sexta-feira, 11 de março de 2011

NEM TUDO QUE RELUZ É TDAH!




Em alguns momentos torna-se difícil descobrir o que gera uma determinada sensação.
Ontem passei uma tarde extremamente agradável ao lado de minhas irmãs.
Fomos ao shopping, tomamos café, visitamos a livraria Saraiva, conversamos e rimos muito.
Porém, a partir de um determinado momento, um sentimento estranho começou a tomar conta de mim.
Uma sensação que não sei definir, se irritação ou ansiedade. 
Comentei com minhas irmãs este sentimento que começava a nascer em mim e apesar de pensar em possíveis motivos não encontrei nenhum.
Ao contrário de outros dias, eu não tinha nenhum compromisso marcado, nenhum trabalho pendente, nada.
E aquele sentimento cresceu, instalou-se e ficou.
Uma sensação de sair daqui, mas dali também.

Um incômodo, sei lá.
Por várias vezes surpreendi-me coçando as palmas das mãos, sem nenhuma coceira.
Estou aqui pensando: o café em que nos sentamos tinha um atendimento horroroso. Chegou a ser engraçado. Assim que nos sentamos, o garçom chegou sem um menu nas mãos, nada. Pedi o menu e uma de minhas irmãs pediu uma quiche de queijo. Não tinha, apenas de queijo com bacon. Ok; pão de batata com requeijão. Para nós dois, pão de queijo. O moço sumiu. Uns dez minutos depois ele disse que pão de batata só com frango. Minha irmã concordou. Mais cinco minutos ele reapareceu com os cafés e um pão de queijo. Perguntei pelo outro; resposta: acabou. Tinha mais, mas foi saindo nos outros pedidos. Tudo bem, aceitei. E o creme do meu café? Já vou trazer - ele disse. Mas não trouxe. Fiquei ali uns cinco minutos esperando o creme, o café esfriando... percebi que se não me levantasse e fosse ao balcão pedir meu creme o café ficaria gelado. No balcão, o atendente colocou o creme em meu café sob o olhar atento do garçom que não emitiu um grunhido sequer, sei lá, a título de desculpa ou justificativa. Voltei para a mesa e logo depois apareceu o garçom com o pão de batata. Preto. A casquinha superior do pão estava pretinha. Foram aquecê-lo e esqueceram o pobrezinho dentro do forno. Não resisti e perguntei ao garçom: o que está acontecendo aqui hoje? Meio sem graça ele se justificou com a greve dos ônibus; não havia chegado nenhum funcionário até aquela hora.
Olhando assim, dava pra ficar irritado...
Mas será que foi 'apenas' isso?
Um motivo tão bobo, tão simples, tão sem glamour, tão sem tdah!
Pensei em tanta coisa, criei  várias teorias complexas e mirabolantes. Fiz uma auto análise na vã tentativa de descobrir a origem daquela irritação. Mas olhando agora, acho que aquele café me encheu o saco. E na hora eu não percebi.
Uma das coisas que possuem o dom de me irritar é o mau atendimento. Acho inadmissível uma pessoa atender mal o público. Mesmo no caso em questão, se ele tivesse chegado no princípio e avisado, explicado a situação, sua inexperiência, sua dificuldade. Não! Deixou-nos ali plantados, esperando suas atitudes confusas e morosas.
Quanta decepção, meu Deus!
Um post com um início tão promissor, acabar assim?
Onde está a análise comportamental ? Não do garçom, claro, mas a minha!
Cadê a atuação do tdah?
Onde entra a ritalina aqui?
Só se eu der umas cápsulas ao garçom; quem sabe ele cria um foco no cliente.
Tanta irritação, tanta ansiedade por causa de um café.
Acho que vou criar um blog sobre atendimento ao público.
Odeio ser mau atendido! 
Acho que vocês já sabem disso, né!
Bem, gente, acho que o post acabou.
Mas fica aqui a lição:
chega de tanto tdah!
Creio que tenho que ficar mais relaxado.
Mesmo querendo tirar o tdah do centro da minha vida, ainda não consegui completamente.
Mais uma lição!
Independência ou...
morte?
Não. Muito forte.
Independência!
Já está bom!
Amanhã tem mais.