domingo, 26 de maio de 2013

RITALINA, A DROGA DA OBEDIÊNCIA





Poucas coisas têm o dom de me irritar tanto quanto essa conversa de que a Ritalina é a droga da obediência ou que o governo, ou os laboratórios, ou as escolas, querem transformar as crianças em autômatos.
Quem afirma isso é, no mínimo, um cretino! Ninguém que fale uma asneira desse tamanho passou pela horrorosa experiência de ser hiperativo.
Eu fui um aluno horroroso!
Eu latia na sala de aula, cacarejava, cantava, jogava bolinha papel,implicava com todo mundo, fugia pela janela enquanto os professores estavam de costas escrevendo no quadro. Infernizava a todos, alunos e professores. Dezenas de vezes fui retirado da sala de aula e mandado pra sala do 'seu Jairo' o chefe da disciplina no Instituto Granbery, onde estudei.
Lembro-me de uma professora de Geografia, um doce de pessoa chamada Vera, que um dia me implorou de mão postas: pelo amor de Deus, Alexandre, me deixa dar aula! Eu morri de rir, e carreguei aquilo como um troféu durante vários anos; achava o máximo enlouquecer minha professora!
Qual foi o final disso? Fui convidado a sair da escola onde estudava. Mudei pra uma outra que odiei, passei a matar aulas seguidas, fui reprovado, fiquei um ano sem estudar e atrasei minha vida, além de reforçar o péssimo conceito que eu, e todos, tinham a meu respeito.
E quem quer ( ou pode ) conviver com uma peste dessas em sala de aula?
Todas as consequências funestas do meu comportamento hiperativo caíram sobre mim mesmo!
E ainda vêm uns idiotas criticar o uso de medicamentos e falar em robotização das crianças.
Hiperativo não é normal! Nada hiper é normal! Minha vida estudantil foi um caos, mesmo depois de adulto, sempre odiei ficar sentado assistindo aula. Jamais consegui conviver com matérias chatas e que não me despertavam a atenção. Três matérias chatas me faziam abandonar um curso inteiro. Eu começava bem, mas depois de um mês eu parava de frequentar as aulas desinteressantes, e tomava pau por falta de frequência. E aí a coisa desandava. Eu me taxava de burro, de irresponsável, de inconsequente...
Na verdade, eu não conseguia me concentrar naquilo, minha cabeça voava, meu corpo começava a se incomodar com aquela imobilidade forçada. E eu desistia.
Meu Deus, como eu gostaria de ter tomado Ritalina na minha infância e adolescência!!!!!!
Bando de cretinos irresponsáveis, fechem suas bocas inconsequentes e parem de tentar estragar a vida de pessoas que, como eu, simplesmente não conseguem ficar em silêncio quando precisam, não conseguem ficar sentados quando devem, não conseguem respeitar os outros quando é necessário!
Recordar esse comportamento que tive na minha vida escolar me dá vergonha, detesto me lembrar disso e, sinceramente, pensar que existia tratamento e não pude usufruir por absoluta ignorância (da escola, dos meus pais, dos médicos da época) me dá tanta tristeza que encerro este post em lágrimas.
Pelo amor de Deus, seus irresponsáveis, deixe-nos viver nossas vidas em paz!
PS.: Não sei se ela vai ficar sabendo, mas gostaria de pedir perdão a minha professora de Geografia: D. Vera Ludolf. Ela não merecia um aluno como eu.

68 comentários:

  1. Lindo depoimento!! meu filho está passando por essa fase agora, e tbém sou professora e depois do diagnostico do meu filho estou muito reflexiva e exercitando a paciência na sala de aula. Como os TDAH sofrem e não merecem tanto despezo. Passei ser a defensora dos TDAH.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E ainda tem gente que diz que inventamos essa doença. Sorte do seu filho e dos seus alunos que você entendeu seus sofrimentos.
      Obrigado
      Alexandre

      Excluir
  2. Eu, na escola, não era agitada. Queria sempre sentar na primeira fila pra nada me desviar a atenção. Mas eu também incomodava muito alguns professores, por terem que explicar as coisas para mim mais de mil vezes, ou por falta de atenção na hora de fazer exercícios, me pediam uma coisa e eu fazia outra que não tinha nada a ver com o que foi pedido. Já levei muita bronca feia.
    Fe

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Engraçado isso, eu nunca tive esse tipo de dificuldade até a sétima série, daí em diante, com matemática e física eu jamais consegui aprender. As vezes em sala eu entendia, se chegasse em casa e abrisse o livro tinha tudo virado grego. rsrsrs
      Abração, Fe, obrigado por participar
      Alexandre

      Excluir
  3. Assino embaixo de tudo o que vc disse, Alexandre.

    Tomei contato com esse discursinho leigo, nojento e irresponsável, sobre "droga da obediência", vi que estava se espalhando mais e mais.

    Nos comentários em seu post sobre falta de ritalina, expressei revolta não só quanto à falta do remédio, mas também em relação a esses grupos e os papagaios ignorantes que os divulgam e legitimam ante a opinião pública.

    Nossa luta só está começando, o DSM-V trouxe uma enxurrada de controvérsias dentro da própria psiquiatria, e isso será utilizado pelos militignorantes organizados "anti-psiquiatria" para tentar invalidar essa área da medicina.

    (cont. abaixo)

    ResponderExcluir
  4. Antes das polêmicas acerca do DSM-V, já tínhamos isso:

    (I) Em resposta ao MANIFESTO DA ABDA EM DEFESA DOS PORTADORES DE TDAH, no qual se conceitua "Psicofobia", os anti-psiquiatria criaram e publicaram seu próprio conceito de "psicofobia":

    "A PSICOFOBIA E O TDAH.
    A psicofobia é um transtorno muito comum hoje em dia, especialmente

    ****no público dos especialistas ou dos que pretendem diagnosticar o TDAH.****

    Seu sintoma básico é o temor (fobia) do sujeito (psique = alma, mente), expresso no enquadramento e silenciamento daqueles que, ao receberem o veredicto de “transtornados” ou “hiperativos”, são sentenciados e condenados através de um diagnóstico."
    Fonte: http://medicalizacao.org.br/documentos/


    NOTE-SE QUE ESSE GRUPO NÃO SE COLOCA CONTRA O DIAGNÓSTICO INCORRETO, MAS DEFENDE ABERTAMENTE A ***INEXISTÊNCIA*** DO TDAH.
    PASMEM, E AINDA DIZ QUE FALA EM NOSSO NOME, EM NOSSA "DEFESA".


    (cont. abaixo)

    ResponderExcluir
  5. (II) Tínhamos também o "Manifesto" abaixo:

    ****
    Observe-se a espantosa quantidade de entidades ligadas à Psicologia e à Educação (sou filiada a uma delas e vou me desfiliar).

    O que será de um paciente ou educando com TDAH nas mãos de um profissional formado dentro dessa mentalidade estúpida?
    ****

    (cont. abaixo)

    ResponderExcluir
  6. "MANIFESTO DO FÓRUM SOBRE MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SOCIEDADE"

    "Assinaram o Manifesto 450 participantes do I Seminário Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos"

    ****"SUPOSTOS TRANSTORNOS"****
    ****"SUPOSTOS TRANSTORNOS"****
    ****"SUPOSTOS TRANSTORNOS"****

    Entidades Signatárias:
    - Conselho Regional de Psicologia de São Paulo – CRP-06
    - Departamento de Saúde Coletiva da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa
    - Grupo Interinstitucional Queixa Escolar – GIQE
    - Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional – ABRAPEE
    - Conselho Estadual de Defesa da Criança e do Adolescente de São Paulo – CONDECA
    - Departamento de Pediatria – Faculdade Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
    - Faculdade São Bento da Bahia – Curso de Psicologia
    - Faculdade Social da Bahia – Curso de Psicologia
    - Fórum de Saúde Mental do Butantã
    - Anhanguera Educacional
    - Sindicato dos Psicólogos do Estado de São Paulo – SINPSI
    - Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro – CRP 05
    - Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo -SINPEEM
    - Mandato do Vereador Eliseu Gabriel
    - Mandato do Vereador Claudio Fonseca
    - Mandato do Deputado Estadual Carlos Giannazi
    - Colégio Universitas – Ensino Médio – Santos, SP
    - Universidade Estadual de Maringá – UEM – Departamento de Psicologia
    - Fundação Criança de São Bernardo do Campo
    - Universidade Comunitária do Oeste Catarinense – UNOCHAPECÓ – Curso de Psicologia
    - Associação de Docentes da Universidade de São Paulo – ADUSP
    - Associação Nacional de Pesquisa em Pós-Graduação – ANPED – GT Psicologia da Educação
    - Instituto Sedes Sapientiae
    - Associação Palavra Criativa
    - Universidade de São Paulo – Laboratório Interinstitucional de Estudos e Pesquisas em Psicologia Escolar e Educacional – LIEPPE
    - Centro de Saúde Escola “Samuel Barnsley Pessoa” (Butantã)
    - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP
    - Grupo de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – DEDICA – Curitiba, PR
    - União de Mulheres do Município de São Paulo
    - Fórum Paulista de Educação Infantil
    - CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação
    - CFP – Conselho Federal de Psicologia
    - Centro Acadêmico Iara Iavelberg – Psicologia USP
    - Departamento de Psicologia da UNICENTRO (Universidade Estadual do Centro-Oeste – Irati/PR)
    - Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo
    - Faculdade de Educação da UNICAMP
    - “Projeto espaço Palavra” da Clinica Psicológica Ana Maria Poppovic – PUC-SP
    - LEPEDE’ES – Laboratório de Pesquisas em Educação – Educação Especial UFSCAR
    - Rede Butantã de entidades e forças sociais
    - CENTRO DO PROFESSORADO PAULISTA
    - Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia
    - Rede Humaniza SUS – Coletivo de Editores
    - Representação Paulista da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional
    - SINDICATO DOS NUTRICIONISTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINESP
    - Federação Nacional dos Farmaceuticos
    - Coordenação de Políticas sobre Drogas do Estado de São Paulo
    - Regional Rio de Janeiro da Abrapso
    - Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo
    - Serviço de Atenção às Dificuldades de Aprendizagem da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas
    - Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal Fluminense
    - Associação Brasileira de Psicologia da Saúde
    - Associação Brasileira de Ensino de Psicologia – ABEP
    - Centro Excursionista Universitário – CEU
    - Departamento de Fonoaudiologia da Unicentro – Campus Irati
    - Núcleo Especializado de Atendimento a Criança Escolar – NEACE
    - Grupo de Estudos e Pesquisas Medicalização do Social no Contemporâneo da Unesp de Assis/SP

    Fonte: http://medicalizacao.org.br/manifesto-de-lancamento-do-forum-sobre-medicalizacao-da-educacao-e-da-sociedade/manifesto-do-forum-sobre-medicalizacao-da-educacao-e-da-sociedade/


    Recentemente, quem papagaiou essas bobagens, num artigo de crítica ao DSM-V, foi Eliane Brum (cujos escritos, com raras exceções, aprecio).

    Abraços,
    Thais

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Thaís, obrigado por mais essa aula.
      Menina, você é mesmo muito bem informada. Parabéns!
      Acho que vou meter minha colher nisso aí.
      Obrigado de novo por sua participação e ajuda,
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  7. Eu não infernizava as aulas. Meu problema era conversar nos momentos em que deveria ficar calado. Não tinha idéia disso até uma professora me deixar com nota baixíssima devido ao meu comportamento. Achava que ela me perseguia até coloquei minha mãe contra ela sem querer. Mas hoje eu vejo que minha hiperatividade quando na infância não me deixava ficar calado quando necessario. Também devo um pedido de desculpas a essa profssora. O importante agora é se preocupar com o futuro utilizando todas as armar que temos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Coitada da D Vera!
      Quando eu lembro, fico envergonhado.
      Até a sexta série eu estudava com uma turma quietinha e tranquila. Na sétima juntei-me ao que tinha de pior na escola e virei um líder. Nem gosto de lembrar.
      É isso aí, ao infinito e além!
      Abração
      Alexandre

      Excluir
  8. Alexandre, é exatamente o contrário. é tão difícil consegui essa Ritalina, os médicos titubeiam tanto antes de nos medicar, desviam do assunto. Desde quando o Governo quer gente orientada? O governo controla muito a receita,tem cidade que nem receita tem.
    Essa coisa com medicamentos, acontece com todos os médicos. Eu por exemplo tenho dermatite seborreica e acne, sofro há 10 anos com isso. Fui em inúmeros médicos(as) que me entupiram de cremes e shampoos inuteis. Recentimente fui numa dermatologista e tive que falar de depressão, baixa estima, etc. Só assim ela me passou o exames para me passar Isotretinoína. não sei o que passam na cabeça deles, se só eles tem direito a uma vida organizada, uma pele bonita? Ou se é ignorância/ medo mesmo. Na minha próxima consulta vou indagar isso a dermatologista.
    Muitos estudantes fazem campanha contra o REVALIDA automático, contra cotas. Até parece que nosso problema na medicina brasileira é culpa desses 2 quesitos sitados. Isso é apenas protecionismo.

    ResponderExcluir
  9. Oi Alexandre, também me irrito quando leio coisas do tipo " ritalina é a droga da obediência". E me entristece quando leio em alguns fóruns da internet, pessoas que usam a ritalina sem ser tdah, ou que usam para "turbinar" o cérebro para fazer um concurso público, por exemplo. Já li muita coisa absurda sobre este remédio, mas como você disse certa vez, temos que nos focar na parte boa.

    Li um comentário do post anterior que me tocou muito. Dizia o leitor que a falta da ritalina é a falta dela mesma.

    Na hora me identifiquei. Porque desde que iniciei meu tratamento há uns cinco anos atras, minha vida mudou completamente, é como se nascesse uma nova "eu"!!!!!!!!

    Nasceu uma pessoa mais confiante, que acreditava mais na própria capacidade, que acreditava mais no futuro.
    Não consigo achar outra palavra, mas parece que o remédio me "transformou" numa pessoa melhor. Não melhor no caráter, mas uma pessoa de atitude, que quando quer, vai lá e faz.

    Minha vida antes do diagnostico, não gosto nem de lembrar...
    Vou repetir uma coisa, que já foi dito e repetido centenas de vezes aqui no teu blog, mas preciso falar: Minha fama era de preguiçosa, parada, lerda, devagar, sem iniciativa, sem ambição, burra, com a cabeça fraca, tonta, avoada, pessoa que não batalhava.....

    Eu mudei muito depois do tratamento, mas estes adjetivos vão me acompanhar para o resto da minha vida. Quantas vezes depois de tirar zero nas provas da faculdade, eu começava a chorar e perguntava a Deus, porque ele tinha me feito tão burra.

    Todos os problemas que o tdah me causavam, procrastinação, falta de concentração, tudo isto, o uso do remédio fez com que eu melhorasse.

    Um bom início de semana a todos;

    Tati

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossa.me vi em você. Espero que a rita tambem possa me ajudar.

      Excluir
    2. Legal seu depoimento, Tati.
      Minha vida mudou demais depois do diagnóstico.
      Mas nunca me senti burro, embora sempre tenha tido dificuldades com matemática e física.
      Meu problema sempre foi de continuidade, começava tudo a mil por hora, dois três meses depois me desinteressava e abandonava tudo.
      Cursos, esportes, namoros, casamentos, faculdades, empregos...
      Né fácil não, amiga, e ainda tem gente que fala que isso não é doença.
      Abração
      Alexandre

      Excluir
  10. Quando eu tive o contato com o pessoal do fórum da Medicalização e da sociedade, foi em 2008, onde eles travaram uma lei pra Dislexia na cidade de SP, de lá pra cá infelizmente eles só cresceram, descontruindo toda a realidade das pessoas com TDAH e suas famílias. É fácil falar e criticar sobre o que não se vive, é fácil dizer que drogamos nossos filhos com a droga da obediência e que somos influenciados pela propaganda da indústria farmacêutica, e dizer que a OMS está errada, que várias pessoas, cientistas ao redor do mundo estão errados. Essas pessoas não sabem como arrasam nossa luta, eu faço um desafio: Venham usar os seus métodos, seus saberes, sua ciência pra tratar dos meus filhos! Nunca aceitaram esse desafio, pq será????

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pois é, Roberta, dizer que esses cientistas, que a OMS são bandidos manipuladores que criaram uma doença só para lucrar com isso!
      Brincadeira!
      Sabe o que acho pior? A repercussão da imprensa!
      Sob o argumento de que deve ouvir os dois lados dão eco a esses irresponsáveis.
      Um abraço e obrigado pela participação
      Alexandre

      Excluir
  11. Alexandre, bom dia!
    Meu nome é Ricardo Pavão, responsável pelo Setor de Comunicação da Obra Social Dona Meca. Somos uma instituição filantrópica que atende, gratuitamente, crianças e adolescentes com deficiência no Rio de Janeiro, em terapias diversas como piscomotricidade, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, entre outras.
    Gostaria de parabeniza-lo pelo seu trabalho e textos de seu blog. Explicativos, interessantes e de fácil entendimento. Muito bom!
    Estou conhecendo alguns sites e blogs específicos de TDAH e outros transtornos de desenvolvimento afim de divulgar nosso Projeto MECA EM REDE. Trata-se de cursos de capacitação para profissionais e estudantes que queiram conhecer mais do atendimento a este público.
    O próximo evento está marcado para os dias 15 e 16 de junho. É o CURSO DE AVALIAÇÃO E INTERVENÇÃO NA CRIANÇA COM TRANSTORNO DE DESENVOLVIMENTO, com Catula Maia.
    Por favor, divulgue entre os seus contatos. Nós agradecemos.
    Para mais informações sobre nossa instituição, acesse: www.osdm.org.br
    E para saber mais do nosso projeto, acesse: www.mecaemrede.com.br

    MUITO OBRIGADO!
    E, mais uma vez, PARABÉNS!

    ResponderExcluir
  12. Acho que é isso que mais me entristece, o fato de não aceitarem a doença. Como você, Alexandre, escreveu pra mim aqui, um dia, preferem aceitar que temos um problema de caráter, do que propriamente um transtorno. Meus pais não me privam do tratamento, tomo os remédios, vou a psiquiatra, faço terapia, mas me falta o principal: meus pais acreditarem em mim. Acreditarem que meu comportamento impulsivo, meu comportamento sempre agressivo e turbulento na escola, minha procrastinação, minha desorganização, têm um nome: TDAH.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Bárbara!
      Eu acho que isso é preconceito, doença mental é loucura e ninguém quer ter um filho louco.
      Mas a opção também é péssima, principalmente para nós, portadores.
      É só mais um empurrão (pra baixo) na nossa auto estima.
      Abraço
      Alexandre

      Excluir
  13. Meu comentário sumiu pela segunda vez. Agora não tenho mais paciência de comentar.rsrs
    Essa minha internet de 9,90...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que pena...
      Depois,com mais tranquilidade, você tenta de novo.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  14. Minha vida escolar foi um caos. Nunca fui muito agitado, mas extremamente desatento. Apenas no ultimo ano de escola eu fiquei realmente nervoso e pesquisei o maximo sobre o assunto e desconfiei que fosse TDAH. Fui ao psiquiatra no qual me diagnosticou como TDAH.
    Tomei uma dose baixa, porem meu desempenho aumentou muito. Mas nao estudei, passei de ano apenas porque sou conhecido como o "mestre das colas". Entrei esse ano na faculdade,mas sem merito algum. colei no vestibular.
    Infelizmente tive que parar de tomar a ritalina por desenvolver uma ansiedade intensa. Talvez ano que vem poderei tomar a ritalina de novo. Enquanto isso estou iniciando o tratamento por bio-feedback.
    Abracos.
    E Alexandre, excelente bolg.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mestre das colas é muito chique! kkkkk
      Eu descobri, sem querer, que elaborar as colas era uma forma de estudar. Eu raramente precisava usá-las, eu as havia decorado. kkkk
      Obrigado pela força
      Abração
      Alexandre

      Excluir
    2. Me lembro uma vez que eu resolvi preparar uma "super cola".
      Fiquei dois dias reduzindo todo o texto do livro para caber em pequenas palavras em "código".
      Eu lia, entendia o assunto, e relacionava ele a apenas poucas palavras bem pequenininhas.
      Ao final, aconteceu o óbvio, aprendi todo o assunto e não precisei mais da "cola". Fiquei até zangado pelo "tempo perdido".
      Mas aprendi a lição.
      Pena que o TDAH não me permite este foco sempre.
      Abraços.
      Walter

      Excluir
  15. Nunca fui uma aluna considerada "atentada" na escola, era, quando
    muito, impaciente na conversa com alguns professores, por falar nisso,
    ainda na infância era calada e reservada, chegando na fase da
    adolescência tive uma mudança brusca de comportamento e por isso fui
    "premiada" pelos meus colegas com alguns apelidos, um deles
    "maritaca", pois falava em excesso, sem pensar (até hoje acontece).Se
    não fui estudante nota "10" também não participava do conjunto dos
    piores, era mediana. Quantos as matérias que foram lecionadas, tinha
    dificuldades em prestar atenção naquelas que exigiam muita teoria
    (português,história,geografia...) acabei por me enveredar aos cálculos
    e estou quase formando no curso de Matemática.Um grande número de
    vezes o TDAH atrapalhou-me nos estudos, mas era leiga no assunto, não
    sabia o que acontecia comigo, até porque via outros amigos com
    desempenho fraco, tão ruim ou até pior do que o meu e achava que fazia
    parte do grupo dos derrotados. No amanhã, como professora e
    conhecedora do problema, quero atentar-me a esse tipo de estudante,
    conversar com os pais, e realizar as orientações necessárias, não
    resolvendo, por se impossível, porém auxiliando para que não
    venham a passar pelas mesmas situações que passei,inclusive
    atualmente na faculdade.
    OBS: Se eu não fui o terror com os professores dos colégios, com
    certeza o era com os de música, tentei tocar vários instrumentos e em
    todas as tentativas não tive sucesso. "Corria" com as canções(quem
    entende do assunto saberá), dançava enquanto tocava, distraia-me
    facilmente, um verdadeiro horror!Bjs.

    Lídia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ola, Lídia!
      A mulher geralmente é mais desatenta do que hiperativa.
      Eu era o oposto, odiava cálculo e amava história, geografia e português.
      Abração e obrigado
      Alexandre

      Excluir
  16. Alexandre,
    Sabe o que eu ando fazendo?
    Eu copio seus posts e salvo em Word para um dia quando meu filho for maior ele mesmo poder ler seu testemunho. Ele está com 9 anos então espero sinceramente que daqui uns 6 ou 7 anos o blog ainda esteja acessível na internet mas é tão importante tão maravilhoso ouvir de alguém adulto um testemunho destes!
    O tratamento dele vai bem (acho eu...) com as 10 mg de ritalina LA já há quase 3 meses. O médico que tem feito o acompanhamento é particular e esse é um grande$$$ problema para mim, então tentei uma consulta com uma médica de convênio para ver , se conseguiria transferir para ela.... que triste ! Começa que nem olhou direito a avaliação neuropsicológica dele... continua que de cara já decretou que não existe tratamento para TDAH com 10 mg de ritalina, o “certo” é 20 mg no mínimo.... Não precisa nem dizer que não volto lá.
    Sobre as pessoas (todas: pais, professores, médicos, curiosos, etc...) que não sabem coisa alguma sobre ser TDAH ou conviver com alguém que a gente ama muito e é assim (que é o meu caso), concordo totalmente com você: TDAH é um sofrimento enorme. A vida se transforma em um caos.
    Você não imagina como me ajudou mais uma vez!
    Ah, para eu não ficar salvando seus textos, por favor, escreva um livro, tá? Abraço. Patrícia

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Patrícia!
      Nossa, fiquei emocionado com sua atitude!
      Que legal!
      O que você faz já justificou a existência desse blog; muito obrigado!
      Quanto ao livro, estou tentando, mas né fácil não.
      Sabe, Patrícia, ser TDAH é muito solitário, em geral as pessoas preferem negar ou fazer de conta que não existe nada.
      Muito estranho!
      Obrigado de verdade!
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  17. Alexandre, já estou por aqui há algum tempo e hoje finalmente passei com psicólogo e psiquiatra. Resultado? TDAH e Ritalina, assim como eu suspeitava! Não estou encontrando a Ritalina LA que o psiquiatra me passou, mas enfim... Como eu desconfiava eu realmente sou TDAH, e fico aliviada em finalmente saber o que sou.

    Na vida escolar eu era muito boa, tirava boas notas. Só tinha uma disgrafia terrível que durou até a terceira série, e só melhorou a base de muito caderno de caligrafia. Mas, apesar de ir bem nas provas eu era chata, mandona e parruda com os colegas, pois eu queria SILÊNCIO PARA PRESTAR ATENÇÃO NAS AULAS. Eu sentava nas primeiras carteiras, e ai daquele que fizesse barulho: minha atenção ia pras cucuias com qualquer barulho, então eu acabava sendo a chata da classe. Fui muito marginalizada até a oitava série.

    Também nunca fui boa em fazer trabalhos em grupo: prefiro fazer o trabalho inteiro sozinha do que lidar com a balbúrdia de um grande grupo.

    Eu acho que as crianças que precisam de Ritalina REALMENTE PRECISAM TOMAR, é muito chato esse rótulo de "droga da obediência"... complicado mesmo, se é algo que pode ajudar a qualidade de aprendizagem e comportamento da criança.

    Agora só estou preocupada com o início do meu tratamento... como conseguir me tratar com algo que está em falta no mercado? :( Até a Ritalina LA acabou... :(

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Completando o que eu disse anteriormente.... fui procurar a Ritalina LA 20mg que o Psiquiatra me passou e NADAAAAAAA... nem um comprimido em todas as drogarias da cidade vizinha (Jaú) e da cidade onde moro (Barra Bonita). É Drogasil, Drogaria SP, tiozinho da esquina, distribuidora...

      Resultado? Voltei no Psiquiatra que me deu duas opções: começar com a Ritalina LA 40mg (que foi a única que encontrei, somente uma caixa) ou o Concerta 18mg. Escolhi o segundo, eu já tenho ansiedade... imagina começar com a maior dosagem da Rita???

      Mas o preço do Concerta foi "desconcertante": com desconto do laboratório e da Drogasil, a *&%$# do medicamento ainda saiu mais de 170 reais!!!!

      E eu ainda tomo Reconter, Dormonid, mais uns medicamentos e uma pá de vitaminas (sou gastroplastizada). Sem brincadeira, fazendo as contas meu salário está quase todo indo em medicamento, médicos e plano de saúde!

      Saco, estou super desanimada... o meu psiquiatra disse que podemos voltar pra Ritalina quando ela voltar no mercado... espero que eu possa acompanhar por aqui quando o povo finalmente começar a conseguir encontrá-la =D

      Excluir
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    3. e porque não sugere que ela também inicie com ritalina?

      Excluir
    4. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    5. Meu deus, Bárbara... parece que temos a mesma história! Minha mãe também é igualzinha, e minha avó. Mas, ao contrário de mim, minha mãe não sofre por ser TDAH. Ela é muito esquecida e só, foi horrível na vida escolar mas já passou. Como dona de casa não prejudica em muita coisa ela ser como é.

      Ela até falou pra mim (diante do meu diagnóstico e eu comunicando a ela que provavelmente a genética veio dela) que ela talvez fosse atrás de remédios, e eu desaconselhei: se ela se sente super feliz do jeito que é, está saudável, não se mete em situações de perigo, é feliz no casamento... por que mexer em time que está ganhando? Ela é uma DDA feliz =D Minha avozinha já faleceu.

      Bárbara, engraçado que achavam que eu era tudo, menos TDAH por conta das minhas notas. Minha auto-estima é negativa, de tão feia que foi essa fase. Espero melhorar agora!

      Hoje foi meu segundo dia de medicação. Minha sonolência sumiu desde o primeiro dia, minha energia ficou muito melhor e EU TENHO FOCO! Eu não acredito! Estou tão feliz! Muito feliz mesmo! Só tive um pouco de dor de cabeça no primeiro dia, e me dá uns calafrios beeem de leve quando o remédio começa a fazer efeito. Também estou preocupada por que a duração deveria ser 12 horas (Concerta) mas eu sou gastroplastizada, parece que durou bem menos pra mim... umas 7 horas, creio eu. Agora não sei se é por que meu aparelho digestivo é mais curto ou se ele dura menos do que promete realmente.

      Também estou lendo o livro "Mentes Inquietas" que minha psicóloga emprestou... muito bom mesmo, estou adorando e me descobrindo. Recomendo :)

      Excluir
    6. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    7. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    8. Legal esse diálogo de vocês duas, gostei muito.
      Existe um erro muito comum, mesmo alguns médicos, ao acharem que o portador de TDAH só tira notas baixas ou tem baixo desempenho escolar.
      Minha médica, que é brilhante por sinal, também é portadora e sempre tirou boas notas. Mas a vida pessoal era um caos.
      Adorei esse papo, esse é o objetivo do blog.
      Abraços 'meninas'
      Alexandre

      Excluir
    9. Bárbara:

      "diante de todos os rótulos que me impunham, eu passei a ser leniente e permissiva demais com as pessoas, para que elas não me rotulassem mais. Resultado: não perdi os rótulos (porque as pessoas do seu convívio sempre vão utilizá-los contra você) e aceitei muita coisa que não deveria (porque estava tentando ser uma pessoa menos "briguenta")."

      SANTO DEUS!
      VOCÊ EXPLICOU TUDO.

      Comentarei isso no meu blog http://seguindocomtdah.blogspot.com.br/

      OBRIGADA

      Excluir
  18. e porque não sugere que ela também inicie com ritalina?

    ResponderExcluir
  19. Meu filho tem 10 anos e andei lendo algo sobre tdah e percebo que se encaixa em seu modo de ser.Estou muito preocupada!! pois percebo que ele é muito desatento em tudo.Muitas vezes falo com ele e percebo que ele não ta ligando a mínima pelo q to falando.Esquece as coisas, perde e se dou alguma coisa pra ele fazer, demora anos, sempre foi assim eu imaginava que a medida q fosse crescendo ele melhoraria. Isso não ta acontecendo!pra vc ter idéia muitas vezes chego perto dele e sinto cheiro de xixi, tão distraído que acaba molhando um pouco a roupa,isso acontece diariamente e se agrava mais quando ele ta assistindo ou jogando pois é a única coisa q ele presta atenção! Leva a tarde inteira fazendo uma tarefa,to deixando ele se arrumar sozinho pra ir a escola de manha pra ver se ele cria responsabilidade.fico deitada, mas atenta.muitas vezes ele chega no quanto pra se despedir sem calçar tênis,faltando pentear cabelo, escovar os dentes... sem falar no tempo q levar.Mas ele é uma criança obediente,não é de responder e percebo q se esforça
    Td semana recebo reclamaçoes dele na escola.
    ME AJUDE!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Aqui no blog não é o lugar ideal para vc pedir ajuda. Procure um Psiquiatra para seu filho iniciar na ritalina.

      Excluir
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
    3. Olá para a mãe do garoto de 10 anos.

      Boa noite amiga, eu acho que em primeiro lugar, você deveria ler bastante a respeito de tdah e comparar com o comportamento do seu filho. Sugiro o site da Associação Brasileira de TDAH, tem o link aqui no blog do Alexandre.

      E leve seu filho num psicólogo para fazer uma avaliação, ou num neurologista ou psiquiatra. Eu sei que ainda existe um estigma de que esses profissionais tratam de "gente louca", mas não se deixe levar por estes preconceitos!

      E se você for procurar um médico, se informe antes se ele conhece e trata tdah, pois as vezes pagamos consulta e só descobrimos depois que o médico nunca ouviu falar de tdah. Falo isto por experiência própria, infelizmente o que não falta é profissionais achando que isto não existe.

      Olha, só fui saber que era tdah depois dos 30, e tive uma vida bem sofrida por desconhecer a doença e não ter acesso à tratamento.
      Eu também era extremamente desatenta em tudo, desde escola, no trabalho, até em conversas.

      Minha vida mudou e mudou para melhor depois que comecei a tomar ritalina.

      Se o seu filho for realmente tdah e for receitado algum medicamento, não tenha medo de medica-lo.
      Existe muitos foruns na net falando horrores do medicamento, mas creio ser de gente muito mal informada.

      Bom, fiz questão de fazer este comentário, porque hoje adulta, vejo que teria sido muito bom para mim, se meus pais ou alguém das escolas que estudei, notasse que minha falta de atenção e concentração não era meramente "preguiça de estudar".

      Boa sorte, e espero ter ajudado de alguma maneira.

      Sílvia

      Excluir
    4. obrigada pela atençao, vou seguir seus conselhos!!
      POIS ELE É TUDO Q TENHO!!
      fica com DEUS!!

      Excluir
    5. Boa noite, mãe do garoto de 10 anos!
      Não se desespere, o TDAH não é uma condenação. Na idade do seu filho os resultados do tratamento são excelentes. Medique-o e acompanhe-o ele te agradecerá o resto da vida!
      Se ele é tudo na sua vida, você é a grande esperança de futuro dele.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
    6. Obrigada Alexandre!!

      Excluir
    7. Mãe, pelo amor de Deus, leve seu menino para uma avaliação médica.
      Medicado nesta idade, ele terá uma vida normal. Livre de todos os problemas de quem não teve ajuda médica logo no início. Depois de adulto é muito complicado!
      Está no caminho certo: pesquisando, se inteirando, se preocupando! Parabéns!
      Agora o próximo passo é levá-lo a um profissional. Você vai ver como a vida dele - e a sua - vai melhorar muito!

      Excluir
  20. No site da ABDA também tem lista de médicos e psicólogos que tratam tdah.

    ResponderExcluir
  21. Mãe do garotinho de 10 anos :)

    Como os outros já disseram, vá atrás de uma avaliação para ele. Eu também fui diagnosticada com praticamente 30 anos e sofri muito durante a vida por conta dessa descoberta tardia. Seu apoio, carinho, atenção e tratamento certo vão fazer a diferença na vida do seu filho :)

    Aqui é lugar de pedir ajuda sim, eu concordo com isso :) Mas antes de mais nada um profissional deve diagnosticar seu filho :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. obrigada viviane cervati.

      Excluir
  22. "Bando de cretinos irresponsáveis, fechem suas bocas inconsequentes e parem de tentar estragar a vida de pessoas que, como eu, simplesmente não conseguem ficar em silêncio quando precisam, não conseguem ficar sentados quando devem, não conseguem respeitar os outros quando é necessário!"

    APOIADO!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Héllen!
      Vamos nos unir em defesa do nosso direito a tratamento.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  23. Aos 10 anos de idade eu morava em uma casa no interior. De tão "danado" e 'levado", eu vivia trancado, e vigiado 24 horas. Vizinho de minha casa tinha um restaurante, cujo dono era a pessoa considerada a mais feia da terra. Eu, trancado em casa, gritava para ele: "beleziiiiiinha! ô Beleziiiiinha! me solte.Me tire daqui". Ele, com pena, veio e pediu a minha mãe para ficar comigo. Minha mãe, advertiu ele do meu comportamento mais ele insistiu. Resultado, 15 minutos depois ele me devolveu, com o restaurante dele literalmente virado de cabeça pra baixo.

    Meu pai contratou um rapaz para tomar conta de mim. A função dele: Ficar o dia todo segurando a minha mão. Até gude ele jogava segurando a minha mão.

    Descobri, aos 35 anos e depois de muita baixa auto estima e muitas comorbidades, o TDAH e o metilfenidado, que no meu caso veio através do CONSERTA.

    A minha felicidade é que esta descoberta veio através do diagnóstico do meu filho, aos 9 anos, como portador TDAH, tenho muita experiência para passar para ele, e muito apoio alhe dar.

    A medicamentação não é tudo, tem que ter acompanhamento psicológico, Mas, para o inferno os que falam mal da medicamentação, de preferência acompanhados daqueles que usam a medicação para fazer concursos e outros "turbinamentos".

    ResponderExcluir
  24. Olá, cheguei a este site, depois de mto pesquisar sobre TDAH.. e tudo q está escrito aqui diz respeito a mim mesma.. estou com 46 anos e agora estou em busca de um médico que faça o diagnóstico de TDAH.. de tanto procurar o pq de eu ser assim eu cheguei no TDAH..mas meu médico acha que não é, ele acha que é ansiedade, depressão.. ele não entende que justamente minha ansiedade e depressão é pq tenho TDAH. Sempre sofri muito na escola, interrompi os estudos pq não conseguia e não consigo me concentrar, reter o que leio, etc.. Ele é psiquiatra da rede pública, então dane-se em tentar fazer um diagnóstico, estou buscando um lugar mais em conta particular para poder ter esse diagnóstico no papel para que eu possa fazer um tratamento adequado. Só de escrever já tenho vontade de chorar por tudo que passei e passo desde minha infância.. Espero pelo meu próprio bem conseguir esse diagnóstico, pq não aguento mais sofrer.. ter problemas no trabalho, em casa, com os amigos... estou muito cansada!! E espero que todos que estão aqui ou que venham a encontrar esse site, consigam resolver esse problema sérissimo que todo mundo acha que é burrice, ansiedade, depressão, etc..

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bem vinda Anônima. Tenho 49 anos, e me descobri TDAH aos 35, depois de de muito sofrer e de muito fazer sofre minha família (pais, irmãos, esposa e filhos).

      A descoberta e a certeza do diagnóstico do TDAH não mudaram quem sou, mas me trouxeram uma paz interior e uma compreensão maior de "quem sou eu".

      Assim como aconteceu comigo, e imaginando que seja o seu caso, estou torcendo que vc, através do seu diagnóstico, compreenda melhor o porque das escolhas que vc fez ao longo da vida, e se perdoe.

      Paz.

      Excluir
    2. Oi Walter, adorei seu comentário.
      Farei um post sobre isso.
      Abraços
      Alexandre

      Excluir
  25. Acabei de passar por isso agora. Uma pessoa no youtube disse que transtorno bipolar e TDAH é só uma invenção da psiquiatria e que se não tem como comprovar a existência cientificamente, então não existe. Olha, não vejo a hora da ciência descobrir uma maneira de reconhecer doenças mentais para calar a boca desse povo. São pessoas com mente fechada que subestimam a complexidade do cérebro e não pensam que é necessário muito estudo científico para se entender a mente humana.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Parabens pelo blog!

      Excluir
    2. Eu também, Marcel, eu também.
      Impressionante como a vaidade do conhecimento científico é maior do que a preocupação com o sofrimento do ser humano.
      Muito triste.
      Abraço
      Alexandre

      Excluir
  26. Tenho um filho adolescente que tomou a maior parte da vida risperidona, que só serviu para engordar e fazer dele um adolescente com grande baixa estima e rebelde, só agora encontrei um médico que passou ritalina la 20 para ele, estou com esperanças que ele possa ter uma vida mais tranquila e organizada. estou feliz de encontrar um blog que eu possa trocar experiencias com pessoas que vivem esse dilema tbm. abraços e parabéns mais uma vez Alexandre.

    ResponderExcluir
  27. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  28. Alexandre. Primeiramente parabéns pelo blog!! Sou TDAH diagnósticado e tratado há 3 meses.
    Um absurdo o discurso vazio e conspiratório este de que medicamentos estimulantes usados para tratamento do tdah serviriam às indústrias farmacêuticas apenas para auferirem lucros em desfavor da socidade e dos portadores do funcionamento TDAH.
    Hipócritas! Preferem fechar os olhos à qualidade de vida de muitos jovens e adultos, que por conta de sintomas severos de desatenção, impulsividade e hiperatividade levam uma vida errática e de sofrimento, pois não consenguem seguir as regras, rotinas e dinâmicas impostas e aceitas pelas mesmas pessoas que demonizam o tratamento.Aceitam com frieza e indiferença a desgraça alheia, rotulando o TDAH não-tratado que, não raro, sucumbe às drogas ilícitas, ao alcool, ao tabaco, ao comportamento desviante ou mesmo à aniquilação de seus sonhos.
    Ok. Confesso, a ind. farmacêutica fatura bilhões. Por outro lado é conferido aos jovens e adultos TDAH uma base primeira, para tratamento de um transtorno sobre o qual pesquisas sérias apontam advir de uma falha neuroquímica.
    O abuso de tratamento medicamentoso em crianças deve sim ser visto com cautela, sendo temerária a banalização do TDAH na infância.
    MAS REPUDIO FALSOS MORALISMOS, dos que não aceitam o avanço da ciência e não trazem qualquer solução eficaz.
    De resto, só sabe a importância de um medicamento eficaz, aquele que vive na pele e na alma os sintômas deletérios que o TDAH lhe impõe.

    ResponderExcluir
  29. parece que os esquerdistas mostraram sua verdadeira face pró-psiquiatria quando inventaram o termo psicofobia. escoria liberal/fascista e comunista, dois lados da mesma moeda governados pela mesma elite. a moral da esquerda acabou pra mim depois desse termo ''psicofobia'', pois eu achei que a esquerda seria a única que poderia combater a psiquiatria. tudo nesse mundo não passa de um teatro mesmo

    liberal e comunista = fascista . ser humano = fascista.

    ResponderExcluir
  30. Parabéns Alexandre! Não só adorei o seu post como me senti extremamente aliviada ao ler tudo isso. Meu filho de 10 anos tem tido uma qualidade de vida muito melhor após o uso da Ritalina, acho que ele ainda nem percebe o benefício real que está tendo.
    O diagnóstico de TDAH, mais para o lado da impulsividade, de não se controlar em situações que precisam, de não ficar quieto a hora que deve, me fez aceitar numa boa o uso do medicamente, mas realmente é muito chato e traz um conflito grande pra gente que é mãe, ficar lendo inúmeras matérias contra a ritalina, nos faz questionar se estamos mesmo fazendo o bem para nosso filho, mas o seu depoimento e os comentários de várias pessoas, me trouxeram um certo alívio e sei que estou fazendo o bem pra ele sim, e quando for necessário vou me munir dos recursos que a ciência nos proporciona para viver melhor! Obrigada pelo post!
    Carolina

    ResponderExcluir