segunda-feira, 2 de abril de 2012

EU SOU TDAH, E AGORA?

                                        Imagem retirada do blog 'tdahrecife.blogspot.com



Essa é uma pergunta recorrente no blog, várias pessoas  das mais diversas idades fazem essa pergunta com um certo ar de perplexidade, alguns com surpresa e vários deles com uma dose de tristeza.
Pois é, o que fazer agora?
Bem, por algum motivo você procurou um médico; algo o levou a buscar essa ajuda. Provavelmente o TDAH já lhe causou prejuízos na vida e em tal gravidade que te levaram ao médico.
Então vejamos, você estava no fundo do poço ou a caminho dele. Daqui pra frente é lucro!
Você tem uma doença mental! Isso é horrível!
É horrível, mas se você parar para pensar nada mudou em sua vida. Se você não sair alardeando seu TDAH, ninguém vai ficar sabendo, pelo contrário, com o tratamento seu comportamento vai sofrer uma mudança favorável e é isso que as pessoas vão perceber.
O TDAH é invisível, portanto, você não precisa propagar ser um portador, você não vai ganhar nada com isso.
Conheça seu inimigo profundamente! Leia e informe-se ao máximo sobre o TDAH, com isso você reconhecerá suas ações e poderá anulá-las.
E a ritalina? Não é a cocaína legalizada? Vou ter de tomar remédio de tarja preta o resto da vida?
De maneira geral, os efeitos colaterais da ritalina são muito menores do que os efeitos nocivos do TDAH. Esses sim são perniciosos e em alguns momentos de consequências nefastas e perenes.
Se é legalizada você poderá tomá-la sem medo. Mas não é nada disso! A ritalina é um medicamento como é o omeprazol, a aspirina, a dipirona, o viagra e muitos outros. Como todo medicamento tem lá seus efeitos colaterais, mas todo medicamento tem seus efeitos benéficos e a ritalina não é diferente. O TDAH é para o resto da vida, portanto, a ritalina também. E ainda assim será melhor do que conviver com o TDAH.
Pense no seguinte, você chegou à idade que chegou arrastando o peso de um inimigo que você desconhecia, sofrendo a discriminação de ser a 'ovelha negra', o 'fracassado', a 'eterna promessa', o 'preguiçoso'; o tratamento pode ser pior do que isso?
Existe um certo medo de deixar de ser o coitadinho, em como será a cobrança após o tratamento; será proporcional à sua melhora?
Ser coitadinho é uma droga, ter as rédeas da sua própria vida dá uma sensação indescritível de poder e controle que raras as vezes você deve ter experimentado em sua vida.
Mude sua vida! Você pode!
Mas tanta gente nega a existência do TDAH, inclusive médicos!
Existem dois tipos perniciosos de profissionais: os ignorantes e os mal intencionados. O primeiro deles fala sem o devido conhecimento do assunto e dissemina sua ignorância, podendo inclusive  levar pessoas que precisam de tratamento a abandoná-lo por sua influência. O segundo, bem o segundo tipo é aquele que usa sua posição contrária a Organização Mundial da Saúde para atrair os holofotes para si. Em geral são profissionais medíocres e inexpressivos que tentam a todo custo algum reconhecimento público, mesmo a custo da melhoria de vida daquelas pessoas que se deixam manipular pelo discurso sem qualquer embasamento científico.
 O diagnóstico é um choque, mas não é uma condenação, pelo contrário abre-se uma porta para uma vida melhor. Você deixa de ser um cretino preguiçoso para ser um portador de TDAH, uma pessoa que se tratada com critério pode levar uma vida produtiva e feliz, explorando suas enormes potencialidades e controlando suas deficiências.