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| O contraste do confronto: a força bruta contra a vulnerabilidade no ápice do embate. |
Nota do autor — revisado em 2026: Esse texto nasceu de uma indignação genuína e continua atual. Infelizmente, a romantização do TDAH ainda circula nas redes com força total. O que escrevi aqui não é contra as crianças — é a favor delas.
Doença ou Dom? A Pergunta Errada.
Ai, ai... Existem assuntos que eu juro que nunca mais vou abordar no blog, mas aí leio um texto que me provoca...
Recebi um hoje no Facebook que passou das medidas, o título: TDAH, DOENÇA OU DOM?
Que festival de asneiras!
A autora, que não tem o nome mencionado, afirma que em seu 'trabalho com crianças' dividiu-as em 4 grupos:
O primeiro, das chamadas Hiperativas, ela renomeou para: Crianças Divertidas e Amorosas. Não é lindinho?
Pois bem, a brilhante articulista, afirma que esse grupo não se dá bem em escolas estruturadas e que, não devemos rotulá-las, mas sim oferecer-lhes uma escola menos estruturada. Acompanhadas e estimuladas essas crianças se tornam brilhantes.
Crianças Desarmadas para a Vida
Aí eu fico pensando: Você tira seu filho de uma escola estruturada e o coloca numa outra com menos estrutura, menos cobrança, menos exigências. Seu filho será criado respeitando sua hiperatividade, sua falta de foco, sua impulsividade, sua desatenção...
Quando Ele Crescer...
Só que um dia ele vai crescer, e vai querer ter um carro, uma namorada, uma casa, viajar, casar, enfim, ter uma vida normal.
Qual empresa aceita um hiperativo, desatento, impulsivo e sem foco?
Você simplesmente não deu 'armas' adequadas pra que ele enfrentasse a vida de igual pra igual. Falar inglês? Bobagem, esses cursos são muito estruturados...
Curso superior? Meu filho não precisa, essas faculdades são muito estruturadas...
Pós-graduação? Deus me livre, isso é coisa estruturada demais pro meu filho Divertido e Amoroso...
E ele vai pra vida competir ombro a ombro com pessoas altamente estruturadas. E vai perder...
Se for uma criança de sorte, nascida em berço de ouro, sempre terá uma herança pra dilapidar no futuro.
Se não, pode seguir carreiras menos estruturadas, tipo hippie, que faz bijuterias na praça; andarilho; se tiver um dom, músico de rua, pintor de rua. Nada acadêmico, nada estruturado...
Nem mesmo músico profissional, artista plástico ou atleta profissional; são profissões que exigem disciplina e muito trabalho pra atingir o sucesso. Coisa dessa gente estruturada...
A Culpa Será Sua
Mas não se esqueça, se ele se sentir prejudicado, se ele se sentir despreparado, a culpa será sua.
Se ele descobrir que tem uma doença tratável, não tratada, a culpa será sua.
Não tratar do filho é uma escolha dos pais, arcar com as consequências dessa escolha é inexorável.
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O que acontece quando você abandona o diagnóstico — e o preço que paga por isso.
O TDAH é um transtorno neurobiológico com tratamento eficaz e bem documentado. A ABDA (Associação Brasileira do Déficit de Atenção) oferece informação séria e acessível para pais, educadores e adultos que convivem com o transtorno.
FAQ - Perguntas Frequentes:
O TDAH realmente prejudica o desempenho escolar e profissional se não for tratado?
Sim. Estudos mostram que o TDAH não tratado aumenta significativamente o risco de repetência, abandono escolar e dificuldades no mercado de trabalho. Sem tratamento, habilidades como planejamento, foco e regulação emocional ficam comprometidas — exatamente o que qualquer ambiente profissional exige.
Retirar uma criança com TDAH de um ambiente escolar estruturado é uma boa estratégia?
Não. A ciência mostra que crianças com TDAH precisam de estrutura adaptada — não da ausência de estrutura. Rotinas claras, suporte pedagógico especializado e acompanhamento médico são o que funciona. Ambientes sem estrutura tendem a ampliar a desorganização e a sensação de fracasso, não a reduzi-las.
Realmente é triste Alexandre, ninguem vive sem estrutura, um teste feito numa fase da vida e sem pensar nas próximas fases é triste.
ResponderExcluirSeria bom passar o endereço do texto em questão (TDAH, DOENÇA OU DOM) para podermos comendtar com melhor julgamento.
ResponderExcluirTenho TDAH e vivi boa parte da minha vida sem estrutura. Será que isso foi bom para mim? Óbvio que não. Sofri e sofro demais até hoje por conta disso. Acho um absurdo a pessoa escrever sobre assunto tão delicado sem ter o menor conhecimento. Isso pode acabar influenciando negativamente muitos pais.
ResponderExcluirMas a autora deve ser a primeira desestruturada da história. ..
ResponderExcluirPaula.
Mas a autora deve ser a primeira desestruturada da história. ..
ResponderExcluirPaula.