domingo, 27 de fevereiro de 2011

HOJE MORRI UM POUCO!


Hoje morri um pouco!
Como em toda as mortes, sofri!
No instante final, revi minha vida.
Os sorrisos que trocamos.
As lágrimas que caíram.
Os prazeres que sentimos.
Hoje morri um pouco!
Uma morte lenta.
Uma morte anunciada!
Mas nem por isso, menos sofrida.
Nada mudou!
Apenas morri um pouco!

Nas dores que dividimos, morri um pouco.
Nos prazeres que sentimos, morri um pouco.
Na vida que não tivemos, morri um pouco.
Nos caminhos que trilhamos, morri um pouco.
Na sua sombra indo embora, morri um pouco.
No brilho do olhar que se apagou, morri um pouco.
No ombro amigo que se esquivou, morri um pouco.
No futuro que não aconteceu, morri um pouco.
No sorriso que se apagou, morri um pouco.
Uma morte sem glamour!
Ninguém aparecerá para chorar ao meu lado.
Ninguém se vestirá de negro em respeito à minha morte.
Afinal, apenas morri um pouco.
Quem sobrevive, não olha para trás.
Não existe dor, apenas a morte.
A morte das escolhas,
dos sacrifícios,
da entrega,
do prazer,
do amor,
da vida.
Apenas a morte.
Hoje, morri um pouco.
Mas, quem se importa.
Meus olhos serão privados do novo sorriso que nascerá amanhã.
Mas quem se importa.
Hoje morri, um pouco!
Morri a morte que procurei.
A morte que acreditei que jamais viria.
Corri o risco dessa morte.
Agora pago seu preço.
Hoje morri um, pouco.
Hoje, morri pouco.
Hoje, morri.
Morri.
Hoje.
Pouco.
Somente hoje.
Sozinho.
Um pouco.