quarta-feira, 9 de novembro de 2011

MAIS DE MEIO SÉCULO DE TDAH EM EBULIÇÃO




Este post foi iniciado no último domingo dia 06 de novembro. mas por questões tecnológicas só pode ser terminado hoje.

Completo hoje 51 anos. Mais de meio século de vida, e de TDAH. Cinquenta e um anos de esquecimentos, de procrastinação, de impulsividade; mas acima de tudo isso, são 51 anos de muita paixão e muita emoção. Muito prazer e muita dor. Muita vida!
Menino levado, hiperativo; adolescente meio rebelde, displicente, meio perdido.
Muito cedo, ainda adolescente casei-me e tive uma filha. Mais perdido fiquei. Os sonhos da adolescência foram cortados pela responsabilidade de uma familia. A necessidade de ganhar dinheiro, de ser adulto.
Eu não estava preparado para ser adulto, muito menos ser pai.
O resultado foi um desastre, muito antes, anunciado pela clarividência de meu pai.
Mas amei intensamente minha primeira esposa; como amei a todas as mulheres com quem convivi.
A emoção do amor, essa sensação fortíssima provocada pela presença da pessoa amada sempre norteou minha vida. Para vivê-la fiz verdadeiras loucuras, tomei atitudes e caminhos recriminados pelos outros. Mas quando essa emoção bate, não tem jeito, não consigo me controlar. Sou movido a paixäo. Até tentei, em alguns momentos, racionalizar os sentimentos, pesar tudo o que estava em jogo; mas nada adiantou. O sentimento superou a razão, e eu o segui. Expus-me a críticas e julgamentos rasteiros mas segui minha necessidade de paixão, de emoção, de sedução. Esse comportamento exacerbadamente apaixonado, fez a festa daquelas pessoas que, apesar de possuir telhados, paredes e portas de vidro que se acham no direito de criticar a vida alheia.
Claro que nem sempre foi bom. Essa paixão me fez sofrer em muitas vezes, decepcionei-me, abandonei e fui abandonado; traí e fui traído; mas amei e fui amado. Isso é o principal.
A paixão, gera raiva, explosões, amores, mágoas e dores. Uma vida rica, porém pesada.
Não sei se está certo ou errado, mas parafraseando Roberto Carlos: o importante é que emoções eu vivi.