terça-feira, 19 de junho de 2012

POR QUE DESTRUÍMOS NOSSAS VIDAS?





Estou aqui ouvindo Michael Jackson interpretando a música Smile, composta por Charles Chaplin. Lembro que quando gravou essa música, Michael Jackson falou que era a música que ele gostaria de ter feito.
Ouvindo sua belíssima interpretação fiquei pensando nas razões que o  levaram a trilhar esse caminho de loucura que culminou em sua morte. Ninguém nunca irá saber.
Mas, e nós portadores de TDAH?
Por que repetimos os mesmos erros?
Por que caminhamos na mesma trilha?
Por que destruímos nossas vidas?
Por que agredimos a quem amamos?
Por que não nos calamos?
Por que não pensamos, apenas mais uma vez, antes de agir?
Por que não terminamos aquilo por que ansiamos há tanto tempo?
Por que gastamos mais do que ganhamos?
Por que bebemos mais do que deveríamos?
Por que corremos além do limite?
Por que ceder àquele prazer imediato que sabemos pernicioso?
Por que não paramos à beira do precipício?
Por que nos sabotamos quando estamos atingindo o clímax?
Simplesmente por que somos portadores de TDAH?
Ou nos satisfazemos com os 'ganhos' indiretos que nossa luta nos proporciona?
Ou quem sabe não temos força suficiente para enfrentar o TDAH?
Por que, mesmo sabendo que estamos procrastinando e que essa procrastinação é obra do TDAH, procrastinamos mais uma vez?
Por que, mesmo tendo conhecimento de que nossas explosões de fúria proveem do TDAH, ainda mordemos a mão que nos alimenta?
Ainda não existe cura!
Nós somos a cura!
É uma tarefa de Sísifo - na mitologia grega, Sísifo fora penalizado a empurrar uma pedra enorme morro acima e ao estar quase no topo, a pedra rolava até a base e ele tinha de recomeçar sua tarefa - mas ao contrário do mito grego, não estamos condenados por um Deus, pelo contrário, Deus nos deu o supremo dom do conhecimento e conhecer o inimigo é o primeiro passo para derrotá-lo.
Vamos lá, cada um de nós tem sua própria pedra a empurrar montanha acima, mas, aos poucos, vamos conhecendo os atalhos dessa montanha e aqueles pontos onde podemos parar para descansar e recarregar as baterias.
O importante é termos consciência da hora de parar, é reconhecer a ação de nossos sabotadores e evitar que tenhamos o fim triste e solitário daquele que um dia foi o rei do pop, o maior vendedor de discos da história da música, um ídolo de multidões, mas que na hora de parar, deu o derradeiro passo em direção ao precipício.