segunda-feira, 18 de junho de 2012

UM TURBILHÃO CHAMADO TDAH







Da mais negra e úmida tristeza à claridade ofuscante da mais genuína alegria por uma palavra.
Momentos do mais puro cinza dominados pelo torpor da indiferença podem ser invadidos pelo vermelho da pura raiva, uma profunda vontade de tomar a radical decisão suprema.
Torrentes de pensamentos provocam uma sucessão indistinguível de sentimentos, um redemoinho interior que pode ser sentido fisicamente nos batimentos do coração ou na alteração da respiração.
O radar ligado capta sons e diálogos ao redor captando também todo o potencial explosivo que entrecortadas conversas alheias podem causar. E lá vamos nós na montanha russa emocional de novo.
Uma notícia esperada como alento pode ser capaz de chocar e decepcionar pelo excesso de alento.
Um diálogo que era pra ser amistoso, quase vira um confronto por muito pouco.
Um boa música é capaz de um transporte quase interplanetário.
Um filme, uma frase, um toque, pequenas vitórias ou fracassos corriqueiros no dia a dia são amplificados de maneira irracional numa caixa de ressonância emocional chamada TDAH.
Nada é pequeno, nada é superficial. Sentimentos simples transbordam num tsunami de emoções levando de roldão todas as estratégias de sobrevivência elaboradas ao longo desses anos de convivência com o transtorno.
Uma força descomunal  é necessária para retornar ao eixo. E são necessários vários desses esforços diariamente para que as derrapadas emocionais não se transformem numa queda definitiva no precipício dos sentimentos radicais e sombrios.
Agora são 22:40, ao terminar esse texto irei dormir e terei vencido mais um dia desse turbilhão chamado TDAH.