segunda-feira, 6 de abril de 2015

O TDAH COMO ESCUDO






Desculpe-me, eu não posso pegar peso; tenho hérnia de disco.
Não obrigado, sou diabético, não posso comer doce.
Perdoe-me, amigo velho, mas não frequento mais bares. Sou alcólico e já estou a dois anos sem beber, entrar em uma bar seria uma tentação desnecessária.
Desde que infartei não assisto mais jogos de futebol. Você se lembra de como eu ficava nervoso, gritava, esbravejava? Pois é, uma final de campeonato pode me matar...
Todos são argumentos válidos, sólidos, incontestáveis.
Por que os nossos não podem ser?
Perdoe-me, agi por impulso, o TDAH agiu em meu lugar.
Hoje tive um dia muito improdutivo; mesmo sob tratamento não consegui me concentrar...
Chefe, você poderia me transferir para um ambiente mais tranquilo, menos barulhento? Esse maldito TDAH; fico muito disperso nesses ambientes barulhentos...
São argumentos válidos, sólidos, incontestáveis.
Mas todos nos criticam por 'USAR O TDAH' como justificativa.
Mas é justificativa!
Se eu tenho uma doença que deixa meu cérebro inconstante, meu comportamento imprevisível, minha memória prejudicada,  EU TENHO O DIREITO DE USAR A MINHA DOENÇA COMO JUSTIFICATIVA SIM!
A verdade é que nos envergonhamos de sermos TDAH. Eu inclusive. Falo sobre minha doença abertamente aqui no blog; mas na empresa onde trabalho ninguém sabe. Ou quase ninguém.
Por que?
Por que ninguém quer ser taxado de doido!
Ninguém quer ser doente mental!
E todos nós temos medo de perdermos os empregos, os clientes, os pacientes, os amigos...
Nós enfrentamos a vida de igual pra igual, mas com menos armas para o combate.
Sou péssimo em memória, péssimo em atenção, tenho enormes dificuldades em manter-me motivado, minha atenção é facilmente dispersada por ruídos e imagens. E ainda não há remédio que cure isso tudo. Existem paliativos que minoram algumas dessas características, mas nada muito significativo.
Preciso do triplo de energia pra superar as decepções normais de um emprego, de um relacionamento, de uma escola, por exemplo. Do nada meu ânimo se derrete e tenho vontade de largar tudo e fugir pra casa, deitar e dormir ad eternum. Sabedor de que isso é proveniente da doença, preciso reunir forças que nem sei se tenho e me impulsionar pra fora do poço do desânimo sozinho.
E sozinho - E EM SILÊNCIO - tenho que enfrentar todas os desafios da minha vida com menos armas, com menos qualidades, com menos requisitos.
E nem posso usar minha doença como escudo pois vão me taxar de aproveitador, de espertalhão...
Nossos parentes, nossos médicos, nós mesmos, precisamos criar coragem e sair desse gueto em que nos enfiamos e esfregar na cara da sociedade a nossa doença e as deficiências que ela nos trás.
Sei que tudo o que escrevi aqui não terá efeito prático imediato, mas joguei uma semente que poderá florescer em algum lugar, alguma mente corajosa que enfrente a sociedade hipócrita que finge não nos enxergar.
Quem sabe um terrorista da felicidade sabote essa hipocrisia e a bandeira do TDAH possa ser desfraldada sem vergonha!

63 comentários:

  1. Olá a todos
    Primeiramente quero dizer que gosto muito do blog, leio já a algum tempo (até viciei em Sail por causa dele), e teria comentado antes, se a procrastinação não tivesse me impedido.
    Bom, eu tenho quase certeza que tenho TDAH. Sou tão desatenta que nem sequer havia percebido que era desatenta!! Até me assustei quando fui pesquisar sobre a doença: encontrei uma descrição detalhada da minha pessoa. Estou sempre no mundo da lua, perco as coisas, esqueço tudo, me atraso, não ouço o que as pessoas falam... Mas acho que o que mais me incomoda é a procrastinação. Sempre que eu tenho uma tarefa pra cumprir, passo o dia todo pensando tipo, "tenho que fazer tal coisa", mas no final eu nunca faço. Na melhor das hipóteses, faço correndo de qualquer jeito, em cima da hora. Isso sempre gerou muitas brigas com a minha mãe, e eu me sentia o pior ser humano da face da Terra, porque, apesar de querer fazer as coisas, eu nunca conseguia, e também não sabia explicar porque. Sempre penso que se eu me esforçasse mais, talvez as coisas fossem diferentes... Mas nunca adianta, nada muda. Eu simplesmente não consigo.
    No que diz respeito aos estudos, eu sempre tirei notas boas, apesar de só conseguir estudar de madrugada, um dia antes da prova, e com muito esforço (é como se eu lesse as palavras mas o significado não ficasse na minha cabeça, é como passar os olhos numa folha em branco). Além disso, sempre fico hiperfocada durante as provas, perco totalmente a noção do tempo, acho que se passaram 10 minutos quando na verdade passou 1 hora, a aula já acabou e eu já tenho que entregar a prova.
    Finalmente convenci minha mãe a marcar consulta com uma psicóloga (tenho 16 anos) e aconteceu igual a tantos outros relatos que li na internet: ela me disse que não poderia ser TDAH, porque se eu realmente "não conseguisse prestar atenção em nada", teria ido mal na escola e reprovado. Ela acha que eu "me isolo da realidade" pra fugir de algum evento traumático, mas, se fosse esse o caso, só eu teria esses sintomas, não é mesmo? Mas quando eu olho para os meus parentes mais próximos, vejo sinais BERRANTES de TDAH. Um bom exemplo é o meu irmão (que inclusive chegou a entrar na faculdade), que além de ser extremamente desatento também é hiperativo, e quando criança tinha permissão para andar pela sala durante as aulas, pois não conseguia ficar sentado. Ele também tem alguns problemas com abuso de substâncias, mas conseguiu superar o vício em drogas.
    Enfim, tudo se encaixa.
    Queria saber a opinião de vocês, que já têm experiência no assunto: Será que é mesmo TDAH?
    Desde já agradeço pela atenção, e perdoe o tamanho do texto, sei que pode ser meio difícil de ler.

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    1. Seu caso é parecido com o meu, também nunca fui mal na escola. Sempre estudei em escola pública, onde o ritmo é mais brando, mas o fato é que continuo não me dando tão mal em provas (concursos públicos, por exemplo). No fim das contas, acho que isso não tem nada a ver, porque não temos dificuldade de aprendizado. Eu aprendo com facilidade, o problema é ter interesse em aprender. Não gosto de exatas, acho cansativo e monótono, meu raciocínio é lentíssimo nessa parte. Mas leio livros imensos e bastante rápido! Isso meio que ajudou a ser uma aluna razoável também, porque por mais que não soubesse determinada matéria, os professores sempre percebiam que eu não era burra.

      A procrastinação deteriora o ser humano. Acho normal que as pessoas não tenham muito foco quando algo não é interessante, que procrastinem quando a tarefa é cansativa e essas coisas. O que, pra mim, mais diferencia o TDAH é essa incapacidade de enfrentar o problema, por mais que as consequências sejam graves. E, diferente de uma pessoa simplesmente folgada (porque somos taxados de relaxados, e por aí vai), ficamos com um remorso imenso! E aí vai gerando uma ansiedade infindável, depois problemas com autoestima...

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    2. Oi, Leticia e todos, comigo era um pouco diferente. Ia mal na escola... tinha muito interesse em aprender - só não gostava de matemática - e meu interesse era notado por todos. Mas mesmo assim ia mal, porque não prestava atenção nas ordens dos professores. me mandavam fazer uma coisa, e ou eu não escutava nada, ou entendia outra coisa. Volta e meia eu ouvia uns berros na frente da classe toda, pra eu entender direito o que eles falavam. Aliás isso acontece comigo ate hoje, volta e meia as pessoas tem que surtar e explodir pra eu prestar atenção nelas.
      Fe

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    3. Renata Bianca???

      Não, você é tão "igualzinha" a mim (até no vício da música Sail, embora ache meio pesada ara sua idade) que você devia ser Renata "Nascimento", pois tenho 51 e você bem que podia ser minha filha, rsrsrsrs (brincadeira, hein).

      No mais, a 2a maior dificuldade de um TDAH (a 1a é ser TDAH, claro) é encontrar um profissional sério, que possa separar o joio do trigo (nós somos o trigo, óbvio), e esta psicóloga que você foi não é uma delas.

      Procrastinação???? viiiiiiixe, isto me mata, a cada dia, é uma luta cotidiana e invencível, tenho que ficar é no que chamo de "controle de danos", aparando as broncas que ela me causa.

      NO mais, fique super feliz, você, ao 16 anos, descobriu algo que em mim somente aconteceu perto dos 40, quando muitos e muitos danos e dores já tinha me marcado de forma indelével.

      PROCURE UM PROFISSIONAL DE RESPEITO E COM EXPERIÊNCIA NA ÁREA E, ACIMA DE TUDO, MEDICAÇÃO, MEDICAÇÃO, MEDICAÇÃO ....


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    4. Êpa, ia me esquecendo de lhe responder: Se é TDAH? kkkkkk, sim.

      Mas Renata, no site da Associação Brasileira do Déficit de Atenção, ABDAH, tem um formulário que é usado pela classe médica para a identificação do TDAH. Vá lá e preencha, ele ajuda no diagnóstico.

      OBS: Ajude a você, mas a seu irmão também, e veja logo quem é o responsável pelo TDAH, ele é hereditário, e, normalmente pelo pai, embora possa vir da mãe também. É fácil, dificuldade de controlar as finanças, muitos "ex" relacionamentos, etc.., e chame ele na responsabilidade: ele lhe doou o TDAH?, então tem que pagar o tratamento, kkkk

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    5. Renata Bianca, não tenho muito a acrescentar ao comentário do Walter, apenas reforçar que tente com seus pais marcar uma consulta com um médico de verdade. Acesse o site da ABDA e procure um médico credenciado em sua cidade. Se não tiver, ligue para os neurologistas e pergunte à secretária de o médico trata TDAH.
      É o jeito...
      Mas não desista...
      Abraços
      Alexandre

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    6. Obrigada pelos conselhos, pessoal!
      Segundo o formulário da ABDA, eu tenho mais sintomas de desatenção que o esperado numa criança ou adolescente, mas não tenho hiperatividade.
      Quanto ao tratamento, a boa notícia é que há uma médica com experiência em TDAH na minha cidade; a má notícia é que eu dependo da minha mãe pra marcar uma consulta, e ela não me levou ao médico nem mesmo quando eu comecei a ter problemas de visão, ou quando entrei em depressão (no primeiro caso foi meu pai que convenceu ela a me levar no oftalmologista, e no segundo eles já estavam divorciados há algum tempo e acidentalmente fiz ela acreditar que eu havia tido um ataque). Pra vocês terem uma ideia, teve uma vez que a minha mãe bateu o dedinho do pé numa quina e, apesar de ficar por volta de um mês reclamando de dor, se recusou a ir ao médico, e minha irmã teve que leva-lá a força. Descobrimos que, por não ter tratado o machucado mais cedo, um fungo se desenvolveu ali e começou a comer o dedo, e ela teve até que fazer uma raspagem pra tirar a carne podre do local. Ou seja, se mesmo com o dedo apodrecido ela não quis ir ao médico, quem dirá por causa de uma falta de atenção?
      Pior que eu acho que é a minha mãe que tem o TDAH: além de esquecer e de perder as coisas, ela mesma fala que no trabalho os supervisores dão uma tarefa pra fazer e ela esquece, ou que quando vai arrumar a casa ela começa pela cozinha, por exemplo, e quando vai ver já mudou tantas vezes de cômodo que não terminou nada em nenhum deles.
      Não importa o quanto eu tente explicar que são sintomas, ela não acredita, diz que é bobagem e que é pra eu parar de ficar "procurando doenças na internet". Segundo ela, é até possível que eu tenha algum déficit, mas não muda o fato de que "se eu me esforçasse eu melhoraria, e que não faço nada porque nem tento, não tenho interesse".
      Quanto aos pais eu não sei, eu e meus irmãos somos filhos de pais diferentes (o meu pai é irmão do pai deles. Sim, a família é meio confusa kkkkkk), e minha mãe já separou deles faz muito tempo, então não consigo me lembrar de muita coisa.
      Vou ver se consigo convencer meu pai a me levar na consulta, caso contrário acho que vou ter que esperar até completar 18 anos mesmo...
      Ainda não falei com o meu irmão porque nossos horários não batem, mas no fim de semana ele não perde por esperar! (Só espero que ele tenha a mente mais aberta do que a mãe :p)

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    7. Eu tenho uma relação um pouco estranha com os estudos: Se estudo um mínimo tiro ótimas notas, mas esse é o problema, odeio estudar. Não consigo. Nem hoje, sob tratamento, já pensei mil vezes em fazer eletrônica, mas e a coragem? E a força? Só de pensar numa sala de aula...

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    8. Renata Bianca,

      Essa história de sua mãe procrastinar a ida ao médico até o dedo começar a apodrecer é absurdamente TDAH e, me desculpe, hilária.

      Lembrou-me de meu filho, TDAH claro, que certa feita veio falar comigo com o dedo do pé praticamente ¨jorrando¨sangue. Quando perguntei, horrorizado, o que foi aquilo, ele disse: ¨o que? há, isso? nada não. Foi uma topada em uma pedra quando estava jogando bola.¨ Aí ele passou a mão, limpou o sangue, e ia embora normalmente, se não fosse minha Lineuzinha que agarrou ele pelo pescoço e levou na emergência.

      Enfim, tudo, absolutamente tudo, normal em nosso mundo TDAH.

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  2. Realmente , é dessa forma :"Preciso do triplo de energia pra superar as decepções normais de um emprego, de um relacionamento, de uma escola, por exemplo. Do nada meu ânimo se derrete e tenho vontade de largar tudo e fugir pra casa, deitar e dormir ad eternum. Sabedor de que isso é proveniente da doença, preciso reunir forças que nem sei se tenho e me impulsionar pra fora do poço do desânimo sozinho.
    E sozinho - E EM SILÊNCIO - tenho que enfrentar todas os desafios da minha vida com menos armas, com menos qualidades, com menos requisitos.
    E nem posso usar minha doença como escudo pois vão me taxar de aproveitador, de espertalhão..." e o pior é ter que explicar para os que nos rodeiam o que é isso que sempre aconteceu e ninguém viu, somente eu senti na própria carne, alma a dor de ser diferente sem saber o que é , quando , onde, um cego na escuridão profunda, com dedos apontados por todos os lados, só peço a Deus a cura ou o alívio, pois acho que nem vou tentar explicar nada , mas sim descobrir uma forma de liberar perdão, por tanta cobrança, imcompreensão e especialmente pela desinformação.
    Cada vez que leio me vejo mais em cada texto. Meu diário.

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  3. Ah Alexandre Obrigada pelo seu blog e texto tão esclarecedor, é o relato do sentimentos de muitos , tenho certeza.

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  4. Alexandre, não sei onde termina o TDAH e começa a depressão.

    Esse seu post foi uma surpresa, não sabia que mais TDAHs se sentiam dessa maneira. No meu caso, não tenho a hiperatividade física, mas você também sente esse esgotamento, né? O que me chama a atenção é quando você diz sobre a quantidade de energia que dispensamos pra superar algumas coisas. O desânimo matador que nos abate... E sabe, não sou deprimida. Passo por momentos de angústia terríveis, principalmente nos últimos anos. Ansiedade me devora. Mas sei lá, me empolgo como ninguém em alguns momentos! Mas nada dura, nada tem estabilidade, não posso confiar na minha própria cabeça.

    Sinto que as pessoas tratam o TDAH adulto como um sujeito que não se empenha, e o tratamento como doping intelectual. Mas o medicamento apenas nos dá a chance de TENTAR, como todo mundo precisa fazer, ele não garante nada. E nem sempre resolve...

    É tão desgastante...

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    1. É muito estranho, Letícia, qualquer decepção, por menos que seja me derruba. Antes eu ficava lá em baixo sem saber o que estava acontecendo; hoje sei que é da doença e a enfrento. Mas enfrentar é muiiiito pesado.
      E remédio nenhum acabou com isso ainda.
      Abraço
      Alexandre

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  5. não conhecia esta música, muito boa, parece que este estilo de música contagia
    https://www.youtube.com/watch?v=KsLG0V_w7rw
    https://www.youtube.com/watch?v=e2FOnrFlEJY

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    1. Fernando,

      Esta música "Sail" realmente não sai da minha cabeça.

      Ela é de, e sobre, um portador de TDAH, que os gringos tratam por "DDA". Tanto a letra, quanto o clip original, são meio deprimentes, coisa para "estômagos fortes", como o meu e o do Alexrandre.

      Para os curiosos, segue abaixo uma tradução livre da música:

      "É assim como eu demonstro o meu amor
      Eu criei isso na minha mente, porque
      Eu culpo o meu Distúrbio de déficit de atenção querida

      É assim que um anjo morre
      Eu culpo o meu próprio suprimento
      Culpe o meu DDA, querida

      Talvez eu devesse gritar por ajuda
      Talvez eu devesse me matar
      Culpe o meu DDA, querida

      Talvez eu seja de uma raça diferente
      Talvez eu não esteja ouvindo
      Então culpe o meu DDA"

      Bem, pelo menos a letra da música acerta ao indagar se nós, TDAHs, não seríamos de uma raça diferente. Eu acho que sim, acho que somos todos zebras, ou outros ... os outros são todos Guinus.

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    2. Uma raça que não consegue finalizar nada, só começar, rs, como pode seres deste planeta precisar de ligar um super hiper turbo para conseguir finalizar as coisas?

      Claro, quando as termina, se não as deixar de lado, não por complacencia, mas simplesmente por sei lá oq, kkkkkkkkk.

      Acredito que não é questão de usar o DDA como escudo, ou medo ou outra coisa, mas a simples ideia da sensação da ineficiencia ou o desespero do momento da entrega ou resolução de algo, faz entrar em um mundo ou universo parelo, claro que se já não estiver lá, e mesmo com todas as forças, forçando em fazer, etc e tal, na maioria das vezes não sai.

      DDA's são seres diferentes mesmos, o querer e poder destes seres são complexos e tão diferentes de pessoas "normais".

      Por isso acho que a maioria não consegue colocar o DDA como escudo porque não consegue concordar com esta situação em que vive, até para aceitar é dificil, por ser mais pensativo e ir mais alem em várias coisas, a estranha é grande e o mundo não está preparado para seres DDA ainda.

      A música é muito boa, mas o ritmo é bem contagiante e nada mais que a verdade em poucos versos.

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    3. Fernando,

      E o pior é que o mundo, cada vez mais, está cada vez menos preparado para nós. Cada vez mais o mundo exige um padrão de comportamento que vai se distanciando do nosso. Vamos ficando mais e mais distantes do que "o mercado exige".

      Vou lhe confessar algo, em absoluto segredo e que ninguém nos leia: Sou dono do meu empreendimento e tenho 06 pessoas trabalhando para mim. Aqui, eu jamais contrataria um TDAH, pois o nosso comportamento errático é inaceitável para meus clientes.

      Alias eu digo sempre, se eu não fosse o "patrão", e trabalhasse para mim mesmo, eu já tinha me demitido tantas vezes que teria que ter umas 10 carteiras do trabalho, só para bater o carimbo "demitido", "demitido","demitido","demitido","demitido","demitido","demitido","demitido".

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    4. Walter,

      Aí que está uma coisa interessante, tenho certeza do esmero que você possui pelo que faz, indo alem de qualquer outra pessoa, mesmo nas fases mais dificeis ao retirar algo de dentro do baú para prosseguir num intricado caminho necessário. Se você se autodemitir neste momento você estará destruindo outras partes, e isso acaba te dando forças para não procrastinar.

      Acredito que muitos dos TDAH tem uma capacidade fenomenal, principalmente quando encontra algo que seu superfoco fica totalmente ativo, é um dos únicos super poderes que quando se sobressai, nada e ninguem consegue superar.

      Sim, um TDAH assalariado acaba tendo muitos "demitidos" na carteira, muita experiências e precisam parar e pensar, ou descobrir aquilo que realmente é bom(superfoco), ou cria algo, ou continua nessa vida.

      Acho que o maior problema para muitos, é a demora da descoberta, quando se descobre muito tarde, você percebe que muitas coisas que você realizou na sua vida foi um fracasso, ou que não conseguiu seguir(fracasso), rs, etc etc, por causa da forma que você é e raciocina, e isso mesmo sendo uma salvação, te magoa mais ainda, porque você percebe que deixou de fazer certas escolhas que se você soubesse desta informação, você poderia ter parado uns segundos e pensado melhor. RS

      Então, descobrir tarde é bom e ruim ao mesmo tempo, é bom para nos entendermos e podermos nos tornar mais conscientes de nossas vidas, e sabermos que temos um escudo que nos protege e repele também coisas, e podemos baixar o escudo ou levantar, ou tentamos ao menos o fazer, e ruim porque a partir do momento você acaba percebendo o tanto que já passou por causa disso e muitos acabam se culpando mais inconscientemente, kkkkkkkkk, complicado.

      Só não esqueça de pagar os seus funcionários hein, rs

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    5. Fernando,

      De forma geral, concordo com você.

      Acrescento apenas que, quando o TDAH é reconhecido e tratado logo na primeira infância, com apoio psicológico e dos pais, a literatura médica relata que muitos (nem todos) até conseguem chegar à fase adulta sem ter que tomar medicação.

      Quando vejo a Renata Bianca se descobrindo TDAH aos 16 anos, fico super feliz, pois, mesmo com as dificuldades de diagnóstico e tratamento que existem hoje, pelo menos elas existem, e as chances são muito boas em favor dela.

      Bronca mesmo, é comigo, me descobrir lá por volta dos 35, 40 (nem lembro mais), alto estima destruída, já com comodidades que a terapia já não resolve, nem ajuda, e, como você diz, ainda tendo que dar graças por, pelo menos, ter descoberto ser portador desta praga.

      Quanto aos meus funcionários, kkkk, se eu hiperfocar, depois eu conto como eu resolvo (resolvo????????) a parte financeira aqui da empresa.

      Grande abraço.

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    6. Deixe-me meter o a colher nesse angu aí...
      Acabei de ser desligado de uma empresa em que estava trabalhando. 23 meses de trabalho, esgotou-se a cota. Minha e deles, eu já não suportava mais trabalhar lá e me transformei num autômato, improdutivo mas presente. Jamais atrasei um único dia, mas só corpo estava ali. Eu não consigo trabalhar no que não gosto, pra mim é uma tortura...
      Por isso, volto trabalhar com meus celulares como autônomo e não como autômato.
      Abraços
      Alexandre

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    7. Alexandre,

      Vou repetir o que escrevi acima para a: ¨Enfim, tudo, absolutamente tudo, normal em nosso mundo TDAH.¨

      Nada não, daqui a pouco se encaixa de novo, volta a produzir de novo, volta a ganhar de novo ..... (depois buuuuuuummmmm, explode tudo de novo), kkkkkk, só rindo desta nossa sina.

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    8. Também preciso me meter nesse assunto, rs. Quando me casei, não suportava ficar em casa e fui trabalhar. Depois de alguns anos, o trabalho, na forma como desempenhava, estava enfadonho demais, vegetativo. Mas era meu negócio (assim como o Walter) e não dava pra mudar. Então veio uma mudança externa e mudei de cidade, agora voltando a ficar em casa, com apenas o trabalho que escolhi, pra poder dar a qualidade que sempre prezei (menos trabalho, mais qualidade), além de poder cuidar mais da casa e família. E no que deu... vocês já podem imaginar. Muita ansiedade e insatisfação. Isso cansa de tal maneira... esgota!
      E, Walter, eu também não sei como minhas funcionárias jamais me demitiram, rsrsrs... Abs a todos!

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    9. Esse buuuuuuuuuummmmmmmm que é complicado, não tem sentido, ou tem? rs

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  6. É vdd. Não temos como utilizar o tdah como justificativa. Mas isso deveria mudar. Por escondermos essa síndrome, ela não se populariza. Quem sabe viramos algum personagem de novela? Ou tema de filme como foi agora o mal de Alzheimer nesse último Oscar?? Devemos nos expor sim. É mostrar ate o q temos é algo diferente e duro e, talvez pior que uma diabetes ou problema cardíaco. Sofremos solitários, sem ajuda de ninguém. No fundo, temos qualidades maravilhosas, somos criativos, simpáticos, alegres, leves, espontâneos e, talvez ficamos com medo de perdermos essas qualidades que os outros reconhecem em nós, qdo nós abrimos. Mas o importante é a gente gostar da gente como somos. Apesar das dificuldades, somos incríveis!! Aproveite isso é veja pelo lado positivo. As vezes não tenho vontade de ser normal, porque ser diferente é o que vale. Pense nisso.

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    1. Eu também gosto de ser diferente, mas ao longo da vida os sucessivos fracassos vão te mostrando que ser diferente pode ser sinônimo de ser derrotado, de ser desprezado, de ser desdenhado.
      Mas não desistimos, e esse é o nosso maior mérito: A crença em nossa própria força.
      Abraço
      Alexandre

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    2. É essa montanha russa de sentimentos que cansa... esgota...

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  7. Ótimo texto, Alexandre! Li alguns comentários, mas apenas a metade de alguns...=\
    Sou educadora e meu trabalho tb é um centro de estudos... Mal sabem as minhas colegas, que têm um objeto de estudos ao lado delas. Mas não tenho coragem de falar. Apenas comentei com uma colega, e como muitos fazem, ignoram o tdah em adulto. Ôh raiva!
    Enfim... Cansei de escrever.
    Ainda estou chateada por não estar usando a Ritalina.
    Paula

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    1. Paula, TDAH é solitário. Por mais que os meus parentes mais próximos saibam da minha condição e me transmitam uma certa compaixão, eu percebo que eles não tem noção do que sinto. A solidão no meu caminho é avassaladora. Escrevo isso para te dizer que não adianta esperar compreensão dos não portadores (não por mal, mas eles não entendem mesmo), você só vai se machucar esperando. Melhor fazer como o Alexandre, nem contar pra maioria das pessoas :)

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    2. Oi Paula, também tenho um pouco de dificuldade de ler os comentários mais longos, vou lendo aos poucos. Kkkkkkk
      Nem minha família entendeu direito e as pessoas amigas ou tentam descaracterizar o TDAH ou tentam me desencaixar dele.
      Aí cansei...
      A Ana tá certa, TDAH é solidão...
      Abraços
      Alexandre

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  8. Demoro pra voltar aqui, mas sempre que volto fico embasbacado ao me ver ser descrito em detalhes. É até meio assustador. Mais ainda hoje porque, coincidentemente, há poucas horas, comentei com minha (extraordinária) psiquiatra a respeito do meu perfil melindroso e de minha dificuldade de lidar com frustrações (definição simples que ela abstraiu depois de eu levar meia hora pra tentar me fazer entender). Fico muito abatido quando a realidade contraria minhas espectativas. Com relação a justificar falhas, eu, naturalmente, acabei dando uma pincelada no assunto do TDAH no trabalho e acho que essa atitude que salvou meu emprego. Assim que vi que o tratamento não respondia tao bem quanto eu esperava e que não conseguiria ser pontual, abri o jogo, pus as cartas na mesa. E essa atitude demonstrou ser a correta, porque fui compreendido por quem eu precisava ser compreendido. E, inclusive, estou sendo amparado por eles. Sempre que posso e lembro, justifico as atitudes resultantes do TDAH, pra quem quer que seja. Não tenho o menor pudor em assumir. Sempre o fiz e nunca perdi (algo que me faça falta) por isso. Na verdade, se feito com sinceridade, te traz alívio. Só é preciso ter cuidado para não "deitar pérolas aos porcos", perdendo seu tempo com quem não merece. ... ... ... Cara, seu blog é meu espelho.... Sempre me encontro e me aceito um pouco mais quando leio seus textos. Já tô até cansado de agradecer. Não vou nem falar nada.

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  9. Mais duas palavras: 1- você é mais do que apto para escrever um(ns) livro(s) sobre o assunto. 2- pelos posts do pessoal aqui, já vi que TDAH é tudo gente boa. Viva nóis. 3-(!?) Coloque na sua agenda (hehe) a organização dum encontro desse pessoal.

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    1. Concordo com Marlon, vamos sim marcar um encontro!

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  10. Bom dia ! Tem alguém tdah que mora em Belo Horizonte? Gostaria de conhecer pessoas iguais a mim que esteja bem próximo, todos a minha volta não me entende e me sinto como se estivesse em outro planeta.

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    1. E ele vai lembrar do local e hora combinados??? kkk

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  11. E aí galera, tudo em paz? Poxa, fui diagnosticado com TDAH por um psiquiatra tem 10 dias. Vendo os relatos que tem aqui, parece que vejo a minha história de vida descrita por outras pessoas, e chego a conclusão que somos muito parecidos em tudo! Eu tenho 25a, já comecei umas três faculdades e não consegui terminar uma sequer, e tem 8 semestres que não concluo sequer um semestre do curso de Direito, acabo trancando sempre. Sou visto como relaxado, como insubordinado, como irresponsável e desorganizado, e isso me gerava uma angustia muito grande dentro de si ao ponto de me recolher, sem querer ver ninguem, preso dentro de casa e no meu quarto pra ser mais especifico. Descobrir que tenho TDAH foi meio pesado a principio, mas ao mesmo tempo foi bom porque finalmente descobri o porquê de tanta coisa na minha vida, porque por mais que eu tente, nunca consigo dar os mesmos resultados que os outros, por mais que eu me esforce... Pessoal, existe algum grupo de whatsapp ou coisa do tipo? Se não, vamos criar! Abraço e bom dia a todos.

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    1. É bacana quando se descobre, "com grandes poderes vem grandes responsabilidades", e pelo menos agora você será capaz de começar a se entender e a indagar melhor suas decisões, podendo, mesmo em momento de total falta de energia, saber criar escudos mais inteligentes para sobreviver na "wild world" e conquistar aquilo que procuramos, claro que pela idade você já criou várias "manias" que lhe permite sobreviver neste mundo, senão não estaria fazendo faculdade, mesmo com todas as adversidades.

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    2. Não só isso Fernando. Eu não tenho problemas de aprendizado (pelo menos para aquilo que me interessa). Eu sou concursado aqui, e já passei em mais dois concursos do estado, sendo que um deles eu nunca imaginaria que seria aprovado visto a concorrência, o nível da prova e a complexidade do cargo. Mas é isso aí, o negócio é correr pra cima, tentar recuperar o tempo perdido e focar no futuro, não deixando que ele nos tire a paz.

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    3. Olá, Danilo! Já comentei com Alexandre a respeito de um grupo no whatsapp, mas ele lembrou que seria mais uma ferramenta que nos tiraria a concentração, nosso foco. E não deixa de ser verdade... Mas caso seja criado, eu quero entrar! As vezes queremos falar, desabafar com pessoas que falam a "nossa língua" e não temos.
      Grande abraço.
      Paula

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    4. Cara eu até concordo com Alexandre quando ele diz que seria mais uma ferramenta que tiraria o nosso foco, mas ao mesmo tempo me vem o seguinte questionamento: Será que ninguém aqui participa de grupo algum de conversa no whatsapp? Não sei se estou ainda encantado com o TDAH e querendo ler e entender sobre tudo, mas o assunto pra mim é muito interessante. Bom, já somos dois então que sugerem o grupo.

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    5. Danilo,

      Tô contigo. Participo de dois grupos: um por obrigação, que é o do trabalho (pior que foi eu mesmo que criei); o outro, com trezentas mensagens por dia, do grupo de formandos da faculdade.

      Neste grupo de TDAH eu entraria ¨na hora¨, vamos fazer um abaixo assinado para o Alexandre criar este grupo. Agora, tem que ser ele, pois teríamos que mandar o n° de celular para ele via e-mail.

      Vamos lá: ¨Grupo no whatsapp¨; ¨Grupo no whatsapp¨;¨Grupo no whatsapp¨;¨Grupo no whatsapp¨;¨Grupo no whatsapp¨;¨Grupo no whatsapp¨;¨Grupo no whatsapp¨;¨Grupo no whatsapp¨;¨Grupo no whatsapp¨;¨Grupo no whatsapp¨.

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    6. Isso!!!! Vamos lá, Alexandre! Cria logo esse grupo!!!
      Tô dentro!
      Paula

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    7. Eu topo!
      Marconi

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    8. Ok, vocês venceram! Whatsapp!!!!Mandem o número de vocês pelos emails schubertsax@gmail.com ou alephbuendia@gmail.com, que eu convido vcs.
      Abraço
      Alexandre

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    9. Uhuuu \0/

      Simbora! Mandei o meu ja... Adesão em massa galera.

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    10. Já mandei!!!
      Paula

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  12. Olá, Alexandre!

    Conheci seu blog hoje e estou encantada.

    Parabéns pelo seu trabalho! Ele é fantástico!

    Descobri há menos de um mês que tenho TDAH. E confesso: foi um alívio tremendo. Antes disso, eu já desconfiava que tinha o transtorno e tinha certeza de algo não ia bem.

    Passei 32 anos achando que eu era desatenta, inquieta, desconcentrada, impulsiva, além de outros sintomas nocivos, porque era "preguiçosa" ou coisas do tipo.

    Na minha infância e adolescência isso me prejudicou demais e eu não sabia como controlar os sintomas. Perdi várias oportunidades e amigos porque falava demais. Dizia coisas inapropriadas, que não faziam sentido, porque não pensava antes de falar.

    Hoje, depois de sofrer muito, comecei a saber lidar um pouco melhor com esse problema. Mas continuo tendo grande dificuldade para me comunicar. Por isso, evito várias situações sociais.

    Quando quero expressar o que sinto ou argumentar alguma coisa sinto que os meu pensamentos me traem. Resultado: não consigo falar de forma serena e ponderada e não consigo me fazer entender plenamente.

    Acho que o meu marido é o único que me entende plenamente, já que ele sabe do meu problema e tenta me ajudar. Acredito que ele seja um anjo na minha vida.

    Alexandre, só de falar aqui já me sinto um pouco melhor. Não tenho ninguém para conversar sobre o assunto. Isso torna o meu dia a dia muito complicado.

    Vou participar sempre do seu blog.

    Parabéns, mais uma vez.

    Que Deus lhe abençõe!

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    Respostas
    1. Seja bem-vinda, Silvia! Vc não está sozinha.
      Abraços
      Paula

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    2. Não mesmo! Estamos aqui e graças ao Alexandre temos um canto para ser compreendidos.

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    3. Muito obrigada, pessoal!

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    4. Este comentário foi removido pelo autor.

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    5. Bem vinda Silvia! Passar aqui pelo Blog desde que o descobri tem sido rotina diária, ver as postagens do Alexandre e os comentarios que cada um de nós escreve como parcela de contribuição tem sido uma terapia e tanto na convivência com o TDAH. Aproveita o espaço, todos passamos por isso que você passou a vida inteira, por conseguinte todos te entendemos.

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    6. Alexandre, ôh Alexandre,

      Cara, de uns tempos para cá o que tem de mulheres se descobrindo TDAH é enorme.

      Se liga aê, Alexandre, as minas tão na área, se anima! nunca é tarde para um 13o relacionamento, né?

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  13. Alexandre Schubert - RITALINA MATA12 de abril de 2015 09:01

    http://www.cchr.pt/videos/psychiatry-an-industry-of-death/inventing-mental-illness.html

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  14. https://www.youtube.com/watch?v=XfAp8_706OU

    By: DRIKA

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  15. Oi, eu tenho 18 anos e desconfio que tenho TDAH, estou lendo seu blog e me vendo em cada texto. Minha vida inteira eu ouvi que sou muito desatenta, que esqueço tudo, que sou bagunceira, enrolada, ate preguiçosa, mas ngm nunca pensou em me ajudar sabe? Lembro uma vez que fui em um otorrino pq minha vó me chamava e eu não "ouvia" então ela falou " ah não ta ouvindo deve tá surda então ne?!" claro que os exames deu que eu não tinha problema nenhum de audição... meu problema era atenção, ou algo assim.
    Recente mente terminei o ensino médio e comecei fazer cursinho pré vestibular, e foi horrivel, pq não conseguia aprender tantos conteúdos ao mesmo tempo e tinha muita dificuldade para estudar em casa, e quando estudava ficava chateada pq no dia seguinte não lembrava mais de nada ou quase nada do que havia estudado e me sentia desmotivada. Foi nessa época que descobri sobre o TDAH, pesquisando na internet, falei com meus pais mas ngm levou/leva à sério, todo mundo acha que desculpa, meu padrasto ate zomba disso, e eu e sinto muito mal. Apesar de tudo passei na faculdade que queria, porém ta muito difícil, muito mesmo, pq não consigo memorizar o que aprendo, o que estudo, e vejo todo mundo aprendendo e sinto que to ficando pra trás. Enfim, só um desabafo mesmo :/

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  16. Boa tarde ! no meu caso eu tenho vontade de estudar de aprender mais tenho dificuldade de aprender de escutar e entender o que me explica tenho 26 anos e agora estou na faculdade quando era criança tinha dificuldade , mais quando reprovei na segunda serie, fiquei mais esperta fui uma aluna boa ate o 7 ano mais depois voltou as dificuldades e agora estou na faculdade e este problema esta me prejudicando sem falar no trabalho que tenho dificuldade para pegar as coisas logo, eu aprendo mais demora muito e ninguém no trabalho que saber disso.

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  17. Boa noite, encontrei o blog pelo google... então estou com 33 anos e nunca aceitei tal diagnóstico. Fiz faculdade de Pedagogia e durante o curso descobri, tínhamos uma cadeira de psicologia na área de dificuldades de aprendizagem, foi lá que detectei o problema. Mas, como até então eu havia sobrevivido a ele ignorei... hoje com 33 anos a vida continua aquele caos, meio deprê etc... resolvi procurar ajuda. Estou buscando me entender melhor e principalmente buscando pessoas que passam por coisa semelhante. Pra sair daquela sensação de estar só. Enfim, curti o blog. Já mandei meu número pelo email para participar do grupo, caso ainda exista.
    Abraço.

    Roberta.

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  18. Também tenho tdah e comecei a tomar remedios a poucos meses. Nunca tive problemas na escola ou faculdade de engenharia (estudei em instituições de primeira linha), sempre fui um dos melhores alunos da escola e faculdade. Entretando, nunca consegui prestar atenção e aprender durante as aulas, sempre tinha q dar um jeito de aprender sozinho, achava importante aprender e dava um jeito. Considerava as aulas chatas, dinâmica ultrapassada, achava que estava perdendo meu tempo ali, considerava a escola apenas como um evento social muito chato e padronizado.
    Trabalho com projetos complexos e consigo me dar bem se as coisas acontecem rápido e tem novos estímulos constantes. Nunca estou satisfeito onde estou.
    Alguém mais tem essa característa? Sempre vejo comentários que focam nessa questão da dificuldade de aprendizado.

    Essa questão da ansiedade e ficar pensando no futuro toda hora gera um desanimo muito grande e frustação.

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  19. Alguém sabe de grupo watsap de tdah adulto 61 991758387

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