| "Viver de cabeça erguida é reconstruir o caminho todos os dias, com a confiança de quem conhece sua própria história." |
Nota do Autor 2026: TDAH não desmerece ninguém, não condena ninguém, não diminui ninguém. Só torna nossa vida mais difícil e complicada. Depois de tantos anos ainda considero o autoconhecimento e o conhecimento do transtorno como fundamentais para a melhor convivência com o TDAH. Não se envergonhe, siga a vida de cabeça erguida.
O Estigma e a Questão de "Viver a Vida"
Volta e meia surgem comentários no blog contra a existência ou contra a necessidade do tratamento do TDAH. Respeito a todos e não apago nenhum desses comentários, respondo-os e deixo muito clara a minha opinião. Hoje recebi um comentário sobr
Essa é a questão; de cabeça erguida! Ser TDAH n
Rótulos vs. Características e o Alívio do Diagnóstico
Noutros comentários, as pessoas dizem que não aceitam ser rotuladas. Médico é um rótulo, advogado outro, cardíaco e diabético também, assim como rico, bonito ou simpático. Somos rotulados em tudo; o tempo todo. Não sou cientista para dizer o que vou afir
Para mim ser TDAH foi um alívio, uma descobe
Sou TDAH e isso não me desabona; mas ao contrário de uma outra ala, não me orgulho de sê-lo. Não! O TDAH não me diminui, mas também não me deixa orgulhoso. Ser portador de TDAH é uma característica. E só!
Sigo de cabeça erguida reconstruindo a minha vida e acreditando que a pior solução é a do avestruz: enfiar a cabeça num buraco fingindo que o TDAH não existe.
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Para compreender cientificamente como o diagnóstico de TDAH é clínico e transforma vidas, acesse o portal da —ABDA: Associação Brasileira do Déficit de Atenção.
FAQ - Perguntas Frequentes:
O diagnóstico de TDAH em adultos pode ser considerado "redentor"?
Sim. Cientificamente, o diagnóstico tardio em adultos frequentemente proporciona um alívio psicológico imediato. Ele permite que o indivíduo ressignifique uma vida de dificuldades executivas, parando de culpar seu "caráter" ou "inteligência" e passando a entender a condição neurológica que moldou suas atitudes, como o autor relata.
Por que o TDAH deve ser visto como uma "característica"?
O autor argumenta que o TDAH é uma condição orgânica que faz parte da personalidade e história de vida do indivíduo. Vê-lo como uma característica (semelhante a ser cardíaco ou diabético) ajuda a desmistificar a condição e a combater o preconceito, permitindo que o portador busque tratamento sem vergonha e "de cabeça erguida".
Boa noite Alexandre...caso tenha algum grupo sobre TDAH gostaria que me adicionasse...41 992867697 um abraço!
ResponderExcluirOi, meu nome é Regiane, tenho 39 anos e fui diagnosticada há pouco meses. Compartilho com a ideia que aceitar foi o caminho menos difícil, no meu caso foi o que me ofereceu novas possibilidades para velhos problemas. Apesar de todas minhas limitações sempre fui uma pessoa muito otimista, e me descobrir TDAH, teve seu lado ruim sim, mas me fez acreditar que posso muito mais hoje do que imaginei um dia. Espero, logo, conseguir alcançar sua maturidade em relação ao TDAH, na verdade, preciso te elogiar, pois tentei participar de alguns grupos pra tentar me encontrar em algum lugar, mas tenho sempre a sensação que as pessoas estão meio que perdidas em relação ao TDAH nesses grupos, que elas mesmas se rotulam como incapazes o tempo todo. Muito triste isso!
ResponderExcluirSei que o TDAH é real, é cruel e vai fazer parte da minha vida pra sempre mas ele não me representa como pessoa, porque nem todos os erros que cometo, nem tudo que falo, penso, nem mesmo todas minhas limitações são consequências do TDAH, como ser humano eu tenho personalidade própria e vontade própria, e como todo ser humano, tem hora que acerto e tem hora que erro.
A medicação tem me ajudado, mas acho que o maior desafio daqui pra frente vai ser tentar saber discernir quando o problema é do TDAH e quando o problema sou eu mesma!
Obrigada por compartilhar suas experiências de vida com tanta maturidade e segurança, desejo muito sucesso pra você!