domingo, 12 de fevereiro de 2012

TDAH, O TRATAMENTO TEM DE SER PRATICADO





Certa vez ouvi de uma amiga que a fé precisa ser praticada, é muito importante para quem crê frequentar sua igreja ou ambiente religioso pois isso reaviva a fé em seu coração.
O mesmo acontece com o tratamento do TDAH.
No último sábado, 11 de fevereiro, tivemos a segunda reunião desse ano dos participantes do programa Mente Confiante. Creio já haver mencionado esse programa em um post anterior, mas nunca é demais explicar pra quem está chegando agora. O programa Mente Confiante foi criado pela Dra. Valéria Modesto e a Coach Luciana Fiel com o objetivo de oferecer um tratamento integrado aos portadores de TDAH e seus familiares. Mensalmente nos reunimos - os portadores e seus familiares - para discutirmos nossas dificuldades e soluções, nossas conquistas e fracassos  e para ouvir e debater com a Valeria e a Luciana estratégias de convivência com o TDAH e com as pessoas que nos cercam.
Fazendo uma analogia com o que disse minha amiga sobre a fé, essa reunião mensal do Mente Confiante é simplesmente fantástica, nela trocamos experiências com pessoas que convivem e sentem os mesmos problemas, naquele ambiente não há discriminação, não há preconceito ou sabotagem. Estamos todos no mesmo barco remando na mesma direção e construindo uma nova metodologia no tratamento do TDAH.
É emocionante ver o carinho que a Valéria e a Luciana dão e recebem de cada paciente, de cada familiar. Ontem numa sala completamente lotada, haviam crianças e adultos de todas as idades, adolescentes e seus pais num apoio mútuo, numa cumplicidade que inevitavelmente vai levar a um resultado muito acima da média no controle dos sintomas do TDAH.
Após cada reunião saio de baterias renovadas, com novo ânimo para enfrentar esse monstro invisível que habita minha mente.
Sinto orgulho de acompanhar o nascimento desse projeto, um projeto que já é vitorioso, idealizado e posto em prática por duas pessoas absolutamente isentas de estrelismo, que se interessaram pelas pessoas por trás do diagnóstico. Duas profissionais que enxergaram que a simples administração de medicamentos não bastaria para acabar com o peso do TDAH, principalmente nos adultos com diagnóstico tardio.
O cuidado com cada um dos pacientes é emocionante, eu recebo uma ou duas horas antes de cada reunião dois torpedos no celular como forma de lembrete. Elas sabem que se não me avisarem eu esquecerei. Assim é o Mente Confiante cada paciente visto como único com suas fraquezas e virtudes e para cada um uma atenção especial.
Saio dali com uma grande certeza de que posso domar o TDAH, afinal não estou sozinho.