quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

COACHING - UMA SUPERDOSAGEM DE RITALINA




O pré julgamento é quase inevitável quando nos deparamos com o desconhecido.
Por mais que tentemos ser isentos ou que não queiramos criar expectativas, acabamos formando opiniões a respeito de quase tudo o que vamos enfrentar ou experimentar pela primeira vez.
Eu não sou diferente. Formei um pré julgamento a respeito do coaching e, como quase todas as opiniões pré concebidas, estava completamente errada.
O coaching tem me surpreendido. Temos, eu e minha coach, prospectado fundo minha vida. Tenho, com orientação da Luciana, buscado fundo tudo aquilo que ao longo desses 50 anos tem transformado minha vida num fardo pesadíssimo de carregar.

A sessão de hoje foi particularmente esclarecedora e motivadora. Conseguimos juntos, identificar vários comportamentos que atuaram - e continuam atuando - para sabotar minha vida. O mais interessante é que, vários deles eu encarava como um raciocínio racional, uma forma de pensar inteligente e/ou incomum. Foi muito legal ir dissecando, ou confrontando, esses raciocínios e enxergá-los da forma como eles são: pensamentos de auto sabotagem com o objetivo de manter-me paralisado, imóvel, nessa vida que só me trouxe insatisfação até hoje.
Outra coisa que identifiquei, foi a forma negativa como me enxergo. Minha opinião própria é muito ruim. Sem perceber, emito opiniões negativas a meu respeito o tempo todo, sobre os mais variados assuntos.
O coaching, e minha coach, também tem sido responsáveis pelo desmanche de uma forma de pensar simplista, quase infantil com que encaro algumas questões. Assim como em outros campos e momentos da minha vida, imaginei que a Ritalina pudesse ser minha princesa encantada; ou melhor, minha fada do dente. Aquele ser mágico, que com um único toque transformaria minha vida da água para o vinho. Isso só existe na ficção infantil. Na minha vida, cabe a mim atuar e transformar, se eu quiser transformá-la. Do contrário, conviverei com minha insatisfação até o fim dos tempos.
Em determinado momento, pesou sobre meus ombros a responsabilidade de carregar sozinho minha própria vida, mas depois, quando discutimos juntos, eu e minha coach, eu consegui enxergar que eu já faço isso; de forma inconsciente e da maneira errada. Com os resultados errados.
Saio da sessão de coaching extremamente motivado, com a mente clara e desperta. O equivalente a uns 200 miligramas de Ritalina. A cada nova sessão me sinto mais responsável e mais capaz de dirigir, sozinho, minha vida. Muito interessante e legal o processo do coaching. E surpreendente.