quinta-feira, 2 de junho de 2016

O TDAH E O SUCESSO MATERIAL




                                                  Foto em homenagem ao Reinaldo Fisher que inspirou
                                                  esse post.


Os sonhos que sonhamos, são nossos sonhos ou sonhamos o que nos foi imposto? 
Ou pior, a vida que vivemos é para dar prazer a quem? A nós mesmos ou a quem a programou ou sonhou por nós?  
Aquela corrida sem fim pelo melhor carro, a melhor casa, o cargo mais alto, é nossa meta ou foi implantada por nossas famílias, amigos ou pela sociedade? 
Aguentaremos a pressão? 
E aí surge um amigo TDAH que desistiu da corrida. Que desistiu dessa espiral infinita para assumir que quer outra vida, outros valores, outras pessoas. 
Fantástico! Reinaldo chegou a um tal ponto de auto conhecimento que reconheceu a insanidade da vida que vinha levando e aquietou sua mente, sua alma, seu coração com essa decisão. 
Conformou-se? 
Cedeu às suas limitações? 
Acovardou-se? 
Nada mais falso! Nada mais errado! Reinaldo optou por viver seus sonhos, deu as costas ao que os outros queriam pra sua vida. E se encontrou. E isso exige coragem pra romper com os modelos padronizados. 
Sua nova postura mais simples, sem falsas tentativas de impressionar aos outros atraiu pessoas mais interessantes, até garotas mais interessantes . 
Somos diferentes, e por isso, dificilmente conseguiremos os mesmos resultados dos outros.  
Olhemos pra dentro de nós mesmos indagando: 
-De quem são as expectativas que queremos atender? 
Em noventa e nove por cento dos casos será a dos outros.  
Claro, muitos de nós podem preencher esse papel, e devem manter-se nessa corrida. Mas para a maioria de nós TDAHs, essa cobrança por sucesso material é pesadíssima e precisamos da força do Reinaldo para parar e repensar sua vida e seus valores. 
Não será fácil, com certeza. Fomos programados para obedecer aos pais, a vestir seus manequins, a atender suas expectativas. Quebrar esse ciclo é sempre difícil e doloroso. Mas sempre será menos doloroso do que uma vida inteira de frustrações e derrotas. Pensemos  friamente: em virtude de nossas características vamos decepciona-los, quase sempre, ao não atendermos as tais expectativas de sucesso. Se vamos decepciona-los com nossas tentativas infrutíferas, então chutemos o pau da barraca e vivamos o que guardamos lá no fundinho de nossa alma. Aquilo que está tão escondido que, muitas vezes, teremos dificuldade de lembrar. Precisaremos de um exercício de auto conhecimento para resgatar esse tesouro perdido. 
Sigamos nossos corações; nossa intuição.
Não podemos nos iludir , nem sempre dará certo, nem sempre será perfeito. Mas sempre valerá a pena. Valerá porque tentamos; valerá porque nos respeitamos; valerá porque viver plenamente sempre vale à pena.