sexta-feira, 24 de julho de 2015

TDAH SEM PASSADO OU FUTURO





Não me apego ao passado.
As casas em que morei.
As mulheres que amei.
Os caminhos que percorri.
As fendas em que caí.
As trevas que rompi.
Tão pouco me importa o futuro.
Se radioso ou sombrio.
Se alegre ou triste.
Se farto ou parco.
A mim pouco importa.
Um dia ele há de chegar.
E eu o enfrentarei; seja ele qual for.
Os mais afoitos imaginarão: Ah, ele vive o presente...
Que presente é esse que num átimo vira passado?
Que presente é esse que num instante é atropelado pelo futuro?
Um futuro que insiste em ser o oposto daquilo que sempre imaginei?
Não!
Vivo no meu tempo. Na minha realidade.
Pairo sobre a realidade como numa aeronave.
Uma aeronave que jamais aterrissa;
Que jamais toca o solo.
Um solo em que jamais andei...
Serei aquele que quase aterrissou;
Que quase andou;
Que quase viveu...