quinta-feira, 27 de março de 2014

O TDAH E A EXPLOSÃO INCONSEQUENTE






De repente, uma estranha onda começa a subir por nosso corpo.
A cabeça lateja, martelada por incessantes perguntas: quem é ele pra me dizer isso? Quem ela acha que é pra me desafiar dessa forma? Cretino! Tá pensando que sabe mais do que eu?
Conter as palavras parece impossível.Ondas de impropérios batem contra os dentes tentando romper o silêncio que a boca fechada tenta manter.
As imagens vão perdendo a nitidez toldadas por uma cortina vermelha...
O cérebro parece que vai explodir: Quem ele pensa que é para interferir assim na minha vida? Que regrinha ridícula é essa que inventaram agora? Querem me tolher?
O coração acelera os batimentos e sobe pela garganta empurrando as palavras que tentam romper o silêncio.
Por trás da cortina vermelha seu patrão/esposa/irmão/mãe/pai/namorado continua falando incessantemente, já não podemos entender direito suas palavras, mas sabemos que doem como facas na alma.
Estranhas associações tomam conta do cérebro. Fatos e palavras de agora parecem se conectar com algo dito ou feito a anos, meses ou horas. Como o monstro do Lago Ness, a nova situação emerge aos poucos do fundo de nossas mentes pressionadas e torturadas. A silhueta gigantesca e cinza domina todos os pensamentos. As associações de passado e presente incharam o problema, pintando-lhe com as cores negras do ódio.
O prazer colérico da descoberta daquela bizarra associação - passado/presente- enche-nos de força e coragem: Então é isso! Desnudei sua alma e suas reais intenções!
Novas agressões verbais ganham força na boca, empurradas pelo coração que quer saltar do peito; enquanto que, por de trás da cortina vermelha da ira o monstro dança provocativamente.
Aquilo é o fim! Provocação tem limite!Tenho que me defender! Tenho que defender minha dignidade!
A boca mantida fechada com muito custo, abre-se, deixando passar uma torrente de ofensas germinadas no adubo de uma mente torturada e confusa. Reduzimos nosso 'oponente' a pó. Transformamos o monstro que dançava sob a cortina vermelha, naquilo que ele realmente é: um verme! Um mísero verme!
A enorme torrente reduz a pressão interna de nossas mentes; a cortina vermelha desanuvia-se aos poucos, o coração se acalma e retomamos a visão. Diante de nós uma pessoa estupefata, ofendida, incrédula, destruída, muitas vezes aos prantos.
Como um raio, nossa mente se ilumina e a razão volta.
Perdi meu emprego! Perdi minha mulher! Acabou-se o namoro!
Um torpor, uma enorme fraqueza, uma culpa gigantesca, toma conta de nossa alma.
O desespero da perda! A consciência da asneira que se acabou de cometer...
Começa a desesperadora tarefa de consertar o que se destruiu a poucos segundos.
Toda a nossa força, a força dos desesperados, nos lança na ensandecida tarefa de reparar os danos, muitas vezes irreparáveis.
Por quê?
Não sabemos lidar com pressões. Não sabemos reagir friamente quando nos sentimos acuados. Não sabemos lidar com críticas.
Claro, nem todos são iguais. Mas quase...
Muitas vezes consegui impedir as explosões conversando internamente comigo mesmo e me avisando: essa raiva toda é do TDAH. Esse desespero não é real, é da doença.
Mas nem sempre consigo. O tsunami das emoções rompe a barreira da sensatez e da racionalidade, levando de roldão tudo o que está diante de mim. Imediatamente a minha 'Cruz Vermelha' do arrependimento entra em ação para tentar salvar o que for possível dos estragos. Mas sempre fica aquela marca na alma de quem foi alvo de tamanha ira.
A luta é diária, é incessante, é árdua, é infinita. Mas ou nos mantemos alerta e em luta constante, ou acabaremos nossos dias sozinhos e corroídos pelo remorso.

38 comentários:

  1. Hoje eu tenho uma prova, faltei trabalho pra TENTAR estudar um pouco mais, aliás, to tentando estudar pra essa tal prova faz uma semana, mas sempre me pego fazendo outras coisas, meu Deus, me sinto tão burra, tão impotente, toda vez que pego o papel pra ler, eu começo a ler, mas daqui a pouco já estou no pc, na cozinha, no banheiro, na sala, qualquer coisa menos com o papel na mão, daí eu forço eu sei que eu preciso disso, eu tenho consciência, mas daí parece que tem um turbilhão na minha cabeça, parece que vou explodir, eu choro de raiva, porque você lutar contra algo que vem de dentro de você é muito difícil. Eu li alguns posts e me identifiquei muito com praticamente tudo o que ta escrito, parece até que foi eu quem escrevi. Eu sinto muita vontade de conseguir ser o que eu quero fazer, terminar minhas atividades, tirar boas notas, cara, o meu quarto é horrível, é cheio de papel colado pelas paredes pra eu não perder meus compromissos, e parece ironia, mas as vezes esqueço de colar um lembrete rs, ai perco o compromisso, e sabe o que é pior no trabalho? Ouvir da minha orientadora quase todos os dias "Nossa, mas eu já te falei isso, já te expliquei" ou então "Cadê aquele prontuário que pedi você pra evoluir?" minha cara queima de vergonha todas as vezes que isso acontece. E me sinto péssimas toda vez que interrompo alguém falando :/ de verdade. Eu acho que preciso de um médico, urgente D: mas nunca consigo concluir isso também.

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    1. Você tem muita coisa passando pela sua cabeça. Procure saber quais são essas coisas e tentar ver por quê você pensa todas elas. Por que você quer tantas coisas. Que faltas são essas que você tem que te fazem pensar o que pensa.

      Assista a este vídeo de 9 minutos, sobre O Poder Do Agora:

      http://www.youtube.com/watch?v=QSp7wV2P3Vk

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    2. Procure na internet por ZAZEn, que é uma técnica de meditação para que você consiga não pensar em nada. E também a meditação significa aquilo que nós mais fazemos, que é pensar. Sò que no caso pensar aí é vasculhar nossa mente para nos entendermos a nós mesmos, Auto conhecimento. Pelo auto conhecimento você não fica confusa e sabe o que realmente quer, e lhe ajuda a ter foco na vida. Você não fica atirando para todos os lados.

      Para se ter mais auto conhecimento, a experimentação de atividades tanto novas quanto antigas ajuda muito. Mas o foco não é tão na atividade, mas em você mesmo, o que aquela atividade desperta em você?

      A atividade não vai te realizar por completo, mas ela diz muito sobre você.

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    3. "Quando nos alinhamos ao momento presente, uma nova percepção da realidade surge, muito mais pura, profunda, poderosa."

      Eckhart Tolle (O cara famoso do vídeo)

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    4. Maira Delpupo, boa tarde.

      Sabe aquela brincadeira de perguntar: "tenho uma boa e uma má notícia, qual você quer saber primeiro?"

      Bem, no seu caso, eu tenho uma notícia só, e ela é boa e má ao mesmo tempo. A notícia é: “Bem vinda ao nosso clube dos TDAH’s."

      Ao ingressar no processo, FUNDAMENTAL, do autoconhecimento do que é ser um ser TDAH, (a leitura deste blog foi crucial no meu processo. Indico que seja lido lá de trás, desde quando o Alexandre relata as fases de criança, adolescente e adulto) você vai ver que ser TDAH é passar por tudo isto que você está passando, já passou e, NÃO TEM JEITO NÃO, vai passar.

      A má notícia é esta: Ser TDAH é sofrer mesmo. No passado, no presente e, oh desgraça, inexoravelmente no futuro.

      A boa notícia de ser TDAH? Bem, aí devo confessar que lhe enganei, porque não vejo boa notícia nenhuma em ser um ser TDAH, falei isto só para que você lesse esta mensagem até aqui (kkkkkkkkk, ser um ser TDAH é mentir de vez em quando, não é mesmo?)

      Vejo meus iguais falando por aqui que ser um ser TDAH é bom porque somos "criativos", "inteligentes", "encantadores", etc.. Podemos até ser tudo isto, não discordo, mas é um nada diante da bomba nuclear que somos para nós mesmos e para quem está ao nosso lado.

      Pensando bem, talvez tenha uma boa notícia, que é a nossa capacidade de abstrair os problemas, e sempre achar que: “Deixa pra lá, vou dar um jeito nisso depois” e assim tocamos a vida pra frente.

      No mais, como cura não há, e aí falo sério, temos que nos apegar às formas que nos fazem ser pessoas melhores e conseguir uma convivência mais harmoniosa com o nosso ser TDAH e, por consequência, com aqueles que nos rodeiam. São elas:

      PONTOS FUNDAMENTAIS – NÃO DÁ PARA NÃO FAZER – SE VIRE, MAS FAÇA: Medicação e Autoconhecimento. Este último pelo menos é de graça, e este blog ajuda muito nisto.

      Tenho dois medos que me apavoram: Ficar sem a medicação e o Alexandre passar a cobrar uma "contribuiçãozinha" para acessar este blog.

      PONTOS IMPORTANTES – TENTE MUITO FAZER (SE PUDER POIS DEPENDE DE $$ E TEMPO): Terapia e/ou Coach (diabos, tenho adiado a procura da coach há meses);

      Ando vendo muita informação aqui neste blog sobre meditação, etc. Não sei concretamente nada disto. Que deve ser bom, lá isto deve ser mesmo, até porque mal não pode fazer. Mas consegue ajudar nossas cabeças fundamentalmente? Por enquanto não confio muito não, mas preciso ver mais do assunto.

      Por fim, (parece que estou vendo vocês dizerem: “ôbaaaaaa! o chatonildo já está no fim.), quando ao problema relatado por você, tenho que te dizer: Bem vida ao clube TDAH (de novo rsrsrs). Sabe porque? Porque agora mesmo eu tenho 3.256.457 de coisas para fazer e, em vez de fazê-las, estou enrolando, fazendo de conta que estou participando do importante e magnânimo Blog do Alexandre, ajudando meus iguais, blá, blá, blá, mas, é claro que são mera desculpas para não fazer o que tenho que fazer.

      Grande abraço a todos. Gosto muito de vocês (esta parte é sincera, rsrsr)

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    5. Obrigada, li de trás pra frente mas fez sentido IUSAHDFIUSADHFIUH porque quando vejo algo muito grande assim pra ler me da vontade de começar de trás pra frente, enfim, deu pra desabafar lá em cima, preciso de um neurologista urgente, tem dias que não me aguento D:

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    6. Walter, meditação talvez não ajude se você quiser o que todo TDA-H quer, a perfeição. Não seja exigente, contente-s com o pouco que ela lhe proporcionar.

      De qualquer forma, não deve ser apenas ela o que se deve buscar. O TDA-H deve também procurar aprender a ficar calmo, fazer as coisas com leveza, com SUAVIDADE.

      Claro que soa absurdo, e é. Essa suavidade só se consegue com auto confiança, só que você já pode tentar isso logo de cara. Se estiver em um momento que seja possível você parar e respirar, tentar-se acalmar, faça!

      Isso vi se refletir na hora da meditação. Mas use o momento da meditação também para resolver seus problemas, suas faltas, seus desejos, etc.

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    7. A suavidade vai lhe proporcionar tempo. Sua cabeça vai começar a te dar mais brechas para que você possa pensar mais, entende? Ela não vai ficar escrava dos seus sentimentos, os quais enchem nossa cabeça de coisas e mais coisas.

      Outra coisa, lembre-se sempre que as coisas se dão no tempo, tudo leva tempo. Algumas coisas mais outras menos. Se algo vier para você antes do que você previa, ótimo. Aceite e comemore. Se não vier, paciência e continue tentando. Faça isso com tudo na vida. Não é nada que você já não saiba, certo?

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    8. Portanto, comemore as pequenas coisas, não espere uma revolução na sua vida de uma hora para a outra. Esse é o grande mal de hoje em dia que faz vender tanto remédio. A vida NUNCA foi assim. Só se acha essa oportunidade com algo externo, como o remédio. Na realidade não deveríamos precisar do remédio, mas de conselhos, orientação, paciência, etc. pois nossa capacidade cognitiva está intacta. O único problema real dela é essa mente suja de pensamentos inúteis.

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    9. Oi anônimo, de jeito nenhum sou contra experimentar a meditação, mal jamais vai fazer. Mas sua visão, para o meu caso, tem alguns comentários fora de foco.

      Vou ficar só no seu primeiro, e depois, se der vamos comentando os demais. (do jeito que estou escrevendo tanto, isto é uma ameaça. rsrs)

      Querer perfeição? não é o meu caso e duvido que seja o da Maira Delpupo aí de cima e, ainda, da maioria dos TDAHs.

      Imaginar que eu ou os meus iguais queremos a perfeição me faz crer que você não é, e nem tem idéia do é ser um ser TDAH, e, se for assim, fico feliz por você,

      Você acorda de manhã com tarefas normais para fazer no trabalho, com sua família e amigos e consegue vê-las concluí-las ao se deitar a noite? coisas normais, banais, corriqueiras? se a resposta for sim, de novo dou-lhe os meus parabéns, você não é TDAH.

      No meu caso, eu não consigo, daí porque o que eu almejo não é, nem de longe, a perfeição; não busco igualmente ser ótimo; sequer corro atrás de ser bom.

      Anônimo, se eu conseguisse ser um "maisoumenossinho", um "normalzinho", desenvolvendo minhas atividades satisfatoriamente, levando minha vida sem que este ser TDAH em mim, constantemente, costumeiramente, lascasse em cruz as minhas relações profissionais, afetivas e sociais, meu amigo(a), eu tava "de boa", no paraíso, no éden.

      É o caso da Maira Delpupo. Pergunta se ela quer ser a "Funcionária do Mês"todos os meses. Quer nada, no estado dela, se ela fosse "invisível"para os colegas já fava bom, pois o que ela não quer é se sentir humilhada e inferiorizada perante eles.

      Meditação? em princípio nada contra. tenho a impressão que pode ser um aliado. Mas a medicação (RITALINA, CONCERTA, ETC.) dá a mim, e daria a Maira, um start imediato na melhora da motivação, concentração, humor, etc.

      Em seguida, com o autoconhecimento, vem a melhora na auto estima, permitindo um melhor aproveitamento da terapia, coach, meditação, etc.

      CONCLUSÃO 1: Nós TDAH só temos chance de ter uma vida normal, repito, normal, nada de perfeição, usando este arsenal de tratamentos. Eles se somam, nenhum isoladamente vai resolver. Apredemos cedo que milagres não existem.

      CONCLUSÃO 2: Hoje eu mesmo estou me sentindo um "porre", chaaaato. Tô demais. Nem eu mesmo sei se vou conseguir lê tudo isto que escrevi.

      Será que errei na dose do remedinho???? kkkkk

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    10. Nossa, seu anônimo, você está precisando se informar mais eu acho :/ não querendo fazer grosseria, mas você questiona a utilização de um medicamento, é lógico que existe abuso, mas as vezes não se é possível alguns resultados sem a medicação, por que eu tenho que ficar sofrendo, meditando, tratamento paliativo, ninguém tem tempo pra meditar todos os dias, sei lá, você quer colocar alguém que é hiperativo pra meditar, meu Deus, quero ver quem vai conseguir ficar meditando perto dessa pessoa, nem ela vai se aguentar.

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    11. Grande Walter e amigo Anônimo aí de cima!
      Nosso amigo meditabundo aí em cima; e aqui em baixo também, parece-me ser um pouco obcecado com essas coisas. Nenhuma solução é definitiva e pode ser aplicada sozinha. Não excluo os comentários dele pois quero que esse espaço seja democrático e plural, mas que dá vontade, dá. Acho que ele passa um pouco da conta e acaba ficando chato, repetitivo e inocente. Suas intervenções acabam ficando meio folclóricas. kkkk
      Grande abraço
      Alexandre

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  2. Técnica de Memorização apenas para se ter uma ideia sobre o assunto.

    O MÉTODO DE JOHN PLACE

    É possível memorizar grandes textos, palavra por palavra. Tenho muitas restrições à aplicação desse tipo de memorização nos estudos. Ainda que seja uma abordagem interessante para atores, pastores, padres ou conferencistas, ela não tem tanta aplicabilidade prática nos estudos .

    John Place é um bem-sucedido professor universitário, formado em Gerenciamento de Sistemas de Informação pela Universidade de Missouri.

    Na faculdade, ele memorizou sete capítulos (mais de 23 mil palavras) de seu livro-texto de psicologia. Era capaz de realmente recitar os sete capítulos na íntegra. Seu professor havia dito que todas as respostas da prova poderiam ser encontradas nos primeiros sete capítulos do livro.

    Determinado a ser o melhor aluno de sua sala, ele simplesmente memorizou os sete capítulos na íntegra. É óbvio que nem todos vocês desejam memorizar mais de 20 mil palavras para uma prova.No entanto, seu método é um bom exemplo de como uma repetição sistematizada aliada ao bom uso da sinestesia podem ser utilizados para se memorizar qualquer coisa.

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  3. 1. Inicialmente, use um lápis ou processador de texto para dividir, em frases completas, qualquer texto que você precise decorar.

    2. Leve suas anotações para uma sala silenciosa, feche a porta e elimine todas as distrações.

    3. Leia a primeira frase em voz alta. Em seguida, feche seus olhos e repita a frase sem olhar no papel. Fale novamente a primeira frase em voz alta.

    4. Repita o passo acima, agora com as duas primeiras frases.

    5. Agora, repita o processo utilizando cada vez uma frase a mais. Repita as frases até que você seja capaz de reproduzi-las sem o uso do papel.

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  4. Recomenda-se que se tire um pequeno cochilo. Nesse momento, as memórias estão muito vulneráveis e precisam ainda de tempo para se consolidar.

    Depois do cochilo, recomenda-se que se repitam mais uma vez todos os cinco passos anteriores, para obter o máximo de retenção. John Place tornou-se tão bom em sua técnica que passou a ser capaz de aprender a matéria de qualquer prova (por mais difícil que fosse) em apenas SEIS horas.

    Pode parecer muito tempo, mas não é, visto que o professor precisava de no máximo seis horas para se preparar para qualquer prova, ainda que ele não tivesse nem ao menos aberto o livro durante todo o semestre.

    No que tange a técnicas de memória, é importante que você descubra alguma estratégia mnemônica que funcione para VOCÊ! SEJA ELA QUAL FOR!

    Quando se trata de técnicas de memória, não existem boas ou ruins: se funcionar para VOCÊ, ela é a técnica CORRETA.

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  5. Achei este teste muito interessante:

    http://www.arealme.com/16types/pt/

    Ele dá um infográfico no final bastante interessante e não é um teste qualquer. Depois tem um texto sobre você e uma celebridade parecida com você, também.

    Recomendo. Só que são mais de 40 perguntas (47, se não me engano), e demora um pouco para responder, cerca de 15 minutos a 20, talvez..

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    1. Fonte do texto sobre memória
      http://clubedamemoria.blogspot.com.br/

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    2. Este site é bom, também:

      http://www.escolapsicologia.com/

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  6. Não sei qual o problema de vcs, tenho TDAH e tomo 10 mg duas vezes ao dia, a verdade é que não sinto nenhuma diferença quando tomo ou deixo de tomar... vcs estão usando a ritalina como pilar, puro placebo...

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    1. Se eu tomar a Ritalina de 10mg também não vou sentir nada, principalmente a de 10mg, eu já fiz uso dela, não senti nada, até que fui chegar na de 40mg LA, mas hoje em dia nem faço mais uso de nada, sinto falta, minha vida ta uma zona.

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    2. Patriota, se a Ritalina não está fazendo efeito, converse com seu médico e aumente a dose ou troque de remédio, urgentemente.
      Abraço
      Alexandre

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    3. A pessoa toma uma Ritalina de 10mg e não faz efeito nele, e ainda vem falar que não sabe qual o nosso problema IUASHDIAUSHDIUASHD

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  7. Não tenho sintomas de hiperatividade, e comigo acontece o contrário, se alguém fala algo ruim pra mim ou de mim, não tenho nenhuma reação e não me vêem argumentos na mente. Sou o oposto, queria ser mais firme e mais ágil pra argumentar. E também pago por ser tão apática, não consigo impor respeito nas pessoas por saberem que não costumo reagir.

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    1. Anônimo, a hiperatividade física é mais comum na infância e, na maioria dos casos, ela some na adolescência, a proporção de hiperatividade física em adultos é bem menor.

      Além disto, as mulheres tem uma hiperatividade física menor que os homens.

      Quando chega a adolescência, a hiperatividade física tende a diminuir, ou até mesma a sumir. Aí , neste momento, ficamos com a hiperatividade mental (a famosa máquina de lavar de pensamentos. pensamentos sérios e loucos rodando separar e desordenadamente).

      Quanto a ser "abestado", "mosca morta", "sangue de barata", é a minha cara. Alexandre e outros aqui do blog falam em "explosões de raiva". Nunca tive, pelo menos nunca consegui externar esta fúria com os os outros, pois deixava tudo na cabeça.

      Hoje em dia, com 50 anos, tratamento médico à base de Concerta, muito autoconhecimento, e, quando dá, terapia, estou bastante mudado. Jà reajo, já me manifesto, já estão até me chamando de autoritário e irritadiço, o que para mim, que eles não saibam, eleva em muito meu ego, pois cansei de fazer igual à você, de baixar a cabeça.

      Mas anônimo, me entenda bem, você relata um sintoma do TDAH, que eu, você e 4% da população mundial possuem.

      A minha mensagem é: É isso mesmo que é o TDAH, mas tem jeito de melhorar.

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    2. Meu texto ficou abarrotado de erros de português, Por favor me perdoem, pois estou com dessa e fui escrevendo sem parar para revisar.

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    3. Eu, além de ser sangue de barata - por achar que os outros sempre têm mais razões do que eu - eu ainda tenho raciocínio muito lento pra me expressar e pra argumentar. Em uma discussão não consigo contra-argumentar nunca, a pessoa dá argumentos, fala o que quer, mente, me acusa de algo que não fiz, e eu não revido porque nunca vem vem nada na mente. As vezes eu quero retrucar, mas me falta um argumento inteligente pra parar o outro. Algumas pessoas sofrem por serem explosivas, e eu também sempre paguei caro pela minha falta de atitude, já abusaram muito de mim por isso.

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  8. Com exceção do meditabundo chatóide, me pareço com todos vocês. Sou diagnosticada com TDAH e pronto. Explosões de raiva eu não tenho, mas, com minha sinceridade, porque não sou de fazer rodeios, deixo qualquer um irado!!! Sou ótima com cálculos, etc, etc, mas me distraio facilmente. Esse lance de meditação, só se for com algo que me atraia mesmo e muito, caso contrário, medito em um milhão de coisas ao mesmo tempo. Agora, o triste mesmo, como foi falado aqui são as pessoas acusando de coisas que a gente não faz. Tem gente que se aproveita do nosso jeito diferente de ser para colocar em nós culpas que são deles. E isso de bater de frente, com certeza que a gente bate... Eu bato, mas não é porque quero. É porque agir sob pressão não é o nosso perfil, muito menos lidar com falsidade ou mentira. A gente desmascara logo! Nossa! São tantas coisas! Quer saber? "Meditação" é pressionar a gente a ser aquilo que a gente não é. Tomar ritalina? Tomei, foi legal, me ajudou a me concentrar, mas como é muito caro e o SUS não dá, hoje me aguento só com terapia. Tá bom, falei demais. Beijos aos que mostraram a cara e aos que se esconderam.

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    1. Obrigado, Solange, por seu depoimento. Só discordo da parte em que vc disse que falou demais, esse espaço é pra isso mesmo, discutirmos e conhecermos novas ideias e experiências.
      Abração
      Alexandre

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  9. Alexandre, me vi em absolutamente todo o texto. Coisas mínimas me fazem explodir de raiva, e eu não meço esforços em ofender o outro. ás vezes acho que nunca vou permanecer por muito tempo com alguem, pq acho que o amor do outro vai desgastando com nossas loucuras.

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    1. Cara, eu tenho essa mesma sensação. Ultimamente quando vejo que o relacionamento vai tomando ares de seriedade, aviso a companheira: olha se eu explodir, falar umas besteiras, tenta desconsiderar, é fruto do transtorno, blá blá blá...
      Nem sempre funciona.
      Eu tento me policiar e me conter.
      Abraços
      Alexandre
      PS.: Por que : o mofo?

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  10. aa tem anos isso..era numa fase depressiva minha, eu era bem novinha (tenho 24 anos, meu nome é Jamile, prazer :])

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  11. Iha, antes eu era melhor pra ler os comentarios. Agora, mal leio o post. Mas também, o Povinho TDAH que desembestou a escrever né? Kkkkkkkk. Há alguns dias, li em algum post você falando que ultimamente te escrito posts pessimistas e etc. Que tal fazermos um post de situações/experiências bizarras que já passamos por conta DP TDAH? Pelo menos poderíamos rir um pouco...

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    1. Super me preocupo com o que as pessoas pensarão quando escrevo algo errado. Preciso sempre reescrever para mostrar que não é por falta de saber escrever, é porque algo deu errado na digitação ou então, por mais que eu tenha escrito errado, eu provavelmente saiba escrever certo. Não gosto mesmo que pensem que eu não saiba fazer tal coisa. Mas dessa vez, fiquei com preguiça de reescrever, então resolvi me explicar. O que custou bem mais caro. Rsrsrsrsrs. Mas é isso aí, desculpem-me pelos errinhos!!!

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    2. Eu novamente! Kkkkkkkkk. Reli o que escrevi e pensei: Meu Deus! Vou apagar tudo, vão achar que sou doida! Mas é assim mesmo... Isso porque reclamei que o "povo TDAH tem escrito muito!

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  12. As postagens tem um ano...o blog está ativo ainda ??

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  13. Preciso. ajuda ! Sou mãe de um TDAH de 13 anos diagnosticado desde sempre e medicado com 30mg de ritalina ...Se a infância com TDAH foi exasperante, a adolescencia está sendo enlouquecedora ! Hj ele tinha refa escola de uma das 4 vermelhas e resolveu não ficar por um motivo x...eu fiquei doida, gritei no carro tanto q perdi a voz...chegando em casa dei uns tapas, ofendi ...pirei ! Ele simplesmente parece me fazer de palhaça...pago escola e aula particular porque senão perde o ano...natação pra fazer esporte, viajo com ele, vamos a exposições , estudo junto, levo no centro espírita pra tomar passe, controlo o q assiste ...Enfim me desdobro pra dar assistência ...vou na escola dar toques sobre TDAH pros professores...dai ele faz essas coisas q demonstram inconsequencia e imaturidade e du levo pro lado pessoal, digo q não faz nada por mim, q vai ser um motivozé pq não quer estudar...Chuto o balde e hajo como se ele não tivesse nada..e fico muuuuuito mal depois...Mas qual o limite entre a rebeldia adolescente e o transtorno ? Até q ponto devo ser permissiva em nome o TDAH ?? Sou uma mãe solteira q ama mais q tudo seu filho TDAH mas as vezes me sinto um lixo como mãe ....Me perdem o desabafo ...

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    1. Bom dia, Tânia!
      O blog está ativo sim. Se você clicar lá em cima, no título do blog, vc vai direto pro post mais recente.
      Essa fase da vida talvez seja a mais difícil de conviver; eu detesto minha adolescência. O menino está numa fase de contestar todos os símbolos de poder. Os TDAHS são muito piores.
      Vc não mencionou: Ele faz algum tipo de acompanhamento psicológico?
      Se não, sugiro o TCC. Segundo os médicos é o mais eficiente para os portadores de TDAH.
      Se vc não puder, tente com o médico dele um outro remédio, Venvanse por exemplo.
      Outra coisa, esses'escândalos' (perdoe-me o termo) são inúteis. Isso não abala o seu filho. Sei que é difícil, mas o confronto é o pior caminho. Vc terá o confronto como resposta. Pense friamente nos bons momentos quando vc conseguiu influir em seu comportamento numa boa. Em momentos em que ele te ouviu. Esse é o caminho. Não deixar pra lá, mas mudar a abordagem.
      Nossa forma de sentir é diferente e esse tipo de reação causa irritação e desprezo.
      Pense nisso.
      Abraço
      Alexandre

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  14. e me perdem os erros de digitação tb...

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