TDAH E O PARADOXO DOR E SONHO: A FUGA PARA A FANTASIA COMO ANESTESIA
Quando a vida se acinzenta.
Quando tudo se perdeu.
Quando de tudo se abriu mão.
Quando nada parece ter sentido.
Surge o TDAH em sua plenitude.
A realidade árida é sobreposta por feéricos sonhos que se sobrepõem e se antepõem a esquálida vida cotidiana.
Não há momentos de tédio ou de reflexão, ao menor sinal de desocupação, uma fantasia salta diante dos olhos.
O TDAH que destruiu a realidade oferece os lenitivos para que essa dor não pareça tão lancinante.
Saltando de fantasia em fantasia não se sente a dor, mas não se aprende com ela.
Seguimos dopados, anestesiados pela overdose ficcional e blindados a qualquer chance de aprendizado com a dor e a vida.
Imunes à dor, mas por isso mesmo, com o peito aberto e exposto à novas e intermináveis dores.
Saiba mais sobre a abordagem científica do TDAH acessando o site da ABDA - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DÉFICIT DE ATENÇÃO.
"Assim como nos cinemas, a nossa mente TDAH às vezes cria roteiros dignos de Coringa e Arlequina para não termos que lidar com as contas, os erros e a aridez do dia a dia. Você também se sente 'anestesiado' pelas suas próprias fantasias? Vamos conversar nos comentários."


Você já ouviu falar provavelmente no fenômeno do Devaneio Excessivo (Maladaptive Daydreaming), comum no TDAH, onde a imaginação vívida serve como fuga da realidade, com a mente acelerada se perdendo em mundos fantasiosos, gerando uma "anestesia" ou distanciamento dos problemas reais, sendo um sintoma da desregulação emocional e da busca por estímulo intenso que o cérebro com TDAH precisa, mas que pode prejudicar a vida cotidiana.
ResponderExcluirAndei lendo sobre isso a poucos dias , me despertou curiosidade .