segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O TDAH E AS SOLUÇÕES PERDIDAS





A irritação é inevitável! Como posso ter esquecido a solução de um problema pelo qual estou passando? Aquela solução que imaginei anteontem, e que era a melhor solução possível, desapareceu da minha mente. Isso mesmo, desapareceu. 
Agora, premido pela necessidade de uma solução imediata, acabo por optar por outro caminho que tenho certeza não me trará o mesmo resultado. 
Me perguntarão os 'trouxas": Mas se você esqueceu como sabe que era  a melhor solução? 
Eu sei, e isso basta! Mas não é bem assim, quando encontrei o caminho ideal, pensei em várias alternativas, medi e pesei as consequências e concluí que aquela era a melhor opção. 
E então, ao acordar na manhã seguinte aquela solução desapareceu; apagou!  
E não voltou mais! Por mais esforços e tentativas que eu faça, essa solução não existe mais e conformado, posso tratar de procurar outra. Ainda que menos eficiente. 
Outra variante é simplesmente não me lembrar de que um dia existiu uma solução na minha cabeça. Ela desaparece como fumaça.
Aí a coisa toma ares de tortura quando após optar pela solução menos eficiente, e já conformado com isso, me lembro daquela que teria sido a opção ideal. Quando já não pode mais ser aplicada.  
Auto sabotagem? Falhas de memória?  
Acredito mais na auto sabotagem, um dos pilares do TDAH. A primeira providência é escrever. Mas escrever por completo, problema e solução. Não escrever apenas frases esparsas ou lembretes, possivelmente não vou conseguir conectar as tais frases com o problema, e terei perdido a solução do mesmo jeito. Mas cuidado ao guardar a anotação, você pode nunca mais acha-la. 
Por mais difícil que possa parecer, criar rotinas pode ser a melhor alternativa; tenha um local fixo para os escritos o uma pasta fixa no notebook ou celular. Claro que com o tempo vão transbordar de papéis e anotações, mas nada na nossa vida é perfeito. Parta para a operação limpeza e poderá descobrir, como descobriu a inspiradora desse post, que algumas soluções podem estar soterradas nesses desvãos concretos de nossa desmemória.