quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O TDAH INDOMÁVEL






Meu coração transborda.
Meu peito não me cabe.
Minha cabeça não me obedece.
Meu peito transborda.
Minha cabeça não me cabe.
Meu coração não me obedece.
Minha cabeça transborda.
Meu coração não me cabe.
Meu peito não me obedece.
Transborda meu peito que não me cabe.
Não me obedece meu coração que transborda.
Não me cabe minha cabeça que não me obedece.
Já que não me cabe,
já que transborda,
já que não me obedece;
pra que resistir?
Entrego meus sentimentos ao turbilhão do TDAH.
Atiro-me nesse tsunami de emoções que me arrasta.
Se dores intensas experimentei,
emoções e prazeres inenarráveis saboreei.
Não quero a vida insossa dos 'normais'.
Quero o peito em brasa a um toque.
Quero a respiração ofegante por um olhar.
Quero as mãos úmidas de expectativa.
Se dor ou prazer,
o que importa é viver.