terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

PARECE AMOR, MAS É TDAH!





Haja Ritalina!
Haja Venvanse!
Haja Concerta!
Quando a alma explode, os olhos brilham, a boca seca, o coração dispara...
Parece amor...
Mas é TDAH!
A tensão explode no peito...
O brilho febril dos olhos diante de nossos medos...
A boca seca que antecede o gesto destrutivo...
À beira do precipício, prestes a atirar anos de vida estável fora, o coração bate freneticamente na garganta...
Mas nenhum desses avisos já tão conhecidos, nos impedirá de concluirmos o derradeiro gesto, o passo definitivo que detonará tudo aquilo que, a custo de muito suor, construíramos.
Olhar para trás é como ver as imagens de uma guerra: terra arrasada, corpos despedaçados, vidas destruídas, sonhos em frangalhos...
Mas a natureza nos deu uma miopia na alma, que nos impede de perceber os detalhes desse dramático quadro do que fizemos de nossas vidas, e por isso, não sentimos remorsos.
Um pouco de culpa, um tanto de arrependimento; mas não remorso. Esse só sente quem enxerga com detalhes a destruição que causou.
Como o escorpião da lenda, que ferroa o sapo que o ajuda a atravessar o rio, distribuímos dor por onde passamos e a quem nos estendeu a mão...
Imagine ser escorpiano e TDAH; como eu. É muita intensidade pra ser domada.
Mais do que os medicamentos, o reconhecimento dos erros cometidos e a aceitação do TDAH nos dá a chance única de construirmos um futuro diferente pra nossas vidas e também, pra vida daqueles que amamos.
Sim, também amamos. De verdade!
Ao infinito e além!!!