segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O TDAH NÃO É PARA ESSE MUNDO






Os portadores de TDAH seriam diferentes num mundo diferente?
Os críticos do TDAH alegam - entre outras idiotices - que está havendo um excesso de diagnósticos, uma explosão de receituários de Ritalina, blá, blá, blá...
Essa tal 'explosão' não seria um mero reflexo do 'novo' mundo em que vivemos?
Sou péssimo sob pressão, nem um pouco competitivo e me descontrolo facilmente se preciso agir e pensar muito rapidamente...
E esse é o mundo de hoje; alta pressão, alta velocidade e altíssima competitividade.
Não é de se estranhar que os diagnósticos de TDAH tenham aumentado tanto. Uma doença que compromete a memória, o foco, dificulta o cumprimento de metas, a conclusão de cursos, a estabilidade dos relacionamentos, é absolutamente inadequada - quase incapacitante mesmo - numa época onde essas características são altamente exigidas e valorizadas,
Não basta ser formado, é preciso ter mestrado, especialização e ser fluente em, pelo menos, um idioma. Abandonei duas faculdades, me matriculei e abandonei  sei lá quantos cursos de inglês. E um de italiano que nem fui na primeira aula. Mas paguei a matrícula e uma mensalidade.  Ao bom profissional ainda é recomendado fazer uma atividade física, relacionar-se bem ( o tal de networking), bombar no Facebook (sim, isso também é considerado nas entrevista de emprego hoje em dia) e ser pró ativo, trabalhar bem em equipe. Todas,  características que não possuo. Odeio atividade física, sou muiiiiito preguiçoso; tenho tendência a ermitão, odeio networking; enchi o saco de Facebook e sou péssimo pra trabalhar em equipe. Pró ativo eu sou nos primeiros quinze dias, depois começo a procrastinar e tudo vai por água abaixo.
Num mundo mais light, minhas características típicas da doença seriam bem toleradas ou nem percebidas.
Como disfarçar a procrastinação num mundo onde tudo é pra ontem?
Como ser 'desmemoriado' num mundo onde devemos fazer mais a cada dia? Mais no trabalho, mais em casa ( como cônjuge e como pai/mãe), até como amigo temos que ser melhores, mais ativos, mais presentes. Como lembrar-se de aniversários, mimos, compras, compromissos... Aja Ritalina!
Os detratores do TDAH desconsideram tudo isso; o importante é nos agredir.
Mas a verdade, é que sem pressão a criatividade floresce mais facilmente. Esse blog, por exemplo, minha exigência de trabalho aumentou muito e acabei sacrificando os posts aqui nesse espaço. Até penso em escrever novos posts, mas me dá uma preguiçaaaaaaa....
Esse post que estou escrevendo, comecei ontem, e só surgiu por sugestão do Gabriel Valandro que comentou sobre o assunto no último post.
Acho que não somos dessa época. Somos de um tempo mais lento, mais tranquilo e mais humano. Um tempo onde o ser humano  era mais importante do que as empresas e a economia servia ao ser humano, e não o contrário.
A um enorme custo, vamos tentando nos adaptar a essa época de pressões descabidas. Ganhamos umas, perdemos outras; mas perdemos todos a possibilidade de sermos mais úteis ao nosso mundo, às pessoas e, principalmente, de levarmos uma vida mais plena e feliz.

70 comentários:

  1. Parece que na Finlândia, ou Noruega, ou Suécia, não me lembro, eles estão começando a diminuir essas cargas todas. A cultura já está começando a se remodelar novamente.

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    1. Espero. Acho que esse nível de vida e de cobranças é péssimo pra todos os seres humanos. Pra nós é péssimo plus vip gold.
      Abraços
      Alexandre

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  2. A questão é que o TDA-H deve ser uma pessoa que ainda criança, em suas fantasias, ficou obcecada por elas, e exagerou, entrou em um vício, e se defasou. deve ser isso. Com a defasagem, tudo ficou mais complicado.

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    1. Parece que há pesquisas indicando que crianças que ficam "pulando" da casa dos pais para o da avó, e cujos pais não param muit m casa, e a criança fica com a empregada ou babá, têm mais chances de terem TDA-H. Por quê será? Talvez porque os pais é quem deveriam dar as orientações para tudo na vida da criança. Se esses se ausentam, ela fica perdida. Mas não sei, é só uma hipótese.

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    2. Parece que há pesquisas indicando que tem muita gente que não sabe que o TDAH é uma doença genética, e, portanto, não pode ser melhorada ou piorada por aspecto comportamentais dos pais.

      Tanto faz se os pais são ausentes ou permissivos; se os pais tentam "endireitar" o filho na base do cinto e da porrada ou dos "corretivos", o TDAH vai se instalar. A única influência é que, se o pai, mãe, avô, avó, tio, parente, qualquer um, ajudar o portador do TDAH com terapia, medicação, compreensão e entendimento, ele vai ser uma pessoa mais feliz.

      Alias, o que mais o TDAH precisa neste momento é compreensão, não é compaixão nem perdão, é compreensão.

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    3. Concordo Walter, estou cansada desta nova era da difusão maçante de informações. Pq com isso tudo mundo acha q é especialista no assunto sem ao menos ser médico e/ou conhecer alguém que tem TDAH.
      Realmente, aquele ditado popular faz todo sentido: pimenta nos olhos do outro é refresco...
      Estou farta da sugestão que o TDAH é uma doença inventada na modernidade para vender remédios controlados a crianças.
      Aff, é claro que a aceleração de hoje não é favorável a quem tem TDAH, mas me pergunto ela é benéfica a alguém? Acredito q não, ter TDAH piora as coisas e muito, mas ele não deixaria de existir se tudo fosse mais lento, digo isso pq reduzi muito minha carga horária de serviço e meu TDAH continua aqui. Sequer saiu um pouco para dar uma voltinha...
      Enfim, a todos que dizem que o TDAH não existe, desejo que deixem de ser prepotentes e só falem sobre o que sabem ou passam.
      Obs.: texto excelente como sempre Alexandre.
      Abraços.

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    4. Eu não acho que o TDA-H não exista, nem que ele tenha carga hereditária. O negócio é que a mente humana é muito complexa. Não se fixem nessa de que a coisa não tem cura no sentido de que nunca terá.

      Já ouviu falar de background? Você diminuiu sua carga horária, mas o problema está dentro de você. Pode ser que você esteja encarando as coisas com o mesmo background.

      E Walter, falando em hereditariedade, se algum dia começarem a achar alguma solução, guarde a sacada de que seu filho, por ser alguém que saiu de você e sua esposa, pode estar apresentando coisas de sua infância e adolescência que você poderá usar para ajudá-lo, mas se ajudar também.

      Não sei se fui claro. A coisa é simples. Caso você precise de informações que você não se lembra mais, você talvez a achará no seu filho.

      Enfim, continuem acreditando, não encarem o TDA-H como algo impossível de se curar. Acho que o Alexandre não está pensando assim também.

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    5. Corrigindo: "nem que ele NÃO tenha carga hereditária"

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    6. MINHAS VERDADES:

      1 - O TDAH é uma doença com forte componente hereditário;

      2 - Como consequência, formas de criação diferenciada dos pais ou responsáveis não criam, nem curam, o TDAH;

      3 - O TDAH é incurável, neste atual estágio da ciência;

      4 - O TDAH não tem cura, mas tem tratamento, este, quer seja medicamentoso, quer seja psicológico;

      5 - O TDAH + sem tratamento = grande probalidade de ser um nada a vida inteira;

      6 - O TDAH + tratamento + compreensão = uma boa possibilidade;

      7 - Sim, as exigências sociais cada vez maiores, tipo: alta produtividade; multi-tarefas; extrema rigidez e disciplina; organização; memória; foco, etc, cada vez mais nos tornam um "Inábil Social";

      8 - POSSO MUDAR DE OPINIÃO? posso mudar minhas verdades? claro, adoraria mudar de opinião. Somente os idiotas não mudam de idéia. Mas, para isto, me dê ciência; me dê trabalhos de pesquisas sérios, publicados e referendados por outros publicados em revistas científicas especializadas.

      O resto ... é achismo, ocultismo ... tô fora.

      OBS: Se estivesse falando, o tom do que escrevi acima seria neutro. É apenas o que acredito. Nada mais.

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    7. Vou apenas fazer um adendo, ou uma correção ao que disse o Walter: Não é o que EU acredito, é o que eu SINTO.
      Sinto a 54 anos os efeitos do TDAH na minha vida e na vida das pessoas que convivem comigo.
      O resto, é conversa...
      Abraços
      Alexandre

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    8. E o que eu acho é que o que é hereditário na verdade é a forma de entender o mundo, misturada à própria criatividade. Isso gera um descompasso da velocidade que se planeja as coisas com a forma como elas realmente são e ocorrem. E isso pode ocasionar em impaciência.
      Como ser paciente? Entendendo como as coisas são, mas não na teoria, dentro da cabeça, com esquemas mentais, mas na prática. Não deu certo? Paciência, vou fazer um diagnóstico real e tentar de outro jeito. Mas tudo dentro da realidade, com parâmetros e critérios reais. Claro, sem o vício de ficar se distraindo com qualquer borboleta ou pardal que entre no escritório ou onde quer que você esteja. E se entrar, já saber que tem que voltar ao trabalho.
      Como limpar a mente sem remédios? A ciência não estuda isso?

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    9. como nós estamos viciados em ficar no mundo da lua, tudo se torna virtual, e nós não estamos com a nossa mente automatizada para prestar atenção à nossa volta com os sentidos, mas viciada em ficar gerando imagens na cabeça. Como mudar isso? Me parece que a ciência não está sendo muito objetiva. O TDA-H para mim é isso. um vício em ficar procurando sensações dentro da cabeça, com projeções mentais.

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    10. Prometo que será o último, neste assunto: é que o Anônimo fica fantasiando as coisas (grande novidade para nós, TDAHs, rsrsr).

      O que é o TDAH: No nosso cérebro, a região a região frontal é uma das mais desenvolvidas, em comparação com outras espécies animais, e é responsável por controlar ou inibir comportamentos inadequados e pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

      Pois bem, na nossa cabeça de TDAH, esta região não funciona bem, pois, por uma alteração genética, uns carinhas chamados "neurotransmissores" não trabalham direito, principalmente a turma da "Dopamina" e a turma da "Noradrenalina".

      Para você ver a importância desta turma da "Dopamina", quando não atua em outras partes do cérebro, causa o "Mal de Parkinson".

      O fato é que, com esta duas turmas sem trabalhar direito nesta região frontal, os neurônios se confundem e não rendem o que deveriam render, e, ai, bagunça a cabeça da gente. Veja mais em: http://www.tdah.org.br/br/sobre-tdah/o-que-e-o-tdah.html#sthash.gqYVNg8C.dpuf

      Ou seja, o TDAH é uma doença que muda o jeito de ser da gente. Que muda a forma como vemos, sentimos e agimos perante o mundo.

      O resto, é romantismo ....

      E vamos nos tratar gente, ....

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    11. Ok, só estou pedindo para não perderem as esperanças. Uma criança nasce com essa parte ainda por se formar completamente. Se Terapia Comportamental Cognitiva funciona, então quer dizer que alguma coisa muda.

      E mesmo que não mude a forma do cérebro, com relação á bioquímica, imagine-se em uma TCC perfeita, na qual tudo funciona perfeitamente em todas as sessões, todas elas teriam efeito mais perfeito possível em você. Você será outra pessoa depois de alguns meses. Porém, como isso não existe, essa outra pessoa que você será, só ocorrerá depois de muitas sessões, mas ocorrerá.

      O que quero dizer é que mesmo um TDA-H sofre transformações, porém parecem ser muito mais esparsas.

      Tentem ver por esse ângulo.

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    12. Eu disse que ia ser o último?? eu menti. rsrsrs.

      É que fiquei com uma raiva boa do Anônimo. ¨Raiva boa¨ existe? sei lá.

      O cara passa oito dias sem dizer ¨nada com com coisa nenhuma¨ para, só no final, dizer que: 1) não é TDAH; 2) fazer propaganda de uma ¨Terapia Comportamental Cognitiva¨.

      Quanto a terapia proposta, a TCC, consultei o Dr. Google e vi que:

      ¨A Terapia Cognitiva Comportamental é uma linha de psicoterapia breve, proposta e desenvolvida pelo psicólogo Aaron Beck. Envolve um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudança de padrões de pensamento.

      Seu modelo cientificamente fundamentado apresenta eficácia comprovada através de estudos empíricos. O tempo curto e limitado lhe confere a posição de abordagem de escolha em vários países. O processo pode levar de três a seis meses onde trabalha-se a criação de estratégias para lidar com o sofrimento.

      A primeira coisa que o terapeuta faz é encorajar seus pacientes a entenderem seus problemas para em seguida identificar novas formas de enfrentá-los.¨ (veja mais em: http://www.marisapsicologa.com.br)

      CONCLUSÃO: É o que eu sempre digo aos TDAHs, principalmente aos novos: Medicação e terapia.

      Agora, se a terapia e esta tal de TCC ou outra qualquer, aí eu não sei, fica por conta de cada um.

      Abcs.

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    13. Vocês se consideram pessoas pacientes?

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  3. É exatamente por isso que em sinto uma Inábil social...esse trmo existe? rsrs

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    1. Se não existe o termo, existe a inabilidade social na vida.

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  4. Só pra aproveitar o espaço pra desabafar e mudando um pouco o rumo da prosa ai em cima:

    hoje fui fazer um concurso e mesmo com tratamento a todo vapor sentir como sinto todos os dias o TDAH nos detalhes, nos esquecimentos e na procrastinação,

    não vi no edital a questão da caneta preta e eu li o edital...pensei nessa possibilidade antes de sair de casa mas não dei ouvidos, não levei dinheiro, e não foi por falta

    cheguei la dei a sorte de encontrar um amigo qe emprestou.....durante a prova a única coisa q vinha na minha mente era pq não estudei, enrolei, enrolei e não fiz e quando tentei uma vez não consegui.

    Me culpei em cada questão q tive dificuldade.


    Ai percebi q mesmo quando acho q to bem... Algo acontece...

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  5. Verdadeiro esse post! Me lembro sempre do Lenine quando penso nisso:
    "Mesmo quando tudo pede
    Um pouco mais de calma
    Mesmo quando o corpo pede
    Um pouco mais de alma
    Eu sei, a vida não para
    A vida não para não..."
    Abração!

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  6. Alexandre, adorei, como sempre o seu POST.

    Outro dia, puxei o assunto do seu post com minha Lineuzinha e nos desafiei a achar qual a atividade, no mundo atual, que um TDAH poderia se dar bem, sem se violentar.

    Vai lá, vem cá, ... nada.

    A "Vida Moderna" exige, em todas as atividades, um padrão de "profissionalismo" que são incompatíveis com um TDAH liberto.

    A discussão acabou, mas minha cabeça se fixou na solução deste problema e, hoje pela manhã, acordei com uma opção: "PAJË de tribo tupi"

    Isso mesmo, "Pajé de tribo tupi". Ficamos o dia inteiro em contato com os deuses e só saímos da oca quando queremos dar conselho na vida de alguém; de vez em quando vamos na mata colher folhas medicinais; etc.

    Já preparei meu curriculum vitae, mas o problema é que, com as tribos sendo dizimadas pela "Vida Moderna", as oportunidades de emprego estão diminuindo cada dia mais.

    Quem quiser se habilitar, tem que correr.

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    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Talvez devêssemos criar nossa própria tribo, só com pajés.
      Viveríamos todos viajandando....
      kkkkk
      Fica a sugestão.
      Abração
      Alexandre

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  7. Sensacional! Por um mundo de mais talentos aproveitados e menos competitividade.

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  8. Talvez a ideia de procrastinação esteja na sua cabeça por se cobrar cumprir prazos, estimulado pelo tal mundo moderno de hoje.

    Mas você não precisa viver o mundo moderno de hoje.

    Pessoas com ou sem TDAH. Pessoas com ou sem esse ou aquele problema, estão fazendo bom uso de seu livre arbítrio.

    Escolhendo trabalhos e locais para morar e consolidar sua família de acordo com seus ideais.

    Você pode ter os seus também, independente do TDAH.

    Parece que o TDAH é que acaba se cobrando por algo que nem sempre existe.

    Sobre procrastinar ainda, saiba que é uma das maiores causas de infelicidade no ser humano. Sendo portador ou não do TDAH.

    Então, mesmo que pra você seja mais difícil, é preciso enfrentar. Pelo menos na prática de atividade física, já que além de liberar adrenalina, produz serotonina.

    Todo mundo precisa de atividade física, inclusive pra sair um pouco desse stress do mundo moderno. Se faz necessário. É essencial.

    Bem como o contato com a natureza. A vida é uma roda e só se vive pleno quando se trabalha ela em todos os aspectos. S

    im, eu sei... pro TDAH é mais difícil. Mas e ae?! Até quando isso será uma muleta pra se apoiar e justificar os problemas. Que nem sempre existem.

    Acabam tomando uma forma muito maior do que a realidade. Acaba se tornando muito mais difícil enfrentar. Consequentemente, mais fácil procrastinar.

    Então é isso. Um círculo vicioso. Mas é possível optar por começar a roda de maneira positiva (enfrentando a preguiça) ou negativa (procrastinando). Todo o resto se desenrolará com base nisso.

    Sobre a ansiedade, ela é gerada pela procrastinação, e é válido dizer que ela é um sentimento de urgência gerado para nos empurrar em busca de algum objetivo. Ela tem seu lado positivo! Observar isso e perceber que nosso ser superior está se comunicando conosco, nos empurrando.

    Sacrifícios são necessários na vida. Vem do latim, sagrado ofício. E por assim ser, traz resultados positivos.

    Vencer a própria preguiça é tornar o próprio EGO cada vez menor.

    O problema EGO é muito maior que TDAH.

    Todo mundo sofre de EGO.

    Mas vale lembrar, nem sempre o que se faz é procrastinar. Muito das vezes é livre arbítrio.

    Pratique atividade física sem falta. Libere adrenalina. Produza serotonina. Ai depois você pensa se tem algo sendo procrastinado, rs...

    Sucesso e humildade!


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    1. Outro "Anônimo" que não é, nem tem a mínima ideia do que é ser, TDAH.

      Não tem a mínima noção do que está escrevendo. Haja paciência...

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    2. pois eh Walter....esse discurso ai de cima me lembra quando eu não sabia que era TDAH. e ouvia esse tipo de coisa.

      O pior que eu fazia era dá ouvidos a ele pois aumentava ainda mais o meu sofrimento.


      Palavras como essas só destroem...e eu nem gosto de lembrar nem de reler essas coisas

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    3. Amiguinho, vai pregar em outra freguesia e nos respeite!
      Vou começar a apagar esses comentários sem noção.
      Saco!

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    4. Escolhendo trabalhos e locais para morar? Onde é isso cara pálida que tô indo já? Olha, com todo respeito anônimo, se fosse uma questão de escolher não procrastinar ou outras coisitas que acometem os portadores de TDAH tava bom. Não é uma questão de escolha e nem de preguiça, ok? Rita

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  9. Eu já pensei sobre o texto abaixo, inclusive o penúltimo parágrafo. Li ontem a noite, deitado, no celular e vibrei quando li. Adorei a perspectiva desse garoto. Inclusive, a escritora desse blog demonstra compreender bem o que tem, aceitar e usar de estratégias para melhorar sua qualidade de vida.


    Desabafo
    Hoje vou postar o texto de um amigo que resolveu se confessar com o teclado do computador. Olhaí!

    "É foda ser tdah! Tem hora que cansa, ter uma mente tão peculiar e por isso incompreendida, em tempos onde a mediocridade impera cansa a beleza. Não que sejamos perfeitos, não somos, mas parece que os não tdah´s pra não se frustarem com o sua mediocridade nos usam como bodes expiatórios, os nossos defeitos ganham uma magnitude desproporcional e parece que estamos a vida toda em divida com as pessoas "normais", eu queria de alguma maneira acabar com isso.

    Não é fácil ser a gente, viver essa instabilidade emocional, acordar feliz e só de falar ao telefone com alguém triste e nosso dia ir por água abaixo é foda. Viver em mundo desumano com uma cabeça igual a nossa é tenso, a gente se importa, por vezes até demais, somos corretos em pensamentos, mas falhos na execução, o que em um sistema capitalista é um pecado capital, somos inconstantes.

    Eu tenho 32 anos, tenho um relacionamento de 8 anos, dos quais 5 moramos juntos. Apesar de ter uma carreira estável pra um tdah, vivo altos e baixos, alterno períodos de extrema vontade, com tempos de extrema apatia, começo projetos, envolvo pessoas, todo mundo se empolga e ai eu canso, não quero mais saber de nada, me deprimo é muito duro lidar com esse instabilidade. Em momentos de maior desespero chego a pensar na saída mais fácil, fico tempo pensando em cartas, em uma delas penso em dizer como o mundo faz a gente sofrer, penso em dizer pra pessoas serem um pouco mais sensíveis, não sensíveis como nós somos, mas apenas que tenham alguma sensibilidade, mas são só pensamentos, apesar de tudo, me parece que sempre temos sorte, pois dificilmente estamos abandonados, isso seria um desrespeito com as pessoas que me ajudam.

    Mesmo nos momentos mais ruins, eu não perco a esperança, creio firmemente que não tenho uma doença, tirando essa instabilidade, temos qualidades que os não tdah´s não tem. Quando penso num mundo ideal, ele é rodeado por tdah´s, felizes e produtivos, nesse mundo ideal também não existiria dinheiro, as pessoas trabalhariam por prazer, passo horas nesse mundo, quem sabe o dia que eu aprender a tirar as coisas da minha cabeça isso não vire um livro? Mas enquanto essa utopia está longe, fico pensando num jeito de fazer as pessoas entenderem que nós não somos o problema e sim parte da solução.

    Escrevo esse pequeno relato em um momento bem difícil, "não sei distinguir quem tá errado, sei lá, minha ideologia enfraqueceu" essa passagem de uma música do racionais me define bem nesse momento, mas mesmo agora, onde tudo está tão doloroso, eu não perco a fé de que vim pra fazer algo diferente nesse mundo. Creio como uma filosofia de vida que viemos ao mundo pra trazer algo de belo, de diferente, pra fazer a humanidade dar o próximo passo.

    Por isso tdah uni-vos, mesmo nos momentos mais difíceis, acreditem em si mesmos, não deixem eles fazerem você acreditar que não tem valor. Levante a cabeça e enfrente a batalha, pois no fim, um dia haveremos de transformar esse mundo em um lugar melhor. "
    Postado por Menina Avoada às 2:15 AM

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  10. Olá Alexandre,

    Meu namorado tem 23 anos e sempre conheci ele com o diagnostico de TDAH. Isso nunca foi um problema, e agora também não esta sendo. O problema é que os pensamentos negativos do meu namorado estão piorando e eu não sei mais como ajudar. A morte é sempre o seu desejo, tenho medo de perde-lo, pois estou gravida e sinto que isso também se tornou um peso para ele. Gostaria de saber se você tem algum conselho a dar.

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  11. Aqui, segue o texto de um médico (que não foi citado), mas além de parecer ser especialista no assunto, tem uma perspectiva muito interessante e que também sincroniza com meus pensamentos / sentimentos.

    parte 1 > http://diariodeumaavoada.blogspot.com.br/2013/12/segredos-do-cerebro-tdah.html

    parte 2 > http://diariodeumaavoada.blogspot.com.br/2013/12/os-segredos-do-cerebro-tdah-parte-ii.html

    parte 3 > http://diariodeumaavoada.blogspot.com.br/2013/12/os-segredos-do-cerebro-tdah-parte-iii.html

    Valeu demais a leitura!

    ( Quando os amigos dizem: "Você pode fazer as coisas que você gosta", eles estão descrevendo a essência do sistema nervoso TDAH. )

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    1. 1a Parte - O que achei mais interessante:

      "Aqueles com o diagnóstico de ter “falta de atenção”. Parece mais que prestam muita atenção a tudo. A maioria das pessoas com TDAH não medicados tem quatro ou cinco coisas acontecendo em suas mentes ao mesmo tempo. A principal característica do sistema nervoso TDAH não é de déficit de atenção, mas a atenção inconsistente."

      "TDAH’s (as vezes) sabem que eles são brilhantes e inteligentes, mas eles nunca tem certeza se suas habilidades vão aparecer quando eles precisam. O fato de que os sintomas e deficiências vêm e vão ao longo do dia é o traço definidor de TDAH. Isso torna a condição incompreensível e frustrante."

      "Indivíduos com TDAH também podem entrar na zona de atenção quando eles são desafiados ou jogados em um ambiente competitivo. Às vezes, uma tarefa nova ou crítica atrai a atenção deles. Novidade é de curta duração, porém, e tudo fica velho depois de um tempo."

      "A maioria das pessoas com um sistema nervoso TDAH podem envolver-se em tarefas e acessar as suas habilidades quando a tarefa é urgente, tem um prazo a fazer ou podem morrer, por exemplo. É por isso que a procrastinação é uma deficiência quase universal em pessoas com TDAH. Eles querem fazer o seu trabalho, mas não podem começar até que a tarefa torna-se interessante, desafiadora, ou urgente."

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    2. 2a Parte - O que achei mais interessante:

      "Pessoas neurotípicas (normais, sem TDA-H) usam três diferentes fatores para decidir o que fazer, como começar a fazer a tarefa, e ficar focado nela até que seja concluída:
      1. o conceito de importância (que acham que devem fazê-lo).
      2. o conceito de importância secundária - eles são motivados pelo fato de que seus pais, professores, chefes, ou alguém que respeitam pensam que a tarefa é importante para iniciar, enfrentar e completar.
      3. o conceito de recompensas para fazer uma tarefa e as consequências, ou punições se não a fizerem."

      "Uma pessoa com um sistema nervoso TDAH raramente é capaz de usar a ideia de importância ou recompensas para iniciar e fazer uma tarefa. Eles sabem o que é importante, eles gostam de recompensas, e eles não gostam de punição. Mas para eles, essas coisas que motivam o resto do mundo são apenas paliativas."

      O resto fala de o TDA-H não se encaixar no "sistema", que eu concordo até certo ponto, mas as coisas estão mudando lá fora, e nem por isso acredito que esse seja uma das raízes do problema, sinceramente.

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    3. 3a Parte - O que achei mais interessante:

      "As implicações deste novo entendimento são vastas. A primeira coisa a fazer é para conselheiros, médicos e profissionais de parar de tentar transformar as pessoas com TDAH em pessoas típicas. O objetivo deve ser o de intervir o mais cedo possível, antes que os indivíduos TDAH’s se sintam frustrados e desmoralizados lutando em um mundo neuro típico, onde a plataforma está contra ele."

      Depois ele pede dois medicamentos concomitantes, um estimulante e um outro que ele não diz a categoria.

      "Medicação, no entanto, não é suficiente. Uma pessoa pode tomar o medicamento certo na dose certa, mas nada vai mudar se ele ainda se aproxima de tarefas com estratégias neuro típicas."

      Ele pede uma criação particular do manual do TDA-H para cada pessoa, e que descarte manuais genéricos.

      "O que interessa e desafia alguém aos sete anos de idade não vai interessar e desafiar aos 27 anos."

      E então ele tem um pequeno texto sobre esse "manuel". Melhor ler lá. Rs

      Enquanto eu lia esse texto, quando eu vi que já estava ficando no final, eu comecei a ficar ansioso, mas sinceramente, não tem nada a ver com minha bioquimica interna, mas sim com a forma com que eu estou encarando isso. Chegando no final, parece que já entendi o texto todo e que não precisa mais, fica parecendo que estou perdendo tempo, e meus pensamentos já começam a querer se desligar daquilo e ir para outra coisa. Sò que isso cria um impasse, porque eu não terminei ainda. Acabo nem saindo do site e nem "ficando" nele. ara mim que nosso problema está nessa forma irracional de encarar a vida. Portanto é bom "pescar" esses pensamentos NA HORA EM QUE ELES OCORREM, e trazê-los à consci~encia para poder racionalizar e se flagrar fazendo de novo e de novo, até que eles SUMAM da nossa mente!

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  12. [ O resto fala de o TDA-H não se encaixar no "sistema", que eu concordo até certo ponto, mas as coisas estão mudando lá fora, e nem por isso acredito que esse seja uma das raízes do problema, sinceramente. ]

    Concordo com você, não precisa ser a raiz do problema exatamente. Mas observar as coisas por esse ângulo parece poder proporcionar um certo de tipo de "aceitação maior" e "cobrança menor". E nesse ponto que vejo mudança de perspectiva e livre arbítrio relacionadas.

    Você já leu um artigo sobre a França ser um país com um índice baixo de TDAH?

    Vale a leitura!

    http://criancasfelizesdemais.blogspot.com.br/2014/11/por-que-as-criancas-francesas-nao-tem.html

    Gostei também disto!

    [ Portanto é bom "pescar" esses pensamentos NA HORA EM QUE ELES OCORREM, e trazê-los à consci~encia para poder racionalizar e se flagrar fazendo de novo e de novo, até que eles SUMAM da nossa mente! ]

    Muito bom!!

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    1. Pois é, já li sim. É um amontoado de coisas. Vou tentar listar as influências que eu identifiquei e supus da coisa toda, se quiser, discorde, corrija e/ou acrescente:

      1. Mania de imaginar coisas. Nascemos com um cérebro imaginativo, com grande capacidade de gerar imagens. Isso nos cativa e nos insere num vício já desde a meninice. Rs

      2. O mundo nos cobra coisas como se fôssemos normais. Acredito que somos normais, mas caímos nesse vício de cima. Temos que aprender a usá-lo corretamente. Isso demanda alguma estratégia, a qual pode muito bem ser baseada no manual que o médico citou. Com o manual pronto, você bola sua estratégia.

      3. Essa reportagem sobre as crianças francesas me criou uma dúvida muito grande, que me levou a pensar se uma grande parte do problema todo não é só psicológico.

      4. O mundo atual está cheio de cores, filmes, desenhos. Enfim, uma série de motivos para criarmos mais coisas dentro de nossa imaginação. É bom sabermos a fonte de cada ideia que nos vêm, pois muitas delas não são nossas, mas vêm dessas fontes. Outra possível fonte de imaginação são as propagandasque outros países fazem de si mesmos, ou a Globo só mostrando o lado bom daqui e dali. Grnades mentiras. o mundo tem seu lado bom e seu lado ruim. Faltam-nos critérios. Devemos sair dessas ilusões.

      5. Antigamente, como a vida era muito mais simples, não tínhamos tantos motivos para ficar imaginando. Isso, acredito, era parte apenas da infência, ou de quem nasceu para fazer esse tipo de coisa, como o Alexandre, que é escritor.

      6. Há vários tipos de ilusão. Acredito que TODAS são uma mesclagem de TUDO. Religião (Metafísica) misturada com coisas reais, no sentido de palpáveis (Física). Mesmo que vocÊ seja ateu, você fantasia com coisas irreais.

      7. Nossa mente está cheia de passado, presente, e futuro. Imagino que na hora de você montar sua estratégia, você deva separar as coisas, sabendo o que é passado, o que é futuro, e o que é presente, além do que é irreal. Isso já vai criar na sua cabeça uma diferenciação. Devemos buscar a clarevidência de tudo.

      8. Uma coisa que ajuda a clarevidência é a leitura de grandes clássicos. Neles, os autores criam personagens profundos, dentre os quais os defeitos e qualidades são descritos com uma linguagem mais clara. Isso nos ajuda no autoconhecimento. Estudar filosofia vai ajufar a usar da lógica, ao mesmo tempo que vai te ensinar a não por todas as suas esperanças nela, pois ela não vai te ajudar em tudo.

      9. Enfim, devemos fazer algum esforço, ao invés de esperar da ciência as respostas para finalmente nos curarmos. A ciência da quia pouco acha, mas é bem capaz de a notícia ser que a cura vai vir de um tratamento que demanda meses. Se você já se prepara antes com o que tem, quando vier, você vai se curar em menos tempo, de forma muito mais garantida, pois pode ser que essa promessa de cura tenha lá uma pequena chance de não dar certo.

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    2. Adorei, principalmente o item 9, rs...

      Quero acrescentar um vídeo que vi ontem, sobre o que é ser você mesmo (considerando limitações biológicas).

      https://www.youtube.com/watch?v=yUdLZjXj7Dw

      Grande abraço amigo (a)!

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  13. Sabe, não tenho TDAH.

    Mas essa de pescar os pensamentos para percebê-los quando acontecerem de novo, e de novo, para poder trabalhar com eles até que (quem sabe) um dia SUMAM da nossa mente, é algo que aprendi na adolescência.

    Quando me senti muito confuso nessa fase, comprei um livro de auto ajuda.

    Chama-se "A Arte da Felicidade" de Dalai Lama e Howard C. Cutler (psiquiatra americano).

    Nesse livro aprendi um pouco sobre como funcionam nossos pensamentos (que são feitos de químicas). E como "viciar" nosso cérebro numa química diferente (outros pensamentos).

    Para isso aprendi a identificá-los (pescando e percebendo quando eles aconteciam de novo) e consequentemente jogando para meu cérebro pensamentos (viciando em outra química) que eu gostaria que passassem a existir no lugar.

    Me sinto outra pessoa depois desse aprendizado. E pratico até hoje!

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    1. Sim, tem como até encarar de uma outra maneira. Você foi educado a usar uma série de sinapses. Sò que elas funcionaram até certo ponto. Agora não funcionam mais. Você precisa esudar outro caminho de sinapses para poder se adaptar.

      É uma maneira científica (talvez um pouco pseudocientífica, já que não sei muito bem o que estou falando) de se encarar as coisas.

      Resumindo, é mudar a forma de pensar, só que como muita coisa se torna cliché, embora não deixe de ser verdade, as pessoas precisam realemnte de uma outra abordagem par serem convencidas da MESMA COISA.

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    2. Ola AAA!!

      Vi as questões aqui....e embora suas intenções sejam excelentes...para mim particularmente, eh justamente o tom otimista exagerado que me irrita...

      Temos cada um, um milhão de métodos em mente para ajudar nos problemas, mas ate a aplicação deles eh volátil...chega uma hora q não funciona... Pelo menos pra mim

      Às vezes textos como o seu da a entender q o q falta eh esforço...Procura....empenho

      O que procuramos em blogs como esse eh justamente pessoas que entendam todo o sofrimento interno....que saibam e sintam q aquilo q funciona pra um não TDAH....não funciona com agente....e q por isso trilhe o caminho do auto conhecimento com muito mais dificuldade....


      Se vc quer realmente entender e ajudar....escute...escute..escute ou não force...não force...

      Mas não para vir com uma solução que pra vc parece tao obvia. Mas para perceber q está DOENÇA...eh difícil nos seus detalhes...naquilo q eh tão corriqueiro...rotina(palavra q particulamente odeio em todos os sentidos)

      Leia sim...todos os depoimentos...
      Mas use empatia...sinta nossa dor... Ai vc deixará talvez de ser mal compreendida.

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    3. Olá,

      Bom dia!

      Te entendo ou tento. Sua colocação foi válida pra mim, obrigado!

      Devo dizer que percebo que esta "doença" é difícil em seus detalhes. Não sei se leu em algum trecho, mas passei a me relacionar com alguém com TDAH. No momento não estamos mais juntos, nem sei se um dia novamente estaremos. E isso tem sido muito difícil pra mim. Fico muito confuso, ansioso.

      Quero dizer que nas minhas colocações, a intenção é deixar algo ali, pra ser absorvido por quem quiser absorver. Peço desculpas se o meu tom é de que falta esforço, procura ou empenho.

      Não me entenda mal, mas pra efeito de compreensão / observação / interpretação. Isso que você está colocando é a maneira como absorveu, a sua perspectiva. Porém, não é a minha intenção.

      Você não foi o único que me compreendeu dessa maneira, mas abaixo do meu comentário coloquei alguns outros textos, de um portador de TDAH e outro de um médico, que sincronizam com a perspectiva que tentei passar.

      A de que o livre arbítrio dá a condição de não precisar encarar com a vida baseado na plataforma que a sociedade vive hoje, que não serve para um TDAH.

      E a de que a peculiaridade de um TDAH deve ser encarada como útil a sociedade. Não duvido que temos muito o que aprender com vocês. Com toda a minha dor, estou aprendendo a ser mais compreensivo e buscar aprender sobre o amor incondicional. Num trecho acima de um portador de TDAH que postei, ele diz "Creio como uma filosofia de vida que viemos ao mundo pra trazer algo de belo, de diferente, pra fazer a humanidade dar o próximo passo. "

      Pra finalizar, gostaria de dizer que tenho percebido que alguns (não estou generalizando) criaram um escudo com o passar do tempo, devido o julgamento de quem não compreende o assunto. Isso as vezes faz com que no primeiro momento em que se lê algo, já se absorva como se fosse mais do mesmo. E isso é válido pra qualquer ser humano.

      Nós nos conectamos com aquilo que vibramos. Se você vibrar empatia, talvez sinta nas minhas palavras aonde ela está imbuída. Se vibrar raiva, é com isso que vai se conectar. Somos energia. Movimentados pelas forças eletricidade e magnetismo. Não estou falando exatamente que você absorveu assim ou assado, mas aproveitando para usar como exemplo (obrigado!).

      Percebi que fui melhor compreendido por um outro portador, que seguiu meus comentários. Como já li muito por aqui, cada um é cada um.

      Vou seguir seu conselho, contudo. Buscar usar cada vez mais empatia e compreensão.

      LUZ e PAZ


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    4. " Somos energia. Movimentados pelas forças eletricidade e magnetismo."

      Vou começar a andar com sapato de borracha para ver se perco a energia hahaha

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  14. Quem quiser conhecer minha história, são os últimos 3 comentários (até o momento) do post abaixo:

    http://www.tdah-reconstruindoavida.com.br/2014/09/tdah-do-amor-e-outros-desastres.html#comment-form

    Está dividida em 3 partes.

    Boa tarde a todos!

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  15. Esta notícia é boa para quem tem Alzheimer, mas se vocês lerem, verão que talvez possam nos ajudar também no futuro.

    http://www.brasiliaempauta.com.br/artigo/ver/id/2294/nome/Pela_primeira_vez_Doenca_de_Alzheimer_e_revertida_em_paciente

    "Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.

    Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.

    Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.

    O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.

    Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida."

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  16. Diferente do que tenho lido aqui, ganhei milhões muito jovem, tive mulheres lindas, modelos, famosas, Ferrari’s, Porsche’s e tudo o que sempre sonhei, exceto a admiração da família. Tudo passou e tendo conquistado isto, tratei logo de rapidamente gastar o meu dinheiro como se o mundo fosse acabar amanhã, e o dinheiro só não acabou porque restaram as relações pessoais e porque escolhi ser empreendedor em tecnologia, área a qual ficar sem dormir, falar sem parar e ser um “Crazy Ones” e ter cometido alguns excessos na adolescência rende bons frutos.

    Ao ler um post aqui relatando os 12 indícios de um portador de TDAH parecia estar lendo a minha biografia, sem levar em conta os insucessos financeiros, porque nunca me importei com dinheiro, eu fui obrigado a tê-lo, achando que poderia comprar admiração com isto, mesmo sendo o único, dos que conheci que saiu do -0 e teve sucesso.

    A verdade é que para sermos reconhecido sendo um TDAH precisamos fazer algo global, porque não importa quanto dinheiro ou sucesso tenhamos, ainda seremos um estrangeiro entre os outros.

    Eu nasci pobre, sem pai e me tornei órfão de mãe aos 10 anos. O mundo já me fechou a porta antes mesmo do meu nascimento. E para comemorar ainda me deu esse fardo chamado TDAH que levei 31 anos para descobrir. Na matemática da vida, boa parte das pessoas que me distanciei ou vice e versa eu não me arrependo, são realmente uns cretinos. Mas as pessoas que me amaram, quantas palavras desnecessárias, quantas frases mal inseridas e quanto desgosto.

    Estou tomando Modafinil (Stavigile) há 5 dias e senti tanta diferença, que parece que a única falta de um pai na minha vida foi de ter me dado isto quando eu ainda era criança. Eu, assim como outros em relatos aqui, sempre soube que de alguma forma, iria mudar o mundo ou ser reconhecido sem me importar com o Status-Quo. Agora eu sinto que tenho uma mão para segurar.

    Obrigado pelo Blog.
    Você e o Walter são seres fantásticos.
    Eu gostaria muito de conhecê-los.

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    1. ôh Alexandre, eu respondi primeiro ao Anônimo aqui de cima. Então eu sou mais amigo dele do que você, pelo que mereço mais andar nos carrões dele e desfrutar das companhias das mulheres lindas que ele tem. kkk

      Anônimo, falando sério, achei muito interessante o seu depoimento. No tocante à medicação fui correndo ver do que se tratava, pois nunca tinha ouvido falar deste MODAFINIL (eu pesquiso tudo sobre o TDAH).

      Vi que é uma medicação usada para a narcolepsia, mas que, por tabela, melhora muito a disposição e a concentração.

      Sei, ou melhor, deveríamos todos saber, que a experiência de um, nem de longe, deve ser utilizada como parâmetro para nós mesmos, pois o que vale é a indicação do médico experiente em TDAH.

      Mas, nos ajude, relate mais sobre suas experiências com esta medicação, as boas e as más, pois aí a gente "espreme o juízo"dos nossos médicos e bota eles para ver mais opções para nós, TDAHs.

      Grande abraço, irmão.

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    2. Eu quando tenho que produzir coisas sentado à frente de um computador, enrolo muito. Mas se você me dá funções físicas e bastante distoantes umas das outras, eu faço todas, e com muita vontadae. Eu tenho tanta energia que eu produzo muito bem essas coisas. Apesar de tudo, acho que minha área é mais intelectual do que outra coisa...

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    3. Anônima TDAH sim!13 de janeiro de 2015 11:58

      o Modafinil pode fazer efeitos em algumas pessoas portadoras de TDAH sim, mas em algumas! Se verificaram na bula, como na maioria das medicações o mecanismo de ação dele ainda não é completamente conhecido... "O modafinil também parece inibir as acções do transportador de dopamina, que conduz a um aumento das concentrações extracelulares e sinápticos da dopamina em neurónios seus. Isso gera uma maior atividade da dopamina no cérebro, embora a produção de dopamina e liberação não a si mesmos são afetados. Em outras palavras, após os efeitos do Modafinil terem passado , os níveis de dopamina vai ainda ser normal que significa que você não vai sentir o acidente típico ou "para baixo" associada com estimulantes." Isso é o que dizem as pesquisas, mas custa lembrar que não se saber precisamente que áreas específicas cada portador ou tipo de TDAH atinge... por isso pra alguns funciona, pra outros não. Assim como, os efeitos dos estimulantes, ex.: Ritalina e Venvanse, embora estimulantes podem ser completamente diferentes. Pela minha experiência o Venvanse foi um desastre, fiquei irritada ao limite de ninguém me suportar em casa. E pros anônimos de plantão que acham de TCC é o que há.... se fossem ler ou conhecessem alguém com TDAH iam mudar de ideia. A TCC normalmente é indicada porque um TDAH descoberto na vida adulta, por exemplo, já deixou rastros por uma vida inteira, no sentido de distorcer a visão de si próprio, exatamente por desconhecer como o seu cérebro funciona. Se você desconhece, você simplesmente não tem condições de crescer criando estratégias de como lidar com isso!!!! O maior mal de quem sofre TDAH e de que não é e se acha no direito de chamar de "preguiça" e falta de força de vontade é desconhecer i que é o TDAH. Por isso eu bato palmas pra esse pessoal todo que se manifesta no sentindo de explicar o que é a quem não é e quem é ter a HUMILDADE, como disse um outro aí que era falta de humildade, de reconhecer a existência de um cérebro funcionando de forma diferente e que isso repercute na vida pessoal de cada um. O discurso dos que ignoram tem argumentos realmente muito fracos. Porque nesse discursos da vida moderna dizer que é preguiça, então tá discutindo o que aqui? Nessa mesma vida moderna as pessoas são consideradas peças e como tal podem ser repostas, porque vir aqui chamar de preguiçoso e dizer que é falta de humildade???? Para esses casos, do anônimo da TCC o do EGO Humildade e outros realmente aí sim seria o casa do uma TCC para que o terapeuta ajude essas pessoas a perceber que existe vida além do umbigo e de como é fácil fazer julgamentos com pouca informação... No mais, o melhor e sempre melhor é tentarmos entender nossas ações... Nesses poucos anos, a tarefa que me parece mais árdua é separar o que é TDAH em mim e o que não é no meu dia a dia no trato com as pessoas com as quais convivo... justamente para não assimilar como equívoco meu algo pelo qual não tenho responsabilidade primária e distorcer a visão daquilo que efetivamente sou com comentários do tipos os dos anônimos...

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  17. Ps: tentei publicar com meu próprio nome, mas essa birosca de google deu pau.

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  18. Acho que somos seres de outra dimensão, talvez mais evoluídos do que os que seguem rigidamente o sistema, gastam sua energia muito mais com as coisas mundanas.
    Não nos encaixamos ao sistema pq damos mais valor aos nossos pensamentos, ao nosso interior. Não gostamos de cumprir regras, de seguir um caminho traçado, queremos seguir nossos próprios caminhos, nossas próprias vontades, descobrir por nós mesmos.
    Acho que o que é visto como transtorno mental nessa realidade não passa de uma porta aberta e mais atenta a dimensões superiores, por isso não suportamos as obrigações desse mundo, pq o mais importante pra gente não é isso.
    É assim que eu me sinto, mais ligada a outra dimensão do que a essa. Muito mais! E considero isso algo especial, não uma doença.

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    1. Já eu acho que temos uma inteligência um pouco maior do que as pessoas em volta. Quando elas fazem ou dizem algo, nós tentamos entender o raciocínio de uma forma naturalmente mais ampla do que a delas. Por isso achamos difícil de compreendê-las; portanto perdemos tempo na nossa cabeça tentando achar c oisas onde nem sempre tem. Acabamos achando outras até, e mais interessantes. Em seguida já estamos pensando na morte da bezerra, depois na da cabrita, e a cabrita lembra leite, daí eu vou na geladeira pegar leie, mas pego bombom, enquanto me dá vontade de ir na janela, daí vejo um ônibus, e por aí vai. onde eu tava mesmo?

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    2. É isso anonimo, o problema são as contas para pagar. Neste sentido me sinto abaixo do sistema. Rita

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  19. Querido Walter e Alexandre, sou o do Modafinil. haha, Balayet será o meu nome, posto que motivos próprios não pretendo me expor.

    Aos 17 anos eu escrevi isto... E aos 26 mudei algumas linhas e agora aos 31 eu venho publicá-lo pela primeira vez. Eu tenho um livro todo assim, alguns livros na realidade, seguindo a mesma linha, e hoje eu comecei ler novamente e agora tudo faz sentido na minha cabeça.

    Tinteiro Velho

    Estou semelhante a um tinteiro velho; sem préstimo,
    Com os outros a consumirem-me aos poucos.
    A usarem-me de um lado e do outro!
    Estou cansado de ser um tinteiro velho.

    Quero hoje, ser eu um tinteiro novo.
    Eu quero eu ser a caneta nova.
    Quero ser a tinta para com a caneta.
    E a caneta, para com a tinta do tinteiro.

    Ah! Coração; rabisca-me em um papel qualquer.
    Ah! Distância afamada das preocupações do mundo.
    Calmaria sem consequências e arrependimentos.
    Eu quero estar assim; igual a todos os meus conhecidos.
    Despreocupados e estúpidos.
    Muito mais estúpidos do que despreocupados.

    Eu quero esquecer e lembrar quando esquecer.
    Quero dormir e esquecer de que dormi.
    Eu quero acordar e olhar ao lado e ainda estar ali.
    Estúpido e despreocupado a tentar esquecer porque existo.

    O que é existir senão sermos conscientes de que somos nós mesmos?
    Eu não quero consciência alguma! – Nem comigo e nem com o mundo.
    Quero estar inconsciente qual um mendigo adormecido ao pé de mim.
    Que há muito se esqueceu da casa que viveu e dos que viveram com ele.

    Quero relembrar do meu passado de sonhos e conquistas.
    Marcando-o como restos de sonhos e conquistas.
    Depois quero adormecer novamente e turbilhonar com o destino
    Ao sonho de que entre ruas e calçadas me esqueceram.
    E de que do fundo de um poço emergi em turbilhões.

    Ah! – Este monte de terra vermelha que sempre fui.
    Por que em mim nunca se plantaram flores?
    Estive sempre fértil no universo da minha consciência.
    E sempre estéril na consciência defasada do mundo.

    Como a um mendigo, também não tive onde morar.
    Os parentes que deveriam me acolher; abandonaram-me
    Como a um animal enfermo na porta de um hospital
    Ou a um homem enfermo a porta de um veterinário.

    Tive na vida os cuidados opostos ao que merecia, por ser eu.

    Por estar despreocupado à vida passou. – Eu envelheci!
    Hoje aos vinte e seis anos, tenho mais alma do que teria aos oitenta.
    Porque quanto mais eu vivo, mais eu deixo de viver, por dentro.

    A vida me reservou, por covardia; um destino de preocupações.
    Obrigou-me a fugir para um lugar com vidas de tintas e papeis.
    Tendo sentado o destino ao pé de mim, junto ao mendigo.
    Lembramos de que ambos seguimos pela vida afora;
    Conscientes de que em certa altura; teremos de virar.
    E talvez por isto, o mundo todo se vire a favor de nós.

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    1. Balayet, voce poderia compartilhar conosco suas experiências com o Modafinil? Já estou em tratamento há pelo menos 3 anos, passando pela ritalina, concerta, ritalina LA e atualmente tomo o venvanse. Mas sinceramente não sinto uma melhora nos sintomas. Gostaria muito de saber a sua experiência com este medicamento e porque foi feita esta opção pelo seu medico? Obrigada pela disposição. Abraços,

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    2. Anônima TDAH sim!13 de janeiro de 2015 12:57

      Uma triste notícia é que para cerca de 20% das pessoas com TDAH a medicação não age de forma plena... certeza que surgirão os anônimos de plantão para dizer q nem é tdah... bem, mas partindo do pressuposto que é confirmado o diagnóstico é importante verificar questões paralelas... verifiquei em minhas loucas pesquisas em hiperfoco (tipicamente tdah) que o portador de tdah e autismo possui uma assimilação diferente de nutrientes... e geral a alimentação recomendada para o autismo seria parecida com a recomendável para o tdah... e com a alimentação precária hoje faz com que os sintomas possam execerbar... pra quem quiser procurar verifiquem a alimentação de um autista, eu mesma (e não estou fazendo apologia a qualquer coisa aqui - falo na MINHA experiência, pois cada organismo reage de uma forma diferente). Naquelas reportagens do Fantástico um dia estavam falando do autismo e o homem entrevistado falou do glúten, que embora não houvesse qualquer comprovação científica, ele excluiu o glúten da alimentação pois notava que cada vez que comia pão no café ele ficava agitado... pensei pensei e fui atrás de informações... disse que ia tentar... tentei por 4 meses daí fim de ano, festas etc resolvi reintroduzir na alimentação e foi péssimo pra mim. Decidi então retirar, completo um ano de uma vida melhor para mim. Além disso controlo a ingestão de produtos químicos, sempre opto pelo mais natural, às vezes é difícil... eu sei, mas não me arrependo. Uma alimentação mais natural é recomendado à todos, mas para os TDAH em especial acho que faz muita muita diferença mesmo. Uma ideia é fazer uma avaliação nutricional, verificar algum desiquilíbrio vitamínico/mineral. Há também estudos voltados para a questão da vitamina b12 na forma de metilcolabamina que agiria como um desintoxicamente e só essa forma consegue atingir o cérebro... "só Metil-B12 tem a capacidade de ativar a via bioquímica metionina / homocisteína diretamente. É esta via que é responsável por todo o sistema de desintoxicação baseado em enxofre do corpo." dizem os estudos e se pesquisar como estamos carentes nutricionalmente pela alimentação moderna, vamos verificar que muita coisa pode melhorar, se não é possível a cura ainda. Há também uma polêmica em torno do glutamato monossódico bastante forte. Também retirei da alimentação e não me arrependo, se pesquisarem ele é um sal excitatório, mas se consumido em excesso, que geralmente ocorre, pois comemos mt coisa industrializada e nem desconfiamos da presença dele, pode se tornar um agravante pro tdah. A questão é polêmica. Há ainda estudos a respeito das bactérias no intestino...Temos que descobrir muito ainda. Por isso jamais perder a esperança, é sempre tentar, perseverar que a vida pode ser melhor e esclarecimento, apoio é fundamental.
      obs.: muitos médicos mesmos psiquiatras ou neurologistas não são crentes nessas teorias nutricionais, mas apesar de, particularmente, não crer que isso possa ser a cura, é possível que isso ajude algumas pessoas a diminuir alguns sintomas como no meu caso. Saber que existem pessoas que são capazes de compreender a questão sem o olhar de repreensão nem o de coitadismo é algo que também realmente faz muita diferença!

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  20. Alexandre, saudades de passar por aqui... tudo anda tão complicado e nunca te dei tanta razão na vida. Realmente, não somos para este mundo. Li os comentários rapidamente e concluo que vamos na mesma direção. Nós, portadores, somos mais voltados para as questões internas, sentimentos, ser humano em si... Por isso o mundo nos dói tanto... e como dói, hein? Arremaria! Beijos a todos!

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  21. Olá galera, hoje fazem 20 dias de tratamento com a ritalina, no primeiro dia de uso do medicamento me senti ótimo, concentrado e querendo realizar as tarefa que antes fazia contra a minha vontade. Porém nos outros dias sinto que falta algo ainda, que não está 100% ainda, tem dias que o efeito parece desaparecer do nada e outros fico mais ansioso (quando tomo café então).
    Como eu disse sinto que ainda falta algo, queria sentir a mesma sensação do primeiro dia, vou marcar o retorno com o médico e falar tudo isso para ele.

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    1. O que comemos realmente faz parte da coisa toda. Uma vez eu comi um monte de doces antes de dormir. Fiquei com insônia apesar de estar na hora de dormir e estar muito cansado também. Estava estranhando o porquê da insônia, até me lembrar dos doces.

      Os nossos hábitos também influenciam. Por exemplo, se você chega do trabalho às 18h e dá uma cochilada, ou até uma descansada por alguns minutos. A dificuldade de dormir na hora certa também aumenta.

      Enfim, só o remédio não vai te dar a mesma sensação sempre.

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    2. A Ritalina 10 Mg tem um efeito de 2 a 4h. Não sei falar muito sobre essas coisas, mas os remédios têm suas curvas de ação nos gráficos, entende? É bom saber que horas você tomou e a que horas ela vai começar a dar o efeito corretamente.

      Se tomar às 8h da manhã, lá pelas 10h você vai estar pronto para qualquer coisa. Na hora do almoço já nã vai ter efeito nenhum, a curva já desceu toda.

      O que não sei dizer é se se você não se alimentar direito, se a Ritalina não vai alcançar o efeito desejado, já que será absorvida de forma mais rápida (acho)

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    3. Há também o tempo do ajuste. As doses nunca são iguais para ninguém. Se tomar pouco não dá efeito, se tomar muito dá más sensações. Até você achar a sua leva algumas tentativas.

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    4. Como disse o anonimo a alimentação faz toda diferença para mim e tenho lido que para todos que tem TDAH, Autismo e etc. Sou uma pessoa ativa quando não como trigo e derivados e açúcar. Industrializados também. É comer e minha energia desaparece. Rita

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  22. gostaria de saber dos efeitos da ritalina a longo prazo, me disseram que provoca alzheimer, acaba com o nosso ´celebro, é verdade ?

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    1. Se dá alzheimer não sei, e se dá, parece que já estão conseguidno contornar a coisa. Veja a notícia mais acima.

      De qualquer forma, alguns remédios tarja preta podem causar dependência. Já tomei remédios para insônia que não estavam me curando dela, mas eram paliativos. Resolvi parar de tomar e o efeito piorou. Precisei de cerca de duas semanas para conseguir voltar ao normal, que era uma insônia mais fraca.

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  23. Alexandre, por gentileza poderia passar seu email?

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  24. Preciso MUITO de numa opinião, pois estou em estado de choque...
    Sou TDAH infelizmente diagnosticada quando adulta. Esse blog me ajuda a ficar de pé.

    Falo uso da Ritalina desde 2007. Tive uma consulta dia 11 de novembro, minha próxima consulta é 17 de Fevereiro. Ou seja, vai faltar medicação.
    Enviei uma MS p meu médico com muita cautela e EDUCAÇÃO. Pedi que se possível poderia me prescrever 2 caixas ou uma. Tive como resposta : "NÃO vou fazer isso não! Não vou ficar alimentando sua dependência a medicação!!!"
    Achei que foi muito grosseiro o que nunca demonstrou ser. E aí como o paciente fica? POR FAVOR gostaria de saber o que acham. Estou até agora em estado de choque, pq ele NUNCA foi assim. E isso não é jeito de falar com paciente...

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    1. Esse "Anônimo" aí, por mim, tá de gozação.

      Ele já postou esta mesmíssima mensagem quatro vezes aqui neste Blog; 01/12/2014; 17/12/2014; 21/12/2014, e agora, quando, teoricamente, a consulta de fevereiro já teria ocorrido.

      É mais um querendo encher a nossa paciência. Fazer o que...?

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    2. Não Walter. REALMENTE postei mais de uma vez sim, mas JAMAIS no intuito de "encher". Estava desesperada p uma opinião a respeito do ocorrido.
      Então como ainda estou aprendendo a me comunicar em blog, pode ter sido um erro. Já que verificou todas as minhas postagens, observou também que entre o dia 01/12 p as demais datas, teve alguma resposta????
      Hoje entrei e vi isso aqui. Gozação? Não meu caro, gozação foi a atitude do "médico" conforme relatei.

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    3. Prezado Alexandre,
      gostaria de uma opinião sobre meu relato.
      Peço desculpas, por ter postado mais de uma vez. Como sempre leio o blog e me emociono a cada texto descrito aqui, nunca enviei nada, Portanto, mil desculpas a vc pelo transtorno causado aqui, não foi minha intenção.
      Atenciosamente,
      Drika

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  25. Eu sinto o mesmo que você, mas tenho um fator de fazer tudo bem rápido... Sou aceleradíssima, mas claro, obviamente atropelo tudo e não sai nada direito. Procrastinação é uma especialidade minha. Não sou lenta, alias estou tomando Venvance justamente para desacelerar.
    Agora nos demais sintomas é tudo igual ou bem pior...
    Tenho 40 anos e fui diagnosticada há apenas 8 anos. Minha vida se transformou num fracasso total.
    Sempre quis ganhar o mundo e nunca consegui nada... só dar voltas em círculos... Tal como a cobra comendo o próprio rabo.
    E vou sobrevivendo com todos os arranhões!!!
    Grande abraço.


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