quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

ANO NOVO, AGENDA NOVA. UM DESAFIO PARA O TDAH.



Um novo ano começa. A maioria das pessoas inicia uma agenda nova.

O primeiro passo é trazer para a agenda nova os compromissos fixos da agenda velha. Aniversários, comemorações, contas periódicas e tudo aquilo que virá de lá para cá.
Depois, é só dar continuidade aos compromissos habituais de uma agenda. Encontros com clientes, pacientes, fornecedores, sei lá, qualquer coisa que se queira anotar. Ou que se julgue importante.
Ao iniciar-se um novo dia, consulta-se a agenda e prepara-se para tudo aquilo que está ali registrado.
Você já imaginou registrar todos os seus compromissos na nova agenda e não consultá-la?
É exatamente isto.

Comprei ao longo da minha vida, dezenas de agendas. O mais diversos formatos, tamanhos, diagramações e capas. Por alguns anos comprei uma caríssima agenda da revista Exame. Linda, personalizada, com índices financeiros. Um espetáculo.
As primeiras semanas do ano estavam repletas de anotações, detalhadas, completas. Ao longo do ano as anotações vão rareando, rareando, até desaparecerem completamente lá pelo meio do ano.
Eu simplesmente não consultava a agenda. E por causa disso, esquecia completamente de anotar os novos compromissos.
A partir do meio do ano viravam peça de museu.
Mesmo sabendo de minha péssima memória, tendo a guardar os compromissos na cabeça ou anotá-los em papeizinhos esparsos, que perco ou que estão de tal maneira mal escritos que não consigo entender seu conteúdo. Ocorre muitas vezes de encontrá-los dias, semanas depois de anotados e, simplesmente, não faço a menor idéia do que significam aqueles hieróglifos ou, se os decifro, não me lembro mais do que tratam.
Certa vez decidi comprar um Risque/Rabisque, aquelas "pastas" com folhas soltas que ficam em cima da mesa. Pois bem, foi um caos. Com a desorganização que me caracteriza, minhas anotações viraram uma zona. Absolutamente indecifrável.
Perdi compromissos e quase o emprego junto.
De tudo o que tentei, o melhor foi o celular. Ele apita, toca musiquinha, inferniza minha vida. Claro que as vezes descarto aquela anotação pois já estou na iminência de cumpri-la. E a esqueço. Mas é minoria. Na maioria dos casos eu acato as anotações. E as cumpro.
Um enorme grilo falante a lembrar-me o que e quando fazer.