terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

TDAH À FLOR DA PELE



                                Escultura do artista Mauro Alvim, de Juiz de Fora - MG



A coragem de dar a cara a tapa.
A força para reerguer-se.
A criatividade para reinventar-se.
A disciplina para sobreviver ao transtorno.
A dignidade para encarar os detratores.
A determinação para seguir sozinho o caminho do tratamento.
A defesa incansável da liberdade.
A inabalável fé que derrota os medos.
A riqueza de uma paixão intensa.
Amalgama de sentimentos que dão origem a seres únicos.
Seres movidos a paixão.
Seres capazes de criar o inimaginável.
De conceber caminhos impensáveis.
De extrair a fênix daquele corpo aparentemente morto.
De enxergar a luz no fim de um túnel imaginário; e ter a coragem de buscá-la.
Quixotes incansáveis na eterna busca da 'normalidade'.
Mas, não seria a 'normalidade' moinhos de vento que movem-se estáticos?
De que vale balançar os braços se as pernas pesam como chumbo impedindo a caminhada?
Não, não queremos a normalidade, queremos o controle.
Controlar os sentimentos. Não sua intensidade, mas sua direção.
Toda a intensidade de um TDAH à flor da pele, submetida à razão que transforma a criatividade em vida, o sonho em conquista, o caminho em vitória.
Esse sou eu.
Uma pequena fração desse universo TDAH, formado por milhares de sonhos e criatividades únicas, de paixões avassaladoras, de amores perdidos e reencontrados.
Somos todos.
Ninguém vai nos acorrentar.
Ninguém vai nos derrotar.
Nos reergueremos infinitamente com a força daqueles que carregam o inimigo na alma e ainda assim sobrevivem.