quinta-feira, 18 de julho de 2013

O TDAH SEM RUMO








A esmo vago pela vida.
Entre quedas e derrotas reergo-me e continuo a vagar, apenas para cair novamente mais adiante.
Achacado por pensamentos incontroláveis, por impulsos inconfessáveis; vivo(?) à mercê dos hábeis sabotadores que habitam minha mente.
Imagino seguir em frente, mas, como num jogo de espelhos, o futuro reflete o passado e a mão que me é estendida revela-se um engodo; frágil, quebradiça, apenas ilude aumentando a dor da nova queda.
Como uma nau apátrida, navego ao largo de portos os mais diversos, mas não posso atracar. Daquele povo não faço parte, àquela terra não pertenço.
O velho barco combalido pelas intempéries afasta-se de mais um porto e empreende uma nova busca ao longo do vasto oceano da vida.
Qual nada, não existirão portos amistosos. A nada ou a ninguém pertenço. Meu destino é vagar; vagar sem rumo à espera da borrasca final que selará o destino de uma vida inteira vivida à margem, à espreita, sem jamais experimentar o inebriante sabor do pertencimento.

PS.: Este post foi inspirado no comentário anônimo postado ontem no texto O Tdah Desempregado