quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ISSO TAMBÉM É TDAH?



Começo esse post exatamente à meia noite e quatro minutos; amanhã tenho que acordar às seis horas. Amanhã não, hoje. Ou seja, a essa  hora eu já deveria estar dormindo. Um programa muito importante me manteve acordado até a essa hora: o VT do jogo do Botafogo. Como não pude assistir ao jogo ao vivo, estou me deleitando com a vitória de hoje em reprise. Sei que dormir pouco não faz bem à saúde, amanhã estarei desgastado, mais cansado, mas pra ser sincero, durmo quase todos os dias nesse horário, mesmo sabendo que precisaria dormir mais. E a ritalina nada tem a ver com isso; há muitos anos tenho esse hábito. Odeio dormir. Parafraseando Machado de Assis: dormir é morrer provisoriamente. Enquanto eu durmo, a vida passa.
Essa e outras questões são típicas do meu comportamento. Sei que preciso fazer algum exercício físico, pelo menos uma caminhada regularmente. Mas detesto caminhadas e exercícios de qualquer tipo. Acho um completo saco ficar dentro de uma academia bufando e suando com exercícios repetitivos e maçantes, assim como acho uma chatice ficar rodando por um determinado percurso pra caminhar. O argumento de que é bom pra saúde não me comove, nem mesmo sabendo que é a MINHA saúde. Tenho muita dificuldade em avaliar esses benefícios a longo prazo, essas coisas de mensuração quase abstratas.
Outra coisa dificílima pra mim: alimentação. Adquiri um sobrepeso 'abdominal' após parar de fumar há pouco mais de treze anos, nunca mais consegui eliminá-la. O simples fato de haver conseguido parar de fumar me deixou numa tal felicidade que dei-me um crédito quase ilimitado no quesito saúde. Não gosto de verduras e legumes de maneira geral. Verde só como couve e brócolis, este último se for feito com alho, e muito bem feito. Sei das fraquezas da minha alimentação, mas acabo sempre diante da mesma encruzilhada: prolongar a vida à custa de restrições vale à pena? Não é mais proveitoso, ou pelo menos mais prazeroso, viver com mais prazer e liberdade? Até por que, existem tantas controvérsias alimentares (claro que me agarro a elas para manter minha pobre alimentação inalterada), o ovo é um grande exemplo; nas décadas de 80 e 90, o ovo era quase um sacrilégio. Eu que amava ovo, omelete e afins, acabei por reduzi-lo ao máximo. Hoje até me desacostumei a comer ovo, e ele foi reabilitado. Aí dizem que devemos beber uns dois litros de água por dia, mas já li que excesso de água sobrecarrega os rins. Uma taça de vinho por dia é uma maravilha; mas, se você tiver alguma fragilidade no fígado e desconhecê-la, pode 'ganhar' uma cirrose de presente após anos bebendo essa taça diária de vinho.
Portanto, agarro-me às essas coisas para manter-me preso ao meu cardápio de carboidratos, carnes magras e queijos, muitos queijos.E claro, alguns doces, principalmente chocolate. Afinal, a vida humana só começou a ter sentido após a invenção do chocolate. E do queijo. E da lasanha.E do filé de frango. E do arroz a piemontese.
Como tudo que faço de dezembro pra cá eu passo pelo crivo do TDAH, eu me pergunto isso também pode ser obra do TDAH? Se for, a ritalina não está ajudando em nada. Continuo fugindo léguas de distância dos exercícios físicos, das verduras e dos legumes.
Viva o chocolate! Viva a muçarela! Viva a lasanha e a pizza de 4 queijos! Viva a Coca Zero!
Morte ao rabanete, ao agrião, ao pepino e similares!
PS.: Acho horrível escrever Mussarela com cedilha, mas aprendi com o Professor Pasquale que é assim que se escreve. Tá vendo, até na grafia perseguem meus alimentos preferidos.
PS2: Já ia cometendo uma grave injustiça: o sorvete, gente. Eu estava esquecendo-me do sorvete, de chocolate então...