quinta-feira, 18 de julho de 2013

O TDAH SEM RUMO








A esmo vago pela vida.
Entre quedas e derrotas reergo-me e continuo a vagar, apenas para cair novamente mais adiante.
Achacado por pensamentos incontroláveis, por impulsos inconfessáveis; vivo(?) à mercê dos hábeis sabotadores que habitam minha mente.
Imagino seguir em frente, mas, como num jogo de espelhos, o futuro reflete o passado e a mão que me é estendida revela-se um engodo; frágil, quebradiça, apenas ilude aumentando a dor da nova queda.
Como uma nau apátrida, navego ao largo de portos os mais diversos, mas não posso atracar. Daquele povo não faço parte, àquela terra não pertenço.
O velho barco combalido pelas intempéries afasta-se de mais um porto e empreende uma nova busca ao longo do vasto oceano da vida.
Qual nada, não existirão portos amistosos. A nada ou a ninguém pertenço. Meu destino é vagar; vagar sem rumo à espera da borrasca final que selará o destino de uma vida inteira vivida à margem, à espreita, sem jamais experimentar o inebriante sabor do pertencimento.

PS.: Este post foi inspirado no comentário anônimo postado ontem no texto O Tdah Desempregado

40 comentários:

  1. "Sou apenas um caminhante
    Que perdeu o medo de se perder
    Estou seguro de que sou imperfeito
    Podem me chamar de louco
    Podem zombar das minhas ideias
    Não importa!
    O que importa é que sou um caminhante
    Que vende sonhos para os passantes
    Não tenho bússola nem agenda
    Não tenho nada, mas tenho tudo
    Sou apenas um caminhante
    À procura de mim mesmo."

    (O Vendedor de Sonhos - Augusto Cury)

    Achei esse poema perfeito para a ocasião.
    Parabéns Alexandre, sua pagina esta cada vez mais instigante. Adoro suas postagens!
    Também sou portadora de TDAH, e como um portador, sempre estamos procurando algo/alguém que nos dê um empurrãozinho ou um chacoalhão mesmo... rsrsrs

    Abraços.
    Cris

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    1. Oi Cris! Obrigado por sua contribuição, tem tudo a ver mesmo.
      Vou pensar nessa necessidade do chacoalhão como um próximo post.Gostei disso.
      Obrigado por suas palavras de incentivo.
      Abraços
      Alexandre

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    2. Que bom q gostou Alexandre. Acredito que essa ideia do chacoalhão daria um post bacana mesmo.
      Eu que agradeço por vc estar nos ajudando a compreender melhor nossas desavenças do dia a dia.
      Até um proximo post =]
      Abraços
      Cris

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  2. Me assemelho. Afinal, 34 anos vivendo dessa forma nao há remedio que cure. So ajude e...fruste. Tdah é "ser" e nao"fui". Uma semana bemne noutra "bummm".
    A proposito, sai do metilfenidato e entrei pro vensanse 30. Oremos rs.

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    1. Todos nos assemelhamos, Vivi. Por isso é uma doença e não características de personalidade.
      O remédio nos equilibra, mas como você disse, de repente bumm, e caímos de novo.
      Mas não nos deixamos derrotar, reerguemo-nos e voltamos à luta.
      Oremos por você e sua adaptação ao venvanse. Boa sorte!
      Abração
      Alexandre

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  3. Alexandre, bom dia!
    Olha eu aqui de novo.....kkkk....só não ando comentando, mas estou sempre aqui, fiel!
    Bom, esse post foi perfeito para nos explicar. Há 23 anos caindo e levantando (numa frequencia bem maior do que uma pessoa "normal"). Já devia estar acostumada, mas bem, posso dizer que não estou. Ao contrário, ultimamente tenho me questionado muito.....Tenho me perguntado se vou aguentar isso p/ sempre (mesmo eu já sabendo que sim). É muita dor, muita frustração, desilusão, julgamentos....ainda não estou conseguindo lidar com isso.

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    1. Oi Isa! Que bom tê-la aqui de novo! Engraçado, segunda ou terça feira eu estava pensando nas pessoas que sumiram do blog, e você era uma delas. Obrigado por sua volta!
      Jamais nos acostumamos, pelo menos agora sabemos que é uma doença e não um defeito de personalidade.
      Mas vamos à luta minha amiga, a volta é que importa.
      Abração
      Alexandre

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  4. Pior do que não pertencer e não corresponder às expectativas dos outros, é parecer para os outros que "gosto" de viver assim, "fazendo só o que quer, sem agradar ninguém". Falam que mudar é muito fácil e que só não muda quem não quer. A falta de atenção é muito ruim para a auto-estima de qualquer pessoa, atrasa toda a vida, atrapalha nossos relacionamentos, e faz as pessoas terem uma péssima imagem de nós mesmos.
    Fe

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    1. É Fe, quem fala isso merece uma surra! kkkkkkk
      Mas que dá vontade dá, né.
      Temos que aprender a conviver com isso,
      E tratar, tratado melhoramos bastante.
      abração
      Alexandre

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  5. Hummmm é pra parar pra pensar mesmo! Como mãe de um TDAH esses textos me dão um frio na barriga =/

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    1. Pense Sandra, pense e trabalhe em favor de seu filho.
      Graças a Deus você descobriu cedo. Quanto mais cedo você tratar menores as sequelas na vida adulta.
      Ajude-o e ele terá uma vida muito melhor.
      Abraços
      Alexandre

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  6. O seu texto sobre desemprego encontrou eco: meu marido também está desempregado, e também fica o dia todo jogando, e também não vai atrás de emprego, etc.. É difícil vê-lo desse jeito, mas as contas estão se acumulando e eu também estou preocupada... Tento motivá-lo, mesmo assim nada faz com que ele se sinta melhor.

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    1. É muito difícil atuar no ânimo de um TDAH, ainda mais desempregado.
      Em geral precisamos bater no fundo do poço para então sacudir a poeira e sair do buraco. Tente conversar com ele sem cobranças ou um tom paternalista ou de pena. Ajude-o a encontrar alternativas em sua profissão, ou mesmo abrir novos caminhos. Adoramos desafios e isso nos motiva muito.
      Abraços
      Alexandre

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    2. Super obrigada pela resposta, foi um conselho super útil. Ele refez o currículo e já começou a ir em entrevistas. Temos um bebê de dois anos, muito amoroso que é quem mais o ajuda na verdade...rs. Ter um filho é muito bom para motivar, para se desafiar, para ser exemplo... Agradeço muito pelo blog e pela força de toda essa comunidade amiga. Um abraço.

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    3. Eu que agradeço a você, Aninha!
      Sua participação é importantíssima pra meu estímulo e pra sobrevivência do blog.
      Boa sorte pra vocês três. Lembre-se, não o enfrente, não bata de frente com ele. A melhor tática é a de comer pelas beiradas, com carinho e conversa você o leva pra onde quiser. rsrsrs
      Abraços
      Alexandre

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  7. Respostas
    1. Obrigado Lays!
      Perdoe-me mas apaguei aquele comentário sobre o cretino do fake, ficou muito desagradável.
      Obrigado por sua compreensão e apoio.
      Abraços
      Alexandre

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  8. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Ok. Alexandre. Obrigada por responder.

      Eu ainda não tinha visto o post em que vc alertou quanto a esta pobre criatura desocupada, pois acabei de descobrir este seu blog e ainda não naveguei em tudo.

      Como tudo tem seu lado positivo, achei bem interessante constatar nos tais vídeos como existem pessoas insensíveis ao sofrimento alheio (categoria em que podemos incluir também o seu clone babaca). Mentes pequenas e retrógradas, não só entre leigos, mas também (o que é de pasmar) entre médicos que se formaram no início do século passado.



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    3. Muito difícil, né Lays!
      Essa criatura me persegue a meses, é um recalcado, como você disse, uma mente pequena, medíocre e covarde pois não sai do anonimato para debater o assunto.
      Ele é a maior prova de que as doenças mentais existem e que precisam de ser tratadas com todas as armas disponíveis.
      Abração
      Alexandre

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  9. Ola para todos.

    Pessoal, tenho 31 anos e ainda não terminei a faculdade. Não terminei porque não consegui. Não terminei porque minha cabeça não ajuda.
    Como disse a Fe, não é facil a gente mudar. Minha auto estima está baixíssima, apesar de eu disfarçar bem.
    Eu já fui diagnosticada, já usei medicamento e foi bom, mas parei, parei porque ficou cara a consulta, e quando eu conseguia a receita não achava o medicamento...
    As piores coisas do tdah é a falta de atenção, e falta de iniciativa, pelo menos no meu caso.
    Eu não aguento mais viver essa vida sem rumo, não to aguentando mais!!! Não quero mais ser uma pessoa sonsa!!!
    Eu não consigo nem decidir se continuo essa faculdade ou parto pra outra. Eu penso, penso e não chego a conclusão nenhuma. Por medo de decidir errado, eu me sinto insistindo num erro.
    Eu já procurei médico, já tomei ritalina e fui bem, mas parei o tratamento, por vários motivos, as vezes não tinha dinheiro pra consulta, outras vezes não achava o remédio. Esta semana fui em dois médicos do sus, depois de horas esperando pra ser atendida, eles simplesmente falavam que não podiam receitar. Já estou ficando desesperada.
    Meu desânimo tá tão grande, que eu não tenho vontade nem de sair pra me divertir, de namorar... Parece que eu to me afundando.

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    1. A dúvida é algo bem irritante mesmo. Eu às vezes decido que a partir do outro dia não farei mais isso ou aquilo, mas de repente acordo já com outros pensamentos e sem certeza do que quero. Fico pensando: será mesmo que eu faço isso ou não? Nossa, às vezes eu prefiro não pensar em mudanças, pois eu nem sei que mudanças quero direito. Mas vamos lá, eu sei que preciso de dinheiro se eu quero viver muito e ter conforto, então pelo menos preciso me decidir logo em encarar uma estressante rotina de estudos.

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    2. Elias, eu penso tanto antes de tomar uma decisão, que na maioria das vezes não decido nada, só deixo o barco correr. Eu queria ser forte e determinada, mas infelizmente não sou.

      Chris K.

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    3. Chris, por causa disso eu fico bem estressado quando as pessoas começam a me aconselhar sobre cursos e outras coisas que eu posso fazer, pois eu sei que hoje algo pode parecer bem interessante, mas amanhã acaba acontecendo algo que me faz mudar de ideia. Eu estou acostumado a ser um "homem sem palavra", já que sempre desisto do que me decidi. Penso muito e não decido nada, decido rápido sem pensar direito e volto atrás.

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    4. Boa noite Chris K.!
      Olha, eu não vejo outro caminho que não o tratamento. O que eu costumo fazer nessas horas é analisar se o meu comportamento é meu mesmo ou fruto da ação do TDAH. Se eu concluo que é da doença, me forço a seguir na direção oposta.
      Mudar de curso? Do fundo do seu coração, você acha que vai resolver? seja honesta; mudar de curso vai atrasar sua vida e, mais cedo ou mais tarde você vai ficar insatisfeita com o curso novo e abandoná-lo. Pense nos motivos que a levaram a escolher esse curso, tudo o que passou para chegar até onde está e, principalmente, reconheça que tudo o que você está passando é fruto de uma doença e que vale o sacrifício financeiro para que você consiga se superar.
      Sabe, Chris, todas as suas dificuldades são fruto da doença e ela deve ser a prioridade da sua vida. Pense, o tratamento pode mudar sua vida radicalmente.
      Abraços
      Alexandre

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  10. Hum... pertencimento... palavra poderosa essa hein! Define tantas coisas...

    "Às vezes queria ser porto e não veleiro.
    E ver sempre horizonte, ter sempre esperança...
    Estável e ainda assim livre, puro, verdadeiro...
    Como veleiro, parece sempre um partir, sem fim.
    Mas não é de ti que fujo. É de mim."

    Quando fujo, acho que é bom saber, que sempre posso encontrar um pedaço de terra seca bem aqui. ^^
    Grande abraço!

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    1. Que bonito, Ana!
      Sim, eu também fujo para cá. Engraçado que eu escrevo, mas sinto como se fosse outro a escrever. Sei lá, entende? Esse espaço, pra mim,é como se minha alma saísse do corpo e eu o observasse de fora, conhecendo novos ângulos e novas reações.
      Alguns posts são tão intensos que parecem ser de outra pessoa. Te conto um segredo: reli mais de uma vez o que você postou para ter certeza de que não era meu. kkkkkkkkk
      Muitas vezes as pessoas comentam ou reproduzem textos que me surpreendem ao descobrir que são meus. kkkkkk
      Adorei seu comentário, espero sempre uma pérola sua a cada post que escrevo.
      Abração, com carinho
      Alexandre

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    2. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      legal!
      esse é parte de um poema que escrevi à outra pessoa, confuso que ficou com meus comportamentos... no post "pergunta e resposta" tem a parte q ele me escreveu e essa minha resposta...
      até a próxima! ;)

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    3. Acabei de ver o post que você mencionou, lindo!! Parabéns, você é brilhante!
      Minha vida tem me impedido de me dedicar ao blog e à leitura como gostaria, mas vou voltar a frequentar seu blog, estou deixando de aprender e de me deliciar com seus textos.
      Abração
      Alexandre

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  11. Olá,

    Também tenho TDAH e fiquei muito feliz em encontrar um blog como este, onde leio e me identifico com os comentários.
    Sou extremamente autocrítica e era ex-bailarina Clássica. Um dos motivos de ter desistido da carreira era minha falta de atenção e memorização das sequências e coreografias. Muitos pegavam os meus papéis por não dar conta de decorar rápido.
    A pior coisa é ser chamada de lesada, quando na verdade só não conseguia fixar o que as pessoas pediam por perder rápido a atenção com um barulho qualquer.
    Sempre fiz diário e isso me ajuda muito. Mas tenho muitos picos de insegurança e depressão por não ter o desempenho como poderia.
    Vou compartilhar um texto que gostei muito.

    "Na mesma onda dos antidepressivos,
    hoje é proibido ser infeliz.
    Lutos só duram sete dias,
    meia hora a mais é patologia declarada,
    prozac na garganta.
    Não comparecer ao bar da esquina,
    onde seus amigos brindam a felicidade medíocre de suas vidas,
    em ter conseguido sobreviver mais um dia,
    engolindo a mesma cerveja morna após cada
    expediente de sexta-feira.
    Enquanto você simplesmente opta por seguir outro rumo,
    outro caminho,
    nesse mundo alérgico que nos brinda com um fim próximo,
    se Deus quiser.
    Não posso faltar com as expectativas da chamada "ditadura da felicidade",
    a mesma que esfrega em nossas caras a irrealidade
    em sermos menos "eu" e mais "nós",
    no sentido coletivo de -monte de merda-.
    "Só não é feliz quem não quer", e seu não quiser? Ou puder?
    Estarei condenado ao fracasso enquanto ser humano...
    Desculpe-me, creio que não,
    mas na sociedade em que os equívocos vêm em manuais,
    sinto-me inadequado por simplesmente divergir
    do que teimam em gritar, com perdigotos, em minha cara."

    Autor: Pedro Ramôa

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    1. Texto legal Catherine!
      Obrigado por sua contribuição.
      Eu também ando de saco cheio dessa pseudo felicidade obrigatória. Por que não podemos apenas viver? Termos momentos felizes e infelizes?
      Ando com muita pena dessas pessoas que saem com o único objetivo de beber. Uma felicidade embriagada que um dia pode passar dos limites, ser vomitada num canto de parede e terminar caída na sarjeta, ad eternum.
      Apoio integralmente o texto do Pedro Ramôa
      Abração e obrigado
      Alexandre

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  12. Olá Alexandre. Desde já te elogio pela iniciativa de se expor em prol de uma causa tão nobre . Pois vc descrevendo suas dificuldades ajuda a muitos. E é justamente isso que quero de vc Ajuda. Sei que vc não é médico , nem psicologo , porém creio que pode me ajudar. Gostaria de falar contigo em particular.

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    1. Obrigado Sue Ellen!
      Me mande por email: schubertsax@gmail.com e combinamos uma outra forma.
      Abraços
      Alexandre

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  13. Ola Alexandre, primeiramente quero pedir desculpas por ter usado a palavra "sonsa"no meu comentário anterior. Eu sei que tem muito tdah, que não tem dificuldade nenhuma com aprendizagem, mas infelizmente não é o meu caso.
    Esta semana estou providenciando uma consulta particular. Vou pagar 450,00 com um neuropediatra. Acho bem caro, mas o custo beneficio compensa, eu não posso mais continuar assim.
    Há 11 anos, trabalho na faculdade onde estudo. Sou concursada, e até hoje me pergunto, como foi que consegui passar.
    O meu maior desespero, é que vejo que já to com 31 anos, e não vejo minha vida evoluir. Eu sei que já não tenho a vida toda pela frente, então não posso ficar errando mais. Por isto acabei me acomodando no emprego, e até mesmo nos estudos.
    Eu gosto do meu emprego. É claro que queria tentar algo melhor, mas me falta coragem, e se outra coisa não der certo e eu me arrepender? São estas dúvidas que me martirizam, eu penso e penso, e não resolvo nada.
    Meus parentes e mais algumas pessoas me veem como uma pessoa inteligente e culta, porque falo certinho,só porque trabalho na faculdade e passei na pública. Eu me sinto uma fraude, estou fazendo calculo I e estatística pela 6º vez... Entro na sala de aula dessas matérias com a cara no chão.....

    Elias: Eu também não gosto muito de ouvir conselhos, eu sei que as pessoas estão bem intencionadas, mas estou num período tão confuso da minha vida (tdah +crise dos 30!) que, eu ouço e não dou bola.

    Espero do fundo do meu coração, que meu próximo comentário neste blog, que é excelente por sinal, seja mais alegre.

    Chris K.

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    1. Bom dia, Chris!
      Não sou médico, mas conheço muito os sentimentos que estão te incomodando. São fruto de nossa típica insatisfação com nossa vida. Se você formar-se em música e não ganhar um Grammy vai se sentir uma inútil, se for atriz e não ganhar um Oscar, a mesma coisa. E se ganhar, não se sentirá plenamente feliz. Creia-me, a culpa não está em você nem em sua vida, isso é da doença. Eu gostaria de ter um emprego como o seu, quer trocar? Você iria detestar o meu...
      Abra um concurso para ocupar sua aga e surgirão milhares de candidatos.
      Não existe crise dos trinta anos, existe crise de TDAH. Mergulhe nas informações sobre nossa doença e policie-se, acompanhe seus sentimentos, suas reações e suas insatisfações, você verá claramente o TDAH agindo na sua vida, e tem a chance de enfrentá-lo e superá-lo.
      Pague a consulta, tome seus remédios e você verá esses sentimentos de inutilidade se esvanecerem.
      Se precisar conversar, estou aqui, à sua disposição. Posso demorar um pouquinho (rs), mas estou sempre aqui.
      Abração
      Alexandre

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  14. Esqueci de dizer algo.

    Ouvi a minha vida inteira, que todos nós nascemos com um dom, com uma vocação.
    Algo que fazemos bem e com satisfação. Mas até hoje eu não descobri o meu dom. Eu não consigo identificar algo que eu goste muito de fazer.

    Acho isto triste. Viver um dia após o outro, isto sim é viver sem rumo.

    Chris K.

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    1. Eu também não descobri nenhum.
      Escrevo mais ou menos, toco sax mediocremente, não sei desenhar, sou um goleiro mediano, não canto...
      Mas tenho o maior dos dons: amo viver!
      Perdoe-me a palavra, mas o resto foda-se...
      Meu dom é amar a vida e as pessoas.
      Meio idiota, mas me ajuda a seguir em frente. Descubra o seu.
      PS.: não se desculpe pelo 'sonsa', essa é uma palavra comum em nossas trajetórias de vida. E esse é um espaço democrático por excelência. Não modero os comentários e admito até mesmo aquele imbecil que fica postando uns links para uns vídeos idiotas anti TDAH.
      Abraços
      Alexandre

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    2. Alexandre, me identifiquei muito com o que vc disse agora... tb não tenho um dom, algo em especial...sou boa em algumas coisas, mas não sou uma expert em nada. Mas tb amo viver e amar as pessoas a minha volta, demonstrar carinho... de tanto perturbar a vida da minha mãe, vou me consultar em breve. Vc me disse uma vez q família costuma não ajudar mt e tal. Concordo com vc, mas não podia encarar essa sozinha... não podia... acabei convencendo-a de q preciso de ajuda. Vou buscar ajuda no SUS e espero conseguir, pq liguei pra um especialista aqui no RJ e só a consulta é quase o salário inteiro do meu pai, 800 reais. Desanimador. Vc pode não acreditar, mas vc escreve mt bem, parabéns de novo! Quando tiver notícias, eu conto aqui. Bjs, Rafaela.

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