sexta-feira, 15 de junho de 2012

TDAHs DE MÃOS DADAS




Acabei de ler um comentário que mexeu comigo; minha amiga Isa parabenizou-me pelo estágio em que me encontro em meu tratamento.
Respondi a ela que não existem estágios, estamos todos numa gigantesca caminhada e precisamos uns dos outros para continuarmos a seguir em frente. Às vezes um de nós avança um pouco mais e esse avanço deve servir de estímulo aos que se atrasaram e, se for necessário, estender a mão àquele que caiu ou desanimou no curso dessa longa trajetória. Mais adiante, quem estava na dianteira pode escorregar e cair e precisará de quem o ajude a reerguer-se e, novamente, sentir-se motivado e com força suficiente para retomar o avanço.
Esse blog é a essência do que digo, os comentários que recebo servem-me de inspiração e estímulo, não somente para escrever novos posts mas também como combustível nessa jornada infindável de combate ao TDAH.
Não se iludam, nesse um ano e meio de tratamento e de blog tive momentos de desânimo e decepção ao ponto de um dia anunciar o fim do blog. E por que o blog não acabou? Por causa do enorme apoio e força que recebi de várias pessoas que eu não conheço pessoalmente, mas que fazem parte da minha vida, e conhecem-me tão bem, pois partilhamos as mesmas dores, as mesmas derrotas e por que não, as mesmas vitórias.
O tratamento do TDAH não pode ser solitário, sozinho é muito mais difícil, precisamos uns dos outros, preciso ouvir a opinião de vocês, as estratégias de vocês, as lutas e as conquistas de cada um de meus leitores e amigos pois através de vocês eu me fortaleço e ganho ânimo para manter o blog e o tratamento.
Não sou e nem tenho a pretensão de ser mais ou melhor do que ninguém; sou apenas um portador de TDAH mais escandaloso e barulhento do que a maioria e que está tentando usar o TDAH para melhorar a minha vida e a de quem se dispuser a caminhar ao meu lado.
Ainda procrastino, ainda tenho memória falha, explosões de fúria, inconstância, mas não me entrego; luto dia e noite contra cada um desses sintomas. Se não consigo combater um deles especificamente, vou atrás de outra estratégia mais eficiente do que a que adotei até aqui.
Comentei com o Caco que minha primeira estratégia para parar de fumar foi reconhecer a minha incapacidade de largar o vício sozinho. A partir do dia em que cheguei a essa conclusão, comecei a procurar  algo, ou alguém, que me ajudasse com essa empreitada. Sei lá por quanto tempo procurei algo em que eu acreditasse, até que um dia, sem querer, encontrei um anúncio no jornal de uns médicos que faziam aplicações de raio laser para parar de fumar. Fui lá, fiz as tais aplicações e parei de fumar há treze anos.
Não posso abrir mão da ritalina e muito menos do apoio da Dra. Valéria e da Luciana, com esse suporte tenho certeza de que vou conviver melhor com o TDAH. Até que um dia possamos derrotá-lo definitivamente.
Obrigado pela inspiração e o apoio, Isa.

8 comentários:

  1. Olá, passando pra compartilhar esse texto muito esclarecedor de um especialista:

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-visao-de-um-neurologista-sobre-o-tdah

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  2. No momento estou hiperfocado nas minhas pesquisas sobre TDAH...

    Você já ouviu falar sobre o neurofeedback? Muito, muito interessante.

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    1. Olá, Me chamo Giórgia. O q vc´s sabem sobre o neurofeedback?

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  3. Conheci seu blog e o TDAH ontem, através de uma consulta com o Dr. Rodrigo de Santa Bárbara D'Oeste. Finalmente sei o que tenho e isso me alivia muito. Dá para acreditar agora que não sou uma caixa de defeitos, mas um ser humano que, como todos os outros, tem problemas...

    Não pare de escrever. Ri e chorei muito com as primeiras leituras de seu blog e olha que foi o médico que me indicou a leitura, tá com moral...

    Abraços, boa sorte e MUITO OBRIGADO...


    JM

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  4. Giórgia - gkccosta@hotmail.com4 de setembro de 2013 00:55

    No início deste ano fui diagnosticada pelo meu psiquiatra como TDAH, tomei a Ritalina (mas só antes de ter aula). Meu tratamento mesmo era para Bipolaridade. Hj estou grávida de 5 meses e por igual tempo sem medicação nenhuma (tomava Pristiq + Lamitor + Ritalina, os dois primeiros medicamentos eu tomava há 3 anos)
    Faz uns três meses eu acho, que tenho lido muito a respeito do TDAH, em função da minha filha de 7 anos, que tudo indica ter. Hj em especial estou inconformada, angustiada, por acontecimentos que vêm ocorrendo na vida da minha pequena. O pior é que lendo seus posts, artigos, enfim, tenho me identificado muito e isso mais me assusta pois eu bem sei como foi a minha vida até hj (tenho 35 anos)... me corta o coração imaginar td o q ela sente e por td que ela possa vir sentir/passar.
    Desculpe o desabafo e Obrigada. Segue meu email, caso vc queira conversar.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Obrigado por compartilhar conosco sua experiência.
      Como são as pessoas, não gostei do efeito do Venvanse, fiquei apático, desinteressado, muito estranho.
      Abraços
      Alexandre

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