domingo, 2 de junho de 2013

A SOLIDÃO DO TDAH










Quem sabe se mancássemos, babássemos ou se nos saísse algum sangue alguém acreditasse no que passamos.
Estamos sozinhos em nossas dores, em nosso sofrimento e até mesmo em nossas vitórias ou alegrias.
Como dividir a felicidade de uma conquista com alguém vai nos responder com um sorriso amarelo?
Ou que nos dará como resposta: que legal! Mas aí, como eu te disse ontem, se eu der meu carro de entrada e mais o dinheiro das minhas férias...
Falamos sozinhos, sentimos sozinhos, enfrentamos sozinhos.
Nossa família e nossos amigos preferem ignorar a doença e nos taxar de preguiçosos, até mesmo de irresponsáveis, mas nunca de doentes mentais. Isso não! Filho meu não é doente mental! Doente mental é louco!
E ficamos falando sozinhos. Mesmo os amigos preferem negar a doença.
- Esquecer é normal!
- Ah, que exagero, todo mundo tem um quê de impulsivo!
- O que você precisa é se esforçar um pouco mais nos estudos!
Uma delícia pregar no deserto! Ninguém nos ouve, ninguém dá importância, todos começam a assoviar e olhar pra cima quando nos aproximamos com esse assunto desagradável.
Outra atitude comum é que aparentemente toda a família aceite, demonstre um enorme alívio com esse diagnóstico e, nunca mais, ninguém toque no assunto. Fazem de conta que esse assunto não existe, se voltamos a falar no assunto voltam a hipotecar aquela solidariedade teórica, etérea e inócua; quase teatral.
Mas que não serve pra nada!
Continuamos sós.
E sós seguimos nosso caminho!
Por isso esse blog existe, por isso esse blog faz sucesso, por isso continuo escrevendo, somente nós acreditamos em nossa luta; somente nós nos entendemos e, mais ainda, nos aceitamos com TDAHs.
Vamos nos dar as mãos e lutar por nosso direito ao tratamento digno e real, por que contar com os outros nós não podemos!