sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

AFOGANDO-SE EM TDAH





Afogamento; creio ser essa a melhor figura de linguagem para descrever aqueles momentos em que, mesmo sob tratamento, afogamo-nos no TDAH.
De repente, a vida que caminhava bem, desanda; a memória falha de tal maneira que nos esquecemos, até mesmo, de tomar os remédios. Todo aquele esforço que fizemos para esconder a desatenção cai por terra após uma desastrosa sequência de falhas infantis.
A velha concatenação de fatos ressurge com toda a sua força: falhas de memória, queda de produtividade, desânimo, desespero, e a vida afunda no TDAH.
Enquanto a vida submerge nas velhas estruturas do TDAH,tentamos desesperadamente nadar de volta à superfície.
O desespero é um péssimo companheiro; parece que quanto mais lutamos, mais submergimos.
Ao redor, o oceano infinito das derrotas conhecidas e experimentadas. E o silêncio! O silêncio que precede à morte. A enésima morte em vida.
A derrota parece inexorável; crônica de uma morte anunciada, porém, inevitável!
E de repente, uma pequena nesga de luz abre-se naquele oceano cinza, escuro, quase negro. Uma réstia de luz é o bastante para nos iluminar a mente, a memória, o passado. E reconhecemos nossos velhos sabotadores, nossos inimigos internos que não esmorecem jamais.
Reconhecermos nossos sabotadores aumenta nossa confiança. E então, instintivamente, esticamos nossas pernas, alongamos todo nosso corpo e, com enorme surpresa, sentimos nossos pés tocarem o solo.
Erguemo-nos, para descobrir que afogávamos em águas rasas, sobejamente conhecidas. Uma súbita coragem toma conta de nossa alma. Revitalizamos nossas estratégias de luta, respiramos fundo e sobrevivemos, de novo, ao velho golpe do TDAH; aquele de sabida eficiência e nefastas consequências, que compreende injetar desânimo, torpor e derrota em mentes já tão enfraquecidas por tantas lutas e tantos revezes.
Mas agora que reconhecemos as encarquilhadas estratégias de nosso inimigo, até caímos, mas temos força e discernimento para reconhecermos sua ação e evitarmos a vergonhosa morte por afogamento em uma xícara de café.


49 comentários:

  1. OLÁ, EU SOU O ANONIMO QUE SEMPRE POSTA OS VIDEOS AQUI, pois bem, não consegui nada com isso, enfim...

    Agora chegou minha hora.

    Quer uma "Cura" para o TDAH? Lá vai, essas foram os métodos que me levaram a uma possivel descoberta em mim, e cura para o meu antigo "transtorno", hoje consigo livremente usufruir dos benefícios por trás do TDAH.

    - PARA DE LUTAR; (OU QUERER LUTAR TANTO)

    - PARAR DE QUERER SE ENCONTRAR;

    - PARA DE BUSCAR; (isso elimina ansiedade)

    - PARAR DE SE PREOCUPAR;

    - PARAR DE TENTAR;

    - PARAR DE ACHAR;

    - PARAR DE QUERER SE ENCAIXAR TANTO;

    - PARAR DE TENTAR ENTENDER; (isso elimina as distorções da mente)

    - PARAR DE SE JULGAR; (elimina-se o auto-julgamento)

    - PARAR DE SE REPREENDER;

    - PARAR DE SE NEGAR; (exemplo, se estiver com raiva, expresse sua raiva, se querer gritar, grite! Se querer dar uma boa gargalhada, simplesmente dê.

    - PARAR DE SE COMPARAR

    Agora os Metodos que vocês Devem seguir:

    - LARGUEM-SE; (Busquem um momento do dia para expressar a sua verdadeira natureza)

    - SEJA HONESTO CONSIGO E COM OS OUTROS;

    - DÊ DE SI LIVREMENTE;

    - NÃO SEJA PERFEITO E NÃO BUSQUE A PERFEIÇÃO PARA PODER AGIR;

    - NÃO SE COBRE;

    - QUEBRE AS REGRAS;

    - RESPIRE FUNDO E DIVIRTA-SE.

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    1. http://www.youtube.com/watch?v=lXvcJMjPZWQ

      Esse foi um dos Caras que resolveu me ajudar, eu cursei ingles e isso facilitou minha vida.

      PS: Prometo fazer legendas para esse vídeo!

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    2. Deixe ver se entendi: é para parar de lutar contra o TDAH, deixando ele agir livremente;

      Deixando que o TDAH lasque com a minha vida livremente;

      Deixar que o TDAH destrua os relacionamentos com os filhos, pais, irmão, amigos, colegas de trabalho e todos ao meu redor;

      É para deixar o TDAH que está dentro de mim me Fu... todo, Fu... meus clientes e, de novo, F... minha família, como já aconteceu diversas vezes;

      É para assistir o TDAH f.. a vida de meu filho TDAH, e achar que nada há para fazer, e, de quebra, fazer isto rindo, em uma rede, tomando água de coco e olhando os passarinhos, apenas preocupado se está ventando muito ou pouco.

      É para sequer pensar nas coisas pelas quais passei/fiz/sofri na infância e na adolescência, as quais me deixaram com comorbidades tipo "toque", chegando ao ponto de ficar dentro de um carro e, do nada, começar a gritar palavras altamente obscena, morrendo de medo que não conseguisse controlar e este toque se manifestasse em público.

      Isto sem falar no que eu não quero falar aqui para não me expor mais ainda.

      De novo, é para passar por tudo isto sem qualquer preocupação, rindo, cantando, saltitando por cima dos escombros da vida, minha e de meu próximos, por cima dos destroços que eu mesmo causei.

      É para achar que sou um estúpido, imbecil, escroque, irresponsável, mal caráter, e, maravilha das maravilhas, não se importar com isto, não se preocupar com isto, não querer tratar isto, achar que está tudo bem, que vivo em um paraíso de vida e que as M.. que fiz e ainda faço não são culpa minha, são culpa dos outros, pois eles que se lixem e saiam de baixo.

      Fiquei encantado com esta estratégia de lidar com o TDAH, acho até que a vi naquele desenho animado, "O Rei Leão", ´(tem dublado), lá, salvo engano um porco chamado timão (ou seria o pumba) a chamava de "Hakuna matata", e dizia a mesma coisa: "os seus problemas, você deve esquecer".

      Imagine, de um click esquecer tudo, não se incomodar com mais nada e simplesmente viver feliz, assim do nada.

      Chequei a passar um tempo pensando em adotar esta estratégia, diria que o tempo foi de um trilionésimo de segundo.

      Talvez por estar ficando velho, 50 anos, certas teses já não me encantam mais, vou continuar com minha medicação, minha terapia, com minha preocupação em ser um ser melhor comigo, com minha família, meus clientes, meus amigos e, até mesmo, com aqueles que nem conheço, mas que estão ao meu redor.

      Mas, de qualquer forma, agradeço a sua opinião.

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    3. P.S.: Achei o vídeo do HAKUNA MATATA. É dublado, fácil de entender, acho que espelha bem a sua tese.

      http://letras.mus.br/o-rei-leao/934433/

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    4. Eu só tenho que fazer as tarefas do meu jeito.

      Agora eu assistir à forma como eu faço as coisas,
      e não apenas como eu acho que elas deveriam ser feitas...

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    5. “Agora chegou minha hora“... Ninguêm está preocupado contigo aqui asno. Suma daqui !

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    6. ASSSNOOOOO??? orra, parabens pela a delicadeza, o CAVALO!

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    7. Calma, gente...
      Não vamos baixar o nível, por favor!
      Eu discordo muito do que postou o nosso amigo, mas respeito o seu direito de tentar expor sua opinião.
      Acho sua visão romântica e infantil, o TDAH é uma DOENÇA orgânica comprovada cientificamente, o resto é conversa pra boi dormir.
      Abraços

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  2. Oi Alexandre!
    Mais uma vez vc consegui expressar o q sinto a cada 3 ou 4 meses. A sensação q dá é q sempre precisamos cair muito para subir um pouco.
    É tão cansativo né!
    Concordo com as sugestões do anônimo, mas acho q ele não entendeu direito. Nós tdah temos várias fases, somos como as estações do ano... Não há como permanecer sempre no entusiasmo do verão e na leveza da primavera, sem passarmos por invernos e outonos rigorosos e angustiantes.
    Acredito q a maioria, assim como eu, faça tudo q foi recomendado, mas a questão é q só conseguimos fazê-lo por curtos períodos... Q de tão prazerosos e gratificantes, nos desarmam para as guerras inadiáveis da exaustão implacáveis no inverno e outono.
    Parabéns pelo post Alexandre!
    Brilhante como sempre!

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    1. Obrigado, Aline!
      Nosso Anônimo é um pouco romântico e ingênuo. Deve fazer parte dessa turma que acha que tdah é frescura.
      Enquanto isso ele afunda em sua propria doença.
      Abração
      Alexandre

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  3. Olá, gosto muito desses seus relatos meio poesias, meio crônicas e de muitas verdades!
    O TDAH ou seja lá o nome, tem muita discussão ainda sobre diagnósticos, "que tá na moda", etc. Mas, sem dúvidas tem melhorado a vida de muitas pessoas, encontrar semelhantes em tantos pontos e que essas pessoas mudam. ressurgem a cada estação.
    Gente, é tão importante isso de se reconstruir de não achar que deve permanecer assim. O problema é só dá continuidade. Porque comigo era/é assim: começo, mudanças, retroage, recomeço,mudanças, retroage. Mas, a cada fase/ciclo vem mais amadurecimentos.
    Espero sempre, sempre poder ler mais e mais relatos por aqui e que acima de tudo eles sejam inspiradores. Todo mundo tem problema, mas a gente tem q fazer alguma coisa a respeito e isso depende de nós.

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    1. O TDAH existe, é uma doença comprovada cientificamente e reconhecida pela ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Qualquer outra opinião, afirmação ou insinuação, é desconhecimento ou maldade. Trate-se, cuide-se e só tem a ganhar.
      Muitíssimo obrigado por sua postagem
      Abração
      ALEXANDRE

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  4. "Você se afoga em copo d'água"... já ouvi muito essa frase, por eu ter que fazer um sacrifício enorme pra fazer coisas que todos fazem facilmente.

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  5. Olá eu tenho lido muito este blog, porque também fui diagnosticada com tdah. Eu tenho umas dúvidas, por exemplo: Tdah é uma doença que pode ser "medida" em níveis? Tem gente com um leve tdah e outros com um tdah mais forte?

    Leio constantemente aqui que o tdah atrapalha a vida social, familiar, enfim prejudica as relações pessoais.

    Em mim a característica mais forte do tdah, é a falta de atenção. Não consigo manter o foco por muito tempo, ainda mais quando estou lidando com coisas chatas.

    Uma outra dúvida que tenho, e queria saber se mais alguém é assim: não consigo manter o mesmo pensamento por muito tempo. Mesmo que eu esteja sozinha, num lugar calmo, eu fico pensando em várias coisas no mesmo tempo, e esses pensamentos surgem e desaparecem rapidamente na minha cabeça.

    Tenho lido há muitos anos, sobre o benefício da meditação. Já pesquisei por conta própria, e já tentei meditar por conta própria, mas não consigo de jeito nenhum ! Já estou até desistindo, porque essas coisas de controlar a mente não é pra mim !

    Eu já tomo ritalina de 10mg, e nunca fiz nenhum tipo de terapia. Gostaria de saber se alguem conhece algum "truque" que ajude a a manter o foco.
    P. R

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    1. Olá P. R., boa noite.

      Não sou médico nem psiquiatra. O que posso dizer é o meu testemunho pessoal, de quem está com 50 anos de vida e toma medicação há uns 05 anos.

      Quanto aos "níveis" de TDAH, sabendo que o TDAH tem forte componente genético, e, por fim, lendo centenas de depoimentos de TDAHs, eu brindo dizendo que o meu pai é 40% TDAH; que eu sou 60% TDAH; e, ôh dor, que meu filho é 80% TDAH.

      Todavia, pensando bem no assunto, de forma um pouco mais séria, vejo que esta percepção fica muito embaçada pela idade. É que, ao longo dos anos, nós vamos criando estratégias para contornar, ou minimizar, os efeitos, parecendo, até para nós mesmos, que somos "menos TDAH's" que os outros.

      Quanto não conseguir manter o mesmo pensamento por muito tempo, é a minha cara. Outro dia li um depoimento neste blog que comparava nossa cabeça com uma máquina de lavar, pois as idéias ficavam girando lá dentro sem parar.

      Tanto esta "maquina de lavar", quanto a falta de atenção, em mim ficaram muito reduzidas com a medicação. Hoje eu tomo o CONCERTA LA de 36mg, e esta medicação melhorou muito mesmo estes sintomas. (ATENÇÃO TDAH: NADA DE IMPULSO, PROCURA O MÉDICO).

      MEDITAÇÃO? Tô fora; TERAPIA? tô dentro, mas $$ é brabo.

      Ouvi falar por alto em "coach", mas já pedi ajuda aos meus iguais para me dar uma orientação aprofundada se vale à pena, mais os miseráveis dos meus iguais não me dão uma diquinha sequer (Alexandre incluso).

      Por fim: a vida é dura! e, com TDAH, nem se fala. Esqueça este tal de "truque". Medição na dosagem certa e informação.

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    2. Fala Walter !
      Obrigada pela resposta.
      P.R

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    3. Walter, bom dia! Eu tenho feito coaching e tenho gostado muito! Acho, inclusive, melhor que terapia e se eu soubesse disto antes, não teria perdido rios de reais com psicólogas que sequer desconfiaram que eu tinha TDAH. O que você gostaria de saber sobre o coaching, para que eu possa te ajudar?

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    4. Ana Martin, (3:40hs da matina???? dorme não, mulher)

      Viiiiiiu Alexandre, até que enfim surgiu uma alma caridosa para me ajudar, principalmente quando ela diz que é melhor que terapia (que pago, quando tenho, na base de $ 220,00 a hora).

      Ana, obrigado por me responder.

      Eu quero saber tudo: é um treinamento? Quanto tempo dura? Que tipo de profissional presta este serviço? Qual a idéia de preço? Você é TDAH? É em grupo ou individual? Funciona como? .... enfim, caríssima Ana, me conte tudo e não me esconda nada.

      Por favor, não faça como o Alexandre, que sabe tudo de COACH e não me informa nada porque ele tem medo de que eu melhore do TDAH e largue minha dependência de ler o BLOG dele (e de dar valorosas contribuições, é claro).

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    5. Walter, devia ter algo errado na configuração do computador, não respondi às 3h40 não... rs.
      Posso falar do meu, é individual e online e tem valido muito a pena. Não gostaria de falar aqui do preço porque envolve também a profissional que me atende, mas acho que você deveria pedir uma proposta de trabalho. A minha coach trabalha especificamente com TDAH e acho que isso foi transformador. Ela conhece como a gente funciona e nos ajuda a sair do emaranhado de ideias e buscar novos caminhos, novos hábitos.
      No meu caso, fiz muita terapia e minhas queixas eram as mesmas de sempre e nenhum psicólogo jamais desconfiou que eu tivesse TDAH. Então, foram anos e reais perdidos, no meu ponto de vista. O coaching me trouxe ajuda nos pontos que eu mais precisava. Se for fácil, me passa seu e-mail que te explico melhor.
      Dizem que se conselho fosse bom a gente não dava... mas no seu lugar, eu experimentaria o coaching ;)

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    6. Ana, se ela não se incomodar, eu gostaria que você mandasse o contato dela.

      Caso contrário, me avise, pois, no desespero que estou, eu posto aqui o meu e-mail (não queria fazê-lo para não me expor).

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    7. http://www.lucianafiel.com.br/

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    8. http://www.lucianafiel.com.br/

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    9. Valeu. Fico lhe devendo esta.

      Muito obrigado.

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    10. Depois conta o que achou, ok?

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    11. WALTER E ANA MARTIN, obrigado por suas contribuições!
      Walter, me perdoe, mas não me lembro de você ter pedido informações sobre o coaching. Me desculpe, amigo.
      Ana, a Luciana Fiel foi minha coach, ou melhor, é minha coach, sempre será. Uma pessoa muito especial e querida.
      Walter, converse com ela, cite meu blog e diga que é meu amigo querido e colaborador do blog.
      Se não ajudar, não atrapalhará. kkkkkk
      Pode citar, eu e Luciana ficamos amigos.
      Abraços
      Alexandre

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    12. Com certeza vou procurá-la. Já estou lendo a home page dela.

      Depois conto para vocês.

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    13. A Luciana é um espetáculo. E Alexandre, sempre serei grata ao seu blog, pois foi aqui que a encontrei ;)

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  6. Eu ACABEI de tomar uma senhora xícara de café neste calor de 40 graus! rs Puxa... esse texto veio a calhar exatamente agora! Aquele desânimo, aquele medo de que algo estranhamente triste está se aproximando... fui rastejando ao fogão na última esperança... algo tinha que me dar o mínimo de ânimo! rs Cafeína na veia!
    É uma luta sempre, nossa luta de todos os dias, meses, anos... Que bom não estar sozinha... :)
    Grande abraço Alexandre! Ótimo estar por aqui sempre! :)
    E vamo que vamo no lema tdah: continue a nadar rs
    Ana.

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    1. Oi ANA!
      Amiga, em primeiro lugar, temperatura nenhuma me impede de tomar café. Amo café!
      Luta nossa de cada dia... interminável
      Grande abraço
      Alexandre

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  7. Parabéns Alexandre pelo conteúdo e artigos no blog, que expressam de forma real e intensa presentes em nossa vida TDAH. Muitas pessoas, assim como eu e muitas outras se libertam para uma vida mais feliz(ou menos problemática?) após o diagnóstico, pelo fato de obter um auto-conhecimento que até antes não havia... especialmente para os que convivem conosco e acham que fazemos tempestade em copo d'agua. Fico triste em saber que se eu tivesse sido diagnosticada enquanto criança, teria evitado muita dor e sofrimento para mim e para os meus... Mas ao mesmo tempo fico feliz, pois espaços como este blog e toda a literatura disponível hoje, coisa que até pouco tempo atrás não existia, irão facilitar a vida de muitas pessoas que não precisarão passar por desgastes, pois já terão informações que serão fundamentais em toda a descoberta TDAH.

    Antes de descobrir o TDAH (embora desconfiasse), adotei o lema: " e quando a vida te decepciona o que que você faz? Continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar...."

    Evolução e felicidade para todos nós

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    1. Acredito, sinceramente, que o auto conhecimento é tão, ou mais importante, que o medicamento.
      Saber-me TDAH foi fundamental para evoluir, como você diz.
      Obrigado por sua participação
      Alexandre

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  8. Parabéns Alexandre pelo conteúdo e artigos no blog, que expressam de forma real e intensa presentes em nossa vida TDAH. Muitas pessoas, assim como eu e muitas outras se libertam para uma vida mais feliz(ou menos problemática?) após o diagnóstico, pelo fato de obter um auto-conhecimento que até antes não havia... especialmente para os que convivem conosco e acham que fazemos tempestade em copo d'agua. Fico triste em saber que se eu tivesse sido diagnosticada enquanto criança, teria evitado muita dor e sofrimento para mim e para os meus... Mas ao mesmo tempo fico feliz, pois espaços como este blog e toda a literatura disponível hoje, coisa que até pouco tempo atrás não existia, irão facilitar a vida de muitas pessoas que não precisarão passar por desgastes, pois já terão informações que serão fundamentais em toda a descoberta TDAH.

    Antes de descobrir o TDAH (embora desconfiasse), adotei o lema: " e quando a vida te decepciona o que que você faz? Continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar...."

    Evolução e felicidade para todos nós

    PS: uma outra característica marcante é quando estamos no modo "contadores de causos".... o que possibilita o compartilhar de experiências, motivação indispensável nas curvas da montanha-russa diária.
    Abs
    Patricia

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  9. "Contadores de causos"? me chamou, Patrícia? é comigo mesmo. kkkk

    Falando sério, bela postagem a sua. É isso aí.

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    1. Olá Walter

      Alguns "causos" que me pareciam tão bobos, tão pequenos, foram importantes na percepção do comportamento TDAH. Se bem que meu pai é mais protagonista que eu...rsrsrsrsrs... cada situação que temos que rir.... Se nós todos juntarmos todos os causos que expressam as características do TDAH, será cômico, se não for trágico. Existe algum livro assim, com uma linguagem menos técnica com situações do dia-a-dia de vários TDAHs? (Com exceção do Mentes Inquietas, o qual me ajudou muito).

      Se puder deixar o contato do e-mail, podemos compartilhar causos...

      Evolução e felicidade para todos nós

      Patricia

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    2. PatríciaPatrícia,

      Eu não gosto muito de ficar “enchendo a bola” do Alexandre não, (até porque, ele pode ficar muito convencido e querer cobrar mensalidade da gente para acessar o blog) mas a verdade é que, e já disse isto várias vezes, a descoberta deste blog foi um divisor de águas na vinha vida.

      Eu já sabia que era TDAH, e descobri isto através do diagnóstico do meu filho; eu já tomava o CONCERTA há algum tempo, o que foi muito importante também; já tinha lido os livros mais comuns sobre o TDAH (mentira, larguei tudo depois de ler algumas páginas) mas, ao ler este blog, não somente os POST do Alexandre, mas, principalmente, os depoimentos daqueles que aqui passaram e passam, os quais passei a chamar de “meus iguais”, mudei totalmente a percepção da minha vida. Entendi, e fundamentalmente, me aceitei quem sou: um ser humano com uma doença, incurável, mas tratável, chamada TDAH.

      Esta aceitação pessoal é que realmente mudou a minha vida, com revisitação de tudo que estava no “porão da minha alma” (um grande beijo, Maria Bonita, que criou esta expressão)

      Pois bem, lendo estes comentários/depoimentos, ri e chorei muito. Vi casos de sucesso e vitória; de esperança; de força e luta; mas vi também desespero; fracassos, fraqueza; pessoas que se perderam na vida. De fato, quer seja os casos de sucesso ou derrota, O QUE FUNDAMENTALMENTE EU VI FOI MINHA VIDA, todos os meus cinquentinha anos.

      Então, assim como alguns fazem com a bíblia, de vez em quando eu entro neste blog e vou ler, aleatoriamente, um dos POSTs do Alexandre e os comentários. Te digo sem qualquer exagero, não existe livro melhor para ler. Acredite em mim. Faça isto e você vera que “mentes inquietas”é fichinha.

      Já tive uma idéia fantástica, que nunca executarei (como milhares outras = DIFICULDADES EXECUTIVAS), de sair, post por post do Alexandre, e dos seus comentários, separando e imprimindo tudo por temas: infância; adolescência; maturidade; sucesso; fracasso; medicação; terapia; casos hilários; casos tristes; trânsito; CAPÍTULO À PARTE PARA AS 47 E MEIA MULHERES E EX-MULHERES DO ALEXANDRE (a meia é porque uma delas era anã) e para o tarado/maluco que inferniza este blog.

      Enfim, eu iria encadernar todo o material e presentear o próprio Alexandre. Não sei se seria legal publicar isto, mas, se fosse, e se o Alexandre encontrasse alguém para fazer isto, tenho certeza que seria um “best selle”.

      No mais, acho que o Alexandre tem o meu e-mail, pode mandar um e-mail pedindo a ele que autorizo a lhe fornecer.

      Grande abraço a você e a todos os meus iguais e, .... vocês já sabem, se não escrevesse do jeito que escrevo, não seria eu.

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    3. Ô Walter! Fica tranquilo, amigo, ficar convencido é meio fora de cogitação. Meu sentimento de inferioridade não deixa. Quanto a cobrar o acesso ao blog, jamais, ninguém cobra de seu terapeuta. E vocês são os meus.
      Abração, Walter e Patrícia

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    4. Estava digitando este post, e quando tava quase no final, adivinha o que aconteceu?

      Apagou tudo de repente, tenho certeza que não cliquei em nenhum lugar errado.....Segunda vez que acontece isso. Vou tentar reescrever então.....Seria vírus, ou tentativa de invasão do espaço e privacidade???

      Walter, não tenho o e-mail do Alexandre. Fiquei surpresa, pois devido à idade de vocês e o fato de ser moço e ter cabeça aberta para formar o blog (Não se convença rsrsrsrsrs.....)

      Tendo lido centenas de posts no decorrer das pesquisas e no decorrer desta semana, por enquanto somente aqueles que me chamam mais a atenção e que foram muitos assuntos diferentes num curto espaço de tempo rsrsrrsrsrs...., tanto neste blog quanto no Blog Alice luta diariamente contra os jaguadartes (poético e muito informativo ao mesmo tempo) observei duas novas características, importantes e presentes desde sempre no comportamento TDAH, assim vi a importância de ler bastante sobre o assunto.

      Mas, ainda fico surpresa, pois os profissionais se expressam de maneira diferente, por exemplo, a Dra. Ana Beatriz B. Silva expressa como tipo de personalidade, enquanto o Dr. Paulo Mattos discorda, em entrevistas no Programa do Jô-You tube. Vejo que o Alexandre escreveu num post acima a definição de doença pela OMS.

      É importante lembramos que tudo, tudo na vida tem um lado positivo e um lado negativo. Eu, particularmente, tenho afinidade pelo conceito de personalidade (efeitos que considero positivos, como visão de raio-x antecipada sobre situações que outras pessoas não conseguem ver, sinceridade dosada, hiperfoco produtivo, criatividade no limite do céu, idéias fantásticas, indecisão na medida certa, pois o medo aqui funciona como freio para algumas atitudes). Considero que no conceito doença o tratamento é #fato, devido aos efeitos negativos que aparecem no decorrer da vida (esquecimentos que causam perdas de toda e qualquer espécie, impulsividade por diversos motivos, ativando até mesmo o medo sendo motor, empregos que se vão, relacionamentos acabados/destruídos, contas e causos impagáveis, exageros, síndrome das pernas inquietas e por aí vai...), mas independente de personalidade ou doença, efeito positivo ou negativo, o fato de sabermos nossos limites e a forma de controle de cada limite é vital.(continua no próximo post).

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    5. (continuação)
      Eu sempre sonhei com um lugar em que as pessoas pensassem como eu, fossem semelhantes de alguma forma (me lembro de discussões em família à partir dos 5 anos: “Você é Du contra”, “ você é muito adulta para sua idade”, "só você que não gosta do cantor X", “à quem você puxou?” e hoje respondo rindo muito: “mas eu sou muito filha do meu pai mesmo rsrsrsrrsrrs....), e isto foi possível, com o advento das redes sociais e a entrada na universidade (pública, o que foi um tapa na cara daqueles “familiares” que não acreditavam na minha capacidade), pois afinal, não era só eu que era teimosa, não era só eu que tinha alergia à gostos comuns, não era só eu que ficava questionando porque porque porque, não era só eu que ainda adolescente preferia ficar em casa do que ir se degastar no que chamam de balada). Muitas vezes, tanto dos familiares quanto dos meus amigos mais próximos, ouvia: “ não dá para falar com você, você parece que tem complexo de inferioridade”, pelo fato de o nível de exigência consigo mesmo e com os outros ser alto demais.

      Quando o diagnóstico se concluiu, com 26 anos, significou muitas coisas, entendi a maior parte das dificuldades da infância e fiquei pensando nas pessoas que morreram sem saber (imaginem o nível de desconforto, do sentimento de inadequação) e outras que ainda vivem uma vida inteira de desconfortos (e alguns que nem querem saber, por achar que é frescura) ...

      Estava numa fase de negação. Procurando um profissional que ajude no tratamento, que todos nós sabemos como funciona. Se “Meu passado me condena” e me liberta ao mesmo tempo, ainda há tempo de melhora, de ser ainda mais feliz. Desde a suspeita até o diagnóstico final, meu pré-diagnóstico levou 8 anos...

      Perdoei meus pais. Perdoei minha Família. Perdoei alguns professores. E, o mais importante, Perdoei a mim mesmo. Estou fazendo o que meus familiares e amigos e professores não podem fazer por mim, nem se quisessem, já que não podemos voltar no tempo, porque, o que sempre falta, mesmo nos casos em que haja amor e compreensão do outro (do mundo externo, dos outros para nós), sempre faltou informação, até que pudéssemos chegar, na maioria das vezes sozinhos, à descoberta/diagnóstico.

      O objetivo do livro seria causos hilários, comentados por profissionais, alguns que até mesmo viram “piada interna” nos ambientes em que convivemos, referentes à cada comportamento que identifica o TDAH, com o objetivo maior para aquelas pessoas que convivem conosco ou que suspeitam conviver com um TDAH, por que reunido fica mais fácil de visualizar no dia-a-dia e mais divertido (minha humilde opinião). Compreendo seu ponto de vista, mesmo, onde o(s) Blog(s) cumpre(m) este papel em tempo real, e, por que não dizer, de forma eficiente, por ser um acesso mais rápido. Também chorei e ri muito lendo os vários posts, pois este é um novo lugar em que encontro pessoas semelhantes.

      Se for um editor dito “pessoa normal” também acho que não aceita. Mas se for um editor TDAH, por que não? Rsrsrsrsrs....e um best-seller com certeza de qualidade rsrrsrsrs....

      Não existem pessoas ditas “normais”; existem pessoas que são comuns, porque, como diz o ditado popular: “de perto ninguém é normal”. Quanto à execução das ideias, delegar atividades se torna ideal, sempre que for possível (sem abuso de poder).

      E no caso do Anônimo maluco que fica postando vídeos no blog, que fica tentando tumultuar a comunicação de várias formas, que como todo ignorante, de conhecimento e de atitude, sempre acha que está com a razão, tenhamos dó da criatura??? ele pode estar querendo testar nossa paciência para ver se nos rebaixamos ao nível dele. Ou gerar descrédito baseado em algum interesse pessoal e específico. Ou nos fazer brigar entre nós, como a maioria das pessoas comuns fazem....Ou....Ou.....Ou....

      Desculpe o desabafo(sei que ficou longo), depois de muitos momentos críticos. Será que houve paciência de ler até aqui ou pulou partes? rsrsrsrs...

      Evolução e Felicidade para todos nós.
      Abraço
      Patricia

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    6. PS: Hiperfoquei escrevendo, como muitas outras vezes.
      Bom fim de semana!
      Patricia

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    7. Êta, Patricia, até entre os meus iguais tem uns que são mais meus iguais que outros. No caso, você se parece muito comigo na horta de escrever, pois quando foca em um assunto não dá para parar de digitar, é algo que domina a gente.

      Em linhas gerais eu concordo com você, principalmente quanto à necessidade de se perdoar e perdoar as pessoas que conviveram/convivem conosco e não sabem da nossa condição de TDAH.

      Discordo, e muito, apenas de uma questão, a qual, no fundo no fundo, até acho irrelevante: se o TDAH é uma doença, ou questão comportamental.

      Desde que me entendam como uma pessoa que pensa e age diferente; desde que, por ter esta condição de TDAH me respeitem como tal, me permitam tomar minha medicação; me permitam fazer uma terapia específica; podem chamar do que quiser.

      Mas, no meu discernimento, depois de ler muito sobre isto, fico com a posição do Dr. Paulo Matos. Por que? Porque dou muito valor aos trabalhos cientificamente sérios, que tenham reconhecimento da comunidade científica internacional, e estes trabalhos provam que uma parte do nosso cérebro não funciona como deveria funcionar.

      Toda vez que o cérebro (uma parte) não funciona como deve funcionar, claro que isto causa uma modificação no comportamento. Por exemplo, existem pessoas com síndrome de daw que são muito inteligentes, excepcionais compositores, etc.; mas estes aspectos positivos não invalida que eles têm uma doença. E assim temos a síndrome do pânico; a bipolaridade, etc.. Claro que as pessoas com estes sintomas desenvolvem algumas características ditas “positivas, mas, ... são doentes. “

      Sem querer ser ácido, eu acho que desconsiderar o TDAH como doença para uma questão meramente comportamental, um “tipo de personalidade”, é uma tentativa de nos diminuir, de nos considerar apenas uns “maus caráter”, “irresponsáveis”, “idiotas”. Sim, porque como qualificar um “tipo de personalidade” que faz o que eu, Alexandre e tantos outros fazemos com nós mesmos e com nossos parentes, amigos e cliente? Que destrói sua vida, repetidamente; causa terríveis dores e traumas aos seus pais e irmão, esposas, colegas, .... repetidamente; que tipo “tipo de personalidade” mente, de forma absolutamente desnecessária, repetidamente; que tipo “tipo de personalidade” perde o emprego por não cumprir as metas as mais simples, repetidamente; que tipo “tipo de personalidade” quebra a própria empresa, repetidamente, e, no meu caso, acho que também já cheguei a quebrar a empresa dos outros.

      Bem, minha igual, somando tudo, dos meus cinquenta anos, dos quais passei 40 deles totalmente alheio ao que era o TDAH, mas sofrendo terrivelmente por ele, digo-lhe o seguinte: foram muitas as vezes que me destruí, que bati no fundo do poço. Sabe o que me salvou? Não foi “a visão de raio-x antecipada sobre situações que outras pessoas não conseguem ver, sinceridade dosada, hiperfoco produtivo, criatividade no limite do céu, ideias fantásticas, indecisão na medida certa”. O que me salvou foram meus pais e irmãos, minha esposa e até mesmo a minha fiel secretária que me segue a 22 anos (na verdade me persegue, pois para ficar tanto tempo somente sendo uma psicótica, igual ao maluco deste blog). kkk, adoro falar isto para ela, ela pira e fica resmungando uma semana sem parar), e que nunca desistiram de mim, e sempre, repetidamente, incansavelmente, me davam a mão e me ajudavam a me reerguer.

      Numa boa? Dane-se os tais “aspectos positivos” do TDAH.

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    8. Por fim, o meu coração não funciona como deveria funcionar, daí que sou, sim, “cardíaco”; nas minhas veias o sangue não flui como deveria fluir, daí que sou, sim, portador de “hemorroidas” (xiiiiiiiii, baixei o nível, literalmente); então, se o meu cérebro não funciona como deveria funcionar, sou sim doente mental.

      Negar tudo isto e negar tudo o que realmente eu sou, ou um preconceito medieval contra os “doentes mentais”.

      Se você estivesse me ouvindo, em vez de lendo, veria que escrevi tudo isto de bom humor, sem qualquer sentimento negativo. É somente minha opinião, a qual somente neste blog eu posso expressar, e nisto, infinitamente eu agradeço ao Alexandre.

      Grande abraço.

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    9. Olá Walter

      Vou me apropriar da expressão "meus iguais" para expressar um estilo de escrever.

      Fique tranquilo quanto ao tom de escrita, cada pessoa tem o seu, eu tenho consciência de que quando eu escrevo pareço bem mais formal do que falando ao vivo e a cores, mas essa formalidade, que percebi em seu texto acima e outros textos de meus iguais aqui no blog, por vezes se confunde com mau-humor, mesmo que estejamos escrevendo calmos e tranquilos, devido à formalidade(escrita linear) com a qual se escreve. Eu não costumo fazer cerimônia quanto à isso, pois seria perda de tempo não entender que cada pessoa deve ser respeitada em seu estilo de escrita (desde que a mesma não tenha ofensas do tipo palavrões), antes de qualquer questionamento que mereça ser feito sobre a ideia, achômetro ou afins.

      Respeito seu ponto de vista, pois acredito que o objetivo deste espaço é justamente compartilharmos diferentes pontos de vista, que nos possibilitarão se abrir à novas idéias.

      Na cidade em que eu moro, antigamente, quando as pessoas iam estudar para o vestibular, elas focavam nas matérias em que tinham mais dificuldade, para literalmente gabaritar na prova ou chegar o mais perto possível. Algumas subestimavam as matérias com as quais tinham facilidade e não atingiam a nota de corte, o que deixava muitas pessoas fora, mesmo rachando de estudar. A partir do momento que houve uma abertura à novas ideias, hoje a cultura mudou bastante, as pessoas “hiperfocam” nas matérias em que tem mais habilidade(pontos positivos), e também nas que não tem(pontos negativos), pois estas matérias especificas escolhidas por elas devido à habilidade individual, terão mais peso na avaliação devido à mudanças nos critérios de aprovação. Pois bem, faço disso uma analogia aos pontos positivos que citei acima, pois a partir do momento que melhoramos nossas habilidades e temos total consciência dos pontos ruins que precisam ser trabalhados, atinge-se o resultado de uma forma menos desconfortável. Não espero que ninguém se obrigue a concordar com esse ponto de vista, mas penso assim e ponto. Quero dizer que sempre vejo o lado positivo das coisas, mesmo nas coisas ruins, para ter mais leveza no dia-a-dia. (Ando devagar por que já tive pressa, levo esse sorriso, porque já chorei demais.....)

      Desde antes da descoberta do TDAH, esse assunto já era constante na minha convivência: “E quando a vida te decepciona o que que você faz? Continue a nadar, continue a nadar, nadar, nadar, nadar.....”, que expressa, por vezes, ver o lado positivo das coisas, para melhorar/evoluir cada vez mais.
      (continua no próximo)

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    10. (continuação)

      Fico feliz em saber que existem pessoas de muita sorte, você deve ser uma delas, por que afinal ser acompanhado por 22 anos não são 22 dias...rsrsrsrs... isso entra na associação de que trabalho se parece muito com casamento (assunto para outro post). Quando a família entende, apesar de não saber lidar, é uma sorte e um alívio ao mesmo tempo. Eu não tive essa sorte. Sempre escalei o poço. Os pontos de apoio e estacas da escalada foram encontrados em ver o lado positivo das coisas!

      Fiquei em dúvida em relação à definição(diferença) entre síndrome, transtorno e doença. Porque doenças incuráveis soam como condenação, embora saibamos que não seja, e, por mais que nos encontremos no século XXI, as pessoas ditas “normais”, infelizmente, costumam se aproveitar do fato de ser “doença incurável” para prejudicar de alguma forma quem tenha tal doença, independente da doença incurável ser TDAH ou qualquer outra que não tenha cura (viver em Cidade pequena Afff...). E infelizmente este preconceito ainda continua muuuuuito enraizado em nossa cultura. Observo que no Brasil duas palavras provocam muitas caretas nas pessoas, e uma delas é psiquiatria. Não me importo, pois a fase de negação passou, mas a sociedade lá fora sim, essa se importa e cobra até o que não devemos. Nessa hora penso como você, dane-se o que os outros vão pensar sobre, desde que eu esteja da forma que quero estar e dentro do devido respeito merecido.

      Quais as fontes cientificas/artigos que colocam o TDAH como doença mental? Vou tentar ler os artigos da ABDA, depois voltamos à falar disso caso haja interesse.

      Ops, acho que hiperfoquei de novo...

      Grande Abraço para você e para o Alexandre, que nos possibilitou a troca de ideias.
      Patricia

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    11. Patricia, comece pelos trabalhos científicos do Dr. Paulo mattos, pois ali ele cita outros.

      No mais, adorei como você expressa seu ponto de vista, foi um grande prazer para mim esta troca de ideias com você.

      Espero poder debater com você outros temas no futuro.

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  10. Devo estar mal: não consegui ler todoo texto e nenhum comentário. Atenção zero hoje, afff...

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    Respostas
    1. Oi Aninha!
      Calma, amanhã você volta e lê tudo.
      Ou não...
      rsrsr
      Abração
      Alexandre

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  11. Cara, esse post me emocionou. Tô vivento exatamente isso agora (li a metade). Deve ter o mesmo efeito de terapia de grupo. Eu abraçaria todos agora. Obrigado Alexandre.

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  12. Nossa se duvida este post teve um diferencial na historia, deste blog ja acompanho este bloga 9 meses confesso até fico irritado quando voccê demora a postar, particularmente os posts de cunho psico-filosofico do que as poesias experimentais, mas este foi oprimeiro post que eu li em hiper-foco geralmente quando tenho que ler posts com essa estrutura releio o umas 4 vezes até assimila-lo por conta do tdah mas na primeira lida deste post ficou claro pra min todo sentimento e experiência intrínseca no mesmo nossa alexandre você tem uma sensibilidade verbal incrível as vezes capto em muto dos seus posts você buscando exprimir o próprio espirito e alma sem rasgação de seda estou sendo sincero e realista que Deus continue inspirando a escrever estes desabafos terapêutico considero você meu coach virtual e quero qu e você saiba que você m me ajudado muito um forte abraço.

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