga. Agora, além de “JOÃO”, “GOVERNADOR”, etc., vou começar também a gritar “NÃO”. rsrsrsrs

      Brincando, eu falo sério. Falo sério, brincando. Tudo na esperança de me ajudar e ajudar alguém.

      Grande Abraço.

      Excluir
    8. Eu ri na parte do "maluco" gritando no carro. Não tem como você gritar isso na mente só? Sem realmente verbalizar, de fato, concretamente, na realidade real não virtual sem ilusões oníricas onde coisas reais realmente são reais?!

      Excluir
    9. Se desse para controlar as verbalizações, assim ..., facilmente não era uma Síndrome de Tourette. Se desse para controlar, não seria verbalizações "involuntárias".

      Se desse para controlar os pensamentos, não seria TDAH.

      Enfim, vida dura, dura vida, ... mas vida que segue, segue a vida.

      Grande abraço irmão. Arranja logo um pseudônimo, pois nunca sei se estou falando com a mesma pessoa.

      Excluir
    10. Walter, sugiro que você desconfie desse termo involuntário. Temos muitas cosias involuntárias mesmo, mas eu acho realmente que o aprendizado de fora para dentro pode ser bastante profundo, não sei...

      Talvez o que é involuntário na nossa mente seja a própria capacidade dela trabalhar sozinha realmente, e depois nos enviar possíveis respostas para as coisas, mas ela só pode trabalhar com aquilo que a gente pensa, vê, vivencia. Você conseguiu trocar as palavras que ela grita, mas antes de ela gritar, você precisou deixa-la gritar. Se deixou grita-la, você consegue responder se foi em um momento em que você estava acordado? Ou foi em meio à mais um daqueles mergulhos da nossa mente, quando só ela trabalha e a gente fica se deleitando?

      Excluir
    11. PQP. Que ódio! Escrevi uma resposta enorme, mó legal, contando até um segredo de TDAH e não percebi que não estava logado. Droga!
      Depois refaço!
      GRRRRRRRRRRRRRRRRRR

      Excluir
    12. Não vai refazer não, Alexandre.

      A gente escreve super inspirado e focado, quando a zorra apaga, a inspiração vai embora, e depois vem outras muitas coisas ... kkkkk

      Uma pena, perder as palavras de meu "guru", .... é realmente uma pena.

      Excluir
    13. Que ódio!!!! Pior que isso já me aconteceu muitas vezes e em várias situações. Escrevo e quando vou postar, perco tudo. O que passei a fazer é, sempre que termino de escrever, seleciono o texto e dou um ctrl+c, assim fica salvo para eventuais "esquecimentos" =)

      Excluir
    14. Escrevam no Notepad e depois repassem para cá.

      Excluir
    15. Só pra te contrariar, Walter, aqui vai: eu uso uma estratégia para diminuir o fervilhar da minha mente; pego um tema da semana, um bem cabeludo (nacional ou internacional isso é indiferente), que esteja em voga e fico imaginando como eu solucionaria aquele problema. Vocês não imaginam como a humanidade melhora com as minhas soluções. kkkkk
      Parece meio idiota ( e é) mas assim consigo reduzir a tal máquina de lavar roupa de pensamentos. Nos dias em que a máquina está ligada no turbo - e eu estou sozinho, claro - até falo sobre o tema comigo mesmo. Pra dormir é ótimo. Claro que as vezes durmo antes de salvar a humanidade, mas nem tudo é perfeito. kkkkkkk
      Era isso Walter e Ana M, tento dar um sentido - ainda que lúdico - a exaustiva máquina de lavar mental. Não sei se ajudará alguém, mas pra mim acalma a mente.
      Abrações, amigos
      Alexandre

      Excluir
  16. Alexandre, tenho acompanhado o blog, mas ando mais TDAH do que nunca nos comentários. Entro aqui quase todo dia e fico refletindo sobre termos um dom... penso, penso, penso e, atualmente, acho que não. Ou melhor, pode até ser que seja um dom, mas, que eu preferia não ter. Ultimamente eu queria, muito, ser trouxa, sabe? Abraços a todos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Booooa Ana.

      Bem vinda ao clube. Já somos dois.

      Excluir
    2. Walter! Bom dia! Acho que mais do que tudo, TDAH cansa! Não é verdade? Meu amigo, você não faz ideia do quaaaaanto eu gostaria de conversar contigo sobre os nossos percalços (pois tb sou advogada) pela vida afora... Não é raro eu me sentir como um ET, profissionalmente falando, sabe?
      Abraços!

      Excluir
    3. A descoberta deste blog do Alexandre foi um bálsamo maravilhoso para a minha vida. Descobrir iguais, descobrir pessoas que pensavam e agiam como eu, pessoas que, sem nunca me encontrarem pessoalmente tinham os mesmos pensamentos que eu, me tirei a sensação de ser um “ET”, um escroque, um desajustado socialmente, um irresponsável, etc.

      Passei a entender que eu fazia e faço sim irresponsabilidades; fazia e faço sim procrastinações que me prejudicam muito e a terceiros e, nesta medida, posso ser chamado, sim, de irresponsável; assumo estas responsabilidades penosamente, mas assumo.

      Mas passei a entender, e aí está a minha alegria com este blog, que faço isto, não por ser um deficiente de caráter, mas por ser portador de uma doença mental, o TDAH, e, como toda doença, mesmo sem cura, tem tratamento para seu controle.

      E assim vou levando a vida ... a cada dia tentando me entender melhor, a cada dia tentando entender a reação das pessoa ao meu redor, enfim ... vivendo um dia de cada vez, sempre na luta para que no dia de hoje eu consiga controlar melhor o meu TDAH.

      Mas sobre conversarmos melhor, eu queria lhe dizer que, logo apos as trocas de experiências aqui neste blog, eu entendi como devem ser fantásticas as reuniões do AA (alcoólicos Anônimos). Poder ouvir de viva voz os relatos, as experiências, os sucessos e as derrotas de nossos iguais, e, na mesma medida, poder relatar as nossas, deve ser LIBERTADOR.

      Eu vi que a ABDA – Associação Brasileira de Déficit de Atenção estava promovendo encontros entre os portadores de TDAH, mas, infelizmente, não programou nenhuma para a minha cidade. Eu gostaria muitíssimo de participar.

      Enfim, eu gostaria muito de conversar com você e com qualquer outro aqui do blog, só não sei como lhe passar um e-mail para isto, pois não quero tornar meu e-mail público.

      Enfim, encerro dizendo a você que nas piores horas eu me valia muito da seguinte frase: “Eu me vergo, mas não quebro”, aí me levantava e ia trabalhar, mesmo com o mundo me cobrindo de porrada.

      Hoje, mas iluminado por este blog, eu troquei aquele bordão pela citação do Alexandre do Guimarães Rosa: “Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também, cair não prejudica demais - a gente levanta, a gente sobe, a gente volta”.

      É isto aí Ana, não é fácil, mas é a nossa vida com esta praga do TDAH.

      Grande abraço.

      Excluir
    4. Conversa pelo chat do facebook, oras... =)

      Excluir
    5. É verdade, Walter... depois do blog, quando estou afundando, lembro do "a gente levanta, a gente sobe, a gente volta". E concordo também que o diagnóstico, apesar de muito pesado, é libertador. Sempre fui acompanhada pela culpa, me sentia uma fraude, mas agora sei que tenho um problema enorme e que tenho que lutar diariamente com ele. Aprender, lidar, lutar e às vezes, lastimar. Eu herdei este problema do meu pai. Nunca entendi muito bem o jeito dele, mas sempre o amei e admirei demais. Agora, sabendo do que se trata, veio a compreensão do jeito dele, não o julgo. Sempre me lembro de você, nestas situações, de um modo inverso. Você compreende seu filho (e se preocupa com ele) e eu hoje entendo meu pai, muito mais do que antes.
      Alexandre, sabemos o quão importante é o reforço positivo para nós portadores. Teu blog é a prova disto e orgulhe-se ainda mais dele. Você nos ajuda diariamente e merece todo agradecimento por isso! Abraços a todos.

      Excluir
    6. Eta, Ana, me fez encher olhos d’água.

      Sou pai sim, mas também sou filho de TDAH. O meu pai tem 81 anos, TDAHzão. Passei pelo mesmo processo que você em relação ao meu pai. Quanta mágoa, quanto desentendimento, ... tudo por falta de informação ...

      Há se tivesse tempo de contar as coisas dele... muitas risadas, kkkk, mas muito choro também, claro.

      O fato é que, quando descobri o TDAH, de uma “tacada”só eu passei a compreender “Pai, Filho e Espírito Santo.”

      O mais engraçado é que, quando tento abordar meu veio sobre o assunto, ele diz logo: “que ttdd o quê? Isto é coisa de corno (todo mundo para ele é “corno”) irresponsável e preguiçoso. Boto esse tal de tttddd lá na fazenda, no cabo da enxada, por uma semaninha só, até pocar as mãos de calo, que conserto qualquer um”. Kkkkk

      Fazer o que né, mas agora os meus irmãos e a minha entendem mais ele.

      É a vida. Dura vida, mas vida que segue.

      Grande abraço.

      Excluir
    7. Ô Walter, vi vc falando que gostaria de participar de reuniões sobre TDAH... tô querendo participar tb. Sou de Minas Gerais, mas não sei se na minha cidade tem. Mas vi que fizeram uma em Juiz de Fora, promovida pela Dra. Valeria Modesto. Seria ótimo se difundissem essas reuniões.

      Aliás, Ana M e Walter,, tb sou advogado e tenho pelo menos mais 2 amigos advogados e TDAH (em tratamento) rs rs... Juntar todo mundo quase q dá pra montar uma Comissao TDAH/OAB... kkkkk abs

      Excluir
    8. Quantos advogados com o mesmo dilema, rs. Dá quase pra montar uma comissão mesmo!
      Walter, acho que a melhor coisa que o diagnóstico do TDAH traz é a sensação de alívio por não termos falhas de caráter. Apesar de ter consciência que nunca tivemos essa falha, sempre fica aquela pontinha do que fulano pode estar pensando da gente. Talvez por isso busco tanto sempre deixar muito evidentes as minhas boas intenções e, como você diz, assumir as responsabilidades pelos erros cometidos. Acho que isso se soma à nossa criação. Hoje, com autoconhecimento sabemos que disciplina é uma ferramenta indispensável pra gente. E tive isso quando criança, e me parece que foi o que teu pai também fez, rs. Comigo não tinha opção, era estudar e acabou. E hoje vejo que isso fez toda diferença na minha vida e na minha formação. E mesmo assim, meu Deus, como tem sido duro lidar com esse tal TDAH! Abraços a todos e uma ótima semana!

      Excluir
  17. Vocês tiveram esse tipo de imposição de disciplina quando criança?

    http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Sono/noticia/2013/10/criancas-sem-rotina-para-dormir-tem-mais-problemas-de-comportamento.html

    ResponderExcluir
  18. Nossa, acho que nunca comentei nada em blog algum, mas seu blog mexeu tanto comigo que quis deixar meu depoimento...
    Depois de anos de tratamento sem resultados reais, apenas melhoras parciais, troquei de médico psiquiatra há dois meses e hoje tem exatamente 7 dias que ele me receitou a Ritalina, pois apesar de estar tomando fluoxetina e todos os meus sentimentos de TOC, ansiedade estarem melhorando, a minha prostração e desânimo TOTAL para realizar as mínimas tarefas não melhoraram. E o médico entendeu por bem me passar a ritalina, sem me dizer claramente que tenho TDAH, acho que ele queria ver minha reação ao remédio. Comecei a tomar a ritalina e entrei no google para pesquisar mais sobre o medicamento... eis que me deparo com seu blog e descobri que tenho a maioria dos sintomas de TDAH!!!! Vc não imagina o quanto estou impressionada, pois com 38 anos estou descobrindo porque perdi tanta oportunidade, tanta coisa na minha vida inteira! Hoje mandei uma mensagem para o psiquiatra e disse a ele que estou achando que tenho TDAH, ele disse que também acha.
    O meu nome é PREGUIÇA, PROCRASTINAÇÃO, fui taxada de preguiçosa muitas e muitas vezes, irresponsável. Eu nunca cogitei ter TDAH por falta de conhecimento do que realmente seria, e eu achava que tinha que ser uma aluna ruim para ter isso... mas tirando o fato de que eu na infância era melhor aluna da sala, os outros sintomas todos do TDAH eu tenho...
    Eu escrevi um testamento que não coube nesse post... então vai só isso mesmo.
    Alexandre, eu estou muito feliz com a sensação de ter luz no fim do túnel, tem tratamento pra mim. Após 38 anos de sofrimento, planos e sonhos deixados pela metade, começo as coisas super empolgada e desisto... e me frustro... e não consegui realizar nada profissionalmente até hoje. Achei que não tinha mais jeito pra minha vida... depois que comecei a tomar a ritalina e li seu blog vi que existe tratamento e que posso sim melhorar.
    Obrigada pela ajuda.
    Ana

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ana, desculpe não tê-la respondido antes, mas parei de receber as notificações de comentários por email e acabei me perdendo...
      Em primeiro lugar, boa sorte! Muita força pra você nesse novo caminho. Você vai perceber que não serão todas as suas características negativas que vão ser 'consertadas' com o remédio, mas isso não importa, sua vida inteira vai melhorar.
      Não foque naquilo que não mudou, concentre-se nas melhorias; a Ritalina melhora muito a atenção, a preguiça, a memória... O resto é com você!
      Preste atenção ao seu comportamento e reflita: estou fazendo isso por que é assim que quero viver ou é o TDAH agindo por mim? Corrija o rumo daquilo que você achar que e a doença agindo por você. Leia tudo o que achar sobre a doença, conheça-se, preste atenção em você.
      Outra coisa, não saia por aí falando que tem TDAH, existe um enorme preconceito com doenças mentais e você será muito criticada por isso.Ninguém no meu trabalho sabe que sou TDAH.
      Bem vinda ao nosso mundo e boa sorte!
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  19. Gente! Que delicia achar esse blog!!! Queria dizer tantas coisas mas... RS... Confesso que tentei ler alguns posts e comentários por completo mas zapiei como de costume por vários deles. O pouco que li, gostei muito! E dei boas risadas e boas reflexões também! Obrigada! :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Anna, obrigado!
      Liga não, eu também zapeio. Comentários muito longos me dão uma preguiçaaaaa...
      kkkkkkk
      Seja bem vinda! E comente sempre, tão importante quanto os posts são os comentários.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  20. Anna, estou AMANDO também,encontrei esse blog ontem é me sinto normal aqui !Que sensação maravilhosa, pesquiso Tdah há 9 anos e existia pouquíssima coisa na net desde que procurei!

    Alexandre é proclamado Rei !

    Obrigada por dedicar seu tempo a este blog

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkkkkkkkkkkkkkkk
      Obrigado, mas só se for o rei da procrastinação, do esquecimento, da desatenção, da...
      Me sinto como mito de Sísifo, aquele que sobe o morro empurrando uma pedra e quando chega lá em cima a pedra cai de novo.
      O que não posso é desistir. Nenhum de nós.
      Abraços e obrigado!
      Alexandre

      Excluir
  21. Olá companheiros quanto tempo sem vir aqui. Deixa eu tirar uma dúvida, quando vou tomat banho, escovar oa dentes ou até mesmo petiar o cabelo faço melhor com os olhos fechados. Seria entrar em total foco sem nada para desvia o que estou fazenda naquele momento? Pode parecer besta mas c vcs é assim tmb?

    ResponderExcluir
  22. Como a insônia, o medo do novo trava tanta quem tem TDAH, sempre fui criticada por ser lesada, por esquecer do importante rapido e do quw não presta lembrar, sempre fui uma pessoa curiosa, inquieta..... e tantas coisas que eu li nessa uma hora lendo seu blog! Como me sinto mais leve em me identificar cim suas palavras..... incrível como relatos sao idênticos de carios depoimentos e de pessoas de toda idade. Amanha será meu primeiro dia de ritalina LA 20. E confesso que depois de sair do cobsultorio do neurologista, levei quase um mes pra comprar o medicamento, com medo, na duvida... era pra ter feito o início hj e não fiz com medo. Agora sei que não devo ter medo e devo realmente tomar na manhã seguinte. Aliviada, esperançosa é o que me define.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Força, amiga! Pelo menos experimente o remédio, dê uma chance a vc mesma e a sua vida. Com certeza vai melhorar. Vc deve apresentar alguns efeitos colaterais tipo, boca seca, falta de apetite, um pouco de dor de cabeça... Em geral desaparecem completamente em duas semanas. mas todos eles, todos mesmo, são muito mais suaves do que os estragos que o TDAH faz na vida da gente.
      Abração e boa sorte
      Alexandre

      Excluir
  23. Mesmo que eu ainda evite ler alguns textos eu parei para ler esse até o final, vi seu blog e é fantástico. Parabéns, ganhou minha admiração.

    ResponderExcluir
  24. tdah na visão espírita!
    https://www.youtube.com/watch?v=uVzHEZIdC5A

    ResponderExcluir