quarta-feira, 23 de novembro de 2011

BOOOMMM DIIIAAAA!






Bom dia!
Escrevo este post às 6:25 da manhã.
Já arrumei minha cama, fiz e tomei café, fiz o nescau da Marina e estou navegando na internet. Acordar me dá uma estranha euforia, uma enorme vontade de cantar, só não o faço em respeito à Marina que odeia minhas musiquinhas ao amanhecer.kkkkkk
Acordar significa estar vivo. Mais uma jornada em que vou amar, trabalhar, aprender, ensinar, rir, curtir, viver enfim. Estarei com as pessoas que amo e com meu trabalho, meu blog, comigo mesmo.
Ao contrário do sono, acordado sonho com o que quero, quando quero.
Acordado não fico à mercê do inconsciente. Dirijo minha vida, meus passos.
Sei que vão cair de pau em mim (kkkkkk) mas odeio dormir. Pareço aquelas crianças que querem continuar brincando, só vou deitar-me com os olhos ardendo, e tão pesados que às vezes é impossível contê-los e durmo no sofá diante da TV com o notebook no colo.
Acho o máximo dividir com Machado de Assis a repulsa ao sono; mas pense bem, quanta coisa útil e prazerosa pode ser feita com as horas de sono. Quantos livros podemos ler madrugadas a dentro, quantas músicas novas podemos conhecer e degustar, por falar em degustar, quanta coisa gostosa podemos comer em lugar de dormir (mas aí tem a droga da balança). Para quem gosta - que não é o meu caso - poderia se usar a noite para malhar. Eu prefiro amar.
Um dia a medicina ainda vai criar um remédio que recarregue nossas energias acordados, igual a carregar um celular com ele ligado.
Vida 24 horas por dia!
Tá certo que tem gente cuja vida é tão ruim que, quanto menos tempo acordado melhor. Mas aí é só não tomar o remédio, e dormir.
Não é o meu caso. Sofro um pouco da síndrome da Pollyana - para os mais jovens eu explico: Pollyana foi uma série de livros para meninas adolescentes da década de 60/70. Pollyana era uma menina feliz, tudo ela arrumava uma compensação positiva; exagerando no exemplo, se ela quebrasse a perna ela sorria e dizia: que bom que eu quebrei a perna assim posso colocar um gesso branquinho para meus verdadeiros amigos assinarem. Ou assim posso ficar quieta em casa e estudar mais. Pois é, sofro um pouco dessa síndrome, por mais que eu apanhe da vida, eu a amo, e me sinto feliz. E pode parecer estranho, mas o TDAH me transforma num camarada raro, diferente. Rabujento, mas diferente. E confesso, adoro ser diferente.
Por isso, BOM DIA!
Pra mim, pra você, pro mundo!
Como diz o José Simão: Bom dia flor do dia!
Camarão que dorme, a onda leva!!!!

Obs.: O lindo sol da foto não é compartilhado por Juiz de Fora, na cidade onde vivo chove ininterruptamente há horas. As vendas não serão boas, mas o dia será.