sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

VOCÊ TEM TDAH? ENTÃO VOCÊ JÁ PASSOU POR ISSO.



Um ano depois de iniciar o tratamento peguei-me em pleno processo de dispersão TDAH!
Acabei rindo de mim mesmo e do TDAH.
Comecei a manhã montando um celular que havia começado na véspera. Além desse já em processo de testes, outros três ficaram de ontem pra hoje por interferências externas. Obviamente decidi terminá-los.
Avaliei a urgência de cada um e decidi iniciar por um LG KF755 (vou citar os modelos só para diferenciá-los e dar uma noção de quantidade). Um serviço relativamente simples e rápido. Ao fim de uns 40 minutos o caso que parecia simples complicou; premido pela necessidade de cumprir prazos, encostei o KF755 e fui trocar o LCD de um Motorola W230, foi rápido e tranquilo. Passei para um novo LG, o KP 151; serviço fácil e rápido. Em uma hora, no máximo estaria pronto. O aparelho não respondeu às minhas intervenções e o defeito persistiu. Surgiu a necessidade de prestar garantia em um aparelho vendido pela loja, encostei o KP 151 e, coincidentemente peguei mais um LG, o GX200. Enquanto eu trabalhava nesse último aparelho, lembrei-me de que havia prometido a um cliente entregar seu aparelho às 15 horas. Faltavam pouco mais de vinte minutos. Encostei o GX200 e abri um Nokia X3 que me esperava a mais de 24 horas. Durante o conserto do Nokia, surgiu a necessidade de usar o microscópio e quando fui colocar o aparelho sob as lentes dei de cara com um LG KP500 para o qual eu deveria ter pedido uma peça em Belo Horizonte e esqueci-me.  Deixei o Nokia no microscópio e entrei na internet para fazer o pedido da peça. Nesse momento caí na real. Olhei ao meu redor e havia um mar de celulares abertos, cada um deixado de lado por um motivo diferente e eu estava fazendo um pedido no computador que eu deveria ter feito antes de ontem.  Comecei a rir e resolvi me organizar. Concluí o pedido e preparei uma relação de prioridades de acordo com a data de entrega combinada e retomei o trabalho de acordo com essas prioridades.
É claro que nem tudo é perfeito, essa relação que parece tão bem feita e cientificamente elaborada foi feita na minha cabeça e pode sofrer alterações de acordo com pressões externas, dispersões internas, ou algum esquecimento de última hora.
Ao contrário de ocasiões anteriores quando me torturaria esse momento de recaída, hoje encarei isso com bom humor e de maneira prática. O TDAH não acaba. Deixamos de ser dominados por ele para enquadrá-lo dentro de um  padrão que não nos prejudique.
Conformei-me com a ideia de que jamais serei 'normal'. Esse sou eu, uma espécie de polvo mental, fazendo diversas coisas ao mesmo tempo, mesmo deixando várias pela metade. Mais adiante vou concluí-las, basta que eu me policie e me organize.
Esse é o TDAH.  Domá-lo é o desafio.