segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

REPETIÇÃO DE UM VELHO FILME!





Pai, depois você me entrega o recibo do PISM, disse a Marina.
Que recibo do PISM?, indaguei.
Pai, o recibo da taxa do PISM que você pagou em outubro, insistiu a Marina.
Um calafrio atingiu-me o estômago; Marina, será que eu paguei essa taxa, minha filha?
Outra vez pai, o ano passado foi a mesma coisa, disse Marina.
Filha, não me lembro de ter pago essa m... dessa taxa. Quando eu deveria ter pago essa taxa?
Em outubro, pai, dia sete era o último dia; disse Marina.
Minha filha, de maneira nenhuma me lembro de ter pago isso.
Você se lembra se eu paguei ou não, Marina?
Não, pai, não me lembro - respondeu minha desmemoriada filha.
Assim que cheguei na loja fui procurar o tal recibo, e nada. Não estava na loja, nem na minha mochila, nem em casa. Quanto mais eu procurava mais a dúvida me assaltava.
Lembrei-me que havia pago a taxa do PISM. Minha funcionária lembrava-se do dia e das circunstâncias com minúcias.
Acalmei-me, até certo ponto. O sumiço do recibo ainda me preocupava. Será que saí para pagar o PISM e esqueci?
Aqui um parentese: esse momento desapareceu da minha vida. Completamente. E o pior é que em virtude de ter acontecido exatamente a mesma coisa ano passado, em 2011 prometi que seria diferente. Não foi.
Esses fatos aconteceram há cerca de duas semanas, e venho vivendo a expectativa de ter ou não pago a miserável da taxa.
Hoje, somente hoje, a UFJF disponibilizou a relação dos inscritos no PISM 2011, graças a Deus o nome da Marina estava lá. Tirei um peso enorme das costas. Exatamente como no ano passado.
Incrível como repeti o mesmo comportamento do anterior. Paguei o recibo e esqueci que paguei e fiz pior, desapareci com o recibo. Ano passado encontrei-o esse ano não.
Não sei onde isso vai parar, mas é como assistir àqueles péssimos filmes da sessão da tarde que a Globo repete indefinidamente.
Que diabo, será que nunca vou aprender?