domingo, 14 de julho de 2013

O TDAH DESEMPREGADO.






O desemprego é difícil para qualquer pessoa, e quando perdura, é muito pior. A falta de trabalho e a consequente incapacidade para manter-se e à família, reduz a auto estima e potencializa todos os defeitos da pessoa.
Gonzaguinha tem uma música que fala sobre isso e num determinado trecho diz assim: sem o seu trabalho um homem não tem honra...
Imagine se essa pessoa for TDAH!
Por influência da doença, já temos uma baixa auto estima, desempregados então...
Vamos imaginar o quadro descrito pela leitora Simone: o marido desempregado, sustentado pela mulher e fica em casa o dia inteiro nos joguinhos de computador.
Que comportamento ridículo, o camarada desempregado e fica perdendo tempo em joguinhos?
Pois é amigo, pense bem, sem emprego, sem dinheiro, e com auto estima lá em baixo. Procurar emprego pra quê, ninguém vai contratá-lo mesmo. E a vergonha de sair de casa e ter de explicar a quem encontrar que está desempregado; de novo. E a falta de noção de tempo, que faz com que as horas escoem diante da tela do computador e ele nem perceba. E a infantilidade típica da doença que faz com que ele espere uma grande oportunidade caindo em seu colo.
E a esposa chega em casa morta de trabalhar e se depara com a casa bagunçada, nenhum currículo distribuído e o marido no computador jogando sem parar. Dá uma raiva!
E o marido fica agressivo, grita, discute.
Essa é a maneira que ele encontrou de se defender do indefensável: agredindo.
Acuado, sabendo-se sem razão mas não querendo admitir a derrota, parte para o ataque.
O ataque trás em seu bojo todo o desespero pela doença, trás a negação do diagnóstico, trás a recusa ao tratamento; mas trás também uma inconsciente vontade de que tudo piore; uma estranha vontade, inexprimível, de experimentar o fundo do poço. Um amargo e doce flerte com a tragédia total; desemprego, separação, e a pena de todos os que o cercam.
Não sei se algum de vocês já sentiram o estranhíssimo fascínio de saltar de lugares altos, muito altos; eu sinto isso. Sei que jamais concretizarei, mas uma vontadezinha de experimentar o salto final, lá isso dá.
O comportamento do marido é típico do TDAH! Ele foi diagnosticado e, por falta de sorte, tratado erradamente, mas ao mesmo tempo ele ligou o foda-se. E isso serve pra tudo em sua vida. Nós portadores sabemos do que estou falando.
Sabe, Simone, enfrentar essa barra requer uma força que eu não teria; e nem sei se queria ter.
O normal ao sermos diagnosticados é um profundo mergulho no universo TDAH para aprendermos a lidar com a doença, para criarmos estratégias para driblá-la.
A inércia e o desinteresse são frutos da auto sabotagem, assim como a negação, mas cabe somente a ele se erguer e enfrentar a doença; e não esperar que façam por ele.




79 comentários:

  1. Alexandre Schubert14 de julho de 2013 01:09

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    1. cara, a tia da tua creche ainda não descobriu que tu usa o computador dela escondido?
      vai a puta que te pariu, bicho imbecil!
      ninguém liga pra tua existência e tu fica procurando alguma maneira pra te notarem, eu sei que estou fazendo exatamente o que tu quer, te dando atenção, mas é pra ver se esse grão de pipoca que tu tem na cabeça e chama de cérebro estoura e fica um pouco maior e tu tome consciência dos teus atos e de que isso que tu posta, pra uma pessoa de cabeça fraca pode ser a ruína, seu imbecil sem cérebro!

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    2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Felipe, o dia que a tia da creche descobrir vai dar umas palmadas nele.
      Adorei!
      Abraços
      Alexandre

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    3. haha xD assim esperamos =D
      grande abraço!

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  2. Caro Alexandre, estou numa gelada, literalmente, pois a temperatura lá fora está a -15 graus.

    Todavia, interrompi a minha viagem para lhe dizer que você foi fantástico na forma como abordou o tema. Fantástico é pouco, você foi iluminado.

    Desde que eu li o comentário da Simone eu fiquei muito triste, pensando o tempo todo na situação dela, e preocupado com a forma de como poderíamos ajudá-la. Por incrível que pareça eu passei o jantar pensando no que escrever para ela e, quando consegui conectar o computador, vi que você tinha colocado este novo "post" que descreve fielmente nossa doença e o desemprego.

    Para a Simone, eu quero dizer que, em dado momento, quando ainda não sabia do meu TDAH, eu cheguei ao mais baixo nível que uma pessoa pode chegar. Neste momento, levei um terrível sofrimento a minha família e a minha esposa, que não entendiam (nem eu) porque cheguei àquele ponto.

    Para sair do fundo do posso, todavia, jamais conseguiria sair sozinho, como seu marido não conseguira. Para sair do fundo do poço contei com o amor incondicional que somente os pais possuem e, com igual força, do amor de minha esposa.

    DE fato, sem o amor de minha esposa, sem a organização dela, sem a determinação dela, e, acima de tudo, sem a tremenda força de vontade dela de, mesmo não entendendo nada do meu comportamento, manter nosso relacionamento, eu jamais teria saído daquela situação e me tornado o profissional vitoriosos que sou hoje, inclusive financeiramente.

    Discordo do Alexandre e, principalmente, da Maria Bonita (esta, que decepção de conselho, KKKKKKKK). Seu marido não terá força sozinho.

    SE você tiver o amor suficiente (meio piegas, mas acredito nisto realmente); se tiver a força de vontade suficiente; se tiver a determinação suficiente; encontrará uma forma de fazer o cara começar o tratamento.

    Um primeiro e grande passo, muito grande, você está fazendo, que entender o TDAH. O segundo, penso eu, é saber se você realmente o ama (profundamente), e quer realmente ficar com ele. O terceiro, ...., bem, não sei. Lute,

    Estou escrevendo super apressado, pois não deveria/poderia está aqui, mas achei importante.

    Se você quiser, depois, com mais calma, posso te falar dos meus 33 anos de relacionamento com minha esposa (9 de namoro e 24 de casado). Altos, baixos, muito altos, muitos baixos; Altos, baixos, muito altos, muitos baixos,Altos, baixos, muito altos, muitos baixos,Altos, baixos, muito altos, muitos baixos,Altos, baixos, muito altos, muitos baixos,

    Hoje estamos fantásticamente bem.

    Muito apressado. Tenho que ir, Nâo, Nâo,Nâo,Nâo,Nâo,Nâo,Nâo,Nâo,Nâo,Nâo, desista.

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    1. Alexandre Schubert14 de julho de 2013 03:02

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    2. Você é um cara de sorte por ter sua esposa. Acho que até para pessoas "normais" é difícil encontrar alguém tão paciente assim e que realmente quer ajudar as pessoas. Muitas mulheres só quer um homem que já está no topo, e se ele cair e demorar para se levantar e começar a subir a "torre" novamente, elas preferem terminar o relacionamento. A maioria das mulheres não querem ser a pessoa que tira o homem do "buraco".

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    3. Caro Walter, fico lisonjeado por saber que interrompeu suas férias para dar uma olhada no blog; fantástico.
      Sabe o que eu acho, após o diagnóstico a inércia é indesculpável; tenho certeza de que caso ele pedisse socorro à Simone ela o ajudaria. Ele está em plena crise de TDAH e ainda a agride. Concordo que sozinho ele não sai, mas a vontade de sair só depende dele.
      Abração e bom passeio!
      Alexandre

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    4. Boa noite, Marcel!
      Concordo com você, nosso amigo Walter casou-se com uma santa. kkkkk
      Abração
      Alexandre

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    5. Perfeito. Vontade de sair...
      Dar a mão é uma ação. Agarrar é outra.

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    6. Nossa... Alexandre, entrei agora pra ver se havia algum comentário dos outros comentários e me deparei com esse post. Fiquei emocionada lendo ele e lendo o comentário do Walter. Estou aqui, cheio de lágrimas nos olhos e um aperto no coração, porém aliviada que tenho com quem conversar sobre isso, pois está sendo muito solitário pra eu enfrentar essa barra sozinha. Não existe ninguém que me ame e me conheça e saiba tudo que passei ao lado do Li que não me diga: Si, eu sei que ama ele, mas já deu. Você já fez de tudo, chega, vai ser feliz, vc não pode salvá-lo, não afunde sua vida de novo, não vá ao fundo do poço de novo. E, tem aqueles que vão ao extremo mesmo e dizem: Pára de ser otária, ele é um aproveitador, irresponsável, vagabundo, sem vergonha. Tá se aproveitando de vc, sabe q vc ta ali pra salvá-lo de tudo, pra dar todo o respaldo, etc.
      Gente, é muito solitário. Eu conheço o Li profundamente pra saber o quanto maravilhoso ele é. Aliás, ele é a pessoa mais linda que conheci na vida. É de uma bondade, de uma índole, de um caráter, sem igual. Como é difícil eu explicar para as pessoas que todos esses defeitos provém do TDAH: irresponsável, egoísta, esquecido, desorganizado. Como explicar para as pessoas que o fato de eu ter que administrar todas as contas, tarefas, lembrá-lo dos horários, do que precisa fazer, de como fazer, dos remédios que precisa tomar, do que precisa levar, para onde deve ir, de como deve falar, entre outras coisas que acabam me tornando “mãe” dele, é devido ao TDAH. Não, ninguém compreende e eu entendo.
      Continua... (Simone)

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    7. Eu só tenho a certeza de que não é nada do que todas as pessoas dizem, pq o conheço profundamente. Tenho 35 anos e já tive outros relacionamentos, já fui casada e me separei, já conheci pessoas de má índole, mau caráter, malandrinho, sacana e eu sei que o Li não é nada disso. Ele arruma emprego sim, ele trabalha, mas sai logo, ou porque é mandado embora ou porque pede a conta. Não há chefe que suporte um funcionário que é devagar, que tem o seu tempo para fazer as coisas, que esquece de fazer as coisas ou esquece a explicação de como era pra fazer as coisas. Então esse chefe faz o que todos os chefes fazem: chama a atenção. Então o Li, com seu histórico de insegurança, de auto-estima baixa, de se sentir um fracassado, de se sentir um bosta, e ter ainda alguém que está ali, chamando a atenção dele, “humilhando” ele, acaba não suportando a situação: pede a conta... ou ainda o chefe não suporta o funcionário e o dispensa, e mais uma vez, ele fica desempregado. Enquanto está empregado entrega todo o dinheiro para eu administrar, pagar as contas, etc, e quando está desempregado eu tenho que bancar (3, 4, 5 meses de desemprego) e esse episódio se repete por todos esses anos. Durante esses 10 anos acredito que ele só tenha tido um emprego que durou quase 1 ano, os demais foram 5 meses, 8 meses no máximo. O que sempre frustrou o Li foi um sonho que tem. Ele é editor de vídeo, ele manja de edição, produção, animação de vídeo. Ele faz trabalhos maravilhosos e extremamente profissionais com relação a isso, mas não conseguiu se manter nas empresas desse ramo devido ao TDAH. E, em casa, ele fica fazendo 1 milhão de exemplos para vender. Idéias e trabalhos maravilhosos. Projetos incríveis que eu vi, por várias vezes, se tornarem realidade por outras pessoas desconhecidas. Mas ele não consegue sair dali, do computador. Tudo fica resumido a mente dele e ao trabalho no computador, porém na hora de executar, de ir atrás, de vender, ele trava, não consegue fazer rolar, então ele se frustra, desiste, e começa outro projeto. Então, eu sei que quando ele está ali, criando na frente do computador, ele acredita realmente que está trabalhando num projeto grandioso que trará um retorno incrível de sucesso, de grana, etc., mas eu, durante todos esses 10 anos que vi ele fazendo a mesma coisa ali e nunca saindo dali, nunca executando a idéia, sei que vai continuar assim, não me empolgo, já sei no que não vai dar.
      Não tenho certeza, mas acredito muito que com o medicamento e tratamento ele conseguiria seguir em frente, parar de ficar só fazendo e aperfeiçoando projetos e executar de fato.
      Pessoal, é tanta coisa que eu gostaria de dizer, de compartilhar, de perguntar, de desabafar, mas vou parar por aqui, já está gigante este texto.
      Agradeço muitooooooooooooooooo mesmo pela paciência, pela atenção, pelos comentários e gostaria de dizer a vocês que está me ajudando muito ler o que comentam, postam e aplicar no meu dia-a-dia ou mesmo pelo esclarecimento.
      Gostaria de dizer que ainda não desisti. Amo muito o Li, quero de fato passar o resto da minha vida ao lado dele, quero vê-lo vencer, quero estar ou não ao lado dele quando ele vencer. Só precisamos agora de um médico de verdade que se interesse em tratá-lo e receitar a medicação específica para amenizar/melhorar os sintomas.

      Um abraço bem apertado em vocês.
      Simone

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    8. Simone, o Alexandre escreveu um post especificando as quatro condiçöes para que um relacionamento amoroso desse certo com um TDAH.

      Um deles era o de que a pesoa que quisesse conviver com um TDAH, além de organizada, teria que gostar de organizaçäo.

      Concordo, e, neste tema, vou um pouco mais longe, sempre dando exemplos pessoais para ilustrar. Minha esposa é organizada? sim. Ela gosta de organizar as coisas? muiiiiiiinnnnnto. Ela organiza as coisas delas, as minhas, de meus dois filhos, todos homens, um deles com TDAH, organiza as coisas da mäe, e, céu para ela, já teve a oportunidade de ter um trabalho que organizava a vida de mais de 1.200 funcioários.

      Eu viajo muito a trabalho, claro que poderia arrumar minha mala. Faria uma bagunça, claro, mas arrumaria. Todavia, sindo que se eu näo deixar ela fazer isto, ela ficaria triste, entäo, óvio, que me aproveito e deixo ela arrumar.

      Veja Simone, o importante desta história é que, se minha esposa näo gostasse de fazer isto, ela se sentiria uma "empregada", uma "escrava", e isto iria envenenar nosso relacionamento.

      Entäo Simone, você näo é obrigada a conviver com seu TDAH, mas, se quiser, e eu espera que queira,; Se você amar seu TDAH, muito, e eu espero que ame; você tem que, REALMENTE, gostar de ser organizada; você tem que, REALMENTE, gostar de ser uma ETERNA MÄE. Enfim, pode ser fácil ou näo, depende de você.

      Para finalizar, sabe porque eu progredi profissionalmente? porque sou profissional liberal. O cliente me "abusa"?, "me enche"?, mando passear e logo vem outro e substitui o lugar dele.

      Toda hora eu digo: se eu fosse empregado de mim mesmo, já teria me demitido um milhäo de vezes.

      Abraços a todos.

      ATENÇÄO SEUS BANANAS. PAREM DE ELOGIAR MINHA "LINEUZINHA". VAI QUE ELA RESOLVE LER ESTE BLOG E AÍ VAI FICAR PEGANDO NO MEU PÉ, PELA "BELEZA" DE MULHER QUE ELA É.

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    9. Simone,

      Depois eu te conto algumas "artes" que minha "Lineuzinha" usa para me obrigar a fazer as coisas que näo quero.

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    10. Oi, Walter!
      Não sei onde acho esse post sobre o relacionamento, gostaria de ver. Gosto de organização sim, porém sou organizada na medida do possível, pois trabalho fora, chego cansada em casa, tenho minhas obrigações com o lar, mas não sou sistemática. Eu organizo a casa toda, mas peço ajuda dele para lavar uma louça, para ajudar quando estou fazendo comida. Ele realmente não conseguiria organizar.

      Realmente não sou obrigada a conviver com ele, mas amo muito, mas do que qualquer pessoa que tenha amado na vida e sou movida por essa vontade enorme de que dê certo, de que consigamos vencer tudo isso e seguir em frente.

      Quanto ao profissional, acredito realmente que ele se daria melhor como autônomo. Fazer o seu horário, no seu tempo, em casa, sem ninguém supervisionando, além da cobrança do cliente, claro. A única coisa que me preocupa nesse sentido é que ele não tem "responsabilidade" com prazos. Vai adiando, adiando, quando vê, já venceu o prazo, não entregou o trabalho, só começou e falta muito o que fazer. Acaba se queimando. Todos os freelas que ele pegou, acabou se queimando com prazo. As pessoas perdem a confiança nele.

      Eu adoraria sim que me desse dicas que facilitou o relacionamento de vocês. Se ele não consegue "melhorar", talvez eu possa fazer algo que melhore tudo.

      Obrigada, um abraço.

      Simone

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    11. Olá Simone,

      - sem medicacão e teclado desconfigurado -

      Sobre os posts que o Alexandre escreveu, veja no post do dia 19 de junho, O TDAH VIAJANDÃO ....

      Não no post do Alexandre propriamente dito, veja nos comentãrios.

      Leia até o final, voce nao é TDAH.

      Se não ajudar, vai pelo menos lhe divertir.

      No mais, sem medicacão, minha cebeca estã, como diria um post lá atrás, parecendo ventilador de parede, com os pensamentos pra lá e pra cá.

      Vou pro quarto me divertir com eles, resolver os problemas do mundo, inclusive o seu com seu marido, ficar milionário, ser campeao de fórmula 1, melhor jogador do mundo, conversar com os amigos, .....

      Isto claro, até a Lineuzinha chegar E ... BUMM, BANG, POW, no meu juízo.

      E mais nada consigo escrever ... tchau

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  3. Olá Alexandre;

    Eu vi o comentário da Simone. Eu iria comentar algo como " desista desse cara, dá um ultimato, coloca ele contra a parede..."
    Mas eu tive o mesmo comportamento há uns anos atras.Então nem escrevi nada. Era o rasgado falando do remendado !
    Mas nesta época, eu nem sabia o que era tdah.
    Eu tinha terminado o 2º grau, não tinha passado no vestibular, então tinha que trabalhar. Não só tinha como PRECISAVA.
    Naquela época não se enviava curriculo pela internet. Você tinha que ir pessoalmente entregar os ditos curriculos.

    Eu sofri muito, porque eu nem sabia como pedir um emprego. Eu tinha medo de ouvir não, tinha medo de perguntarem algo que eu não sabia...
    Eu já estava cansada de sair todo o dia e não conseguir nada. Minha auto estima era baixa. As pessoas da minha família só falando que eu não me mexia , que eu era preguiçosa.
    E quando eu conseguia uma entrevista, eu botava tudo a perder, porque eu ficava tão nervosa, que acaba falando bobagem.

    Nos meus períodos de desemprego, eu também pensava assim, procurar pra que se ninguém vai me contratar?
    Eu sempre ficava adiando, sempre arranjando uma desculpa, até pra mim mesma.

    Mas Alexandre, assim como tu falou no ultimo parágrafo, depois que descobri essa doença em mim, passei a pesquisar tudo sobre tdah, e entender melhor as atitudes que tinha no passado.
    Hoje, já sou uma pessoa mais segura, até porque já sou mais velha, mas ainda sinto um medo de enfrentar o novo.
    Por exemplo, gosto do meu atual emprego, as vezes penso em procurar algo diferente, para evoluir profissionalmente, mas eu tenho medo de sair de onde estou quieta. Tenho medo de me aventurar e dar errado.

    Sil

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    1. Alexandre Schubert14 de julho de 2013 03:03

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    2. Meu caso é diferente. Até consigo consigo empregos (ruins) com facilidade, a entrevista pra mim é até fácil, só não gosto de dinâmica, mas eu não consigo ficar muito tempo em um emprego.

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    3. Oi Sil, eu sempre tive muita dificuldade em procurar emprego; entrevistas, dinâmicas essa coisas tiro de letra; mas o procurar...
      Tenho vergonha de pedir emprego, esse negócio de currículo pela internet é uma maravilha.
      Sil, vc está em tratamento?
      Tratando-se a gente fica mais confiante.
      Não te aconselho a sair do emprego, mas se preparar para conseguir algo melhor.
      Abraços
      Alexandre

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    4. Marcel, você é do tipo que começa muito bem e após uns três meses vai se desinteressando... até acabar de vez?
      Eu também fui assim, mas já melhorei bastante.
      Abraços
      Alexandre

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    5. Eu estou desempregada também. Tive um único emprego fixo, onde fiquei por muito tempo, mais por paciência do meu patrão do que por mérito meu. Tinha os problemas típicos, muitos erros por desatenção, esquecimentos, atrasos, não absorvia o que me ensinavam, não tinha ousadia nenhuma e não era nem um pouco atenta aos meus colegas. Saí porque a empresa estava com problemas financeiros, e demorei muito para sair, deveria ter saído bem antes. Mas antes tarde do que nunca. Hoje faço trabalhos freelancer relacionados a design gráfico - área que mais gosto - e tenho planos de prestar concurso.
      Fe

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    6. Oi Alexandre, sim eu faço tratamento há uns 6 ou 7 anos mais ou menos. Meus períodos de desemprego foram difíceis. Eu ficava envergonhada durante as entrevistas, chegava a gaguejar. E se fosse entrevista dinâmica, dessas com várias pessoas ao mesmo tempo, eu nem ia, porque sabia que seria em vão.

      Hoje sou funcionária concursada dos Correios. As pessoas me perguntam: - Por que você não tenta outra coisa, os correios pagam tão pouco!
      Mas só saio daqui, se for para outro emprego concursado.
      Eu nunca mais quero passar por aquela situação de antigamente, de sair com uma pasta cheia de curriculuns, andar pela cidade toda, e voltar no final da tarde pra casa, sem ter conseguido nada. Olha, só de lembrar daquela época, me dá um baixo astral....

      Sil

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    7. Boa tarde Alexandre.
      Eu sou desse tipo mesmo, eu começo bem, sendo elogiado, depois de um tempo fico desinteressado e paro de vezes. Às vezes eu até volto depois de uns meses ou até anos, mas aí a vontade já não é a mesma, pois fico pensando no tempo perdido, fico pensando no quão habilidoso eu estaria se não tivesse abandonado tal atividade.
      Se bem que agora resolvi estudar bastante para prestar concursos públicos e já comecei mal, estou no segundo dia de estudo e bem estressado já com o número de pensamentos inúteis que vem a minha mente. Estudar é desestimulante.

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    8. Bem, na verdade creio que emprego público é o ideal para o TDAH. Nosso tempo é diferente, não somos muito bons sob pressão, nem somos muito competitivos. Isso nos faz errar mais do que os outros quando expostos à competição da empresa privada.
      Espero que vocês três sejam aprovados em seus concursos ( no seu caso, Sil, é opcional né). Esse era o meu sonho, mas creio que já passei da idade e tenho outras barreiras que prefiro não comentar aqui.
      Abraços a todos
      Alexandre

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    9. É verdade, eu nunca tive este espirito competitivo, que as pessoas dizem ser importante hoje.
      Eu sempre tentei fazer bem as minhas obrigações, mas nunca tive aquele pensamento "quero ser a melhor".

      Sil

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    10. Não sei se é "falta de espírito competitivo", acho que é mais medo de errar por falta de atenção. Tarefas que exigem atenção, memória e iniciativa, que outras pessoas dão conta facilmente, sem martírio nenhum, quem tem dificuldade de atenção precisa fazer um esforço sobre-humano para não errar. Por isso, quem tem dificuldade de atenção demora MUITO mais ( pelo menos eu sou assim ) para fazer tarefas do que a maioria das pessoas.
      Fe

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    11. Oi Fe, também concordo com o que vc disse, muitas vezes deixei de fazer ou tentar algo, por medo de errar.
      Quando eu fazia faculdade, sempre tive vontade de participar dos grupos de pesquisa, de iniciação cientifica, fazer artigos e tal...Eu via meus colegas fazendo viagens, indo apresentar trabalhos em outras universidades, outros estados, e eu tinha muita vontade de fazer parte daquilo.
      Mas eu tinha uma certeza quase absoluta, que se pegasse aquele compromisso eu não iria dar conta, e que acabaria sendo dispensada...
      Mas realmente, no meu caso, eu nunca tive espirito competitivo. Eu nunca quis ser melhor que os outros.

      Sil

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    12. Para quem está na procura de emprego como eu, sugiro essa página de concursos. A grande maioria deles está aqui.
      http://g1.globo.com/concursos-e-emprego/noticia/2010/04/confira-lista-de-concursos-e-oportunidades.html
      E no facebook, entrar em grupos de vagas de emprego da sua cidade ou região. O site vagas.com também é bom.
      Fe

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  4. Poxa vida, eu iria escrever sobre o caso da Simone, acabei falando de mim e desviando totalmente do assunto. Acabei de ler o comentário do Walter Nascimento, e também tenho algo a dizer para a Simone.

    Primeiro, se você gosta dele de verdade como parece, incentive ele a fazer um tratamento, veja se não há algum lugar gratuito.
    Converse com ele sem critica-lo, sem pressiona-lo, eu sei que é dificil, mas faça uma tentativa.

    Faça ele pesquisar mais sobre esse transtorno, manda ele ler este blog. Quem sabe ele não se anima?

    Simone, esse transtorno de tdah é algo triste não vou mentir, mas tem tratamento. Também não é algo que nos incapacita. O maior interessado é ele. Faça sua parte (sei que já está fazendo e muito) e converse com seu marido.

    Boa sorte
    Sil

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    1. Alexandre Schubert14 de julho de 2013 03:04

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    2. Oi, Sil!

      Sim, já conversei com ele. Tivemos uma conversa séria. Eu disse a ele que não querer se tratar, é um direito dele. Se ele acha que a vida dele está boa assim, se ele acha que tudo que passou na vida até agora, tudo que ele odeia lembrar, que frustra, todo o fracasso, todo o histórico triste, que se ele não quer tratar, tudo bem, é um direito dele. Agora, querer que eu fique ao lado dele, suportando todos esses sintomas e sem nenhuma esperança de que vá melhorar, por ele não querer o tratamento, já é egoísmo demais. Que se ele realmente não quer se tratar, que me "liberte" e me deixe ser feliz seguindo com minha vida. Após essa conversa ele decidiu: Quero tirar isso de mim, Si. Não quero mais isso pras nossas vidas. Vou me tratar.
      Desde então, conseguiu um emprego e estamos atrás de um médico que queira tratar e receitar o medicamento. Houve uma pequena melhora. Ainda não desisti... Estamos caminhando.
      Obrigada pela mensagem.
      Um abraço.

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  5. Alexandre Schubert14 de julho de 2013 03:03

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  6. Alexandre, procure a policia.
    Deve ser uma pessoa triste, feia, solitária e virgem kkkkkkkkkk

    Sil

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    1. Alexandre Schubert14 de julho de 2013 05:27

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    2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Quem vai transar com uma criatura chata e obsessiva como essa?
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      Abração

      Alexandre

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  7. Também já passei por momentos de desemprego. O pior não era a falta de dinheiro, ou contas vencendo, porque nesta época eu ainda morava com os pais.
    O pior mesmo era um sentimento de inferioridade, baixa auto estima, parece que todo mundo se arranjava, menos eu.
    E quanto mais eu me desanimava, mais eu tinha vontade de só ficar trancada em casa.

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    1. Esse sentimento é o pior, né?
      Eu também sinto muito isso.
      E um outro sentimento comum é aquele: de novo desempregado, por quê meu Deus?
      Obrigado e um abraço
      Alexandre

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  8. Parabéns pelo post, Alexadre. Você como sempre consegue expressar em palavras o que nós sentimos, e da forma mais verossímil possível!

    Hoje estou desempregado, e tal situação já perdura por meses. Fico pulando de bico em bico, mas confesso que por uma maldita força saio pouco da inércia.
    Exatamente como disseste... Me distraio o dia inteiro e no fim do dia me martirizo, me julgo e me traio com a raiva que sinto de mim mesmo.
    Dia após dia a mesma ladainha, salvo alguns que consigo um trampolim não sei de onde, eu avanço um pouco. Mas até agora nada. E contas e dívidas e despesas se acumulando...

    Sou TDAH diagnosticado, mas do tipo desatento, portanto só não tenho essa impulsividade e as vezes acho que seria melhor se tivesse, pq no fim, além de todos os problemas, ainda me sinto um covarde lerdo e fraco que nunca toma a frente, ou nunca consegue mostrar que é mais que só um lesado que se mantém sempre aquém de tudo.

    Enfim, muito obrigado pelo post que me identifiquei tanto, e desculpe pelo megadesabafo. :)

    Grande abraço!

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    1. Desabafe à vontade, esse é o lugar ideal!
      Sabe qual a diferença entre nós?
      Você se sente covarde e lerdo por não agir; eu me sinto irresponsável e inconsequente por agir sem pensar.
      Como dizia um amigo: de qualquer jeito o amor é triste! O TDAH também.
      Você se trata?
      Procure ajuda!
      Abraços
      Alexandre

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    2. Isso é... Imagino que também seja muito difícil e complicado pro seu tipo.

      Estou me tratando. Comecei com Ritalina há 4 meses, mas a medicação se manteve sem efeito em mim, independente das dosagens que o psiquiatra tentou.
      A partir dessa terça-feira vou começar a fazer uso do Venvanse e espero que dessa vez eu consiga sentir alguma melhora. O grande problema é que vou ter que dar um jeito de arcar com 250,00 mesmo desempregado... :p
      É bem o tipo de mato sem cachorro.

      Um abraço!

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    3. É muita grana por um único medicamento!
      Ainda não faço uso do Venvanse por causa do preço. Mês que vem vou ver se dá pra comprar.
      Boa sorte e nos informe sobre suas reações ao Venvanse, será de muita valia.
      Abraços
      Alexandre

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  9. Desviando do assunto.
    Vocês já repararam que a maioria dos comentários são de mulheres?

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    1. Marcel, é muito maior o número de mulheres.
      Parece que elas se interessam mais por questões de saúde, por melhorar...
      Nós homens somos uns idiotas, não sei se por machismo, não nos tratamos e vamos empurrando a saúde com a barriga até morrer de repente.
      Abração
      Alexandre

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  10. MOÇADA, É SÓ IGNORAR O CARA...

    DEIXA ELE FAZER O QUE ELE QUISER, SE FICAR RESPONDENDO O MANÉ AI É PIOR, DEIXA O FILHINHO ZOAR UM POUQUINHO.

    LOGO ELE CANSA...

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  11. Já desisti de ter vergonha...Embora no fundo ainda tenha. Evito festas familiares, pois via de regra os assuntos são os progressos na vida material e profissional...Mas como vou culpá-los?!?! Por isso, evito...só os mais próximos sabem da real situação...Acabo me tornando um pária na família, sociedade, etc...O paradoxo é que apesar da falta de autoconfiança e da efetiva trava do TDAH que impede o avanço, acredito nas minhas capacidades no meu modo de ver o mundo, mas do que adiantam idéias se elas não se concretizam pela falta do LADO EXECUTIVO do córtex pré-frontal em HIPOFUNÇÃO?! Mas de que adiantam lágrimas também?!? O fato é que o tempo do TDAH é outro...um universo paralelo. Os rituais de passagens são tardios...Se hoje a idade é um parâmetro de em[pregabilidade, então não contem com o TDAH....só resta a ele trilhar e criar seu caminho...sua própria empresa, pensamentos, tempo...desde que o POTENCIAL, em algum momento possa se manifestar....

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    1. Sim , sim, amigo. O problema é que a sociedade não está nem aí pra gente. Eu também me puno muito, imagina que eu deixei falir uma empresa que eu e minha esposa criamos e que chegou a ter 30 funcionários e faturar quase meio milhão de reais por mês.
      Hoje sou empregado e encontro quase todos os dias com ex clientes e tenho de enfrentá-los e tentar explicar como quebrei uma empresa que parecia um sucesso.
      Mas é a vida e decidi enfrentá-la. Mas, na verdade, acho que o TDAH me deu uma cara de pau, ou uma falta de noção da realidade e estou superando esse sentimento até com certa facilidade.
      Abraços
      Alexandre

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  12. Olá pessoal, primeiro gostaria de compartilhar o alívio de encontra-los. Meu quadro além do TDA inclui uso de drogas pesadas por um certo período de minha vida mas graças a uma internação e muita ajuda estou sóbrio ha 5 anos. A pouco tempo fui diagnosticado com o TDA e que certamente se agravou devido a dependência química! Vcs devem imaginar o resultado dessa combinação né? Hoje dedico somente a Deus minhas conquistas e luta diaria contra eu mesmo e todas as sequelas oriundas de minhas doenças! Como é difícil amigos, viver disperso, sem foco , memoria de medio e longo prazo completamente abalada, criatividade, dicção, processamento de ideias totalmente confuso e aleatório.
    Estou completando 4 anos em uma empresa e nem eu mesmo sei como estou aqui hoje. Por isso dedico tudo isso a misericórdia de Deus. Estou quase bajulando minha pos graduação por causa desse desleixo e abandono. Vou comecar o tratamento com ritalina e estou com muito medo de me viciar e acabar voltando pra miséria da adicção ativa. Mas viver desse jeito que vivo hoje não é mais possivel. Adorei o site e é muito bom saber que vcs existem e continuam lutando pela vida também. Muita fé e esperança pra todos

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    1. Oi Leandro, parabéns pela sua vitória! Não fica preocupado que ritalina não vicia! Eu já tomo faz uns anos, e sempre interrompo nos finais de semana, feriados e férias, pra falar a verdade, e não sei se isto é o recomendado, mas eu só tomo o remédio quando estou estudando e trabalhando, quando eu preciso de toda minha concentração.
      Pelo menos pra mim, o remédio foi uma verdadeira benção, e não estou exagerando. O remédio realmente melhora nossa concentração, foco, o desempenho da gente melhora bastante! Até aquele desanimo, falta de iniciativa acabaram. Quando vc iniciar seu tratamento, volte aqui pra contar.
      Sil

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    2. Parabéns Leandro, você é um vitorioso!
      Claro que sem Deus você teria muito mais dificuldades em superar a dependência, mas não desvalorize o seu papel nisso tudo. Sua força de vontade, sua garra e sua determinação. Claro, isso tudo vem de Deus, mas se não fizermos a nossa parte a vontade de Deus não se materializa.
      Quanto à Ritalina, ela não nos vicia, mas não tenho experiência com uso de drogas; embora aqui no blog já existam depoimentos de pessoas que se drogaram e hoje usam ritalina.
      Mas pense, amigo, você enfrentou a dependência e pode muito bem não se deixar levar pela ritinha.
      Abraços e boa sorte
      Alexandre

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  13. Oi Alexandre! Parabéns pelo post, brilhante como sempre!
    É horrível essa sensação de inadequação que nos portadores de tdah temos.
    O pior é que a sociedade moderna quer transformar todos num robô padronizado, seja tdah ou não, e no nosso caso as consequências são mais avassaladoras. Porque, apesar de termos um enorme potencial, as pessoas só focam em nossas dificuldades. Assim, ao invés de tentarem potencializar o que temos de bom, ficam repetindo, inúmeras vezes por dia, o quanto somos inadequados.
    Na maioria das vezes nos comparam com pessoas que não tem tdah e nos questionam como fulano faz isso e vc não. Resultado: rejeição (própria e dos outros), nos rejeitamos e somos rejeitados.
    O duro é que a gente começa a acreditar nessa conversa fiada e acabamos aumentando o nosso problema (que já é grande) desenvolvendo comorbidades (depressão, ansiedade generalizada, toc etc).
    Por isso, acho que somos inadequados sim! Mas a culpa da inadequação não é nossa, e sim dos pais, professores e administradores públicos que insistem em querer educar todos da mesma forma, desconsiderando as dificuldades e facilidades de cada um. A maioria, inconscientemente, acha que a criança só será bem sucedida se for capaz de produzir riquezas dentro do formato homogêneo estipulado pelo mercado.
    Assim, as qualidades pessoais acabam sendo definidas pelo mercado, que sempre busca o profissional que tenha sido formado para pensar "dentro da caixa" e que não questione a crueldade das suas exigências de um trabalhador perfeito.
    Então, infelizmente, acho que nosso problema é muito mais sério que parece. Porque o tratamento nunca será suficiente se as nossas escolas não mudarem, pois somente ela poderá ser capaz de substituir o preconceito pela inclusão e pelo respeito às diferenças.
    Por isso, Alexandre, gostaria de contar com a sua colaboração e de todos os portadores de tdah para discutirmos como podemos ajudar todos tdahs a desenvolverem melhor suas habilidades.
    Eu pretendo fazer uma pesquisa sobre a importância do reconhecimento das diferenças como forma de independência social e econômica dos tdahs.
    Enfim, já escrevi demais. Kkkkkkk
    Caso alguém tenha interesse em trocar algumas idéias sobre o assunto vai me ajudar muito. (Se quiserem podem deixar recado no meu blog: http://namentedealine.blogspot.com.br/
    Abraços,
    Aline.

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    1. Oi Aline!
      Obrigado por seu elogio e sua participação.
      Sim, essa é a síntese de tudo: somos criados inadequadamente. E não culpo nossos pais, mas a sociedade como um todo, principalmente os médicos que insistem em negar a nossa doença.
      Mas infelizmente temos de nos adaptar ou desistir de possuir todas as delícias propiciadas pelo capitalismo àqueles que conseguem superar as barreiras impostas a todos.
      Legal sua pesquisa, depois darei meu pitaco lá.
      abração
      Alexandre

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  14. mais uma vez, parabéns alexandre. como sempre colocando em palavras o universo TDAH como ele é.

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    1. Valeu, muito obrigado pela participação
      Abração
      Alexandre

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  15. olá, tenho 23 anos, estou me formando em direito e tenho que encarar a prova da OAB daqui há um mês. Assim como vc, tb sou diagnosticada com TDAH (diagnostico puramente clinico, não apareceu nada no meu eletroencefalograma, apareceu no de vcs?). Bem, me identifiquei mt com o seu texto, e sem a intenção de ser indelicada, mas é disso que mais temo, ser uma adulta e desempregada q fica o dia inteiro infurnada no quarto assistindo seriado, na internet, sem ser útil para sociedade, e fico me perguntando "pq eu faço isso?", pq sinceramente eu não me sinto nenhum um pouco bem criando historinhas na minha cabeça, assistindo seriado compulsivamente, é como se não tivesse controle de mim e pior de tudo é que sei que sou uma garota inteligente e que tenho capacidade para realizar meus desejos, mas é exatamente como vc definiu, como se eu me sabotasse, como se eu tivesse tanto medo de falhar e provar para mim mesma que sou incompetente que nem ao menos tento, fico nessa inércia fazendo coisas inúteis compulsivamente (seja divagar/filosofar, assistir seriados..)

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  16. CONTINUAÇÃO

    É muito ruim se sentir inútil, incompetente, e as vezes penso que uso o TDAH como desculpa para não me esforçar e fazer o que preciso fazer, pq isso é um problema meu, de personalidade e não disfunção de dopamina no meu lobo frontal!!!!
    é muito ruim ver minha falta de organização, bagunça, preguiça, desleixo, meus pensamentos que não me dão um minuto de paz me dominarem!
    Fora a pressão da sociedade para sermos "bem sucedidos", conseguir um cargo publico, estabilidade, segurança, formar uma família, ter um mês de férias por ano. é tão estranho, a gente nasce e cai nesse mundo com todo um sistema já pronto, ou vc se adapta ou vc se mata, o maior problema é que eu quero me adaptar, mas a impressão que tenho, as vezes, é que mundo não me quer, por mais que eu tente eu sempre vc ser uma inadequada, uma peça que não encaixa, e não posso nem ao menos gozar do orgulho dos rebeldes, pois são eles que dizem NÃO à sociedade, no meu caso a sociedade que me diz NÃO, sendo que faço tudo que ela me manda. E eu fico aqui sentindo a rejeição do mundo, a incerteza da vida, e diante de tanto incerteza "PQ DIABOS TENHO QUE SER BEM SUCEDIDA?", a gente não sabe se existe Deus, e se caso exista, o porquê da gente ser jogado aqui, o que vai acontecer amanhã? será q quando eu atravessar a rua pra comprar vou ser atropelada e morrer? e seu morrer, vou para de baixo da terra, reencarnar ou para o céu? e se Deus não gostar de mim? Na bíblia ele acabava vilarejos inteiros pq os homens eram maus... simplesmente, fomos jogados aqui, e o máximo que posso fazer é tentar me encaixar, mas o meu desajustamento é crônico desde pequena meus coleguinhas me condenavam ao ostracismo e eu nem sei o porquê! estou dentro dos padrões estéticos, estou percorrendo td o caminho que me foi predeterminado (escola, faculdade..)e mesmo assim não me encaixo! e o mais incrível é que eu gosto da coletividade, eu acredito no Estado Democrático de Direito, aprecio tds nossas evoluções, remédios, ar condicionado... mas não gosto da ideia de estar aprisionada à isto, e de ter nascido sem esta escolha "quero participar de todo esse sistema?", pq eu não sei se alguém ta me lendo, mas estiver e vc for TDAH, espero q vc tb compartilhe meu sofrimento de "insatisfação crônica", nunca me sinto satisfeita, eu queria poder viajar pelo mundo, viajar de trailer pelo zimbabwe, Botswana, subir a Kilimanjaro na Tanzânia, tirar uma foto do taj mahal na índia, tomar vinhos na toscana da Itália, eu sei que pareço estúpida, pq td isso demanda dinheiro e dinheiro vem do trabalho e trabalho demanda tempo e pouquíssimo tempo de férias e sou obrigada a ter filhos pq afinal, a sociedade e minha mãe me dizem que só quem tem filho é uma mulher realizada. Eu sei que se alguém estiver me lendo esta me achando uma retardada, mas já nasci incompreendida, e quem sabe aqui, um reduto de TDAH, possam compartilhar comigo algum desses sentimentos. Só sei que deixar pilhas de processo acumulando no gabinete do meu estagio, procrastinando meus estudos não vão me ajudar... enfim nunca serei PLENAMENTE feliz, sempre algo vai me faltar, pq nunca estou satisfeita! me disseram uma vez que TDAH só gosta do que novidade, mas sei não quero culpar o TDAH por tudo que acontece na minha vida, quero reagir!

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    1. Lindo depoimento. Vc é uma portadora de TDAH que tem um lindo talento. Aposto que após vc vencer as barreiras da procrastinação vc será bem sucedida. Se agarre em seus objetivos pq em um piscar de olhos as coisas começam a acontecer. E depois disso aposto que ninguém te segura.
      Parabéns. Queria eu ter um talento igual o seu.

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  17. então, me desculpem pelo texto mal redigido, sou meio e impulsiva e publiquei sei relê-lo para corrigir eventuais erros ortográficos, além disso comi varias palavras, a pontuação ficou horrorosa também! Espero que não me julguem infantil, me sinto tão criança... hahaha
    DESCULPEM PELO DESABAFO!

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    1. Em primeiro lugar você não é criança, você é potadora de TDAH e seu depoimento é extremamente realista e dolorido. E bonito.
      Você não diz se você faz uso de medicamento. Se faz, aumente a dosagem (claro que depois de conversar com seu médico) se não faz, volte ao seu médico e peça a receita. Não existe essa de controlar o TDAH sem medicamento. Temos uma doença física e só terapia e força de vontade não vão controlá-la. Seu comentário é muito semelhante a todos os outros aqui, somos inadequados ao mundo atual. A explosão de diagnósticos de TDAH é fruto do aumento das cobranças da sociedade, da exigência de sermos bem sucedidos materialmente. As cobranças são tantas que querem nos obrigar a ter filhos, a formar, a ganhar dinheiro, a viajar pro exterior, a falar mais de um idioma, a ser boa mãe/pai, bom marido/esposa e ainda ser bom de cama. rsrsrs
      Não existe exame que comprove TDAH, o diagnóstico é puramente clínico.
      Faça o melhor que puder e conseguir, mas não morra se não atingir imediatamente. Lembre-se, você tem uma doença, não foi por escolha. Sua preguiça, sua desorganização, sua procrastinação são frutos da sua doença.
      mas procure aperfeiçoar seu tratamento.
      Informe-se o máximo que puder sobre o TDAH e analise todas as suas decisões à luz desse conhecimento. Assim você poderá enxergar quando a doença está agindo sobre você e pode reagir.
      Abraços
      Alexandre

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    2. Menina, eu tenho a mesma idade que você, eu juro, juro que adoraria escrever um lindo texto pra ti, lhe dizendo o que penso sobre você. Mas será inutil, a sua verdadeira natureza estará de encontro consigo mesma.
      Vejo uma garota linda, incrível e sábia.

      Um conselho, você não tem que seguir nenhum padrão social ou ser igual aos outros. Quem disse que você é obrigada? Seus pais? Deus? Quem criou as regras, esse cara se acha dono do mundo?
      Você não se encaixa ao padrão social pois vê um caminho mais justo, passe a se tornar o que é, mesmo que lhe dando alguma sensação de insegurança inicialmente, passe a deixar as coisas agirem do seu modo. Não queira ser como os outros, você pode ser melhor sendo o que é. Se conseguisse seguir o que a sociedade é, você não seria o que você é.
      Você pensa, pensa muito, você é livre para ser o que quiser, mas isso vai depender do modo com que você realiza de forma intuitiva, de forma com que tudo seja do seu jeito.

      Sei que isso soa meio que embaraçoso, mas você irá se impressionar quando passar a descobrir sua verdadeira natureza.
      Não queira seguir as regras, ou olhar o modo com que as outras pessoas agem, haja de acordo com o que lhe faz bem, lhe cai bem.

      ACIMA DE TUDO, faça bem a você, e não fique se esforçando tanto para ser aquilo que sua razão lhe diz para fazer, haja com seus próprios instintos e assumo o controle de sua vida.

      Vai descobrir o quão genial e verdade você de fato é.

      Apenas siga a vida sendo honesto com o seu EU.

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    3. Pare de se achar uma doente, ou achar que há algo de errado com você.

      A unica consciência errada é a consciência que você obteve sobre si, durante esses longos anos. E os inúmeros esforços que você exerce em querer e seguir os comandos de uma programação social imbecil, que nem se quer você as criou.

      Você é perfeita como é, e carregada de inúmeras habilidades espirituais que você por enquanto ainda desconhece.
      Passará a conhece-las quando se tornar o que você veio para ser.

      Quebre as regras, faça tudo de acordo como você quer.

      Tudo vai depender do que você realmente quer pra você, e não do que os outros acham que vai ser bom pra você.

      Fica a dica, beijos, se cuida.

      PARA O INFINITO E ALÉM, rs.... Sucesso.

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  18. de vez em quando vcs ficam meio obsessivos com uma ideia?! isso faz parte do TDAH?

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    1. Fico. Mas isso pode ser TOC também. Eu já tive TOC.

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    2. Sim, pode fazer parte do TDAH.
      Policie-se para observar quando o TDAH estiver agindo sobre você e tente não deixá-lo te dominar.
      Um abraço
      Alexandre

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    3. Pode ser que sim, conheci uma pessoa com dificuldade de atenção, que procrastinava muito, e às vezes tinha esses pensamentos, falava sobre o mesmo assunto o tempo todo. Acho que pode ser uma fuga, medo de encarar as pendências que precisam ser resolvidas na vida, aí se "refugia" em algum pensamento obsessivo para esquecer um pouco as obrigações.
      Fe

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  19. Alexandre, você pode ajudar a divulgar o fórum por favor?
    Sou adulta com TDA e encontrei na abda um enorme amparo. Não faço parte, apenas frequento as reuniões. Estamos arduamente tentando fazer um fórum, e gostaria de pedir ajuda na divulgação, por favor. Reitero, esta mensagem é um apelo pessoal. Segue o link para doações e nele tem um vídeo onde eu, o ator Otávio Miller entre outros damos nosso depoimento. Se puder ajudar a divulgar, agradeço.
    http://benfeitoria.com/forumnacionaltdah

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    1. Oi Paty!
      Claro, farei o que for possível.
      Abraços
      Alexandre

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  20. FIZERAM UM VIDEO SOBRE O TDAH RECENTEMENTE CHEIO DE CHORADEIRA.

    Achei muito vergonhoso credo, jamais compartilharia em qualquer rede social...

    Vergonha alheia...

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    1. Como assim cheio de choradeira? Tinha um monte de gente reclamando por portar o TDAH?

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    2. De qual vídeo vocês estão falando?
      Estou boiando...
      Alexandre

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  21. alexandre reparei que você sempre quando responde a um post desesperado de alguem que acbou de descobrir sintomas de tdah você aconselha a pessoa a umabusca por conhecimento sobre seu proprio problema sobre si mesma ... quais oram as ferramentas que te ajudaram a conhecr melhor o tdah o que foi que te ajudou a conhecer as suas propria limitações e fragilidades de tdah ?????

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  22. Por razões óbvias, não li o post inteiro. Acho que se uma pessoa sofreu muitas derrotas e humilhações, pode chegar ao ponto de negação absoluta e fuga, sim. Acho que isso não é falta de caráter, mas evitar o reavivamento de uma dor muito, muito, muito grande. Desespero.
    Eu estou a beira do desespero, ou já nele, nem sei mais. Fui obrigado a interromper meu tratamento. Estou falido, morando de favor, comendo graças a doações de familiares que já ha algum tempo perderam a paciência comigo. Meus "amigos" ha muito que já desistiram de mim. Não tenho nenhum. Ninguém com quem contar. Arrumei um emprego que é o oposto do que me seria recomendado, mas foi o único trabalho que encontrei. Estou na segunda semana e tenho crises de ansiedade gigantescas, tamanha é a repulsa que eu tenho por esse trabalho. Perdi o apetite, estou agravando um estado de depressão e controlo o pouco que ainda me resta de alguns antidepressivos que ainda tenho. Quando acabarem, não terei dinheiro para comprar mais. Sinto que cedo, ou tarde, vou jogar a toalha. Penso nisso todo dia, em largar esse novo emprego. Não encontro meu caminho e me sinto encurralado. Se houvesse uma clínica na qual pudesse me internar, eu o faria sem pestanejar. Eu não aguento mais. Não me aguento.

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    1. Brabo, hein amigo!
      Cara, em alguns momentos somos obrigados engolir o que aparecer mesmo. Acho pior se ficarmos revoltados, a dor piora, o emprego fica mais chato, o sofrimento aumenta. Tente se apegar a esse emprego ruim para melhorar sua situação imediata e, depois, quando estamos empregados sempre aparece outros.
      Força, amigo, muita força.
      Se eu puder ajudá-lo em algo, disponha.
      Abraços
      Alexandre

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  23. Oi pessoal
    A área que mais gosto é de design gráfico. Hoje faço trabalhos freelancer, a vida toda sempre quis trabalhar como freelancer, pois na área de design, a maioria das oportunidades é como freelancer. Mas ao mesmo tampo tive muito medo de assumir esse tipo de trabalho, e acabar adiando, prejudicando as pessoas e eu mesma por falta de disciplina minha. Nunca consegui conviver bem com liberdade, preciso de alguém pra me puxar pra Terra o tempo todo.
    Mas até que estou conseguindo controlar a procrastinação... em compensação, enroooooooooooooolo muito, o que eu consigo fazer em uma hora, levo o dia todo... mas faço, rs
    Fe

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  25. fui diagnosticado com TDAH, posso dizer que os remédios até me ajudam um pouco cerca de 20% e então passei a tomar mais vezes ao dia e nada de aumentar esse percentual até que um dia consegui melhorar mais 79% fechando um total de 99% sabe como? através de JESUS só ele é a fórmula mágica para tudo, ele me salvo me entende e me ama do jeito que sou. Somando tudo cheguei á 99% e não 100% porque só Jesus é 100% ele é perfeito e não nos humanos por isso eu fiquei nos 99%. Jesus mudou minha vida e vai mudar a sua, ele é fiel.

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