sexta-feira, 16 de maio de 2014

TDAH EM FUGA DA VIDA...





Uma palavra...
Um gesto...
Um silêncio...
Pouca coisa, quase nada.
E nosso mundo desaba...
Pernas e braços adquirem um peso jamais sentido.
Mover-se é um desafio.
Parecemos viver em câmera lenta num mundo que segue a mil por hora.
O teto parece querer nos esmagar; até respirar parece difícil.
Fugir nos parece a única alternativa.
Mas fugir pra onde?
Fugir de quem?
E a vida? E as responsabilidades? E os filhos? E os pais?
E vamos nos arrastando.
O causador, ou causadores, daquele estado de ânimo deplorável parecem continuar flanando alegremente pela vida; completamente alheios ao enxovalhamento causado em nossas almas.
É isso! Na alma!Não é um desânimo apenas físico, não! A alma está ferida! A mente está entorpecida!
O que fazer, meu Deus?
Agrido? Emudeço? Aceito?
Um confronto titânico agita a nossa mente. Agredimos e podemos perder o emprego. Falamos umas verdades e os companheiros/ companheiras nos abandonam.
Recordamos que, da última vez que isso aconteceu, horas depois tudo parecia apenas um mal entendido...
O que fazer?
Fugir. Mas fugir só! Somos obrigados a conviver com as nossas tedeagazices; mas ninguém mais precisa passar por isso.
Mas, do que vale fugir se carregaremos na mente todos os grilhões que nos atam?
Não existe um lugar onde podemos nos esconder de nós mesmos.
Não existe uma porta, nem no fim do mundo, onde manteremos o TDAH do lado de fora.
E aí, desistimos de fugir. Aceitamos nossa miséria e seguimos nos arrastando pelo dia afora.
Uma música, um sorriso, uma recordação; e tudo muda!
Aquele humor enxovalhado, aquela alma miserável, aquela mente torturada, transmuta-se em frações de segundos em festa, em vida!
E o mais interessante: não percebemos esse contraste; sequer mudamos de forma consciente. Passamos tantas vezes por isso que acreditamos que todo mundo é assim.
Mas não!
Somos montanhas russas de sentimentos; caleidoscópios ambulantes; camaleões mentais.
E assim seguimos, entre altos e baixos, mas sempre com o frequente pensamento de fugir, de abandonar, de sair andando...
Pra onde?
Pra longe de nos mesmos...